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segunda-feira, 26 de setembro de 2011

Um cristão é assassinado a cada 5 minutos!!!

Conferência de “Luci sull'Est” sobre a perseguição a cristãos no século 21

ROMA, segunda-feira, 26 de setembro de 2011 – “A cada cinco minutos, um cristão é assassinado por razão da sua fé. A cada ano, 105 mil cristãos no mundo são condenados ao martírio: um verdadeiro holocausto, do qual se fala muito pouco.” Estes são alguns dos dados fornecidos na conferência de Roma intitulada “Os bons serão martirizados. As perseguições aos cristãos no século 21”.

O evento foi realizado na Universidade Pontifícia Lateranense, por ocasião do 20º aniversário do nascimento, em Roma, de “Luci sull' Est”, uma associação de voluntariado leigo de inspiração católica que, depois da queda da União Soviética, começou a enviar livros, terços e outros materiais religiosos aos países ex-soviéticos.

Entre os participantes, destacam-se: o bispo de San Marino-Montefeltro, Dom Luigi Negri; o eurodeputado Magdi Cristiano Allam; o diretor de Asia News, Pe. Bernardo Cervellera; e o representante da OSCE para a luta contra a discriminação dos cristãos e diretor do Centro de Estudos das Novas religiões (CESNUR), Massimo Introvigne. O moderador foi o jornalista Julio Loredo.

Autossuficiência do homem

Ao tomar a palavra, Dom Negri afirmou que o martírio dos cristãos é uma parte importante no mistério da iniquidade, já que não nasce da maldade, mas de um ódio intelectual, ideológico, da impossibilidade de acolher a mensagem de Cristo e da “ideologia sobre a autossuficiência do homem”, “porque todas as ideologias convergem, muito além das suas diferenças, no fato de que o homem se converteu no deus de si mesmo”.

O bispo de San Marino-Montefeltro falou depois sobre o “carisma do martírio” como da “maior confirmação do Espírito de Deus”. “A modernidade – acrescentou – termina no ateísmo, e o ateísmo acaba na violência. A verdade ideológica não é inclusiva, mas se afirma na exclusão do que é diferente. Por isso, nos regimes totalitários, os diferentes eram eliminados.” Em definitiva, uma “lógica férrea, na qual não entram o satanismo e a corrupção”.

O prelado falou depois de uma ideologia que se apoia nos poderes fortes, definida por Bento XVI como tecnociência, e concluiu dizendo: “Os mártires existem e, com sua contribuição, eles nos convidam a ser cristãos autênticos”, já que “as testemunhas apaixonadas de Cristo são incansáveis comunicadoras da sua vida divina a todos os homens”.

Emergência humanitária

“A intolerância, a discriminação e a perseguição dos cristãos de hoje – disse Massimo Introvigne – é uma emergência humanitária que afeta todos nós; é um problema para a sociedade civil.”

“No livro 'World Christian Trends AD 30-AD 2200', o investigador David Barrett determina o número dos martírios cristãos no mundo em 70 milhões, 45 milhões dos quais aconteceram no século 20 – explicou Introvigne. O número é de 160 mil na primeira década deste século e se calcula que serão cerca de 105 mil na segunda década. Isso significa um mártir a cada cinco minutos. São assassinados não por motivos bélicos, mas religiosos.”

O interessante, acrescentou o diretor do CENSUR, é que “todos sentem simpatia pelas vítimas, mas também existe um assassino. Só que 'sobre isso, nós os escutaremos em outro momento', como diziam a São Paulo”. Entre os assassinos, cabe destacar o fundamentalismo islâmico, como no Paquistão, onde a apostasia implica na pena de morte e se considera como blasfêmia não acreditar no Islã.

Referindo-se a isso, Introvigne falou de outros 34 casos de condenação à morte similares ao de Asia Bibi, ainda que também haja regimes comunistas, como o da Coreia do Norte e da China, além de nacionalismos religiosos, como na Índia e na Indochina.

“Além do assassinato e da tortura – precisou Introvigne –, existe entre nós a intolerância, que é um fenômeno cultural: depois, está a discriminação, que é um fenômeno jurídico, para chegar à violência, que entre nós e mais raro”, como na França, onde “a polícia explica que se ataca uma igreja a cada dois dias”.

O caso da China

O Pe. Bernardo Cervellera, observador atento das questões religiosas nos países orientais, aprofundou na situação da China, da qual, atualmente, temos uma imagem “turística, com grandes arranha-céus, uma renda média elevada”, mas onde não se respeitam os direitos humanos e se leva adiante uma perseguição religiosa “como não se via desde os anos 50”.

O diretor de AsiaNews citou os muitos casos de bispos que foram detidos pela polícia porque se negaram a aderir à igreja patriótica. “Recentemente, antes das olimpíadas de 2007, 37 bispos clandestinos foram submetidos à prisão domiciliar”.

O Pe. Cervellera considerou importante, nesta situação, “o trabalho realizado por João Paulo II e por Bento XVI, graças ao qual muitos bispos do partido pediram perdão e voltaram à Igreja”.

“E o fato de que a Igreja esteja mais unida que nos anos 80 explica também o incremento da perseguição”, um aspecto que testemunha, no fundo, “um grande fracasso do partido comunista chinês, depois de 60 anos de perseguição”. Contudo, “muito além das perseguições – concluiu Cervellera –, há esperança. Neste país, atualmente, milhões de pessoas buscam a fé e cada ano 150 mil chineses pedem para ser batizados”.

Identidade

O eurodeputado e jornalista Magdi Cristiano Allam recordou que, nos países islâmicos, “de cada 10 perseguidos, 7 são cristãos e, de 1945 até hoje, 10 milhões de cristãos foram obrigados a deixar suas terras, junto a um milhão de judeus”.

O político egípcio de origem islâmica explicou que, no caso do Islã, a perseguição não é fruto da ideologia, mas de razões religiosas e, de fato, o judaísmo e o cristianismo são considerados heresias, enquanto o Islã é concebido como a única e verdadeira religião, chamada a converter todos.

Allam afirmou a necessidade de adquirir a certeza sobre a nossa identidade e sobre as raízes da nossa civilização: “Se nos tornarmos um terreno baldio, seremos terra de conquista”.

