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segunda-feira, 22 de novembro de 2010

Bento XVI viajará à Alemanha em 2011!!!



Visitará Berlim, Friburgo e Erfurt

CIDADE DO VATICANO, sexta-feira, 19 de novembro de 2010 (ZENIT.org) - Bento XVI visitará seu país natal pela terceira vez dentro do seu pontificado, em 2011, provavelmente em setembro, segundo informou o presidente da conferência episcopal do país, o arcebispo Robert Zollitsch.

"A visita do Santo Padre representará um momento importante na vida do nosso país e da nossa Igreja", afirmou o prelado em declarações divulgadas pela Rádio Vaticano.

"Alegra-me que o Santo Padre tenha acolhido o convite do presidente da república, Christian Wulff, e da nossa conferencia episcopal", acrescenta.

O Papa visitará as arquidioceses de Berlime Friburgo e a diocese de Erfurt.

"Sua visita reforçará a Igreja na Alemanha e seu serviço aos homens e à sociedade", garante o comunicado.

Antes do Natal, conclui Dom Zollitsch, serão publicados mais detalhes sobre a visita apostólica do Papa às terras alemãs.

No ano que vem, o Papa Bento XVI prevê outras duas viagens internacionais: à Croácia, em junho, e à Espanha, por ocasião da Jornada Mundial da Juventude, em agosto.

As outras duas viagens apostólicas deste pontificado à Alemanha tiveram como meta Colônia, por ocasião da Jornada Mundial da Juventude, assim como Munich, Altötting e Ratisbona

Guatemala: Igreja pede abolição da pena de morte!!!

Comunicado do Conselho Permanente da Conferência Episcopal

CIDADE DA GUATEMALA, segunda-feira, 22 de novembro de 2010 (ZENIT.org) – “Não Matarás” é o título de um comunicado dos bispos da Guatemala relembrando a doutrina social da Igreja sobre a pena de morte.Os prelados constatam – no texto difundido na semana passada – que “a aplicação da pena de morte tem sido parte da legislação nos países cristãos até o século passado”, mas “nunca foi esquecido o respeito devido à vida, o papel que tem a misericórdia de Deus – disposto a perdoar inclusive quem tenha cometido crimes horríveis –, nem o risco que se corre na justiça humana de aplicar tal castigo de maneira injusta”.

A tradição da Igreja Católica sobre o tema “se fundamenta no modo de agir de Jesus, Filho de Deus, que foi vítima de sua aplicação injusta, manipulada e perversa por parte das autoridades corruptas daquela época”, afirma o comunicado assinado pelo presidente da Conferência Episcopal, Dom Pablo Vizcaíno Prado.
Os bispos indicam no comunicado que “o desenvolvimento dos sistemas penitenciários modernos permite criar mecanismos que preservem a integridade da sociedade frente a agressões criminais”.
“Não se trata de renunciar à defesa legítima da sociedade diante dos crimes, mas recorrer a meios não cruentos para realizar esta defesa. A oposição à pena de morte não significa um sim à impunidade”, acrescentam.
Por isso, afirmam: “censuramos como moralmente irresponsável a promoção da pena de morte como propaganda política, pois o desespero cidadão pela ineficiência do sistema judicial se combate melhorando o sistema judicial e penitenciário e não aplicando a pena capital”.

terça-feira, 28 de setembro de 2010

Comunicação do falecimento do seminarista Edinei Gonçalvez da Cruz!!!



Falecimento do Seminarista Edinei Gonçalvez da Cruz
“Então, ouvi uma voz forte que saía do trono e dizia:
Esta é a morada de Deus-com-os-homens.
Ele vai morar junto deles. Eles serão o seu povo,
e o próprio Deus-com-eles será seu Deus.
Ele enxugará toda lágrima dos seus olhos.
A morte não existirá mais,
e não haverá mais luto, nem grito, nem dor,
porque as coisas anteriores passaram”.
(Ap 21,3-4)
A CNBB – Regional Sul 4 cumpre o doloroso dever de comunicar o falecimento do jovem Edinei Gonçalvez da Cruz, de 20 anos, seminarista da Diocese de Blumenau, que cursava o 3º ano de Filosofia em Brusque e residia no Seminário Filosófico de Santa Catarina – Sefisc. Edinei, na noite do dia 23 (quinta-feira), dirigia-se com outras pessoas a Lages, onde participaria, em nome dos seminaristas filósofos, da Assembléia da CNBB - Regional Sul 4. Um acidente automobilístico tirou sua vida, nada acontecendo a seus companheiros de viagem. Diante de tão grave fato, a Assembléia do Regional Sul 4 foi suspensa.
Ao mesmo tempo em que convidamos todos a fazerem uma prece por esse nosso irmão, comunicamos que o sepultamento de Edinei Gonçalvez da Cruz será neste dia 24 de setembro, às 16h, na Capela de Palmeiras – Município de Rio dos Cedros – SC.
Manifestamos aos familiares desse irmão nossos sentimentos; a Dom José Negri, Bispo de Blumenau, a seus diocesanos e, particularmente, aos sacerdotes e seminaristas, expressamos nossa unidade. Deus “enxugará toda lágrima dos seus olhos”!
Fraternalmente,
Dom Murilo S.R. Krieger, scj
Arcebispo de Florianópolis e
Presidente da CNBB – Regional Sul 4

quarta-feira, 11 de agosto de 2010

Assistência ao letor(a) blog thiago krauppe!!!

Informamos que apartide do dia: 15/agosto/2010 á 29/agosto/2010 estaremos em férias com as postagens deste blog.
Agradeço deste já com a compreenção de todos os leitores e leitoras deste blog com a ajuda que estão me ajudando no divulgar este trabalho religioso de nossa igreja.
Retornaremos no dia 30/agosto/2010 com maisnoticias da igreja local e fora de nosso Pais.
Grato coordenador do blog thiago krauppe.





ENDEREÇO DO BLOG: THIAGOKRAUPPE.BLOGSPOT.COM

DEUS ABENÇÕE A TODOS E A TODAS!!!

Bento XVI: uma vida intensa, rica de boas obras!!!

Palavras ao introduzir a oração do Angelus este domingo em Castel Gandolfo

ROMA, domingo, 8 de agosto de 2010 (ZENIT.org) – Ao meio-dia deste domingo, o Papa rezou o Angelus com os peregrinos reunidos no pátio da residência pontifícia de Castel Gandolfo. Estas foram suas palavras ao introduzir a oração mariana.

* * *

Caros irmãos e irmãs,

na passagem evangélica deste domingo, prossegue o discurso de Jesus aos discípulos sobre o valor da pessoa aos olhos de Deus e sobre a inutilidade das preocupações terrenas. Não se trata de um elogio ao desinteresse. Escutando o convite tranquilizador de Jesus, “Não tenhas medo, pequeno rebanho, pois foi do agrado do vosso Pai dar a vós o Reino” (Lc 12, 32), o nosso coração abre-se a uma esperança que ilumina e anima a existência concreta: temos a certeza de que “o Evangelho não é apenas uma comunicação de realidades que se podem saber, mas uma comunicação que gera fatos e muda a vida. A porta tenebrosa do tempo, do futuro, foi aberta de par em par. Quem tem esperança, vive diversamente; foi-lhe dada uma vida nova.” (Enc. Spe Salvi, 2).

Como lemos na passagem da Carta aos Hebreus na Liturgia de hoje, Abraão avança com coração confiante na esperança que Deus lhe abre: a promessa de uma terra e de uma “descendência numerosa” e parte “sem saber para onde iria”, confiando apenas em Deus (cf. 11, 8-12).

E Jesus, no Evangelho de hoje – através das três parábolas – ilustra como a expectativa da plenitude da “beata esperança”, a sua vinda, deve incentivar ainda mais a uma vida intensa, rica de boas obras: “Vendei vossos bens e dai esmola. Fazei para vós bolsas que não se estraguem, um tesouro no céu que não se acabe; ali o ladrão não chega nem a traça corrói” (Lc 12, 33). É um convite a usar as coisas sem egoísmo, sede de poder ou domínio, mas segundo a lógica de Deus, a lógica da atenção ao outro, a lógica do amor: como escreve sinteticamente Romano Guardini, “na forma de uma relação: a partir de Deus, em vista de Deus’ (Accettare se stessi, Brescia 1992, 44).

A esse respeito, desejo chamar a atenção sobre alguns santos que celebramos esta semana e que souberam viver a sua vida a partir de Deus e em vista de Deus. Hoje recordamos São Domingos de Gusmão, fundador, no século XIII, da Ordem Dominicana, que desempenha a missão de educar a sociedade sobre a verdade de fé, preparando-a com o estudo e a oração. Na mesma época Santa Clara de Assis – de quem faremos memória na quarta-feira –, que, dando prosseguimento à obra franciscana, fundou a Ordem das Clarissas. Recordaremos a 10 de agosto o santo diácono Lourenço, mártir do III século, cujas relíquias são veneradas em Roma na Basílica de São Lourenço Fora dos Muros. Finalmente, faremos memória de dois outros mártires do século XX que partilharam o mesmo destino em Auschwitz. A 9 de agosto recordaremos a santa carmelita Teresa Benedita da Cruz, Edith Stein, e no dia 14 o padre franciscano Maximiliano Maria Kolbe, fundador da Milícia de Maria Imaculada. Ambos atravessaram o obscuro período da Segunda Guerra Mundial, sem nunca perder de vista a esperança, o Deus da vida e do amor.

Confiemos no sustento materno da Virgem Maria, Rainha dos Santos, que amorosamente compartilha a nossa peregrinação. A Ela dirigimos nossa oração.

[Traduzido por ZENIT © Copyright 2010 - Libreria Editrice Vaticana]

Catequese do Papa: martírio, forma de amor total a Deus!!!

Discurso na audiência geral desta quarta-feira

ROMA, quarta-feira, 11 de agosto de 2010 (ZENIT.org) – Apresentamos o discurso de Bento XVI na audiência geral desta quarta-feira, no pátio da residência pontifícia de Castel Gandolfo, em que, na presença dos peregrinos, o Papa falou sobre o martírio.

Caros irmãos e irmãs,

hoje, na Liturgia, recordamos Santa Clara de Assis, fundadora das Clarissas, luminosa figura da qual falarei numa próxima Catequese. Mas nesta semana – como já mencionei no Angelus de domingo passado – fazemos memória também de alguns Santos mártires, seja dos primeiros séculos da Igreja, como São Lourenço, Diácono, São Ponciano, Papa, e Santo Hipólito, Sacerdote; seja de um tempo um pouco mais próximo de nós, como Santa Teresa Benedita da Cruz, Edith Stein, patrona da Europa, e São Maximiliano Kolbe.

