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segunda-feira, 28 de fevereiro de 2011

Bento XVI: “O aborto não resolve nada”!!!

Audiência com participantes da Assembleia Geral da PAV

CIDADE DO VATICANO, segunda-feira, 28 de fevereiro de 2011 (ZENIT.org) - Em uma sociedade muitas vezes caracterizada pelo "eclipse do sentido da vida", o Papa Bento XVI voltou a afirmar que "o aborto não resolve nada", mas, ao contrário, cria problemas sérios para todos os envolvidos.


O Papa recebeu em audiência, no sábado passado, os participantes da 17ª Assembleia Geral da Pontifícia Academia para a Vida (PAV), enfatizando o "engano" a que se induz "a consciência de muitas mulheres que acreditam encontrar no aborto a solução para as dificuldades familiares, econômicas, sociais ou para os problemas de saúde de seus filhos".


"Especialmente neste último caso, a mulher é convencida, muitas vezes pelos próprios médicos, de que o aborto é uma escolha não só moralmente lícita, mas também um ato ‘terapêutico' necessário para evitar o sofrimento do filho e da sua família e uma carga ‘injusta' para a sociedade", declarou.


"Em um contexto cultural caracterizado pelo eclipse do sentido da vida, que reduziu a percepção comum da gravidade moral do aborto e de outras formas de ameaçar a vida humana, os médicos precisam de uma fortaleza especial para continuar afirmando que o aborto não resolve nada, que mata o filho, que destrói a mulher e cega a consciência do pai da criança, muitas vezes arruinando a vida familiar."


Este dever, frisou, não se limita "à profissão de médico ou de profissional de saúde".


De fato, é necessário que "toda a sociedade defenda o direito à vida do nascituro e o verdadeiro bem da mulher, que nunca, sob quaisquer circunstâncias, será respeitado na escolha do aborto".


Da mesma forma, é preciso "prestar a ajuda necessária às mulheres que, infelizmente, já recorreram ao aborto e agora experimentam todo o drama moral e existencial".


Neste contexto, o Papa recordou as muitas iniciativas, "no âmbito diocesano ou por meio de entidades de voluntariado individual", que oferecem "apoio psicológico e espiritual para a recuperação humana completa".


"A solidariedade da comunidade cristã não pode renunciar a este tipo de responsabilidade", afirmou.

Consciência moral

A questão do aborto, continuou Bento XVI, interpela a consciência moral do indivíduo.


Segundo o Catecismo da Igreja Católica (nº 1778), a consciência moral é "um juízo da razão, pelo qual a pessoa humana reconhece a qualidade moral de um ato concreto que vai praticar, que está prestes a executar ou que já realizou".


Na verdade, é dever da consciência moral "discernir o bem do mal em diversas situações da vida, de modo que, sobre a base desse juízo, o ser humano possa livremente abraçar o bem".


"Muitos querem negar a existência da consciência moral no homem, limitando sua voz ao resultado de condicionamentos externos ou a um fenômeno puramente emocional; é importante afirmar que a qualidade moral da ação humana não é um valor extrínseco ou facultativo, e não é sequer uma prerrogativa dos cristãos ou dos crentes, mas comum a todo ser humano", indicou o Pontífice.


"Na consciência moral, Deus fala a cada um e convida a defender a vida humana em todos os momentos. Neste vínculo pessoal com o Criador está a dignidade profunda da consciência moral e a razão da sua inviolabilidade."


"Mesmo quando o homem rejeita a verdade e o bem que o Criador lhe oferece, Deus não o abandona, mas, através da voz da consciência, continua procurando-o e falando com ele, para que reconheça seu erro e se abra à Misericórdia divina, capaz de curar qualquer ferida."


Promover a pesquisa


Outro ponto importante abordado na Assembleia Plenária da PAV foi "o uso de bancos de sangue de cordão umbilical para fins clínicos e de pesquisa".


O que está em jogo é o valor e, portanto, o compromisso da pesquisa científica e médica, "não só para pesquisadores, mas para toda a comunidade civil", e daí nasce o "dever de promover as pesquisas eticamente válidas por parte das instituições e o valor da solidariedade dos indivíduos na participação em pesquisas dirigidas a promover o bem comum".


No caso do uso de células-tronco do cordão umbilical, reconheceu o Papa, "trata-se de aplicações clínicas importantes e de pesquisas promissoras no âmbito científico, mas, para a sua execução, muitas dependem da generosidade na doação do sangue do cordão no momento do parto".


Para isso, ele convidou os presentes a serem "promotores de uma verdadeira e consciente solidariedade humana e cristã".


