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sexta-feira, 2 de agosto de 2013

Intenção do Papa Francisco para o Mês de Agosto encoraja a educação das novas gerações!!!


Cidade do Vaticano,  02 de Agosto de 2013 -Neste mês de agosto, o Papa propõe ao Apostolado da Oração a seguinte intenção geral: "Para que pais e educadores ajudem as novas gerações a crescerem com uma consciência reta e numa vida coerente".

"Toda a sociedade é responsável pela educação e educação correta das novas gerações. Esta responsabilidade não constitui para a sociedade uma simples oportunidade, mas um dever primário que deve ser cumprido se queremos construir um futuro melhor para todos. Em primeiro lugar, é tarefa dos pais educarem os filhos, ensinando-os a viver, desde cedo, uma vida digna deste nome", comenta Pe. António Coelho, s.j, no site do Apostolado da Oração.

O Santo Padre propôs como intenção missionária: "Para que as Igrejas locais na África, fiéis ao Evangelho, promovam a construção da paz e da justiça".

"Se a falta de paz e justiça se faz sentir em todas as partes do mundo, isso acontece com mais evidência na África. A reconciliação e a justiça são as condições essenciais para a paz. Sem estas condições, a paz será uma ilusão passageira", frisa ainda o jesuíta no site do Apostolado da Oração.



(02 de Agosto de 2013) ©INFORME ICAR

Mensagem do Papa aos Muçulmanos pela conclusão do Mês de Ramadã!!!


Cidade do Vaticano,  02 de Agosto de 2013 - O Santo Padre enviou, nesta sexta-feira, uma mensagem aos muçulmanos do mundo inteiro por ocasião do fim da Festa do Ramadã. Este ano, Papa Francisco fez questão de enviá-la, pessoalmente, aos islâmicos, que encerram seu mês de jejum no próximo dia 8 e 9 de agosto.

Em sua mensagem, o Bispo de Roma afirma, textualmente: “É para mim um grande prazer dirigir-lhes a minha saudação, pela celebração do «Id al-Fitr», que encerra o mês do Ramadã, dedicado principalmente ao jejum, à oração e à esmola”.

Segundo a tradição, o Pontifício Conselho para o Diálogo Inter-religioso enviava uma mensagem de felicitações aos islâmicos, acompanhada de um tema para reflexão comum. “Este ano, o primeiro do meu Pontificado - escreve o Papa - decidi assinar eu mesmo esta mensagem e enviá-la a vocês, queridos amigos, como expressão de estima e amizade por todos os muçulmanos, especialmente aos líderes religiosos”.

Como vocês sabem, continua o Pontífice, quando os Cardeais me elegeram Bispo de Roma e Pastor Universal da Igreja Católica, escolhi o nome "Francisco", um santo muito famoso, que amou profundamente a Deus e todo ser humano, a ponto de ser chamado "irmão universal". Ele, que amou, ajudou e serviu aos necessitados, enfermos e pobres, também teve grande zelo para com a criação”.

“Este ano, escreve o Papa, o tema, sobre o qual eu gostaria de refletir com vocês e com todos os que lerem esta mensagem, diz respeito seja aos muçulmanos seja aos cristãos: “a promoção do respeito mútuo mediante a educação”. O tema deste ano, de fato, ressalta a importância da educação ao mútuo respeito e entendimento. 

"Respeito" significa uma atitude de amabilidade com as pessoas, às quais temos consideração e estima. "Mútuo" significa que não se trata de um processo unidirecional, mas algo que é partilhado por ambas as partes. 

Papa Francisco explica, em sua mensagem, que “somos convidados a respeitar nas pessoas a sua vida, integridade física, dignidade, direitos, reputação, propriedade, identidade étnica e cultural, ideias e opções políticas”. 

Por conseguinte, “somos convidados a pensar, falar e escrever sobre o outro de modo respeitoso, não apenas na sua presença, mas sempre, evitando críticas injustas ou difamação. Para conseguirmos este objetivo, a família, a escola, o ensino religioso e todos os meios de comunicação social desempenham um papel fundamental”.