Gostaria agora de falar brevemente sobre o martírio, forma de amor total a Deus.

Onde se funda o martírio? A resposta é simples: sobre a morte de Jesus, sobre seu sacrifício supremo de amor, consumado na Cruz para que pudéssemos ter a vida (cf. Jo 10, 10).

Cristo é o servo sofredor de quem fala o profeta Isaías (cf. Is 52, 13-15), que doou a si mesmo em resgate de muitos (cf. Mt 20, 28). Ele exorta os seus discípulos, cada um de nós, a tomar cada dia a própria cruz e segui-lo no caminho do amor total a Deus Pai e à humanidade: “quem não toma a sua cruz e não me segue – diz-nos –, não é digno de mim. Quem buscar sua vida a perderá, e quem perder sua vida por causa de mim a encontrará (Mt 10, 38-39). É a lógica do grão de trigo que morre para germinar e trazer a vida (cf. Jo 12, 24). O próprio Jesus é o “grão de trigo que veio de Deus, o grão divino, que se deixa cair na terra, que se deixa partir, quebrar na morte e, precisamente através disto, se abre e pode assim dar fruto na vastidão do mundo” (Bento XVI,Visita à Igreja luterana de [14 de março de 2010]). O mártir segue o Senhor até o fim, aceitando livremente morrer pela salvação do mundo, em uma prova suprema de fé e de amor (cf. Lumen Gentium, 42).

Mas de onde nasce a força para enfrentar o martírio? Da profunda e íntima união com Cristo, porque o martírio e a vocação ao martírio não são o resultado de um esforço humano, mas a resposta a uma iniciativa e a um chamado de Deus, são um dom da Sua graça, que torna capazes de oferecer a própria vida por amor a Cristo e à Igreja e, assim, ao mundo. Se lemos a vida dos mártires, ficamos surpreendidos com a serenidade e coragem no enfrentamento da morte: o poder de Deus manifesta-se plenamente na fraqueza, na pobreza de quem se confia a Ele e só n’Ele deposita a sua esperança (cf. 2 Cor 12, 9).

Mas é importante enfatizar que a graça de Deus não suprime ou sufoca a liberdade daqueles que enfrentam o martírio, mas, ao contrário, enriquece-a e reforça-a: o mártir é uma pessoa extremamente livre, livre em relação ao poder, ao mundo, uma pessoa livre, que, num único ato definitivo, entrega a Deus toda a sua vida e, num supremo ato de fé, de esperança e de caridade, abandona-se nas mãos do seu Criador e Redentor; sacrifica a própria vida para se associar totalmente ao Sacrifício de Cristo na Cruz. Em uma palavra, o martírio é um grande ato de amor em resposta ao imenso amor de Deus.

Queridos irmãos e irmãs, como eu disse na quarta-feira passada, provavelmente nós não somos chamados ao martírio, mas nenhum de nós está excluído do chamado divino à santidade, a viver em alta medida a vida cristã, e isso implica tomar a cada dia a sua cruz. Todos, sobretudo no nosso tempo, em que o egoísmo e o individualismo parecem prevalecer, temos de assumir como primeiro e fundamental compromisso crescer a cada dia em um amor maior a Deus e aos irmãos, para transformar a nossa vida e assim transformar também o nosso mundo. Por intercessão dos Santos e dos Mártires, peçamos ao Senhor para inflamar o nosso coração para sermos capazes de amar como Ele amou cada um de nós.

[Traduzido do original italiano por Alexandre Ribeiro.

Após a audiência, o Papa saudou os peregrinos em diferentes idiomas. Estas foram suas palavras em língua portuguesa:]

Amados peregrinos de língua portuguesa, uma cordial saudação de boas-vindas para todos, nomeadamente para os grupos vindos do Brasil e para os fiéis portugueses da diocese do Porto. Cristo chama todos os batizados à santidade. Que o exemplo e a intercessão dos mártires vos ajude a assumir o empenho de crescer a cada dia no amor a Deus e aos irmãos para que assim possais transformar o mundo! Que Deus abençoe a vós e as vossas famílias.

[© Copyright 2010 - Libreria Editrice Vaticana]

Diáconos servidores!!!


Artigo de Dom Orani João Tempesta

RIO DE JANEIRO, terça-feira, 10 de agosto de 2010 (ZENIT.org) – Apresentamos artigo do arcebispo do Rio de Janeiro, Dom Orani João Tempesta, enviado a ZENIT hoje, sobre o tema dos diáconos.

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Diáconos servidores

No dia 10 de agosto celebramos a festa de São Lourenço, diácono e mártir e patrono dos diáconos. Viveu na época do Papa Sisto II, quando procurou servir os pobres com bens da comunidade de fé.

Sobre ele recordamos as palavras do Santo Padre, em sua homilia na Basílica que leva o nome do mártir, em Roma, em 30 de novembro de 2008: “sua vida foi dedicada aos pobres, e deu generoso serviço à Igreja de Roma, especialmente no cuidado dos pobres e da caridade!”

De São Lourenço recordamos o seu testemunho diante da pressão do imperador que queria para si os imaginados bens da Igreja: “a riqueza da Igreja são os pobres.”

Percorrendo o mês de agosto, mês das vocações, deparamo-nos com a Vocação Diaconal. Celebramos o Dia dos Padres no dia quatro de agosto, e o Dia dos Pais no segundo domingo do mês, quando começa a semana nacional da família. O diácono é uma vocação ministerial para o serviço.

Existem muitas razões de ordem pastoral para a implantação do diaconato permanente onde ainda não o foi. Poderíamos enumerar algumas: ampliação dos serviços da caridade e da liturgia junto ao povo fiel, principalmente nos grandes centros urbanos, tão carentes deste atendimento por parte da Igreja; a presença sacramental e ministerial da Igreja em muitas ambientes da vida secular onde ela não consegue chegar com facilidade. Afinal é um dos ministérios presentes na Igreja e que complementam a missão na diversidade de funções e necessidades.

Porém, gostaria de ressaltar o diácono como fonte do ministério do amor e da justiça. O diácono é ordenado para incorporar uma dimensão do ministério apostólico: o do serviço, como disse acima.

O próprio termo diaconia já por si expressa o ser diácono – o que serve, configurando-se ao Cristo Servo que “não veio para ser servido, mas para servir”. O diaconato expressa-se em três dimensões: o serviço da caridade, o serviço da liturgia e o serviço da Palavra de Deus.

E dentro da perspectiva do serviço, destaco o da caridade, o serviço junto aos pobres, à situação de pobreza. A Igreja espera dos diáconos uma resposta às necessidades dos menos favorecidos de nossa sociedade.

Recordo a carta da Congregação do Clero, assinada pelo Cardeal D. Claudio Hummes, emitida por ocasião do Ano Sacerdotal: “os diáconos são identificados, sobretudo, com a caridade. Os pobres são o seu ambiente cotidiano e o foco de sua atividade sem descanso. Não se compreenderia um Diácono que não se envolvesse na caridade e na solidariedade para com os pobres, que hoje de novo se multiplicam.”

O Diaconato é um ministério do limite, por causa da atenção e do cuidado com aqueles que estão na situação de miséria e de pobreza, os preferidos de Jesus, e que precisam de nossa atenção social e também espiritual.

O diácono é um sinal da caridade e do serviço, da Igreja que ama os pobres e vive para servir aos homens e as mulheres de boa vontade. O diácono é um servo que traça o caminho do amor e da afeição em relação ao dom maior da caridade.

Em seu empenho pela caridade, deve-se incluir a sua estreita colaboração ao bispo, que é o primeiro responsável pela caridade na Igreja local, e o diácono é chamado, pelo seu ministério, a ser um de seus mais próximos colaboradores nesta missão.

Em muitas dioceses, seja no Brasil ou no exterior, temos vários testemunhos de diáconos empenhados e que servem, principalmente, a mulheres vítimas de violência, a crianças maltratadas, doentes mentais, tóxico-dependentes, pessoas portadoras de HIV, sem teto, prisioneiros, refugiados, migrantes, populações de rua, desempregados e vítimas de discriminação racial ou étnica. Isso tudo, sem dúvida, é uma grande riqueza para a Igreja.

Outro tipo de pobreza para a qual o diácono é chamado a servir é a pobreza de ordem espiritual. É muito fácil encontrarmos pessoas que estão em extrema carência de atenção, que se encontram na solidão, na raiva, no ódio, na confusão espiritual, na depressão, e no sofrimento. Precisamos levar Jesus para essas pessoas, mantermo-nos junto delas, oferecendo o Seu amor.

Os diáconos podem muito se empenhar no ministério da escuta e do aconselhamento desses nossos irmãos. Sendo homens de fé, a serviço da Igreja, também estão inseridos no ambiente familiar, da cultura e do mundo do trabalho. Isso tudo lhes permite conhecimento de causa e, à luz do Evangelho, como servidor da Palavra, dar ânimo de vida e de esperança.

Neste dia dedicado aos Diáconos, peço por todos os nossos diáconos permanentes da Arquidiocese. Agradeço o serviço que prestam ao seu Bispo e ao Povo de Deus. O exemplo de perseverança e de fidelidade de seu patrono, São Lourenço, possa ser uma luz na caminhada ministerial dos Diáconos.

+ Orani João Tempesta, O. Cist. (Arcebispo Metropolitano de São Sebastião do Rio de Janeiro, RJ)

Valor do Voto!!!

Artigo de Dom Paulo Mendes Peixoto

BRASÍLIA, (ZENIT.org) – Apresentamos artigo do bispo de São José do Rio Preto (São Paulo), Dom Paulo Mendes Peixoto, sobre o valor do voto, texto difundido pela CNBB (Conferência Nacional dos Bispos do Brasil) nessa segunda-feira.

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Valor do Voto

A minha palavra é destinada a todos os diocesanos e às pessoas cidadãs, de boa vontade, querendo assim contribuir para a vida do nosso povo no momento tão especial como estamos agora vivendo, com a chegada das Eleições. Faço isto vendo a grande importância da participação política dos cristãos na vida social, para construir uma sociedade fraterna, justa e solidária.

É importante acompanhar o processo político, vendo de perto o perfil dos candidatos para criar consciência e responsabilidade, ajudando assim nos destinos do País e do Estado. Sabemos que o papel do eleitor vai além do seu voto. Começa pelo conhecimento dos candidatos, sua vida, atuação, propostas e posturas apresentadas. Continua depois, acompanhando a gestão dos que forem eleitos.