O ex-diretor do Corriere della Sera, que se converteu ao catolicismo e foi batizado em São Pedro em 2008 pelo próprio Papa Bento XVI, considerou que “o relativismo é uma ideologia, porque nega o uso da razão e proíbe avaliar os conteúdos religiosos, e assim compara as religiões, considerando-as iguais, prescindindo dos seus conteúdos”.

“A pessoa só é cristã se crê em Jesus Cristo – prosseguiu. Quando se coloca no mesmo nível Cristo e Maomé, acabamos diminuindo a certeza da nossa fé cristã, além de não nos declararmos cristãos e de legitimar o Islã – este é o único núcleo do problema. Ou recuperamos a certeza do que somos ou a nossa civilização acabará desaparecendo.”

Magdi Allam falou depois das incoerências: “Quando se ultraja outras religiões, todos se indignam, mas se o Papa é o ultrajado, isso é considerado liberdade de expressão”. Hoje, achamos que amamos o próximo odiando-nos entre nós, e na ideologia da falsa bondade, aceitamos que o próximo exija prescindir de nós mesmos”.

O eurodeputado concluiu recordando que é necessário “ter a certeza de quem somos, a certeza da verdade”, já que há “valores não-negociáveis, como a sacralidade da vida e a liberdade religiosa”. Também convidou a encontrar a força “de testemunhar a certeza em Cristo em uma terra cristã. Somente se formos fortes por dentro, teremos a autoridade para pedir liberdade para todos os cristãos do mundo”.

Conferência de “Luci sull'Est” sobre a perseguição a cristãos no século 21


ROMA, segunda-feira, 26 de setembro de 2011 (ZENIT.org) – “A cada cinco minutos, um cristão é assassinado por razão da sua fé. A cada ano, 105 mil cristãos no mundo são condenados ao martírio: um verdadeiro holocausto, do qual se fala muito pouco.” Estes são alguns dos dados fornecidos na conferência de Roma intitulada “Os bons serão martirizados. As perseguições aos cristãos no século 21”.

O evento foi realizado na Universidade Pontifícia Lateranense, por ocasião do 20º aniversário do nascimento, em Roma, de “Luci sull' Est”, uma associação de voluntariado leigo de inspiração católica que, depois da queda da União Soviética, começou a enviar livros, terços e outros materiais religiosos aos países ex-soviéticos.

Entre os participantes, destacam-se: o bispo de San Marino-Montefeltro, Dom Luigi Negri; o eurodeputado Magdi Cristiano Allam; o diretor de Asia News, Pe. Bernardo Cervellera; e o representante da OSCE para a luta contra a discriminação dos cristãos e diretor do Centro de Estudos das Novas religiões (CESNUR), Massimo Introvigne. O moderador foi o jornalista Julio Loredo.

Autossuficiência do homem

Ao tomar a palavra, Dom Negri afirmou que o martírio dos cristãos é uma parte importante no mistério da iniquidade, já que não nasce da maldade, mas de um ódio intelectual, ideológico, da impossibilidade de acolher a mensagem de Cristo e da “ideologia sobre a autossuficiência do homem”, “porque todas as ideologias convergem, muito além das suas diferenças, no fato de que o homem se converteu no deus de si mesmo”.

O bispo de San Marino-Montefeltro falou depois sobre o “carisma do martírio” como da “maior confirmação do Espírito de Deus”. “A modernidade – acrescentou – termina no ateísmo, e o ateísmo acaba na violência. A verdade ideológica não é inclusiva, mas se afirma na exclusão do que é diferente. Por isso, nos regimes totalitários, os diferentes eram eliminados.” Em definitiva, uma “lógica férrea, na qual não entram o satanismo e a corrupção”.

O prelado falou depois de uma ideologia que se apoia nos poderes fortes, definida por Bento XVI como tecnociência, e concluiu dizendo: “Os mártires existem e, com sua contribuição, eles nos convidam a ser cristãos autênticos”, já que “as testemunhas apaixonadas de Cristo são incansáveis comunicadoras da sua vida divina a todos os homens”.

Emergência humanitária

“A intolerância, a discriminação e a perseguição dos cristãos de hoje – disse Massimo Introvigne – é uma emergência humanitária que afeta todos nós; é um problema para a sociedade civil.”

“No livro 'World Christian Trends AD 30-AD 2200', o investigador David Barrett determina o número dos martírios cristãos no mundo em 70 milhões, 45 milhões dos quais aconteceram no século 20 – explicou Introvigne. O número é de 160 mil na primeira década deste século e se calcula que serão cerca de 105 mil na segunda década. Isso significa um mártir a cada cinco minutos. São assassinados não por motivos bélicos, mas religiosos.”

O interessante, acrescentou o diretor do CENSUR, é que “todos sentem simpatia pelas vítimas, mas também existe um assassino. Só que 'sobre isso, nós os escutaremos em outro momento', como diziam a São Paulo”. Entre os assassinos, cabe destacar o fundamentalismo islâmico, como no Paquistão, onde a apostasia implica na pena de morte e se considera como blasfêmia não acreditar no Islã.

Referindo-se a isso, Introvigne falou de outros 34 casos de condenação à morte similares ao de Asia Bibi, ainda que também haja regimes comunistas, como o da Coreia do Norte e da China, além de nacionalismos religiosos, como na Índia e na Indochina.

“Além do assassinato e da tortura – precisou Introvigne –, existe entre nós a intolerância, que é um fenômeno cultural: depois, está a discriminação, que é um fenômeno jurídico, para chegar à violência, que entre nós e mais raro”, como na França, onde “a polícia explica que se ataca uma igreja a cada dois dias”.

O caso da China

O Pe. Bernardo Cervellera, observador atento das questões religiosas nos países orientais, aprofundou na situação da China, da qual, atualmente, temos uma imagem “turística, com grandes arranha-céus, uma renda média elevada”, mas onde não se respeitam os direitos humanos e se leva adiante uma perseguição religiosa “como não se via desde os anos 50”.

O diretor de AsiaNews citou os muitos casos de bispos que foram detidos pela polícia porque se negaram a aderir à igreja patriótica. “Recentemente, antes das olimpíadas de 2007, 37 bispos clandestinos foram submetidos à prisão domiciliar”.

O Pe. Cervellera considerou importante, nesta situação, “o trabalho realizado por João Paulo II e por Bento XVI, graças ao qual muitos bispos do partido pediram perdão e voltaram à Igreja”.