Em relação ao respeito mútuo, nas relações inter-religiosas, especialmente entre cristãos e muçulmanos, “somos convidados a respeitar a religião do outro, seus ensinamentos, símbolos e valores. Devemos um respeito particular, sobretudo, aos líderes religiosos e aos lugares de culto. Quanta dor causam os ataques uns aos outros”!

Ao demonstrar respeito pela religião dos outros ou ao dirigir-lhes felicitações por uma celebração religiosa, simplesmente procuramos partilhar da sua alegria, sem fazer referência ao conteúdo das suas convicções religiosas.

Quanto à educação, entre muçulmanos e cristãos, devemos formar os nossos jovens a pensar e falar das outras religiões e dos seus seguidores de forma respeitosa, evitando denegrir ou ridicularizar as suas convicções e práticas.

Todos nós sabemos que o respeito mútuo é fundamental em qualquer relação humana, sobretudo entre pessoas que professam uma crença religiosa. Somente assim podemos fomentar uma amizade sincera e duradoura.

Ao receber o Corpo Diplomático, acreditado junto da Santa Sé, em 22 de março de 2013, Papa Francisco disse: "Não podemos ter uma autêntica relação com Deus se ignorarmos os outros. Por isso, é importante intensificar o diálogo entre as várias religiões, sobretudo mediante o diálogo com o Islamismo.

Por outro lado, o Bispo de Roma disse ainda em sua mensagem aos muçulmanos: “Durante a Missa de inauguração do meu Ministério petrino, apreciei muito a presença de várias Autoridades civis e religiosas do mundo islâmico. Por isso, quero reiterar, mais uma vez, a grande importância do diálogo e da cooperação entre os fiéis, especialmente entre cristãos e muçulmanos, e a necessidade de fortalecê-la”.

Com estes sentimentos, Papa Francisco conclui sua mensagem pela celebração do «Id al-Fitr» islâmico, renovando a sua esperança de que “todos os cristãos e muçulmanos sejam autênticos promotores do mútuo respeito e amizade, sobretudo através da educação”.

Por fim, o Bispo de Roma promete suas orações ao mundo islâmico, e faz votos para que, com as nossas vidas, possamos glorificar o Altíssimo com alegria, em meio a todos aqueles que nos circundam. Feliz festa a todos!

(02 de Agosto de 2013) ©INFORME ICAR

sábado, 27 de julho de 2013

Discurso do Papa Francisco na Vigília de Oração em Copacabana - Rio de Janeiro!!!