A sociedade almeja uma ética na política e uma coerência dos políticos. Não é por acaso que tivemos a iniciativa popular para criar a Lei chamada “Ficha Limpa”. Para que ela seja aplicada, efetivamente, é preciso haver uma mudança de mentalidade e de ação, tendo em vista uma política marcada por princípios e valores éticos fundamentais para o povo.

A Palavra de Deus e a Doutrina Social da Igreja, seguramente credenciadas por uma prática histórica milenar, podem dar fundamentos para isto. Aí os candidatos devem buscar os critérios de ação, dando aos eleitores as bases para o exercício da cidadania para um voto consciente e comprometido podendo, dentro do processo, agir com corresponsabilidade.

Alguns dados devem ser identificados nos candidatos, sem os quais não merecem o sufrágio dos cidadãos cristãos. Um deles é se defendem a vida, da concepção até a morte natural, já que a vida é o maior dom que todos temos. Não merece o nosso voto quem tem iniciativas contra a dignidade das pessoas e das famílias, defendendo o aborto e a eutanásia.

Quando a pessoa governa, deve ter em mente o bem comum, olhando para os mais pobres, promovendo uma sociedade mais fraterna e em condição de todos terem vida com dignidade. Para isto deve cuidar da saúde, educação, moradia, trabalho e justiça social. Os interesses do povo precisam estar acima dos particulares. É bom candidato quem é comprometido com o bem comum.

Olhar também o comportamento ético dos candidatos: sua honestidade, competência, transparência, vontade de servir o bem comum, idoneidade moral e suas propostas de ação política. As propagandas podem ocultar os interesses particulares do candidato. Olhar se seu histórico não é de corrupção e de má gestão, de “ficha suja” e de uso da máquina pública para fins eleitoreiros.

Não transformar o voto em mercadoria. Ele não pode ser vendido. Tanto quem compra, como quem vende, é corrupto. É atitude que deve ser denunciada à Comissão Contra a Corrupção Eleitoral, da Lei 9840, que deve tomar as devidas providências. Diante de tudo isto, suplico a Deus para iluminar e abençoar a todos, candidatos e eleitores, nessas próximas Eleições.

+Dom Paulo Mendes Peixoto (Bispo de São José do Rio Preto, SP)

domingo, 8 de agosto de 2010

Santa Sé sobre a Convenção contra as bombas de fragmentação!!!

Comunicado da Sala de Imprensa vaticana

CIDADE DO VATICANO, (ZENIT.org) – Apresentamos a seguir o comunicado divulgado pela Sala de Imprensa da Santa Sé nesse domingo, sobre a entrada em vigor da Convenção que proíbe as bombas de fragmentação.

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Como observou o Santo Padre hoje, após a oração do Angelus, entra em vigor, neste 1º de agosto de 2010, a Convenção proíbe o uso, a produção, a transferência e o armazenamento de munições cluster, que causam danos inaceitáveis aos civis, aprovada em Dublin a 30 de maio de 2008 e encaminhada à assinatura em Oslo, a 3 de dezembro daquele ano.

A Convenção representa um passo significativo no campo do desarmamento e do direito humanitário internacional, bem como uma conquista notável para um multilateralismo baseado na cooperação construtiva entre os atores governamentais e não governamentais, na ligação entre direitos humanitários e direitos humanos.

Além de preencher uma grave lacuna do direito humanitário, a Convenção tende a dar uma resposta forte e crível a um problema ainda muito presente, não só pelo contínuo uso das bombas de fragmentação, mas pelo fato de que estas armas podem permanecer sem explodir no terreno, ameaçando mesmo depois de muitos anos e impedindo a retomada da vida quotidiana dos civis. A nova Convenção também garante o direito à assistência às vítimas, oferecendo uma fonte de esperança para todos aqueles que sofreram os efeitos das bombas de fragmentação.

A Santa Sé participou ativamente do processo de Oslo, a partir da qual surgiu a nova Convenção, tendo sido uma das primeiras a propor uma moratória sobre o uso dessas armas e participa desde o início dos seis membros do chamado Core Group, o grupo de Estados promotores da iniciativa. A Santa Sé também foi um dos primeiros Estados a ratificá-la, na convicção de que a lógica da paz é mais forte que a lógica da guerra, a qual em todos os casos deve ter como limite inquestionável a proteção e a tutela da população civil, e em particular das pessoas mais vulneráveis.

Na Declaração da Santa Sé anexada ao instrumento com o qual ratifica a Convenção, indica-se que a "implementação da Convenção [representa] um desafio legal e humanitário para o futuro próximo. A efetiva implementação deve-se basear na cooperação construtiva de todos os atores governamentais e não governamentais e deve reforçar o vínculo entre desarmamento e desenvolvimento. Isso se pode fazer orientando os recursos humanos e materiais para o desenvolvimento, a justiça e a paz, que são os instrumentos mais eficazes na promoção da segurança internacional e de uma ordem internacional pacífica".

De 9 a 12 de novembro de 2010 terá lugar em Vientiane, Laos, a Conferência dos Estados integrantes da Convenção.

[Traduzido por ZENIT

© Copyright 2010 - Libreria Editrice Vaticana]

Bento XVI: adquirir um “coração sábio!!!

Palavras ao introduzir a oração do Angelus este domingo em Castel Gandolfo

ROMA, domingo, 1º de agosto de 2010 (ZENIT.org) – Ao meio-dia deste domingo, o Papa rezou o Angelus com os peregrinos reunidos no pátio da residência pontifícia de Castel Gandolfo. Estas foram suas palavras ao introduzir a oração mariana.

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Caros irmãos e irmãs,

nestes dias celebram-se as festas de alguns santos. Ontem recordamos Santo Inácio de Loyola, fundador da Companhia de Jesus. Tendo vivido no século XVI, converteu-se lendo a vida de Jesus e dos santos, durante uma longa convalescença causada por um ferimento sofrido em combate. Ficou tão impressionado com aquelas páginas que decidiu seguir o Senhor. Hoje recordamos Santo Afonso Maria de Ligório, fundador dos Redentoristas, que viveu no século XVIII e foi proclamado patrono dos confessores pelo Venerável Pio XII. Ele percebeu que Deus quer todos santos, cada um segundo seu próprio estado. Nesta semana, a liturgia propõe também Santo Eusébio, primeiro bispo de Piemonte, ávido defensor da divindade de Cristo, e, finalmente, a figura de São João Maria Vianney, o Cura D’Ars, que guiou com seu exemplo o Ano Sacerdotal recém-concluído, a cuja intercessão novamente confio todos os Pastores da Igreja. Foi compromisso comum desses santos salvar as almas e servir a Igreja com seus respectivos carismas, contribuindo para renová-la e enriquecê-la. Esses homens adquiriram um “coração sábio” (Sl 89, 12), acumulando o que não se corrompe e descartando o que muda ao longo do tempo: o poder, a riqueza e os prazeres efêmeros. Escolhendo Deus possuíram tudo o que foi necessário, saboreando desde a vida terrena a eternidade (Ec 1-5).

No Evangelho deste domingo, o ensinamento de Jesus refere-se à verdadeira sabedoria e é introduzido pela pergunta de um dentre a multidão: “Mestre, dize ao meu irmão que reparta a herança comigo” (Lc 12, 13). Jesus, respondendo, adverte os ouvintes quanto aos desejos de bens terrenos, com a parábola do rico insensato, que, tendo acumulado uma grande colheita e bens, deixaria de trabalhar e consumiria seus bens divertindo-se e iludindo-se de poder postergar a morte. “Mas Deus lhe diz: ‘Tolo! Ainda nesta noite, tua vida te será retirada. E para quem ficará o que acumulaste?’” Na Bíblia, o homem insensato é aquele que não se dá conta, a partir da experiência das coisas visíveis, que nada dura para sempre, mas tudo passa: tanto a juventude, como a força física, as comodidades como as funções de poder. Fazer depender a própria vida de realidades assim tão passageiras é, portanto, insensatez. O homem que, pelo contrário, confia no Senhor, não teme as adversidades da vida, nem sequer a inelutável realidade da morte: é o homem que conseguiu um “coração sábio”, como os santos.

Ao dirigir nossa oração a Maria Santíssima, desejo recordar outros fatos significativos: amanhã será possível receber a indulgência da Porciúncula ou o "Perdão de Assis", que São Francisco de Assis obteve, em 1216, do Papa Honório III: na quinta-feira 5 de agosto, comemorando a Dedicação da Basílica de Santa Maria Maior, honraremos a Mãe de Deus aclamada com este título no Concílio de Éfeso de 431, e na próxima sexta-feira, aniversário de morte do Papa Paulo VI, celebremos a Festa da Transfiguração do Senhor. A data de 6 de agosto, considerada o cume da luz estival, foi escolhida para significar o esplendor da Luz de Cristo que ilumina o mundo inteiro.

[Após rezar o Angelus, o Papa saudou os peregrinos em diversos idiomas. Em português, disse:]

Queridos peregrinos de língua portuguesa: saúdo cordialmente a todos vós, de modo especial aos brasileiros de Piraquara. Que Deus manifeste sobre todos vós a Sua inesgotável bondade para que sejais renovados nos vossos bons propósitos de vida cristã. Que Deus vos abençoe!

[Traduzido por ZENIT

© Copyright 2010 - Libreria Editrice Vaticana]

Bento XVI: quem reza nunca está sozinho

Discurso ao introduzir o Angelus com os peregrinos em Castel Gandolfo

CIDADE DO VATICANO, – Apresentamos as palavras que o Papa dirigiu neste domingo ao meio dia, do balcão do Palácio Apostólico de Castel Gandolfo, ao introduzir a oração do Angelus junto dos fiéis e peregrinos presentes.

Caros irmãos e irmãs!

O Evangelho deste domingo apresente Jesus recolhido em oração, um pouco separado dos seus discípulos. Quando ele termina, um dos discípulos diz: “Senhor, ensina-nos a rezar” (Lc 11, 1). Jesus não faz objeção, não fala de fórmulas estranhas ou esotéricas, mas com muita simplicidade diz: “Quando orardes, dizei: Pai...’”, e ensina o Pai Nosso (cfr Lc 11, 2-4), trazendo-o da sua própria oração, com que se dirigia a Deus, seu Pai. São Lucas apresenta o Pai Nosso em uma forma mais breve que a do Evangelho de São Mateus, que entrou em uso comum. Estamos defronte às primeiras palavras da Sagrada Escritura que aprendemos desde crianças. Elas se imprimem na memória, moldam nossa vida, acompanham até o último suspiro. Elas nos revelam que nós não somos filhos de Deus de maneira já completa, mas que devemos nos tornar seus filhos e sê-lo sempre mais mediante uma comunhão mais profunda com Jesus. Ser filhos se torna o equivalente a seguir Cristo” (Bento XVI, Gesù di Nazaret, Milão 2007, p. 168).