“E o fato de que a Igreja esteja mais unida que nos anos 80 explica também o incremento da perseguição”, um aspecto que testemunha, no fundo, “um grande fracasso do partido comunista chinês, depois de 60 anos de perseguição”. Contudo, “muito além das perseguições – concluiu Cervellera –, há esperança. Neste país, atualmente, milhões de pessoas buscam a fé e cada ano 150 mil chineses pedem para ser batizados”.

Identidade

O eurodeputado e jornalista Magdi Cristiano Allam recordou que, nos países islâmicos, “de cada 10 perseguidos, 7 são cristãos e, de 1945 até hoje, 10 milhões de cristãos foram obrigados a deixar suas terras, junto a um milhão de judeus”.

O político egípcio de origem islâmica explicou que, no caso do Islã, a perseguição não é fruto da ideologia, mas de razões religiosas e, de fato, o judaísmo e o cristianismo são considerados heresias, enquanto o Islã é concebido como a única e verdadeira religião, chamada a converter todos.

Allam afirmou a necessidade de adquirir a certeza sobre a nossa identidade e sobre as raízes da nossa civilização: “Se nos tornarmos um terreno baldio, seremos terra de conquista”.

O ex-diretor do Corriere della Sera, que se converteu ao catolicismo e foi batizado em São Pedro em 2008 pelo próprio Papa Bento XVI, considerou que “o relativismo é uma ideologia, porque nega o uso da razão e proíbe avaliar os conteúdos religiosos, e assim compara as religiões, considerando-as iguais, prescindindo dos seus conteúdos”.

“A pessoa só é cristã se crê em Jesus Cristo – prosseguiu. Quando se coloca no mesmo nível Cristo e Maomé, acabamos diminuindo a certeza da nossa fé cristã, além de não nos declararmos cristãos e de legitimar o Islã – este é o único núcleo do problema. Ou recuperamos a certeza do que somos ou a nossa civilização acabará desaparecendo.”

Magdi Allam falou depois das incoerências: “Quando se ultraja outras religiões, todos se indignam, mas se o Papa é o ultrajado, isso é considerado liberdade de expressão”. Hoje, achamos que amamos o próximo odiando-nos entre nós, e na ideologia da falsa bondade, aceitamos que o próximo exija prescindir de nós mesmos”.

O eurodeputado concluiu recordando que é necessário “ter a certeza de quem somos, a certeza da verdade”, já que há “valores não-negociáveis, como a sacralidade da vida e a liberdade religiosa”. Também convidou a encontrar a força “de testemunhar a certeza em Cristo em uma terra cristã. Somente se formos fortes por dentro, teremos a autoridade para pedir liberdade para todos os cristãos do mundo”.

Bento XVI confia no futuro do cristianismo na Alemanha!!!

Papa se despede dos seus conterrâneos no aeroporto de Lahr

FREIBURG, segunda-feira, 26 de setembro de 2011 – O Papa Bento XVI se despediu da sua pátria ontem à tarde com um discurso, diante das autoridades federais e locais, e nele sublinhou sua confiança no futuro da Igreja na Alemanha, depois do que pôde ver e ouvir nesta viagem apostólica.

O Papa chegou ao aeroporto de Lahr após participar de um encontro com as “forças vivas” da Igreja Católica na Alemanha, no Koncerthaus de Freiburg. Lá, recebeu a última saudação do presidente federal, Christian Wulff, e das autoridades civis e religiosas alemãs.

Em sua despedida, o Papa agradeceu aos presentes “por estes dias estupendos, por tantos encontros pessoais e pelos inumeráveis sinais de atenção e de estima que me manifestaram”.

Afirmou que os dias transcorridos em seu país foram comoventes e ricos em acontecimentos, e destacou os encontros com os líderes de outras confissões cristãs e de outras religiões, muito significativos por acontecerem no “país da Reforma”.

Mas recordou que sua visita estava dirigida de maneira especial aos católicos e destacou que poder celebrar e rezar “nas partes do País onde, por decênios, se tentou remover a religião da vida das pessoas”, permite-lhe “ter confiança no futuro do cristianismo na Alemanha”.

“Como já sucedeu durante as visitas precedentes, pôde-se experimentar a multidão de pessoas que aqui testemunham a própria fé e tornam presente a sua força transformadora no mundo atual”, sublinhou.

Também destacou a importância da vigília celebrada ontem à noite em Freiburg com os jovens, seguindo os passos deixados “pelaimpressionante Jornada Mundial da Juventude em Madri”.

O Papa exortou os católicos alemães “a continuar, com força e confiança, o caminho da fé, que faz as pessoas voltarem às raízes, ao núcleo essencial da Boa Nova de Cristo”.

“Haverá – e já existem – comunidades pequenas de crentes que, com o seu entusiasmo, difundem raios de luz na sociedade pluralista, fazendo a outros curiosos de procurar a luz que dá vida em abundância”, acrescentou.

Ele se despediu dos seus conterrâneos recordando o lema da sua viagem, que conclui com este ato: “Onde Deus está presente, há esperança e abrem-se perspectivas novas e, frequentemente, inesperadas que vão para além do hoje e das coisas efêmeras”.

“Neste sentido, acompanho nos pensamentos e nas orações o caminho da Igreja na Alemanha”, concluiu.

Terminada a cerimônia, o Pontífice se dirigiu, com seu séquito, ao avião papal, que o leva de volta a Roma.

Duas horas antes da Missa do Papa, tiros de ar comprimido!!!

Ato realizado por desequilibrado não afetou a viagem pontifícia

ERFURT, segunda-feira, 26 de setembro de 2011 – Cerca de duas horas antes da celebração da Missa que Bento XVI presidiu na manhã de ontem em Erfurt, um desconhecido disparou pelo menos três tiros com uma arma de ar comprimido, ferindo levemente um guarda de segurança.

O Pe. Federico Lombardi SJ, diretor da Sala de Imprensa da Santa Sé, esclareceu que o ato foi cometido por uma pessoa desequilibrada e explicou que o episódio ocorreu longe do lugar da cerimônia, sem que tivesse consequências para a organização da visita do Papa à Alemanha.

Bento XVI foi informado sobre os fatos no final da Missa, segundo explicou o Pe. Lombardi. “No séquito papal, ninguém percebeu o que havia acontecido. A viagem continua segundo o programa previsto.”