Viagem Apostólica ao Brasil 
Discurso do Papa Francisco
Vigília com os jovens na Praia de Copacabana
Sábado, 27 de julho de 2013
Queridos jovens,
Olhando para vocês presentes aqui hoje, me vem a mente a história de São Francisco de Assis. Diante do Crucifixo, ele escuta a voz de Jesus que lhe diz: «Francisco, vai e repara a minha casa». E o jovem Francisco responde, com prontidão e generosidade, a esta chamado do Senhor: repara a minha casa. Mas qual casa? Aos poucos, ele percebe que não se tratava fazer de pedreiro para reparar um edifício feito de pedras, mas de dar a sua contribuição para a vida da Igreja; tratava-se de colocar-se ao serviço da Igreja, amando-a e trabalhando para que transparecesse nela sempre mais a Face de Cristo.
Também hoje o Senhor continua precisando de vocês, jovens, para a sua Igreja. Querido jovens, o Senhor necessita de você. Também hoje ele chama a cada um de vocês para segui-lo na sua Igreja, para serem missionários. Queridos jovens, o Senhor hoje os chama. Não a muitos, mas a você, a você, a você, a você… a cada um. Escutem-no no coração.
Penso que podemos aprender com o que aconteceu nesses dias. Como tivemos que cancelar, devido ao mau tempo, a realização desta vigília no Campus Fidei (Campo da Fé), em Guaratiba, não estaria o Senhor querendo dizer-nos que o verdadeiro Campo da Fé, o verdadeira Campus Fidei, não é um lugar geográfico, mas somos nós?
Sim, é verdade. Cada um de nós, cada um de vocês, eu, vocês, todos, que ser discípulos missionários significa reconhecer que somos Campos da Fé de Deus. Por isso, a partir da imagem do Campo da Fé, pensei em três imagens que podem nos ajudar a entender melhor o que significa ser um discípulo missionário: a primeira, o campo como lugar onde se semeia; a segunda, o campo como lugar de treinamento; e a terceira, o campo como canteiro de obras.
1. O campo como lugar onde se semeia. Todos conhecemos a parábola de Jesus sobre um semeador que saiu pelo campo lançando sementes; algumas caem à beira do caminho, em meio às pedras, no meio de espinhos e não conseguem se desenvolver; mas outras caem em terra boa e dão muito fruto (cf. Mt 13,1-9). Jesus mesmo explica o sentido da parábola: a semente é a Palavra de Deus que é lançada nos nossos corações (cf. Mt 13,18-23). Queridos jovens, isso significa que o verdadeiro Campus Fidei é o coração de cada um de vocês, é a vida de vocês. E é na vida de vocês que Jesus pede para entrar com a sua Palavra, com a sua presença. Por favor, deixem que Cristo e a sua Palavra entrem na vida de vocês, e nela possam germinar e crescer.
Jesus nos diz que as sementes, que caíram à beira do caminho, em meio às pedras e em meio aos espinhos não deram fruto. Qual terreno somos ou queremos ser? Quem sabe se, às vezes, somos como o caminho: escutamos o Senhor, mas na vida não muda nada, pois nos deixamos aturdir por tantos apelos superficiais que escutamos; ou como o terreno pedregoso: acolhemos Jesus com entusiasmo, mas somos inconstantes e diante das dificuldades não temos a coragem de ir contra a corrente; ou somos como o terreno com os espinhos: as coisas, as paixões negativas sufocam em nós as palavras do Senhor (cf. Mt 13, 18-22). Mas, hoje, tenho a certeza que a semente está caindo numa terra boa, sei que vocês querem ser um terreno bom, não querem ser cristãos pela metade, nem “engomadinhos”, nem cristãos de fachada, mas sim autênticos. Tenho a certeza que vocês não querem viver na ilusão de uma liberdade que se deixe arrastar pelas modas e as conveniências do momento. Sei que vocês apostam em algo grande, em escolhas definitivas que deem pleno sentido para a vida. Jesus é capaz de oferecer-lhes isto. Ele é o «caminho, a verdade e a vida» (Jo 14,6)! Confiemos n’Ele. Deixemo-nos guiar por Ele!
2. O campo como lugar de treinamento. Jesus nos pede que o sigamos por toda a vida, pede que sejamos seus discípulos, que “joguemos no seu time”. Acho que a maioria de vocês ama os esportes. E aqui no Brasil, como em outros países, o futebol é uma paixão nacional. Ora bem, o que faz um jogador quando é convocado para jogar em um time? Deve treinar, e muito! Também é assim na nossa vida de discípulos do Senhor. São Paulo nos diz: «Todo atleta se impõe todo tipo de disciplina. Eles assim procedem, para conseguirem uma coroa corruptível. Quanto a nós, buscamos uma coroa incorruptível!» (1Co 9, 25). Jesus nos oferece algo muito superior que a Copa do Mundo! Oferece-nos a possibilidade de uma vida fecunda e feliz e nos oferece também um futuro com Ele que não terá fim: a vida eterna. Jesus, porém, nos pede que treinemos para estar “em forma”, para enfrentar, sem medo, todas as situações da vida, testemunhando a nossa fé. Como? Através do diálogo com Ele: a oração, que é diálogo diário com Deus que sempre nos escuta. através dos sacramentos, que fazem crescer em nós a sua presença e nos conformam com Cristo; através do amor fraterno, do saber escutar, do compreender, do perdoar, do acolher, do ajudar os demais, qualquer pessoa sem excluir nem marginalizar ninguém. Queridos jovens, que vocês sejam verdadeiros “atletas de Cristo”!
3. O campo como canteiro de obras. Quando o nosso coração é uma terra boa que acolhe a Palavra de Deus, quando se “sua a camisa” procurando viver como cristãos, nós experimentamos algo maravilhoso: nunca estamos sozinhos, fazemos parte de uma família de irmãos que percorrem o mesmo caminho; somos parte da Igreja, mais ainda, tornamo-nos construtores da Igreja e protagonistas da história. São Pedro nos diz que somos pedras vivas que formam um edifício espiritual (cf. 1Pe 2,5). E, olhando para este palco, vemos que ele tem a forma de uma igreja, construída com pedras, com tijolos. Na Igreja de Jesus, nós somos as pedras vivas, e Jesus nos pede que construamos a sua Igreja; e não como uma capelinha, onde cabe somente um grupinho de pessoas. Jesus nos pede que a sua Igreja viva seja tão grande que possa acolher toda a humanidade, que seja casa para todos! Ele diz a mim, a você, a cada um: «Ide e fazei discípulos entre todas as nações»! Nesta noite, respondamos-lhe: Sim, também eu quero ser uma pedra viva; juntos queremos edificar a Igreja de Jesus! Digamos juntos: Eu quero ir e ser construtor da Igreja de Cristo!
No coração jovem de vocês, existe o desejo de construir um mundo melhor. Acompanhei atentamente as notícias a respeito de muitos jovens que, em tantas partes do mundo, saíram pelas ruas para expressar o desejo de uma civilização mais justa e fraterna. Mas, fica a pergunta: Por onde começar? Quais são os critérios para a construção de uma sociedade mais justa? Quando perguntaram a Madre Teresa de Calcutá o que devia mudar na Igreja, ela respondeu: você e eu!
Queridos amigos, não se esqueçam: Vocês são o campo da fé! Vocês são os atletas de Cristo! Vocês são os construtores de uma Igreja mais bela e de um mundo melhor. Elevemos o olhar para Nossa Senhora. Ela nos ajuda a seguir Jesus, nos dá o exemplo com o seu “sim” a Deus: «Eis aqui a serva do Senhor, faça-se em mim segundo a tua Palavra» (Lc 1,38). Também nós o dizemos a Deus, juntos com Maria: faça-se em mim segundo a Tua palavra. Assim seja!!!
+ Santo Padre Papa Francisco