Esta oração também acolhe e exprime as necessidades humanas materiais e espirituais: “dá-nos, a cada dia, o pão cotidiano, e perdoa-nos os nossos pecados” (Lc 11, 3-4). E precisamente pelas necessidades e dificuldades de cada dia, Jesus exorta com vigor: “portanto, eu vos digo: pedi e vos será dado; procurai e encontrareis; batei e a porta vos será aberta. Pois todo aquele que pede recebe; quem procura encontra; e a quem bate, a porta será aberta” (Lc 11,9-10). Não é um pedido para satisfazer os próprios desejos, mas sim para manter viva a amizade com Deus, que – diz sempre o Evangelho – dará o Espírito Santo aos que lhe pedirem” (Lc 11,13). Experimentaram-no os antigos “padres do deserto” e os contemplativos de todos os tempos, tornando-se, com motivo da oração, amigos de Deus, como Abraão, que implorou ao Senhor que salvasse os poucos justos do extermínio da cidade de Sodoma (cfr Gen 18, 23-32). Santa Teresa d’Ávila convidava suas irmãs de comunidade, dizendo: Devemos suplicar a Deus que nos livre de todo perigo e sempre tire todo o mal. E o quão imperfeito seja o nosso desejo, esforcemo-nos em insistir nesse pedido. Que custa tanto pedir, se nos voltamos para o Todo-Poderoso?” (Cammino, 60 (34), 4, in Opere complete, Milão 1998, p. 846). Sempre que rezamos o Pai Nosso, a nossa voz se une à da Igreja, porque quem reza nunca está sozinho. “Cada fiel deverá buscar e encontrará na oração cristã o próprio caminho, o próprio modo de rezar, e se deixará conduzir pelo Espírito Santo, que o levará, por meio de Cristo, ao Pai” (Congregação para a Doutrina da Fé, Alcuni aspetti della meditazione cristiana, 15 de outubro 1989, 29: AAS82 [1990], 378).

Hoje se celebra a festa do apóstolo São Tiago o Maior, que deixou o pai e o trabalho de pescador para seguir Jesus, sendo o primeiro dos apóstolos a dar a vida por Ele. De coração dirijo um pensamento especial aos peregrinos presentes em Santiago de Compostela! Que a Virgem Maria nos ajude a redescobrir a beleza e a profundidade da oração cristã.


Após rezar o Angelus, o Papa saudou os peregrinos em vários idiomas. Em português, disse:

Saúdo também os peregrinos de língua portuguesa, especialmente o grupo de brasileiros vindos da diocese de Blumenau. Agradecido pela amizade e orações, sobre todos invoco os dons do Espírito Santo para serem verdadeiras testemunhas de Cristo no meio das respectivas famílias e comunidades que de coração abençoo.

[Traduzido por ZENIT

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Catequese do Papa: São Tarcísio, hóstia imaculada ofertada a Deus!!!

Intervenção na audiência geral desta quarta-feira, centrada nos acólitos

CIDADE DO VATICANO, quarta-feira, 4 de agosto de 2010 (ZENIT.org) – Apresentamos o discurso de Bento XVI na audiência geral desta quarta-feira, na Praça de São Pedro, em que, na presença de milhares de peregrinos, o Papa falou sobre São Tarcísio e o acolitado.

Caros irmãos e irmãs,

gostaria de expressar minha alegria por estar hoje aqui, entre vocês, nesta Praça, onde de forma festiva vocês se reuniram para esta audiência geral, que conta com a presença significativa da grande Peregrinação Europeia dos Acólitos! Queridos meninos, meninas e jovens, bem-vindos! Visto que a grande maioria dos acólitos presentes na Praça é de origem alemã, dirijo-me primeiramente a eles em minha língua materna.

Caros acólitos e amigos, queridos peregrinos de língua alemã, bem-vindos a Roma! Saúdo-os cordialmente. Junto de vocês, saúdo o cardeal secretário de Estado, Tarcísio Bertone, que se chama Tarcísio, como seu padroeiro. Vocês tiveram a gentileza de convidá-lo, e ele, que leva o nome de São Tarcísio, está feliz por estar aqui entre os acólitos do mundo e os acólitos alemães.

Saúdo os queridos irmãos no episcopado e no sacerdócio e os diáconos que quiseram participar nesta audiência. Agradeço de coração o bispo auxiliar da Basileia, Dom Martin Gächter, presidente do Coetus Internationalis Ministrantium, pelas palavras de saudação a mim dirigidas, pelo presente da estátua de São Tarcísio e o foulard que me deu. Tudo isso me faz lembrar do tempo em que também eu era coroinha. Agradeço-o, em nome de vocês, também pelo grande trabalho que realiza em seu meio, juntamente com os colaboradores e aqueles que possibilitaram este alegre encontro. Meu agradecimento vai também para os promotores suíços e para todos que trabalharam de diferentes modos para construir a estátua de São Tarcísio.

Vocês são numerosos! Já ao sobrevoar a Praça de São Pedro em helicóptero eu vi todas as cores e a alegria que está presente nesta Praça! Vocês não só criaram um ambiente festivo na Praça, mas tornaram ainda muito mais alegre o meu coração! Obrigado! A estátua de São Tarcísio chegou até nós depois de uma longa peregrinação. Em setembro de 2008, foi apresentada na Suíça, diante da presença de 8.000 acólitos: certamente alguns de vocês estavam presentes. Da Suíça passou por Luxemburgo e chegou à Hungria. Nós hoje a acolhemos com festa, felizes em poder conhecer melhor este personagem dos primeiros séculos da Igreja.

A estátua – como já disse Dom Gächter – será colocada nas Catacumbas de São Calisto, onde São Tarcísio foi sepultado. O meu desejo é que este lugar, ou seja, as catacumbas de São Calisto e essa estátua, torne-se uma referência para os acólitos e para aqueles que desejam seguir Jesus mais de perto através da vida sacerdotal, religiosa e missionária. Todos podem se encomendar a este jovem corajoso e forte e renovar o empenho de amizade com o Senhor também para aprender a viver sempre com Ele, seguindo o caminho que nos indica com a Sua Palavra e o testemunho de tantos santos e mártires, dos quais, através do Batismo, tornamo-nos irmãos e irmãs.

Quem foi São Tarcísio? Nós não temos muitas notícias. Estamos nos primeiros séculos da história da Igreja, mais precisamente no terceiro século; narra-se que foi um jovem que frequentava as Catacumbas de São Calisto, aqui em Roma, e era muito fiel aos seus compromissos cristãos. Amava muito a Eucaristia e, por vários fatores, podemos concluir que, provavelmente, era um acólito, um servidor do altar. Aqueles eram anos em que o imperador Valeriano perseguia duramente os cristãos, estes sendo forçados a se reunir secretamente em casas particulares ou, por vezes, até mesmo nas Catacumbas, para ouvir a Palavra de Deus, rezar e celebrar a Missa. Mesmo o costume de levar a Eucaristia aos doentes e prisioneiros tornava-se cada vez mais perigoso.

Um dia, quando o sacerdote perguntou, como de costume, quem estava disposto a levar a Eucaristia aos outros irmãos e irmãs que aguardavam, o jovem Tarcísio levantou-se e disse Tarcísio: "Envie-me". Aquele menino parecia demasiado jovem para um serviço tão exigente! "Minha juventude – disse Tarcísio – será o melhor refúgio para a Eucaristia". O sacerdote, convencido, confiou-lhe o Pão precioso, dizendo: "Tarcísio, lembre-se de que um tesouro celeste é confiado ao seu frágil cuidado. Evite as ruas movimentadas e não se esqueça de que as coisas santas não devem ser dadas aos cães e nem as pérolas aos porcos. Guardará com fidelidade e segurança os Sagrados Mistérios?".

"Morreria – diz Tarcísio – antes de cedê-los". Ao longo do caminho, ele encontrou alguns amigos na rua, que, aproximando-se, pediram-lhe que se unisse a eles. Diante de sua negativa, eles – que eram pagãos – o consideraram suspeito e insistente, e perceberam que portava alguma coisa junto ao peito, a qual parecia defender. Tentaram tomá-la, mas em vão; uma luta muito furiosa se deu, sobretudo quando vieram a descobrir que Tarcísio era cristão; eles o espancaram, atiraram pedras, mas ele não cedeu. Morrendo, foi levado ao sacerdote por um oficial pretoriano de nome Quadrato, que era cristão em segredo. Chegou sem vida, mas ainda segurando firme no peito um pequeno linho com a Eucaristia. Ele foi imediatamente sepultado nas Catacumbas de São Calisto.

O Papa Dâmaso I fez uma inscrição para a tumba de São Tarcísio, segundo a qual o jovem morreu no ano 257. O Martirológio Romano lhe fixa a data de 15 de agosto e no mesmo Martirológio reporta-se também uma bela tradição oral, segundo a qual junto do corpo de São Tarcísio não foi encontrado o Santíssimo Sacramento, nem nas mãos, nem entre as suas vestes. Explica-se que a partícula consagrada, defendida com a vida pelo pequeno mártir, tornara-se carne da sua carne, formando assim com o seu próprio corpo uma única hóstia imaculada ofertada a Deus.

Caríssimos acólitos, o testemunho de São Tarcísio e esta bela tradição nos ensinam o profundo amor e a grande veneração que devemos ter pela Eucaristia: é um bem precioso, um tesouro cujo valor não se pode medir, é o Pão da vida, é o próprio Jesus que se faz alimento, sustento e força para o nosso caminho de cada dia e estrada aberta para a vida eterna; é o maior dom que Jesus nos deixou.

Volto-me uma vez mais aos aqui presentes e, por meio de vocês, a todos os acólitos do mundo! Sirvam com generosidade a Jesus presente na Eucaristia. É uma tarefa importante, que lhes permite estar particularmente próximos do Senhor e crescer na amizade verdadeira e profunda com Ele. Guardem com zelo esta amizade em seus corações, como São Tarcísio, pronto a se empenhar, lutar e dar a vida para que Jesus chegasse a todos os homens. Anunciem também aos seus amigos o dom desta amizade, com alegria, entusiasmo, sem medo, a fim de que eles possam sentir que vocês conhecem este mistério, que ele é verdadeiro e amado! Toda vez que vocês se aproximam do altar, têm a sorte de auxiliar o grande gesto de amor de Deus, que continua a querer se doar a cada um de nós, a estar perto, a ajudar, a dar forças para viver bem.