“O episódio não teve nenhuma importância ou consequência para a celebração – acrescentou o Pe. Lombardi. Foi um acontecimento totalmente marginal, ocorrido antes da Missa, fora da praça, bem longe e sem gravidade alguma, nem para a pessoa que foi ferida.”

Bento XVI se comove ao receber vítimas de abusos!!!

No seminário de Erfurt

ERFURT, segunda-feira, 26 de setembro de 2011 – Bento XVI não pôde esconder nesta sexta-feira (23/09/2011) sua comoção ao receber um grupo de vítimas de abusos sexuais cometidos por sacerdotes e empregados da Igreja.

O encontro aconteceu no final do dia, no seminário de Erfurt. Houve também um encontro com pessoas que atendem as vítimas desses crimes, segundo informou um comunicado emitido pela Sala de Imprensa do Vaticano.

“Comovido e fortemente impressionado com o sofrimento das vítimas, o Santo Padre expressou sua profunda compaixão e seu profundo pesar por tudo que foi feito contra essas pessoas e suas famílias”, afirma a nota.

O Santo Padre assegurou a estas pessoas que “os que têm responsabilidades na Igreja estão sumamente preocupados em enfrentar da maneira adequada todos os crimes de abuso e se comprometem a promover medidas eficazes em defesa das crianças e jovens”.

“O Papa Bento XVI está próximo das vítimas e manifesta sua esperança em que Deus misericordioso, Criador e Redentor de todos os homens, cure as feridas das pessoas que sofreram abusos e lhes dê paz interior”, conclui o comunicado.

sexta-feira, 23 de setembro de 2011

Papa aos muçulmanos: Constituição, marco do respeito!!!

Sociedade não se sustenta no longo prazo sem consenso sobre os valores éticos fundamentais

BERLIM, sexta-feira, 23 de setembro de 2011 – Em uma sociedade pluralista, é preciso estar atentos para que haja sempre respeito pelo outro. Esse respeito cresce com base em valores inalienáveis, cujo marco, na Alemanha e em muitos outros países, está representado pela Constituição.

Esse foi o teor do discurso que Bento XVI dirigiu na manhã desta sexta-feira aos 15 representantes das comunidades muçulmanas presentes na Alemanha, a quem o Papa recebeu na Nunciatura Apostólica de Berlim, antes de seguir viagem rumo a Erfurt.

O Papa afirmou que Igreja Católica está comprometida para que se outorgue o justo reconhecimento à dimensão pública da fé.

“Trata-se de uma exigência de não pouco relevo no contexto de uma sociedade maioritariamente pluralista”, disse.

“No entanto – prosseguiu o pontífice –, é necessário estar atentos para que o respeito pelo outro se mantenha sempre. O respeito recíproco cresce somente sobre a base de um entendimento sobre certos valores inalienáveis, próprios da natureza humana, sobretudo a inviolável dignidade de toda pessoa”.

“Este entendimento não limita a expressão de cada uma das religiões; ao contrário, permite a cada um dar testemunho de forma propositiva daquilo em que crê, sem esquivar do debate com o outro.”

O Papa recordou que na Alemanha, como em muitos outros países, não só ocidentais, “tal marco de referência comum está representado pela Constituição, cujo conteúdo jurídico é vinculante para todo cidadão, pertencente ou não a uma confissão religiosa”.

Bento XVI assinalou que o debate sobre uma melhor formulação dos princípios, como da liberdade de culto público, “é amplo e sempre aberto”; contudo, “é significativo o fato de que a Lei Fundamental os formule de modo ainda válido a mais de 60 anos de distância. Nela se manifesta, antes de tudo, esse ethos comum que fundamenta a convivência civil e que, de alguma maneira, marca também as regras aparentemente só formais do funcionamento dos órgãos institucionais e da vida democrática”.

“Poderíamos nos perguntar como pode um texto, elaborado em uma época histórica radicalmente diferente, em uma situação cultural quase uniformemente cristã, ser adequado à Alemanha de hoje, que vive no contexto de um mundo globalizado, e marcada por um notável pluralismo em matéria de convicções religiosas.”

A razão disso – afirmou o Papa –, “encontra-se no fato de que os pais da Lei Fundamental eram plenamente conscientes de dever buscar naquele importante momento um terreno sólido, no qual todos os cidadãos pudessem se reconhecer”.

“Ao realizar isso, eles não prescindiram de sua afiliação religiosa, e mais, para muitos deles, a visão cristã do homem era a verdadeira força inspiradora. No entanto, sabendo que deveriam se confrontar com pessoas de uma base confessional diversa, ou inclusive não religiosa, o terreno comum foi encontrado no reconhecimento de alguns direitos inalienáveis, próprios da natureza humana e que precedem qualquer formulação positiva”, afirmou o Papa.

Deste modo – disse Bento XVI –, “uma sociedade substancialmente homogênea assentou o fundamento que hoje reconhecemos válido para um mundo marcado pelo pluralismo. Fundamento que, na realidade, indica também os evidentes limites deste pluralismo: não se pode pensar que uma sociedade possa se sustentar no longo prazo sem um consenso sobre os valores éticos fundamentais”.

(Alexandre Ribeiro)

Os escândalos devem levar à renovação na Igreja!!!

Graças à compreensão de que é de Cristo, não dos homens, diz Papa

Por Jesús Colina

BERLIM, sexta-feira, 23 de setembro de 2011 – Bento XVI reconhece que há abandonos na Igreja por causa dos escândalos de clérigos, mas ao mesmo tempo considera que esta crise servirá para aprofundar seu caráter de “povo de Deus”, “a rede” de Cristo.

Essas foram as sinceras palavras com que o pontífice respondeu na manhã desta quinta-feira a uma das perguntas dos jornalistas que o acompanhavam no voo Roma-Berlim.

“Antes de tudo”, o bispo de Roma propôs aos jornalistas “distinguir o motivo específico pelo qual se sentem escandalizados por estes crimes registrados nos últimos tempos”.

“Posso compreender que, à luz dessas informações, sobretudo se forem pessoas próximas, a pessoa diga: ‘Esta já não é a minha Igreja. A Igreja era, para mim, força de humanização e de moralização. Se os representantes da Igreja fazem o contrário, já não posso viver com esta Igreja’”.

O Papa explicou que em geral os motivos de abandono da Igreja “são múltiplos, no contexto do secularismo da nossa sociedade”.