Um Papa latino-americano: "Também para nós um acréscimo de responsabilidade"!!!

Palavras de Dom Raymundo Damasceno dirigidas ao Papa Francisco no almoço com os Cardeais do Brasil, a Presidência da CNBB e os Bispos da Região;

sexta-feira, 26 de julho de 2013

A dor do Papa Francisco pelo acidente na Espanha!!!

Do Rio de Janeiro Pontífice envia telegrama ao Arcebispo de Santiago de Compostela;


(26 de Julho de 2013) © INFORME ICAR 2013

Prefeitura apresenta esquema para Vigília e Missa de Envio em Copacabana - Rio de Janeiro!!!

O prefeito anunciou a nova rota de peregrinação e afirmou que será possível pernoitar na praia de Copacabana.

Rio de Janeiro, Durante coletiva de imprensa realizada na manhã desta sexta-feira, dia 26, o prefeito da cidade do Rio de Janeiro, Eduardo Paes, junto ao secretário de transporte, Carlos Osório, e ao presidente da CET-Rio, Joaquim Diniz, apresentou o esquema especial para a Vigília e a Missa de Envio, que agora acontecerão em Copacabana. Dentre as explicações, o prefeito anunciou a nova rota de peregrinação. Além disso, será possível pernoitar na praia de Copacabana. 