Com a consagração – vocês sabem – aquele pequeno pedaço de pão torna-se Corpo de Cristo, o vinho torna-se Sangue de Cristo. Vocês têm a sorte de viver próximos deste indizível mistério! Desempenhem com amor, com devoção e com fidelidade a tarefa de acólitos; não entrem na igreja para uma celebração com superficialidade, mas preparem-se interiormente para a Santa Missa! Ajudando os sacerdotes no serviço do altar a trazer Jesus mais perto, para que as pessoas possam sentir e perceber ainda mais: Ele está aqui; vocês colaboram a fim de que Ele possa estar mais presente no mundo, na vida de cada dia, na Igreja e em cada lugar. Queridos amigos! Vocês emprestam para Jesus as suas mãos, o seu pensamento, o seu tempo. Ele não deixará de recompensá-los, dando-lhes a alegria verdadeira e a felicidade mais plena. São Tarcísio mostra-nos que o amor pode levar até mesmo à entrega da vida por um bem autêntico, pelo verdadeiro bem, pelo Senhor.

A nós provavelmente não é pedido o martírio, mas Jesus nos pede fidelidade nas pequenas coisas, recolhimento interior, participação interior, nossa fé e esforço para manter presente este tesouro na vida de cada dia. Pede-nos a fidelidade nas tarefas diárias, o testemunho do Seu amor, frequentando a Igreja por convicção interior e pela alegria da sua presença. Assim podemos também dar a conhecer aos nossos amigos que Jesus vive. Neste compromisso, ajude-nos a intercessão de São João Maria Vianney, de quem hoje se marca a memória litúrgica, este humilde pároco da França, que mudou uma pequena comunidade e desse modo deu ao mundo uma nova luz. O exemplo dos santos Tarcísio e João Maria Vianney leve-nos todos os dias a amar Jesus e cumprir Sua vontade, como fez a Virgem Maria, fiel ao Seu Filho até o fim. Mais uma vez obrigado a todos! Que Deus os abençoe nestes dias e um bom retorno aos seus países!

[Tradução do original italiano por Alexandre Ribeiro.

Após a audiência, o Papa dirigiu-se aos peregrinos em diferentes idiomas. Em português, disse:]

Amados peregrinos vindos do Brasil, de Portugal e demais países de língua portuguesa, sede bem-vindos! A todos saúdo com grande afeto e alegria, de modo especial a todos os acólitos e coroinhas aqui presentes. Que a exemplo do vosso padroeiro, São Tarcísio, possais crescer sempre mais no amor à Eucaristia que é o tesouro mais precioso que Jesus nos deixou. Que Deus derrame os seus dons sobre vós e vossas famílias, que de coração abençôo. Ide em paz!

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Brasileiros continuam a colaborar com o Haiti

Campanha da Igreja no Brasil já arrecadou cerca de 8,2 milhões de reais

BRASÍLIA, (ZENIT.org) – A Campanha realizada pela CNBB (Conferência Nacional dos Bispos do Brasil) e a Cáritas Brasileira em favor do Haiti já arrecadou cerca de 8,2 milhões de reais.

Segundo informa a Cáritas Brasileira, os recursos estão sendo aplicados em conjunto com a Igreja no Haiti. Cerca de 3,2 milhões foram aplicados na primeira etapa de reestruturação logo após o terremoto de 12 de janeiro.

Em maio, a Igreja e a Cáritas iniciaram a segunda fase do atendimento ao país, que vai durar um ano e seis meses.

Emergência

Na primeira etapa, entre 13 de janeiro e 30 abril, fase de atendimento emergencial, as Igrejas de todo o mundo participaram da Campanha SOS Haiti por meio das Cáritas em vários países.

De acordo com a Cáritas Haiti, buscou-se, nesse período, atuar em todas as áreas das necessidades humanas para amenizar o sofrimento dos sobreviventes, colaborar com a reconstrução do país e investir com rigor os 26 milhões de dólares em doações recebidos pelas 65 Cáritas de várias regiões do mundo.

De acordo com informações da Cáritas Internationalis e Cáritas Haiti, nessa primeira etapa, mais de 200 mil pessoas tiveram acesso a água potável e a kits de higiene graças ao investimento em fornecimento de água e saneamento.

Desamparados e ao relento, cerca de 900 mil pessoas receberam tendas e kits para se abrigarem até que tenham suas casas reconstruídas. Mais de 350 mil pessoas foram beneficiadas com programa de saúde. Cerca de 1,1 milhão de pessoas receberam kits de saúde e de primeiros socorros e contaram com 30 médicos e sete clínicas móveis.

Foram distribuídos 1,5 milhão de refeições ou suplementos alimentares. Na área da educação, 25 escolas foram restabelecidas e 53 receberam materiais escolares, estando prontas para recomeçarem as aulas.

Por meio do programa “Cash for work” (em português: Dinheiro por trabalho), duas mil pessoas foram beneficiadas com dinheiro.

Agora, na segunda etapa de reestrutução do país, estão previstos investimentos em recursos financeiros e humanos em saúde, educação, alimentação, habitação, economia solidária, meios de subsistência, reforço e otimização da Rede Cáritas, dentre outros. Na internet: http://caritas.org.br/

Cardeal pede orações pelas vocações sacerdotais

Dom Odilo Scherer recorda as diferentes vocações na vida da Igreja SÃO PAULO, (ZENIT.org) – Neste mês que a Igreja no Brasil dedica ao tema das vocações, o arcebispo de São Paulo, cardeal Odilo Scherer, convida os católicos a rezarem de modo especial pelas vocações sacerdotais. Cada comunidade precisa “de muitos bons sacerdotes para a realização da sua missão nesta Metrópole. Apoiemos e colaboremos com os diáconos e padres no exercício de sua missão; apoiemos os seminários, onde são preparados os novos padres”, afirma o cardeal, em artigo publicado na edição desta semana do jornal O São Paulo. No contexto do mês das vocações, o arcebispo explica que, na Igreja, “somos um povo de vocacionados, que Deus chama para missões e serviços diferenciados; e para desempenhá-los, concede uma graça especial a cada um”. “Embora de diversos modos, todos são chamados a manifestar na sua vida a mesma alegria da salvação e a colaborar na única grande obra de Deus.” Dom Odilo recorda a vocação dos fiéis leigos, que, pelo batismo, “são chamados por Deus para viver a alegria da fé e testemunhar a vida nova que vem do Evangelho no meio do mundo”. Outra vocação, na Igreja, é a dos ministros ordenados – bispos, padres e diáconos –, que “receberam o chamado especial para serem pastores e servidores da comunidade dos fiéis, com a missão de zelar, em nome de Cristo, pelo bem de cada membro da Igreja e de cuidar para que esta cumpra bem sua missão”. Os ministros ordenados “exercem em graus diversos, por encargo da Igreja e do próprio Cristo, a tríplice missão de anunciar o Evangelho, santificar e pastorear o rebanho do Senhor”. Há ainda a vocação à Vida Consagrada, “com suas numerosas Ordens, Congregações e Institutos, e também as múltiplas formas de vida consagrada secular; hoje florescem diversas formas de consagração nas ‘Novas Comunidades’, que o Espírito Santo suscita na Igreja”. Segundo o cardeal Scherer, é preciso lembrar sempre que “a primeira e mais importante ‘consagração’ a Deus é aquela do Batismo. Por ela, todos receberam o ‘selo do Deus vivo’, pertencem a Ele, receberam a ‘vida nova’ e são herdeiros dos bens que Deus destina para todos aqueles que o amam”. “No entanto – afirma o arcebispo –, a vocação à Vida Consagrada é um chamado especial para viver de maneira mais intensa e desimpedida a vida nova’, segundo o Evangelho.” E os consagrados “fazem isso assumindo os Conselhos Evangélicos da pobreza, obediência e castidade ‘por causa do de Jesus Cristo e do reino dos céus’. Assim, eles se tornam ‘sinal vivo’ do Evangelho e das promessas de Deus para seus irmãos batizados e para o mundo inteiro.” “Somos um povo de vocacionados” – diz o arcebispo. “O Espírito de Cristo não deixa de suscitar todo tipo de vocações na Igreja, dando dons diferentes a cada um para a colaboração de todos na missão da Igreja”. Dom Odilo deseja que as paróquias e comunidades sejam “generosas em acolher todos os dons de Deus, vivas e dinâmicas na missão, através da vocação e da colaboração de cada um de seus membros”.

O que é o ser presbítero hoje?

Comentário do arcebispo do Rio de Janeiro

RIO DE JANEIRO, (ZENIT.org) – “Neste mundo confuso e até preconceituoso com a figura do Bom Pastor, que deve ser todo ministro do altar”, o que é o ser presbítero hoje?

É a pergunta que propõe o arcebispo do Rio de Janeiro, Dom Orani João Tempesta, em artigo enviado a ZENIT nessa quarta-feira.

“Como deve agir o padre, hoje, na cena deste mundo em grande transformação?”, questiona ainda o prelado.

O presbítero – afirma Dom Orani –, “antes de tudo, é o homem da Palavra de Deus, o homem do sacramento, o homem do ‘mistério da fé’”.

Os padres “têm o dever primário de proclamar o Evangelho de Deus a todos os homens”, explica, citando a Presbyterorum Ordinis. Mas nesta proclamação “está o dever também de levar cada homem e cada mulher deste mundo a um encontro pessoal com Jesus”.

Dom Orani considera que hoje, mais do que antes, “devemos nos empenhar para que cada pessoa possa fazer esta experiência do encontro com Deus, o devemos fazer com uma renovada esperança, mesmo nas adversidades de um mundo extremamente secularizado, liberal, ateísta e até cético”.

“As pessoas devem perceber no sacerdote ‘Aquele’ a quem ele está a serviço: o que chamamos na teologia da configuração com Cristo.”

“Nesta dimensão, encerra-se a sua vital presença na celebração eucarística, ápice da vida espiritual da Igreja, em que o sacerdote age na pessoa de Cristo. Em suma, o Sacerdote deve ser um homem em contato com Deus, e que nos leva a fazer esta mesma experiência de santidade.”