“Em geral, estes abandonos são o último passo de um longo trajeto de afastamento da Igreja.”

Para compreender este fenômeno, ele considera que é necessário que os batizados respondam a estas perguntas: “Por que estou na Igreja? Estou na Igreja como em uma associação esportiva, uma associação cultural etc., na qual encontro resposta para os meus interesses e, se não for assim, vou embora? Ou estar na Igreja é algo mais profundo?”.

Como resposta, o Papa explicou que é “importante reconhecer que estar na Igreja não quer dizer fazer parte de uma associação, mas estar na rede do Senhor, que pesca peixes bons e maus das águas da morte, para levá-los às terras da vida”.

Bento XVI considera que “pode ser que, nesta rede, eu esteja junto a peixes malvados e sinto muito, mas é verdade que não estou por causa deste ou daquele outro, mas porque é a rede do Senhor, que é algo diferente de todas as associações humanas, uma rede que toca o fundamento do meu ser”.

Portanto, os abandonos exigem respostas às perguntas mais fundamentais: “o que é a Igreja? Qual é a sua diversidade? Por que estou na Igreja, ainda que se deem escândalos terríveis?”.

Se se respondem a estas perguntas, “é possível renovar a consciência do caráter específico de ser Igreja, povo de todos os povos, que é povo de Deus; e aprender, dessa maneira, a suportar também os escândalos e trabalhar contra os escândalos, fazendo parte precisamente dessa grande rede do Senhor”.

Bento XVI compreende críticas a sua visita!!!

Mas observa também o entusiasmo gerado por esta "festa de fé"

Por Jesús Colina

BERLIM, sexta-feira, 23 de setembro de 2011 – Em uma sociedade democrática e pluralista, Bento XVI considera que é compreensível que haja críticas a sua visita à Alemanha, mas também convida a descobrir o entusiasmo que desperta em tantas pessoas essa "festa de fé".

"É algo normal que, em uma sociedade livre e em uma época secularizada, haja posições contra uma visita do Papa", reconheceu nesta quinta-feira, no avião que o levou à Alemanha para realizar a terceira visita pastoral a sua terra natal.

Segundo o Papa explicou aos 68 jornalistas que o acompanhavam, “é justo que expressem sua contrariedade na frente de todos: faz parte da nossa liberdade e temos de reconhecer que o secularismo, e precisamente a oposição ao catolicismo, é forte nas nossas sociedades”.

“Quando estas oposições se expressam de uma maneira civilizada, não se pode dizer nada contra”, esclareceu.

Além disso, Bento XVI considera que é importante levar em conta o contexto e a história em que acontecem esses protestos: “a antiga oposição entre cultura germânica e românica, os choques da história”.

Ele disse: “estamos no país da Reforma, que acentuou estes contrastes”.

Por outro lado, o Santo Padre alentou a ver também que “é verdade que há muitas expectativas e muito amor pelo Papa”.

“Mas se dá também um grande consenso sobre a fé católica, uma convicção cada vez maior de que, na nossa época, temos necessidade de uma força moral”, assegurou.

“Temos necessidade de uma presença de Deus no nosso tempo. Junto à oposição, que considero normal, há muita gente que me espera com alegria, que espera uma festa de fé, estar juntos, a alegria de conhecer a Deus e viver juntos no futuro, que Deus nos conduz pela mão e nos mostra o caminho.”

O pontífice confessou aos jornalistas sua “alegria” ao poder visitar “minha Alemanha” e sua satisfação ao poder “levar a mensagem de Cristo a minha terra”.

CNBB: vencer a corrupção!!!

BRASÍLIA, sexta-feira, 23 de setembro de de 2011 – Apresentamos nota divulgada pela CNBB (Conferência Nacional dos Bispos do Brasil) nessa quinta-feira em apoio às manifestações registradas no Brasil contra a corrupção.

* * *

O Conselho Episcopal Pastoral (CONSEP), da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB), reunido em Brasília de 20 a 22 de setembro de 2011, manifesta sua solidariedade e apoio às últimas manifestações populares contra a corrupção e a impunidade, que corroem as instituições do Estado brasileiro.

A crescente interpelação da sociedade para melhor qualificar, social e eticamente, os seus representantes e outros poderes constituídos, se expressou como nova forma significativa do exercício da cidadania. Reveladora dessa consciência cidadã foi, além das atuais marchas contra corrupção, a mobilização durante a Semana da Pátria, que recolheu mais de 150 mil petições via internet em favor da campanha “Vamos salvar a Ficha Limpa”, fruto de ação popular que, neste mês completa um ano.

Atentos para que estas mobilizações se resguardem de qualquer moralismo estéril, incentivamos sua prática constante, com objetivos democráticos, a fim de que, fortificadas, exijam do Congresso Nacional uma autêntica Reforma Política, que assegure a institucionalidade do País.

O Estado brasileiro deve fazer uso dos instrumentos legais para identificar, coibir e punir os responsáveis por atos de corrupção. Sem comprometimento ético, no entanto, será impossível banir de nosso meio a longa e dolorosa tradição de apropriação do Estado, por parte de alguns, para enriquecimento de pessoas e empresas.

Neste sentido, insistimos nas propostas apresentadas, em nota conjunta da CNBB com a Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) e Associação Brasileira de Imprensa (ABI), no dia da Pátria:

“Para tornar vívido o sentimento de independência em cada brasileiro, devem os poderes eleger PRIORIDADES que reflitam a vontade da população, destacando-se: no Executivo, a necessidade de maior transparência nas despesas, a efetiva aplicação da lei que versa sobre esse tema, bem como a aplicação da “Lei da Ficha Limpa” aos candidatos a cargos comissionados, que também deveriam ser reduzidos.

No Legislativo, a extinção das emendas individuais ao Orçamento, a redução do número de cargos em comissão, o fim do voto secreto em todas as matérias e uma reforma política profunda, extirpando velhas práticas danosas ao aperfeiçoamento democrático.

No âmbito do Judiciário e do Ministério Público, agilidade nos julgamentos de processos e nos inquéritos relativos a crimes de corrupção e improbidade por constituírem sólida barreira à impunidade, bem como o imediato julgamento da Ação Declaratória de Constitucionalidade sobre a Lei Complementar n. 135/2010 (Ficha Limpa)”.