“A Vigília vai ocorrer, a missa com o Santo Padre no domingo pela manhã vai ocorrer. A única coisa é que é num lugar diferente. Uma das premissas da jornada é justamente o ato de peregrinar, o ato de caminhar em direção ao campo da fé. E também passar a noite, na vigília. Então um dos desafios foi encontrar uma rota que permita isso. Pode parecer uma maldade, um sofrimento, mas para os peregrinos que nos visitam é uma demonstração de fé”, afirmou.
A nova rota terá 9,5km e seu início será às 7h na Avenida Presidente Vargas, na altura da Central do Brasil. O trajeto passa pela Avenida Rio Branco, Aterro do Flamengo, enseada de Botafogo e túnel do Pasmado, chegando à praia de Copacabana. O kit de alimentação, que em Guaratiba seria entregue a 5km do Campus Fidei, será distribuído no Aterro do Flamengo, em frente ao Monumento dos Pracinhas até 21h para os peregrinos incritos.
Os peregrinos são convidados a passar a noite em Copacabana, assim como aconteceria em Guaratiba, e não é recomendado o uso de barracas. Em todo caso, caso os peregrinos queiram retornar aos alojamentos no sábado após o momento com o Papa Francisco, serão montados, a partir das 21h, bolsões de ônibus na enseada de Botafogo e Ipanema a partir das 21h.
 Transporte para Copacabana
Diante do grande fluxo de pessoas na região, trem, ônibus e metrô funcionarão ininterruptamente. Além disso, como não há tempo hábil de uma pré-venda de cartões, haverá controle de fluxo nas estações de metrô. As linhas 1 e 2 irão até Siqueira Campos, e as estações Presidente Vargas, Cinelândia, Catete e Cantagalo estarão fechadas. Todos os cartões serão aceitos, inclusive o cartão peregrino. No entanto, Joaquim Diniz, presidente da CET-Rio, pediu que todos dêem preferência aos trens e ônibus que vão em direção à Central do Brasil.
Questionado sobre problemas encontrados no retorno dos peregrinos aos alojamentos, o prefeito Eduardo Paes explicou que filas são normais. “Não há infraestrutura no mundo que receba 1 milhão e meio de pessoas e que não haja filas para sair. Não estamos falando de 70 mil pessoas saindo do Maracanã. É natural que tenha multidão e fila. A visita do Papa para nós é uma honra. Eu não vou transformar a visita do Papa em um problema para a cidade. O que a gente viu essa semana é um motivo de orgulho e alegria”, declarou.
(Fonte: Rio2013.com)

quinta-feira, 3 de janeiro de 2013

As Estruturas Políticas e Econômicas Precisam de Ser Mobilizadas Por Essa Mística da Paz!!!


Homilia do cardeal-patriarca de Lisboa D. José Policarpo na solenidade de Santa Maria Mãe de Deus, Dia Mundial da Paz

Lisboa, Quarta-Feira, 03 de Janeiro de 2013 - Apresentamos a seguir a homilia do Cardeal-Patriarca de Lisboa Dom José Policarpo na Missa da Solenidade de Santa Maria Mãe de Deus, Dia Mundial da Paz, Realizada na Paróquia de Rio de Mouro.

“A Mística da Paz”!!!