“A mais sublime missão do sacerdote hoje – afirma o arcebispo – é, sem dúvida, ser um Cristo agora, pois ‘Jesus Cristo é o mesmo ontem, hoje e sempre’”.

Porém – prossegue Dom Orani –, o padre “deve avançar com o tempo, com a história, mas não deve ter uma atenção superficial sobre tal ‘modernidade’. É chamado a ser crítico e também vigilante com a realidade que se lhe apresenta”.

“O grande salto qualitativo na vida de qualquer padre seria uma autêntica renovação, que é possível e necessária, e ao mesmo tempo uma grande afeição a uma plena e radical fidelidade à Palavra de Deus e à tradição da Igreja, aos quais ele serve no seu ministério. A sua primeira e fundamental vocação é a da santidade, juntamente com a de toda a Igreja”, afirma o arcebispo.

Dom Orani assinala que o sacerdote “é chamado a ser capaz de se entreter com cada pessoa, acreditando que o outro vale à pena; a ser uma pessoa mística e que, ao mesmo tempo, se interessa pelas coisas do mundo, pela vida do homem, nas suas angústias e alegrias, para que elas se tornem algo sagrado e agradável ao Senhor”.

“O sacerdote é também aquele que procura uma nova linguagem para se comunicar com o mundo de hoje, principalmente neste mundo da multimídia.”

De acordo com o arcebispo do Rio de Janeiro, o sacerdócio ministerial “é entrega, é imolação, é doar-se integralmente, é cruz. Tomar a cruz significa comprometer-se para derrotar o pecado que impede o caminho rumo a Deus, acolher cotidianamente a vontade do Senhor, aumentar a fé, sobretudo diante dos problemas, das dificuldades, do sofrimento”.

sábado, 31 de julho de 2010

Evangelho do domingo: "deus" dinheiro!!!

Por Dom Jesús Sanz Montes, ofm, arcebispo de Oviedo
OVIEDO, (ZENIT.org) - Apresentamos a meditação escrita por Dom Jesús Sanz Montes, OFM, arcebispo de Oviedo, administrador apostólico de Huesca e Jaca, sobre o Evangelho deste domingo (Lucas 12,13-21 ), 18º do Tempo Comum.
* * *
Alguém do público increpa Jesus para que sirva de mediador em uma discussão familiar a propósito da herança. Esse "poderoso cavalheiro, o senhor dinheiro", cupido de cobiça, é fortemente sedutor, e nas jaulas das suas iscas já caíram homens de todas as épocas.
Jesus pretende, muito além da disputa pontual que aquele episódio lhe apresentou, desmascarar a torpe chantagem que sempre supõe o deus dinheiro, o ídolo do ter, a falsa segurança de acumular. O conselho da parábola deste Evangelho - "descansa, come, bebe e regala-te" - parece ter sido corrigido e aumentado hoje em dia, assim como há 20 séculos, pelos conselhos hedonistas aos que nos empurram os adoradores dos novos bezerros de ouro: compre, consuma, troque, aspire, goze, desfrute...
Não é que Jesus Cristo e o cristianismo sejam tristes e entristecedores, estraga-prazeres da vida, mas alertam sobre a propaganda fácil de uma felicidade falsa.
Denuncia-se que, pouco a pouco, vamos todos acreditando que o problema da nossa felicidade depende do que tenho e do que acumulo. O problema vem quando retiramos a máscara do personagem e emerge a realidade da pessoa; o drama surge quando, no camarim da nossa intimidade, limpamos a maquiagem social e aparecem as rugas da nossa alma, que havíamos camuflado tão bem por baixo de tantas aparências.
E quando os profetas do consumo vão levando nossa insatisfeita sociedade ao jardim das delícias do deus dinheiro; e quando, alcançado o objetivo proposto de adquirir e desfrutar do que nos foi prometido, continuamos mastigando a tristeza e o vazio; e quando, nessa interminável espiral de ansiedade, constatamos que nos falta muito para viver felizes; e quando, entrando na jogada do consumo, do dinheiro e do prazer inumano, o que conseguimos geralmente é angústia, vaidade, enfrentamento, ansiedade, injustiças, desumanização... Então nós, cristãos, olhamos para Jesus, como aqueles outros fizeram há 2 mil anos, e acreditamos que a única riqueza que não mancha, nem corrompe, nem ofende, nem destrói, é essa da qual Ele falava: "não ajuntar tesouros para si mesmo, e sim ser rico para Deus".
Então, à luz deste Evangelho, compreendemos que Jesus efetivamente não é rival do que é bom, belo, gostoso, mas sim é implacável contra toda tentativa desumanizadora que pretende comprar e vender a felicidade e a realização sob uma bondade, uma beleza e uma alegria que são falsas, simplesmente falsas.
+Dom Jesús Sanz Montes(OFM)

Bento XVI pede orações pelos desempregados e sem-teto!!!

Intenções de oração para o mês de agosto
CIDADE DO VATICANO, (ZENIT.org) – Nodia 30/08/2010 Bento XVI pediu as orações dos cristãos neste mês de agosto pelas pessoas desempregadas e pelas que não têm um lar, assim como pelos descriminados, os famintos e os emigrados.
É a proposta das intenções de oração para este próximo mês, contidas na carta pontifícia confiada ao Apostolado da Oração, iniciativa seguida por cerca de 50 milhões de pessoas nos cinco continentes.
O bispo de Roma apresenta duas intenções, uma geral e outra missionária. A geral é: “Para que os desempregados, os sem-teto e aqueles que vivem em graves situações de necessidade encontrem compreensão e acolhimento e sejam ajudados de maneira concreta a superar suas dificuldades”.
Sua intenção missionária é: “Para que a Igreja seja a ‘casa’ de todos, pronta a abrir suas portas aos que são obrigados, por causa da discriminação racial e religiosas, por causa da fome e da guerra a emigrar para outros países”.

quarta-feira, 28 de julho de 2010

Bento XVI visitará povoado em que Leão XIII nasceu!!!

No bicentenário do Papa da “Rerum Novarum”
CIDADE DO VATICANO, (ZENIT.org) - O Papa Bento XVI visitará o município romano de Carpineto, na manhã do próximo dia 5 de setembro, por ocasião do bicentenário do nascimento do seu vizinho mais ilustre, Vincenzo Gioacchino Raffaele Luigi Pecci, que foi papa com o nome de Leão XIII.
Segundo publica hoje L'Osservatore Romano, está previsto que Bento XVI chegue de helicóptero às 8h45, saindo de Castel Gandolfo. Será acolhido por Dom Lorenzo Loppa, bispo de Anagni-Alatri, pelo presidente e por outras autoridades, após aterrissar no estádio local, Galeotti.
Seguidamente, o Papa celebrará a Missa na Praça Monti Lepini, no centro de Carpineto Romano. Após concluí-la e cumprimentar cerca de 30 pessoas em representação dos cidadãos, está previsto que volte de helicóptero a Castel Gandolfo para o almoço.
Será a terceira visita de um papa contemporâneo a esta pequena localidade italiana de menos de 5 mil habitantes. O primeiro foi Paulo VI, no dia 11 de setembro de 1966, ao concluir o 75º aniversário da publicação da encíclica Rerum Novarum.
Posteriormente, no dia 1º de setembro de 1991, também João Paulo II visitou Carpineto, para comemorar o centenário da publicação da famosa encíclica, e celebrou a Missa no mesmo lugar onde Bento XVI o fará.
Leão XIII
Giovanni Pecci nasceu em Carpineto Romano (naquele então, nos Estados Pontifícios), da família dos condes Pecci. Em 1943, foi ordenado arcebispo ad personam e enviado como núncio à Bélgica. Posteriormente, foi nomeado bispo de Perusa e cardeal, e eleito papa depois de Pio IX, em 1878.
A ele não se deve somente a primeira grande encíclica social cristã, Rerum Novarum, que tão profundamente marcou o magistério dos papas posteriores, mas também uma importante abertura ao mundo científico e uma difícil tarefa de mediação diplomática nos conflitos entre países.
Leão XIII fundou centros de estudo teológicos e escriturísticos e abriu os arquivos vaticanos a pesquisadores católicos e não-católicos. Foi o primeiro papa em ser gravado com um cinematógrafo, assim como o primeiro impulsor do diálogo ecumênico.
Segundo recordou em sua visita o Papa Paulo VI, "duas coisas caracterizaram os 25 anos de pontificado de Leão XIII: a primeira foi a vigorosa afirmação da piedade pessoal, que completa o culto litúrgico. A outra é a doutrina social cristã".
"O culto ao Sagrado Coração, a oração do terço, a devoção a São José estão diretamente ligadas à obra e ao ensinamento de Leão XII", explicava então o Papa Montini.
Mas sobretudo o que destacou do pontífice carpinetano foi o impulso que deu a uma Igreja "destituída dos seus apoios temporais, diminuída em seu prestígio".
"Isolado do mundo, em um clima de ruptura e de distância, de intensas polêmicas, de anticlericalismo", Leão XIII ofereceu ao mundo "as grandes encíclicas sobre os valores perenes da liberdade, da democracia e sobretudo da questão social. A defesa dos humildes e dos pobres não havia encontrado jamais antes uma voz tão autorizada".
Depois de 25 anos, João Paulo II disse dele que, "em um período histórico caracterizado por profundas transformações culturais e agudas tensões sociais provocadas pela nova relação entre capital e trabalho, Leão XIII quis dar, em um campo tão importante, uma formulação clara ao pensamento da Igreja".
"Ele o fez com valor, quase desafiando não somente o mundo leigo, mas a própria consciência do mundo católico. E com sua intervenção profética, favoreceu a consolidação da doutrina social cristã."

quinta-feira, 22 de julho de 2010

Bento XVI é sétimo papa mais velho da história!!!