Que o Espírito Santo ilumine todos os que, no exercício de sua cidadania, trabalham pela construção de um Brasil novo, justo, solidário e democrático.

Brasília-DF, 22 de setembro de 2011

Cardeal Raymundo Damasceno Assis
Arcebispo de Aparecida
Presidente da CNBB

Dom Sergio Arthur Braschi
Bispo de Ponta Grossa
Vice-Presidente da CNBB Ad hoc

Dom Leonardo Ulrich Steiner
Bispo Auxiliar de Brasília
Secretário Geral da CNBB

sexta-feira, 9 de setembro de 2011

Assistente Blog!!!

Navegantes, sexta-feira, 09 de setembro de 2011 - Queremos estar informando por meio desta, que durante o dia de hoje (09/09/2011), que não estaremos mais colocando em nosso blog a "Homilia Diária" e nem o "Santo do Dia", pois estamos com alguns problemas com os links de nossa página.


Pedimos desculpa á todas e a todos os(as) leitores(as) por este transtorno que estamos tendo em nosso blog.


Atenciosamente,

Thiago Krauppe Coordenador do Blog Informe Krauppe

Papa: evangelização está ligada à unidade eclesial!!!

Católicos e ortodoxos refletem juntos sobre a nova evangelização

SALÔNICA, sexta-feira, 09 de setembro de 2011 – “O destino da evangelização está certamente ligado ao testemunho de unidade da Igreja”: esta é a mensagem que o Papa Bento XVI enviou, por meio do cardeal Kurt Koch, presidente do Conselho Pontifício para a Promoção da Unidade dos Cristãos, ao simpósio católico-ortodoxo que está sendo realizado esta semana em Salônica (Grécia).

Este 12º simpósio, que termina hoje, é promovido pelo instituto Franciscano de Espiritualidade da Pontifícia Universidade Antonianum e pelo Departamento de Teologia da Faculdade Teológica Ortodoxa da Universidade Aristóteles, de Salônica.

O tema – “O testemunho da Igreja no mundo contemporâneo” – constitui uma das principais preocupações atuais do Papa, segundo reconhece ele mesmo em sua carta.

A evangelização “precisa hoje de um renovado vigor em muitas das regiões que foram as primeiras em acolher a luz e que experimentam os efeitos de um secularismo capaz de empobrecer o homem em sua dimensão mais profunda”.

“Na realidade, assistimos, no mundo contemporâneo, a fenômenos contraditórios: por um lado, existe uma generalizada distração e também uma insensibilidade frente à transcendência; por outro, há numerosos sinais que evidenciam a permanência, no coração de muitos, de uma profunda nostalgia de Deus, que se manifesta de muitas formas diferentes e que coloca muitos homens e mulheres em atitude de sincera busca.”

O Papa afirma que a situação atual apresenta “a católicos e ortodoxos os mesmos desafios”, acrescentando que “o destino da evangelização está certamente ligado ao testemunho de unidade dado pela Igreja”.

Como evangelizadores, “devemos oferecer aos fiéis de Cristo não a imagem de homens divididos e separados pelas lutas que não servem para construir nada, mas a de homens adultos na fé, capazes de encontrar-se muito além das tensões reais, graças à busca comum, sincera e desinteressada da verdade”, conclui, citando a Evangelii Nuntiandi, de Paulo VI.

O 12º Simpósio Intercristão para o Diálogo Ecumênico quis, segundo seus organizadores, sublinhar a importância, para a vida dos cristãos, de um maior aprofundamento na relação entre a ação missionária e o caminho rumo à unidade visível da Igreja, em linha com o congresso ecumênico de Edimburgo (1910), do qual acaba de ser comemorado o centenário.

Ainda que este congresso não faça parte oficial do diálogo ecumênico, busca aumentar o conhecimento entre as diversas tradições espirituais e teológicas. O primeiro encontro foi realizado em 1992, em Creta, e o último em 2009, em Roma, sobre a figura de Santo Agostinho.

Uma difícil visita à terra natal!!!

Viagem de Bento XVI à Alemanha promete protestos e surpresas

Por Edward Pentin

ROMA, sexta-feira, 09 de setembro de 2011 – Dentro de três semanas, Bento XVI começará a sua primeira visita à Alemanha, uma viagem apostólica que promete ser histórica, cheia de desafios e potencialmente muito frutífera.

O evento, de 22 a 25 de setembro, incluirá uma visita à capital, Berlim, seguida por Erfurt (na antiga Alemanha do Leste) e Friburgo im Breisgau. O papa celebrará uma missa ao ar livre no estádio olímpico de Berlim, duas outras em Erfurt e Friburgo, e se reunirá com figuras importantes da Igreja, seminaristas, jovens e líderes ecumênicos e inter-religiosos. A visita começará com um discurso no Parlamento Federal, no Reichstag.

Apesar de relativamente curta, a viagem tem diferentes desafios: a secularização domina vastamente a terra natal do papa (embora possivelmente menos na região dele), inclusive com uma minoria de padres e leigos que expressaram abertamente a sua discordância dos ensinamentos da Igreja. Os problemas da Igreja pioraram com a crise dos abusos sexuais que continuam açoitando o país.

E os efeitos são dramáticos. Segundo a Igreja, o número de alemães católicos que abandonaram suas igrejas locais aumentou quase 50% só no ano passado. O problema piorou em parte porque, como membros da Igreja, os alemães devem pagar um “imposto eclesial” e, ao oficializarem seu descadastramento, ficam livres desse imposto. Os católicos, no entanto, ainda são parte significativa da população: 24,6 milhões, ou 30% do total.

“A secularização (na Alemanha) é especialmente difícil para ele”, disse Paul Badde, correspondente do jornal alemão Die Welt em Roma. “Ele vem de um ambiente católico, de uma família católica numa cidadezinha católica. Não era um mundo inquebrantável, mas depois de 1945, ele mesmo viu o processo acelerado de secularização que começou na Alemanha toda”. Este distanciamento alemão da Igreja, segundo Badde, torna a visita do papa “mais complicada” do que a sua última e polêmica viagem à Grã-Bretanha, no ano passado, uma visita que, “no fim, foi um jogo fácil para ele”.