1. Neste Dia Mundial da Paz o Santo Padre Bento XVI dirigiu à Igreja uma Mensagem, forte e profunda, que ilumina com o dinamismo cristão da paz as diversas situações concretas da sociedade atual e, de modo especial, as sociedades europeias, a atravessarem uma profunda crise de civilização. Seria importante que todos os cristãos e todos os homens que procuram a Paz, pudessem ler essa Mensagem. Neste contexto o papel de uma Homilia só pode ser o de apontar as principais linhas de força dessa Mensagem, lançando luz sobre os problemas e situações que também a nossa sociedade está a atravessar. Num ano em que a União Europeia foi distinguida com o Prémio Nobel da Paz, sublinhando o seu papel positivo na manutenção e construção da paz, depois do drama da Segunda Guerra Mundial, o Santo Padre desafia a Europa a interrogar-se se a paz que conseguiu manter é a paz perfeita ou se não há um longo caminho, nunca completamente percorrido, para a edificação de uma paz verdadeira, em que os Povos, como membros de uma grande família, sintam a grandeza da dignidade da pessoa, onde a experiência comunitária levará à experiência do amor e da comunhão.
Bento XVI intitulou a sua Mensagem com uma das bem-aventuranças da Montanha: “Bem-aventurados os obreiros da Paz”. O texto evangélico acrescenta: “porque serão chamados filhos de Deus” (Mt. 5,9). E lembra que, na mensagem bíblica, as bem-aventuranças são promessas. Não são meras recomendações morais, “mas consistem sobretudo no cumprimento de uma promessa feita a quantos se deixam guiar pelas exigências da verdade, da justiça e do amor” (1).
Esta promessa, que feita no contexto do anúncio do Reino de Deus, toca profundamente o coração de todos os homens, mostra a paz como um caminho a fazer, que só atingirá a sua plenitude no Reino dos Céus. “Em cada pessoa – diz o Papa – o desejo de paz é uma aspiração essencial e coincide, de certo modo, com o anseio por uma vida humana plena, feliz e bem sucedida. Por outras palavras, o desejo de paz corresponde a um princípio moral fundamental, ou seja, ao dever-direito de um desenvolvimento integral, social, comunitário, que faz parte dos desígnios de Deus para o homem” (2). A busca da paz coincide, assim, com a luta pela realização da plenitude humana, é um caminho que supõe uma verdadeira mística da paz, enraizada na cultura e concretizada nas opções práticas para a vida das comunidades humanas. A generosidade pessoal, a organização da sociedade, as estruturas políticas e económicas precisam de ser mobilizadas por essa mística da paz.
Uma conceção imperfeita de paz pode enfraquecer a exigência desta mística da paz, como ideal de humanidade. Há 50 anos o Concílio Vaticano II lembrava: “A paz não é só a ausência de guerra e não se limita a procurar o equilíbrio entre forças contrárias… ela é «obra de justiça», lembrando que “a paz não é realidade adquirida uma vez por todas, mas algo a construir sem cessar»” (3). É um ideal de humanidade, que os cristãos partilham com todos os homens e que exige o empenhamento de todos.
O Santo Padre recorda as principais concretizações desta construção da paz como “obra de justiça”.
2. A paz é uma experiência de comunhão.
Citando João XXIII, o atual Papa recorda: “A paz implica principalmente a construção de uma convivência humana baseada na verdade, na liberdade, no amor e na justiça” (4). Faz parte da verdade profunda do homem, encontrar a sua realização na comunhão com os outros homens. A paz é, assim, vitória sobre o individualismo e os egoísmos, busca, antes de mais, o bem-comum de toda a comunidade. Bento XVI é claro: “A ética da paz é uma ética de comunhão e de partilha. Por isso é indispensável que as várias culturas de hoje superem antropologias e éticas fundadas sobre motivos teórico-práticos meramente subjetivistas e pragmáticos, em virtude dos quais as relações da convivência se inspiram em critérios de poder ou de lucro, os meios tornam-se fins e vice-versa, a cultura e a educação concentram-se apenas nos instrumentos, na técnica e na eficiência” (5).
Sem este objetivo de construção da comunhão, em comunidade, perde-se o sentido da prioridade do bem-comum, da comunidade em todos os seus níveis: mundial, europeia, nacional, local, familiar. É preciso denunciar, com lucidez e coragem, os erros sociais e políticos em sociedades que não dão prioridade ao bem-comum. O Papa afirma: causam apreensão os focos de tensão e conflito causados por crescentes desigualdades entre ricos e pobres, pelo predomínio duma mentalidade egoísta e individualista que se exprime inclusivamente por um capitalismo financeiro desregrado” (6).