Segundo dados de Anura Guruge, aficionado da história. ROMA, quarta-feira, 21 de julho de 2010 (ZENIT.org) - Bento XVI se tornou o sétimo pontífice mais velho na história dos papas dos últimos 600 anos. A notícia foi dada a conhecer no blog "Popes-and-papacy.com", o qual indica que o Papa supera assim Gregório XIII, que faleceu aos 83 anos. O blog pertence a Anura Gurugé, um aficionado ao estudo dos papas. O especialista esclarece em seu blog que os dados sobre a idade dos papas têm um valor relativo, pois só podem ser estabelecidos com certeza desde os últimos 1400 anos. Segundo Gurugé, o pontífice mais velho da história foi Leão XIII, que faleceu com 93 anos. João Paulo II, falecido aos 84 anos, precede Bento XVI no 6º lugar. O atual pontífice poderia superar a idade do seu antecessor no dia 29 de fevereiro de 2012, para converter-se no 6º papa mais velho da história. Neste blog, o autor apresenta algumas curiosidades como os nomes que os pontífices escolhem, algumas frases principais dos papas, a porcentagem da sua vida que cada pontífice dedicou ao ministério petrino. Também apresenta erros históricos e célebres livros sobre a vida dos papas. Uma seção do seu blog está dedicada ao Colégio Cardinalício e àqueles que são os cardeais eleitores atualmente. Gurugé vai atualizando a página de acordo com a idade dos purpurados e vai anunciando aos leitores quando estes superam a idade de 80 anos e perdem a faculdade de eleger o sucessor de Pedro. Gurugé é também autor de livros como The next pope (O próximo papa), no qual apresenta 10 cardeais que, segundo o seu critério e seus estudos, poderiam suceder Bento XVI. Apresenta também o contexto dos conclaves anteriores, assim como a história dos últimos papas e os cargos que desempenhavam antes de ser eleitos. Outra curiosidade que o blog oferece é o lugar onde estão enterrados os pontífices. Segundo o especialista, na Basílica de São Pedro, há entre 137 e 139 papas sepultados. Os demais estão enterrados em diferentes lugares, como na Basílica de São João de Latrão, São Lourenço, entre outras.

terça-feira, 13 de julho de 2010

Haiti: seis meses após o terremoto, situação ainda é dramática!!!

Escassez de água potável aumenta risco de epidemias
ROMA, segunda-feira, 12 de julho de 2010 (ZENIT.org) - Transcorridos seis meses do terremoto de 12 de janeiro que devastou o Haiti, causando a morte de mais de 200 mil pessoas e deixando outros 300 mil feridos além de um milhão de desabrigados, a maior parte da população atingida vive ainda em situação de emergência em abrigos improvisados, enfrentando escassez de água potável e um alto risco de epidemias.
Segundo denuncia a organização humanitária Médicos Sem Fronteiras (MSF) em um relatório divulgado na última sexta-feira, a situação para muitos haitianos “permanece ainda precária, enquanto cresce a frustração entre a população, dada a lentidão da reconstrução”.
Os quase dois milhões de pessoas afetadas pelo terremoto, das quais 1,2 milhão permanecem abrigadas em acampamentos provisórios, continuam a depender das agências humanitárias.
Um dado positivo, porém, é a melhoria registrada no fornecimento de assistência médica. Nos cinco meses que sucederam ao desastre, as equipes do MSF atenderam mais de 173 mil pacientes, realizando mais de 11 mil intervenções cirúrgicas. Mais de 81 mil haitianos receberam apoio psicológico.
A rede internacional da Cáritas, por sua vez, de acordo com um relatório datado de 8 de junho, forneceu ajuda alimentar, água, atendimento médico ou psicológico a cerca de 2,3 milhões de haitianos desde a catástrofe.
Material para reparos de emergência foram distribuídos a cerca de 160 mil pessoas, na capital Porto Príncipe e em áreas rurais. Entretanto, mais de um milhão de pessoas ainda vivem em campos improvisados, enquanto 600 mil pessoas abandonaram a cidade em direção às áreas rurais.
A Cáritas já instalou estruturas para fornecimento de água e serviços sanitários que beneficiam cerca de 170 mil pessoas. Kits de higiene pessoal foram distribuídos para 280 mil vítimas. 480 salas de cirurgia de emergência foram instaladas em 21 hospitais.
No relatório, o cardeal Oscar Andrés Rodríguez Maradiaga, arcebispo de Tegucigalpa e presidente da Cáritas Internacional, destacou a necessidade de “reconstruir as escolas, as casas e as vidas das pessoas”.
O arcebispo lamentou a falta de atenção dada pela opinião pública internacional à situação do Haiti antes do terremoto: “Antes, este país e sua extrema pobreza seguiam amplamente esquecidos. É deplorável que tenha sido necessário um terremoto destas proporções para que o mundo tomasse consciência do escândalo representado pela situação do Haiti”.
A Cáritas elaborou um plano de reinserção social e reconstrução para os próximos cinco anos, identificando algumas prioridades: habitação, educação, redução de riscos de catástrofes, saúde e restabelecimento dos meios de subsistência.
“Ainda que possa parecer contraditório – lê-se no relatório – as pessoas jamais tiveram tal acesso à assistência de saúde antes do terremoto. Agora, é necessário estabilizar a situação e assegurar a todos o acesso à saúde”.

domingo, 11 de julho de 2010

"Proclama a Louvor Diocesano: Palavra, anuncia a Boa Notícia" (Cf, II Timótio 4,1-5)

E, assim a Renovação Carismática da Diocese de Criciúma vem se preparando para o seu Louvor Diocesano. Que tem uma moção específica para esta diocese: "Derramarei o meu espírito" (Atos, 2,17), sendo este o tema principal do encontro.
O Louvor acontece anualmente com o intuito de reunir os fiéis cristãos católicos em um único local para louvar e bendizer a Deus por todas as graças e bençãos derramadas durante o ano. Bem como, também, clamar e pedir ao Senhor que possa realizar maravilhas em nosso meio.
Este ano, o Louvor acontece no domingo, dia 22 de agosto, no Siso's Hall a partir das 8 horas da manhã e se estendendo durante todo o dia, até seu térmico com celebração Eucarística presidida por Dom Jacinto, prevista para as 16horas.
Durante todo o dia do Louvor a banda Missão Ceremonya, estará ministrando a música procurando aproximar o coração dos católicos do coração de Deus. A banda Missão Ceremonya já é conhecida em nossa diocese, pois esteve presente no I Festival de Música Católica e Rock Rio Maina em 2008. No ano de 2009 esteve no Retiro de Carnaval Vinde e Vede, e Danilo Lopes (cantor e baterista da banda) esteve neste ano de 2010 ministrando a palavra também no Retiro de Carnaval Vinde e Vede.
E ministrando a Palavra neste Louvor Diocesano estará o Coordenador Diocesano da RCC de Goiania, Vicente Gomes Machado. Vicente esteve recentemente em Santa Catarina no Congresso Estadual, que se realizou no mês de abril em Blumenau.
Informações importantes:
- Entrada franca.
- Lanches a venda no local.
- Almoço a venda no local.
Mais informações pelo telefone (48) 3045-1472
Você e toda a sua família são convidados para ser integrantes deste momento festivo para a RCC de Criciúma!

I Festival de Música para Grupo de Oração RCC Criciúma!!!

1.0 Promoção:
O festival de musica RCC Criciúma - Diocesano, será promovido pela RCC da Diocese de Criciúma, através da sua Coordenação diocesana
1.1 Objetivo:
O Festival de Musica RCC Criciúma - Diocesano é um festival de composições inéditas, voltado a todos os gêneros e estilos da musica católica para utilização nos grupos de oração da RCC e tem como objetivo fazer o intercâmbio e troca de experiências entre ministérios de musica, compositores, intérpretes e artistas que venham a valorizar a produção musical da RCC da Diocese de Criciúma, e ainda aumentar o acervo de musicas para serem ministradas nos grupos de oração da RCC.
1.2 Inscrições:
As inscrições das musicas poderão ser efetuadas no escritório diocesano da RCC Criciúma, até o dia 15/06/2010.
1.3 Classificação:
- FINALISTAS;
Na eliminatória serão escolhidas, pelo júri do festival, 12 músicas.
- RESULTADOS
O resultado da eliminatória, será divulgado logo após o seu encerramento.
Mais Informações pelo telefone (48) 3045 1472 ou www.rcccriciuma.com.br

Inscrever-se na JMJ, um gesto de solidariedade!!!

Campanha promove inscrições para a Jornada Mundial da Juventude
MADRI, (ZENIT.org) - Inscrever-se na Jornada Mundial da Juventude (JMJ) de Madri ajudará os jovens com menos recursos a participar do evento. Esta é a mensagem da campanha publicitária iniciada na última terça-feira, que conta com a atuação de cerca de 300 jovens voluntários de diversos países. A campanha está sendo promovida nas redes sociais da internet, rádio e televisão.
Segundo informa a assessoria de imprensa da JMJ, parte dos recursos arrecadados com as inscrições será destinada a um fundo de solidariedade, para financiar a participação de jovens menos favorecidos provenientes de países em desenvolvimento.
Como a participação nos eventos mais importantes da JMJ é livre e gratuita, a campanha pretende aumentar o número de jovens inscritos que contribuem para o fundo.
Nas Jornadas anteriores, a porcentagem de inscrições entre os participantes era de 25%; a meta para a edição de 2011 do evento é alcançar os 40%.
Os cerca de 300 voluntários convocados trabalharão através das redes sociais - Facebook, Twitter e Tuenti. A gravação da vinheta publicitária está a cargo da produtora Lee Films, enquanto o departamento de comunicação da JMJ será responsável pelas criações.
Gabriel González-Andrío, diretor de marketing da JMJ, explicou que "a campanha é de âmbito internacional e terá como principal meio de divulgação os veículos digitais".
A Jornada Mundial da Juventude de Madri 2011 já conta com mais de 110 mil seguidores nas redes sociais.
Os materiais da campanha estão disponíveis para baixar em: http://www.oficinadeprensajmj2011.com/downloads

A busca de uma solução para AIDS!!!