Berlim é a parte mais difícil desta nova viagem. Uma cidade ainda presa do espírito hedonista dos anos 60, que continua no centro das ideologias laicistas. Um grande número de protestos está previsto, incluindo uma grande manifestação durante o discurso do papa no Reichstag. A maioria dos manifestantes protestará contra a doutrina da Igreja sobre o uso da camisinha, o aborto e a homossexualidade.
Mas, diferente da visita de João Paulo II em 1996, quando a polícia foi incapaz de controlar alguns dos manifestantes que jogaram tinta no papamóvel, a esperança é que desta vez não haja violência nem prisões. O prefeito homossexual de Berlim, Klaus Wowereit, tentou o tom conciliador, dando ao papa as boas-vindas oficiais (apesar de dizer entender os que planejam as manifestações, assumindo que elas acontecerão de forma pacífica).

Com ou sem protestos, Badde acha que uma visita de estado de Bento XVI poderia recolocar o catolicismo no mapa da Alemanha. A nação, diz ele, pode ser o “país da Reforma”, mas tem profundas raízes católicas e “agora um papa bávaro está ajudando os alemães a se reconectar com sua longa e rica história.”

“Quando eu ouvi que ele tinha sido eleito papa, meu primeiro pensamento foi que a II Guerra Mundial tinha finalmente terminado”, explicou Badde. “Tivemos uma grande história, mas ela se viu reduzida a 12 anos, de 1933 a 1945. E do mesmo jeito que ele está fazendo com a Igreja através da hermenêutica da continuidade [seu ponto de vista de que o Concílio Vaticano II não significou uma ruptura com a tradição], ele também está representando melhor a grande história da Alemanha”.

Mas como Bento XVI mudou a visão da Igreja e dele próprio entre os alemães? O padre jesuíta Bernd Hagenkord, diretor da seção alemã da Rádio Vaticano, acha que a percepção alemã sobre Joseph Ratzinger e a Igreja mudou substancialmente ao longo de 30 anos. “Eu cresci na década de 80, como um menino católico normal, e pensávamos que tudo o que vinha de Roma era ruim, que eles tentavam ter o controle de tudo, que não entendiam a nossa forma de pensar e de viver...”, explicou, acrescentando que o cardeal Ratzinger também era mal visto por causa da sua oposição em temas como a teologia da libertação.

Mas Hagenkord destaca que esse tipo de atitudes “mudou consideravelmente” e que Bento XVI é visto agora como uma pessoa mais humilde e espiritual do que antes. “Houve uma grande alegria quando ele foi eleito. 'Nós somos o Papa', foi a manchete de muitos jornais. Agora a euforia não existe mais, mas permanece o interesse, e muita gente quer saber o que ele tem a dizer”.
O padre Hagenkord prossegue: “Não é como um astro pop que aparece e desaparece, só para falar de amor, paz e felicidade. Ele fala de conteúdos que, normalmente, não agradam muito se você é alemão, mas têm que ser falados; é desafiador e não para de gerar manchetes”.

Badde, autor do recente livro “O Sagrado Rosto de Manoppello”, considera que existe na Alemanha não uma minoria, mas uma maioria “silenciosa” que acata a Igreja. Ele também acha que há menos silêncio hoje. “Com a internet, nós temos um fenômeno que vai além, que não é diferente do que houve no Egito; são vozes que começam a se fazer ouvir. Os meios de comunicação católicos estavam nas mãos de grupos de pressão modernistas, mas isso mudou”.

Mas ambos, o padre Hagenkord e Badde, acreditam que o impacto real do Papa na Alemanha não será sentido no curto prazo. “Este é um papa do qual se falará nos próximos 20 ou 30 anos”, disse o padre Hagenkord. “Ele deixará uma herança, que recolheremos e reviveremos uma e outra vez”. No entanto, “a velha fé católica que conhecíamos” nunca voltará à Alemanha. “Esta já se foi, agora devemos estabelecer uma nova forma de ser católico”, disse. “O Papa contribuirá para isso, como outros, a dar forma a nossa identidade, o que significa ser católico”.

Onde o Santo Padre terá, possivelmente, uma maior impacto nesta viagem é na antiga Alemanha do Leste. O padre Hagenkord acredita que há um terreno fértil, já que o Papa se comunica de forma eficiente com aqueles em que o comunismo destruiu o cristianismo. “Ali se palpa um interesse genuíno, querem saber o que é, como funciona, o que é o Vaticano, um sacerdote, um bispo, já não sabem muito mais”, explicou. “Querem escutar, discutir, não estão bloqueados por conflitos que temos na Alemanha ocidental, como ordenação de mulheres, o celibato e a obediência”.

Esta é a razão pela qual, para surpresa de alguns, um ex-comunista do leste da Alemanha convertido em político de esquerda elogiou Bento XVI no mês passado. Gregor Gysi agradeceu o Papa por sua constante pregação por uma sociedade moderna que tenha normal morais para poder funcionar adequadamente, segundo Reuters. Gysi, um advogado reformista dos últimos anos da antiga Alemanha do Leste, destacou com satisfação que Bento XVI tinha dito que a religião sem razão conduz ao fanatismo e que o pensamento racional sem fé pode conduzir a um orgulho excessivo e à intolerância.

É só a primeiro do que alguns crêem que possa ser um número de boas-vindas inesperadas durante esta visita histórica a um país obviamente próximo do coração do Papa, mas também centro das tensões seculares e cristãs. “Haverá surpresas, com certeza”, disse Badde, “surpresas para os alemães e para todo o mundo”.

Papa pede escolas católicas de verdade!!!

Pontífice recebeu bispos indianos em visita ad limina

CASTEL GANDOLFO, sexta-feira, 09 de setembro de 2011 – O Papa Bento XVI pediu hoje aos bispos indianos de rito latino que velem para que suas escolas “sejam verdadeiramente católicas” e que respeitem a “herança espiritual e intelectual da Igreja”.

Ao receber em Castel Gandolfo este quinto grupo de bispos da Índia, presentes em Roma para a visita ad Limina Apostolorum, o pontífice sublinhou a importância da missão educativa da Igreja neste país.

As escolas católicas na Índia gozam de um importante status social pela qualidade de sua formação. Atualmente, a Igreja nesse país mantém cerca de 15 mil centros educativos.

“A Igreja na Índia foi abençoada com grande quantidade de instituições que pretendem ser expressão do amor de Deus pela humanidade, através da caridade e do exemplo dos sacerdotes, religiosos e fiéis leigos que formam parte delas”, afirmou, destacando a instituição escolar.