Esta paz edificada com generosidade, centrada no amor fraterno, é “dom messiânico e obra humana”, isto é, é esforço da liberdade apoiada pela fé e pela força de Deus. O Santo Padre recorda-o: “Para nos tornarmos autênticos obreiros da paz, são fundamentais a atenção à dimensão transcendente e o diálogo constante com Deus, Pai misericordioso, pelo Qual se implora a redenção que nos foi conquistada pelo seu Filho Unigénito. Assim o homem pode vencer aquele gérmen de obscurecimento e negação da paz que é o pecado em todas as suas formas: egoísmo e violência, avidez e desejo de poder e domínio, intolerância, ódio e estruturas injustas” (7).
3. Obra de liberdade, a paz é um dom de Deus.
É esta certeza que nos permite acreditar, em todas as circunstâncias, que a paz é possível. Ela é a aventura do amor que nos foi comunicado pelo Espírito de Jesus. A paz … na novidade humana enraizada na Páscoa de Jesus: “A Paz é uma ordem vivificada e integrada pelo amor”, Cristo é a nossa paz. É preciso, é urgente, anunciar de novo e por caminhos novos, a importância de Jesus Cristo para o futuro da humanidade (8). Esta dimensão transcendente da paz está no centro da revelação bíblica, como escutámos na Primeira Leitura desta celebração: “O Senhor te abençoe e te proteja. O Senhor faça brilhar sobre ti a Sua face e te seja favorável. O Senhor dirija sobre ti o Seu olhar e te conceda a paz” (Num. 24-26). “O Senhor dá força ao seu Povo; o Senhor abençoará o seu Povo na paz”, reza o Salmo 29). Nas nossas sociedades europeias é urgente voltar a valorizar a sabedoria contida na religião, constitutiva de um quadro cultural que favorece e exige uma mística da paz.
4. Se não tivermos medo de Deus e da sua intervenção na história a favor dos homens, se não nos deixarmos embriagar pela total autonomia do homem e do seu poder na construção da paz, poderemos encontrar em conjunto os verdadeiros pilares da construção da justiça e da paz.
* A promoção e defesa intransigente da dignidade da pessoa humana, a promoção da vida em todas as suas etapas e vicissitudes, a defesa dos direitos fundamentais da pessoa humana para que possa construir a sua dignidade, entre os quais está o direito ao trabalho (9).
* Os próprios modelos económicos e políticos de organização da sociedade têm de visar esta construção da paz como obra de justiça (10).
* Fortalecer a Família. O Santo Padre afirma: “A família é um dos sujeitos sociais indispensáveis para a realização de uma cultura de paz” (11). Somos um País a lutar corajosamente para vencer um período difícil da nossa história. Mas olhemos corajosamente para o que está a acontecer às famílias: leis permissivas que não valorizam o aprofundamento dos seus valores constitutivos; leis fiscais que penalizam a família; a incapacidade de evitar que o drama do desemprego se abata sobre as famílias; a diminuição da natalidade, que põe em causa o futuro da comunidade humana que pretendemos salvar. Para quando uma política de proteção à família?
5. Uma pedagogia para a paz.
O Santo Padre, na sua Mensagem, alerta-nos para a urgência de uma pedagogia da paz. A sua primeira expressão é cultural. Todos os agentes culturais, as universidades e as escolas, os “média”, a Igreja, devem contribuir para uma transformação cultural que promova a verdadeira paz; que supõe um novo pensamento e uma conversão ideológica. Diz ele: “o mundo atual, particularmente o mundo da política, necessita do apoio dum novo pensamento, duma nova síntese cultural, para superar tecnicismos e harmonizar as várias tendências políticas em ordem ao bem-comum” (12). O Santo Padre alerta a Igreja: “nesta tarefa imensa de educar para a paz, estão envolvidas, de modo particular, as comunidades crentes. A Igreja toma parte nesta grande responsabilidade através da nova evangelização, que tem como pontos de apoio a conversão à verdade e ao amor de Cristo e, consequentemente, o renascimento espiritual e moral das pessoas e das sociedades. O encontro com Jesus Cristo plasma os obreiros da paz, comprometendo-os na comunhão e na superação das injustiças”. É uma pedagogia da bondade e do perdão. “É um trabalho lento, porque supõe uma evolução espiritual, uma educação para os valores mais altos, uma visão nova da história humana. É preciso renunciar à paz falsa (…) a pedagogia da paz implica serviço, compaixão, solidariedade, coragem, perseverança” (13). É marcada pelo ideal de uma humanidade nova, que anuncia o Reino dos Céus.
Paróquia de Rio de Mouro,1 de janeiro de 2013
D. José Policarpo, cardeal-patriarca de Lisboa
NOTAS:
1 Bento XVI, Mensagem para o Dia Mundial da Paz, 2013, nº 2
2 Ibidem, nº 1
3 Gaudium et Spes, nº 28
4 cf. Pacem in Terrus; Mensagem para o dia Mundial da Paz 2013, nº 3
5 Mensagem para o dia Mundial da Paz 2013, nº 2
6 Ibidem, nº 1
7 Ibidem, nº 3
8 cf. Ibidem, nº 3
9 cf. Ibidem, nº 4
10 cf. Ibidem, nº 5
11 Ibidem, nº 6
12 Ibidem, nº 6
13 Ibidem, nº 7