É necessária uma mudança de estratégia
Por Pe. John Flynn, L. C.
ROMA, (ZENIT.org) - A Igreja Católica é regularmente criticada por se recusar em apoiar o uso de preservativos na luta contra o aumento do HIV e da AIDS. Esta não aceitação não é apenas um sábio ensinamento moral, mas também tem sólidos fundamentos científicos.
Esta é a tese de um livro publicado recentemente pela National Catholic Bioethics Center, com sede na Filadélfia. Em Affirming Love, Avoiding AIDS: What Africa Can Teach the West (Afirmar o Amor, evitar a AIDS: O que a África pode ensinar ao Ocidente), Matthew Hanley e Jokin de Irala consideram os motivos pelos quais os esforços para deter o vírus HIV na África tiveram tão pouco êxito e como isso está relacionado ao ter confiado nos preservativos.
Hanley foi conselheiro técnico de HIV/AIDS para a Catholic Relief Services até 2008 e é especialista em prevenção do HIV. Irala é vice-diretor do Departamento de Medicina Preventiva e Saúde Pública na Universidade de Navarra, Espanha.
Os autores começam observando que quase todas as instituições ocidentais que trabalham nesta área compartilham a firme opinião de que as estratégias de redução do risco devem ser prioridade, como a promoção do uso de preservativo. O que denominam de AIDS Establishment se concentrou nos meios técnicos em vez de numa mudança de comportamento.
A exceção disso foi a mudança na política dos Estados Unidos ao adotar a estratégia do ABC, seguindo o êxito de Uganda ao utilizar este sistema para tratar a AIDS. "A" é abstinência, "B" é ser fiel e "C" é o uso do preservativo.
O livro defende que são as duas primeiras partes desta estratégia as cruciais. De fato, em qualquer lugar da África que os índices de HIV abaixaram foram pelos resultados das mudanças fundamentais no comportamento sexual.
Prevenção
Tentar que as pessoas modifiquem seu comportamento não só tem mais êxito mas também, acrescentam os autores, é uma forma de retornar ao princípio da prevenção primária da medicina. A prevenção da transmissão do HIV é urgente em lugares do mundo como a África, onde há graves dificuldades para proporcionar um tratamento médico adequado.
Hanley e Irala fazem uma comparação com o consumo de tabaco. Talvez parecesse irreal mudar uma situação em que 75% das pessoas fumavam, mas as autoridades da saúde iniciaram campanhas que mudaram os estilos de vida com êxito.
Por que então, perguntam, quando se trata do tabaco, colesterol, vida sedentária e consumo excessivo de álcool, as autoridades consideram comportamentos que requerem uma mudança, mas o comportamento sexual associado à doença não?
Um problema, associado à confiança na redução do risco através de meios técnicos, ao invés da mudança de comportamento, é que pode levar ao que se denomina de risco de compensação. Isso significa que os benefícios obtidos por meio de algo pensado para reduzir o risco podem ser anulados quando as pessoas voltam ao seu comportamento descuidado.
Os autores apontam que só o cinto de segurança não é garantia de salvação, se alguém acredita que pode dirigir a uma velocidade maior que a indicada, porque está protegido por ele; da mesma forma, a promoção do preservativo pode levar a que as pessoas pensem que é seguro se envolver em uma maior atividade sexual.
Isso é especialmente relevante na África, onde os estudos mostram que quando um número importante de pessoas se envolve em relações sexuais concomitantes, a probabilidade de infecção é muito mais alta, se comparada com as de comunidades onde as pessoas reduzem suas relações múltiplas. Um declínio nas relações sexuais múltiplas é crucial para alcançar uma diminuição do índice de HIV, afirma os autores.
O melhor exemplo disto é Uganda, onde as taxas de infecção de HVI caíram de 15% em 1991 para 5% em 2001. O que trouxe esta radical variação foi uma importante mudança no comportamento sexual, observa o livro.
"Esta decisão inteiramente racional de evitar o risco de uma doença fatal e traumática alterando o comportamento tem salvado em última instância milhões de vidas", afirmam os autores.
Uso do preservativo
Ainda que o índice de uso do preservativo em Uganda tenha sido similar ao de Zâmbia, Quênia e Malauí, o número de companheiros sexuais "não-regulares" em Uganda diminuiu de modo significativo. Ainda que a porcentagem do HIV tenha baixado em Uganda, não diminuiu nos demais países.
Uma das razões por trás do êxito da modificação da conduta em Uganda, apontam os autores, é o trabalho das monjas e médicos católicos. Um bispo anglicano e um bispo católico estão entre os dirigentes da Comissão para a AIDS do país.
Infelizmente, nos últimos anos, o AIDS establishment ganhou influência em Uganda e a ênfase mudou para a promoção do uso de preservativos. Isso se tem acompanhado de um crescimento da transmissão do HIV.
Quênia, Tailândia e Haiti são outros países que os autores fazem referência para citar as evidências de estudos que mostram como a mudança de comportamento leva a uma redução nos índices de transmissão do HIV.
Pelo contrário, na África do Sul, onde a promoção do uso do preservativo tem sido prioridade, a persistência de altos índices de casais múltiplos ajudou a manter o nível de infectados pelo HIV em um nível que os autores descrevem como de "incidência alarmante".
A ideia da abstinência não combina com a cultura contemporânea, mas Hanley e Irala apontam que, ainda que a fidelidade seja o fator mais importante de êxito na África, a abstinência também é importante.
A abstinência influi no comportamento futuro, argumentam, e quanto mais rápido uma pessoa inicia a atividade sexual, mais parceiros sexuais é provável que tenha ao longo da vida, aumentando assim o risco de contrair HIV.
O livro faz referência a um estudo realizado pela Agency of International Development dos Estados Unidos, que considera as variáveis associadas com o predomínio do HIV em Benim, Camarões, Quênia e Zâmbia.
O estudo conclui que os únicos fatores associados a um menor predomínio do HIV foram um número reduzido de casais ao longo da vida (fidelidade), uma iniciação sexual com idade mais elevada (abstinência) e a circuncisão masculina. O estudo também revelou que o status econômico social e o uso de preservativos não se associavam a um menor predomínio do HIV.
Apesar desta e de outras evidências apresentadas no livro, os autores afirmam que os documentos sobre a AIDS publicados pelas Nações Unidas descrevem o uso de preservativo como a tecnologia mais eficaz para a prevenção da AIDS.
Sexualidade humana
Ainda que este debate sobre como tratar o HIV geralmente seja feito em linguagem científica, Hanley e Irala argumentam que é mais uma oposição entre duas posturas morais e filosóficas diante da sexualidade humana.
No outro lado está a cultura ocidental moderna que exalta a liberdade absoluta na busca do prazer. Isso explica o porquê este posicionamento conceitual busca meios técnicos para tratar as consequências indesejáveis da atividade sexual.
Em 9 de junho, o arcebispo Celestino Migliore, observador permanente da Santa Sé nas Nações Unidas, dirigiu um discurso à Assembleia Geral sobre o tema do HIV/AIDS.
"Se desejamos combater a AIDS de forma realista, enfrentando suas causas mais profundas, e desejamos dar aos enfermos o cuidado amoroso de que necessitam, é necessário que proporcionemos às pessoas algo mais que conhecimento, capacidade, competência técnica e ferramentas", afirma.
Ele recomendava que fosse dedicada mais atenção e recursos para apoiar uma postura baseada em valores em linha com a dimensão humana da sexualidade.
Precisamos, continuou, de uma "avaliação honesta das situações do passado que podem ter sido baseadas mais na ideologia do que na ciência e valores, e uma ação decidida que respeite a dignidade humana e promova o desenvolvimento integral de todas e cada uma das pessoas da sociedade".
Um apelo a todos para colocar de lado seus preconceitos e ideias preconcebidas ao enfrentar este grave problema.
Pe. John Flynn, L. C.

sábado, 10 de julho de 2010

Vaticano confirma visita do Papa ao Reino Unido!!!

De 16 a 19 de setembro
CIDADE DO VATICANO, (ZENIT.org) - A Santa Sé confirmou oficialmente no dia 05/07/2010 a visita de Bento XVI ao Reino Unido, de 16 a 19 de setembro, "acolhendo os convites do governo de Sua Majestade Isabel II, rainha do Reino Unido, e das conferências episcopais católicas de Inglaterra e Gales e Escócia".
Durante a peregrinação apostólica, a primeira deste Papa ao Reino Unido, "o Santo Padre visitará Sua Majestade a rainha, no Palácio Real de Holyroodhouse, em Edimburgo (Escócia)", informou o Pe. Federico Lombardi SJ, diretor da Sala de Imprensa da Santa Sé, em um comunicado.
Além disso, segundo confirmou o porta-voz vaticano, o Bispo de Roma "presidirá a Celebração Eucarística no Bellahouston Park de Glasgow".
Em Londres, o Pontífice "terá um encontro com os representantes do mundo político, cultural e empresarial no Westminster Hall".
No país que deu origem à Igreja Anglicana, o Papa "participará de uma celebração ecumênica na Abadia de Westminster".
Ainda que o Vaticano não tenha entrado em detalhes, os organizadores da visita no Reino Unido anunciaram um encontro do Papa com o arcebispo da Cantuária, Dr. Rowan Williams, no Lambeth Palace, em presença de outros bispos anglicanos e dos bispos católicos da Inglaterra e Gales.
Da mesma forma, "presidirá a Celebração Eucarística na catedral de Westminster e uma vigília de oração no Hyde Park".
Em seu último dia no Reino Unido, o Papa "presidirá a celebração por ocasião do rito de beatificação do venerável cardeal John Henry Newman, no Cofton Park de Birmingham", revela o Pe. Lombardi.
O venerável Newman (1801-1890), poeta e pastor anglicano, foi recebido no seio da Igreja Católica em 1845, sendo elevado à dignidade de cardeal por Leão XIII.
A visita já havia sido anunciada no dia 16 de março; o anúncio de hoje faz parte dos prazos habituais com os quais a Santa Sé confirma oficialmente as viagens do Papa.
Esta será a segunda visita de uma papa ao Reino Unido, desde a época de Henrique VIII (1491-1547), o rei inglês que provocou um cisma com Roma ao criar a Igreja Anglicana. A primeira foi realizada por João Paulo II, em 1982, com um impacto considerável na população.
O Reino Unido conta com 4,2 milhões de católicos, em uma população de 61 milhões de habitantes.
Mais informação em http://thepapalvisit.org.uk.

Aniversário de 2 Anos!!!

Novos Cardeais!!!

 

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O papa Bento XVI proclamou como "venerável" João Paulo II, após aprovar o decreto pelo qual são reconhecidas as "virtudes heróicas do servo de Deus" Karol Wojtyla, primeiro passo para a santidade do polonês, informou a Santa Sé.
O decreto foi aprovado durante a audiência concedida no Vaticano pelo prefeito regional da Congregação para a Causa dos Santos, o arcebispo Ângelo Amato.
A assinatura do decreto não significa a imediata beatificação de Karol Wojtyla, já que ainda falta a aprovação por Bento XVI do milagre que leve à proclamação de seu antecessor como beato.

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DEUS ABENÇÕE A TODOS E A TODAS QUE ACESSARAM ESTE BLOG, E EM ESPECIAL ABRAÇO QUERO MANDAR PARA TODOS OS PADRES DA DIOCESE DE BLUMENAU,AO NOSSO BISPO DIOCESANO DOM JOSÉ NEGRI (PIME),QUE CONTO COM A COLABORAÇÃO NAS ORAÇÕES DE CADA UM NA MINHA CAMINHADA VOCACIONAL!!!

ABRAÇO FRATERNALMENTE DE SEU IRMÃO
THIAGO KRAUPPE!!!


 
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