Bento XVI reconheceu “os esforços realizados por toda comunidade cristã para preparar os jovens cidadãos para construir uma sociedade mais justa e próspera”.

Nesse sentido, o Papa convidou os bispos a continuar “prestando uma especial atenção à qualidade do ensino das escolas presentes em suas dioceses, para assegurar que sejam realmente católicas e, portanto, capazes de transmitir estas verdades e valores necessários para a salvação das almas e a construção da sociedade”.

Ele aludiu à importância de promover uma forma de apresentar a verdade “amavelmente, mas com firmeza”, um “dom que deve ser fomentado sobretudo nos que ensinam nos institutos católicos de educação superior e naqueles que estão a cargo da tarefa eclesial de ensinar seminaristas, religiosos e fiéis leigos, seja teologia, estudos catequéticos ou espiritualidade cristã”.

“Aqueles que ensinam em nome da Igreja têm a obrigação especial de respeitar a riqueza da tradição, de acordo com o Magistério e de uma maneira que corresponda às necessidades de hoje, enquanto que os estudantes têm o direito de receber a plenitude da herança espiritual e intelectual da Igreja”, disse.

Com uma “sólida formação” e “dedicados à caridade na verdade”, os agentes pastorais “são muito mais capazes de contribuir para o crescimento da Igreja e o avanço da sociedade hindu”, dando “um sólido testemunho cristão na amizade, respeito e amor, e lutando não para condenar o mundo, mas para oferecer-lhe o dom da salvação”.

Nesse sentido, pediu aos bispos que estimulem os agentes educativos a “aprofundar sua fé em Jesus Cristo, crucificado e ressuscitado da morte. Ajudai-os a chegar até seu próximo, para que, através de sua palavra e de seu exemplo, possam proclamar melhor Cristo como Caminho, Verdade e Vida”.

Por outro lado, disse que as escolas católicas “não são o único meio através do qual a Igreja instrui e edifica sua gente na verdade moral e intelectual, pois todas as atividades da Igreja têm o propósito de glorificar a Deus e preencher seu povo com a verdade que nos torna livres”.

Papa abençoa encontro católico-ortodoxo de Bose!!!

Patriarcas de Moscou e Constantinopla também enviam mensagens

MAGNANO, sexta-feira, 09 de setembro de 2011 – O Papa Bento XVI enviou, por meio um telegrama do cardeal Tarcisio Bertone, secretário de Estado, sua bênção ao congresso de espiritualidade ortodoxa, que começou ontem no mosteiro de Bose.

O encontro, sobre o tema “A Palavra de Deus na vida espiritual”, será realizado até o dia 10 de setembro, no mosteiro situado no norte da Itália.

No telegrama, o Papa faz votos de que que o congresso possa suscitar “um renovado compromisso de comunhão espiritual e testemunho evangélico”, “bebendo da riqueza da Sagrada Escritura, tão querida no Oriente como no Ocidente”, informa a Rádio Vaticano.

O objetivo do encontro é destacar a unidade essencial entre Sagrada Escritura, exegese e vida espiritual.

Por outro lado, o patriarca de Constantinopla, Bartolomeu I, na mensagem que enviou aos participantes, sublinhou que a Palavra de Deus “é verdadeiramente crucial na vida espiritual, na medida em que aplana o caminho para o enternecimento e o arrependimento do coração”.

Seu desejo é que “encontremos a Palavra viva de Deus, de maneira que esta – versículo a versículo e gota a gota – possa transformar inteiramente as nossas vidas em células viventes do Corpo de Cristo”.

Por sua vez, o patriarca de Moscou e de todas as Rússias, Kiril I, recordou que a Igreja “vive e respira da Palavra de Deus, não somente porque a leitura do Antigo e do Novo Testamentos é um elemento essencial da celebração litúrgica, mas porque também a própria oração está repleta da Palavra divina, que instrui para a salvação, que se obtém por meio da fé em Jesus Cristo”.

“Somente no poder do Espírito Santo, a Escritura abre a nossa mente à compreensão das leis celestes, cura a alma e renova o coração do homem”, sublinhou.

Os congressos ecumênicos, iniciados em 1993, tornaram-se “uma experiência de encontro e escuta fraterna”, recorda ao mosteiro de Bose.

“É precisamente o desejo de colocar-se à escuta do outro – primeira condição do diálogo – o que move a intenção destes encontros na história da espiritualidade, que querem ser um serviço oferecido a todas as igrejas, uma ocasião de estudo e de encontro recíproco, de atenção à riqueza espiritual da Igreja do Oriente.”

A participação de cristãos ortodoxos, católicos e reformados, “delineia uma deontologia precisa do encontro: que seja o outro quem se defina, que dê testemunho do que lhe é mais querido”.

Cada ano, a publicação das Atas dos congressos, muitas vezes traduzidas a outras línguas, “permite dar continuidade ao desejo de encontro e de conhecimento recíproco, ampliando, ao mesmo tempo, o horizonte dos que sentem a importância e a urgência de uma renovada aproximação das fontes da espiritualidade cristã”.

Aniversário de 2 Anos!!!

Novos Cardeais!!!

 

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O papa Bento XVI proclamou como "venerável" João Paulo II, após aprovar o decreto pelo qual são reconhecidas as "virtudes heróicas do servo de Deus" Karol Wojtyla, primeiro passo para a santidade do polonês, informou a Santa Sé.
O decreto foi aprovado durante a audiência concedida no Vaticano pelo prefeito regional da Congregação para a Causa dos Santos, o arcebispo Ângelo Amato.
A assinatura do decreto não significa a imediata beatificação de Karol Wojtyla, já que ainda falta a aprovação por Bento XVI do milagre que leve à proclamação de seu antecessor como beato.

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DEUS ABENÇÕE A TODOS E A TODAS QUE ACESSARAM ESTE BLOG, E EM ESPECIAL ABRAÇO QUERO MANDAR PARA TODOS OS PADRES DA DIOCESE DE BLUMENAU,AO NOSSO BISPO DIOCESANO DOM JOSÉ NEGRI (PIME),QUE CONTO COM A COLABORAÇÃO NAS ORAÇÕES DE CADA UM NA MINHA CAMINHADA VOCACIONAL!!!

ABRAÇO FRATERNALMENTE DE SEU IRMÃO
THIAGO KRAUPPE!!!


 
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