Papa Recebeu Mais de 20 Milhões de Pessoas Até Hoje!!!

Somente em 2012 foram 2.351.200 os que chegaram à sede de Pedro

Cidade do Vaticano, Quarta-Feira, 03 de Janeiro de 2013 - Desde 19 de abril de 2005 até hoje 20.544.970 peregrinos participaram dos encontros com Bento XVI no Vaticano e em Castel gandolfo. O Evento com maior número de participantes foi a beatificação de João Paulo II, em maio de 2011.
Os dados foram indicados pelo jornal L`Osservatore Romano e retrata os números da Prefeitura da Casa Pontifícia divulgados ontem sobre a participação pública em audiências e celebrações presididas pelo Papa.
A Casa Pontifícia é composta por várias pessoas responsáveis ​​pela agenda, cerimônias, atividades civis e religiosas do Santo Padre, entre as quais as recepções dos chefes de estado, audiências públicas e privadas, viagens, e outras.
Seu novo prefeito monsenhor Georg Ganswein nomeado por Bento XVI em 7 de dezembro, ocupa o cargo deixado por James Michel Harvey, a quem o papa nomeou cardeal arcipreste da Basílica de São Paulo Fora dos Muros.
A Prefeitura da Casa Pontifícia afirma que os números são indicativos e baseiam-se principalmente no número de ingressos solicitados para as celebrações.
Assim, resulta que em 2012 foram 2.351.200 participantes nos encontros com o papa. Destes, 447.000 pessoas estiveram nas 43 audiências gerais com o Santo Padre.
Somam 146.800 audiências privadas; 501.000 celebrações litúrgicas presididas pelo Santo Padre, e pelo menos 1.256.000 pessoas presentes no domingo, quando o Papa reza o Angelus na Praça de São Pedro ou em Castel Gandolfo.
São números impressionantes que claramente não incluem os milhões de fiéis que o viram em suas viagens apostólicas, como em março de 2012, durante sua viagem a Cuba e ao México, e em setembro ao Líbano. Ou em eventos que envolvem milhões de jovens como em 2011 durante a JMJ em Madrid.
Na Itália, em 2012, suas visitas pastorais foram: Loreto; Emilia Romagna, nas áreas atingidas por terremotos; Milão, para o VII Encontro Mundial das Famílias, além das visitas pastorais em Arezzo, La Verna e Sansepolcro.

Aniversário de 2 Anos!!!

Novos Cardeais!!!

 

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O papa Bento XVI proclamou como "venerável" João Paulo II, após aprovar o decreto pelo qual são reconhecidas as "virtudes heróicas do servo de Deus" Karol Wojtyla, primeiro passo para a santidade do polonês, informou a Santa Sé.
O decreto foi aprovado durante a audiência concedida no Vaticano pelo prefeito regional da Congregação para a Causa dos Santos, o arcebispo Ângelo Amato.
A assinatura do decreto não significa a imediata beatificação de Karol Wojtyla, já que ainda falta a aprovação por Bento XVI do milagre que leve à proclamação de seu antecessor como beato.

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DEUS ABENÇÕE A TODOS E A TODAS QUE ACESSARAM ESTE BLOG, E EM ESPECIAL ABRAÇO QUERO MANDAR PARA TODOS OS PADRES DA DIOCESE DE BLUMENAU,AO NOSSO BISPO DIOCESANO DOM JOSÉ NEGRI (PIME),QUE CONTO COM A COLABORAÇÃO NAS ORAÇÕES DE CADA UM NA MINHA CAMINHADA VOCACIONAL!!!

ABRAÇO FRATERNALMENTE DE SEU IRMÃO
THIAGO KRAUPPE!!!


 
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