Neste contexto, recordou que "muitos pesquisadores médicos ficam justamente perplexos diante do florescimento de bancos privados de armazenamento de sangue do cordão umbilical para uso exclusivamente autólogo". Esta opção, "além de carecer de uma real superioridade científica com relação à doação do cordão, enfraquece o espírito de solidariedade que deve incentivar constantemente a busca desse bem comum ao qual, em última instância, a ciência e a pesquisa médica tendem".


Por esta razão, concluiu com a esperança de que os participantes mantenham "sempre vivo o verdadeiro espírito de serviço que torna os corações e mentes sensíveis ao reconhecimento das necessidades dos homens que são nossos contemporâneos".

Bento XVI é atacado porque luta contra o relativismo!!!

Apresentado em Roma livro do jornalista italiano Aldo Maria Valli

Roma, segunda-feira, 28 de fevereiro de 2011 (ZENIT.org) - O livro "A Verdade Sobre o Papa. Por que o atacam e por que ele tem de ser ouvido", escrito pelo jornalista do Vaticano, Aldo Maria Valli, do principal noticiário da emissora italiana RAI, foi apresentado esta semana no Instituto Don Nicola Mazza, em Roma.

O evento foi moderado pelo jornalista Lorenzo Fazzini e ilustrado pelo autor e pelo presidente do Instituto de Obras Religiosas (IOR), Ettore Gotti Tedeschi.

"Por que o Papa atual é o homem público mais atacado de todos? Por que suas palavras são objeto de tanta manipulação? - perguntou-se Valli. Porque, no centro do seu magistério - respondeu -, há uma batalha contra o relativismo, uma batalha feita com tom tranquilo e gentil, mas que se centra no problema do homem atual. É uma convergência de interesses e pessoas que não querem que o homem levante a questão da verdade para que, assim, possa ser facilmente manipulado."

Este foi o tema central do livro, ilustrado com diversos exemplos da experiência, em primeira pessoa, do jornalista.

Este Papa "conquistou-me com sua racionalidade e simplicidade", indicou, ao apresentar "a questão mais profunda de temas cruciais como a liberdade e a verdade, e porque nos convidou a interrogar-nos sobre essas grandes questões".

Valli disse que "os ataques ao Papa se devem ao fato de que ele levanta diversas perguntas, nas quais o problema da verdade é absolutamente central, porque é uma autêntica batalha contra o relativismo".

Isso acontece, acrescentou, "porque o que permeia nossa cultura e mentalidade atuais é que a verdade não existe e que, ao limite, é possível aproximar-se em maior ou menor grau, dependendo das experiências vividas."

"Com grande simplicidade - prosseguiu -, o nosso Papa indica que a verdade existe e que, se ela não for buscada, não é possível ser plenamente humano. Ensina que o homem tem esse anseio e que, se este lhe for negado, uma parte do seu ser será amputada". E assim, "se não se identifica este problema de fundo, não é possível compreender seu pontificado", disse ele.

Economia

O moderador disse que, quando a Caritas in Veritate foi apresentada a portas fechadas, pelo professor Stefano Zamagni, a um grupo de banqueiros da City, alguém disse: "Nós aceitamos tudo, exceto que o Papa se intrometa em nossos negócios" e que, após esta encíclica, os ataques aumentaram.

O presidente do IOR, respondendo à pergunta, lembrou que, "na introdução e no capítulo VI, a Caritas in Veritate diz que o niilismo não é bom para o homem, pois o leva a perder o sentido da vida e que, então, já não consegue mais distinguir entre meios e fins. E, portanto, os instrumentos econômicos perdem autonomia moral e não servem para mais nada".

E afirmou: "Na encíclica, não se culpa os banqueiros da City", porque "o Papa explicou que a crise atual é de caráter moral".

Valli recordou, assim, a importância de recristianizar a Europa, "que está paganizada, mas que ainda é forte na cultura e nas ideias, depois de três mil anos de civilização".

Bento XVI: com os pés na terra e o coração no céu!!!

Intervenção por ocasião do Ângelus

CIDADE DO VATICANO, (ZENIT.org) - Apresentamos as palavras que Bento XVI dirigiu neste domingo, ao meio-dia, aos peregrinos do mundo inteiro, reunidos na Praça de São Pedro para a oração do Ângelus.

* * *

Queridos irmãos e irmãs:

Hoje, a liturgia repete uma das palavras mais impressionantes da Sagrada Escritura. O Espírito Santo as deu a nós através da pluma do chamado "segundo Isaías", quem, para consolar Jerusalém, afetada pelo infortúnio, diz assim: "Acaso pode a mulher esquecer-se do filho pequeno, a ponto de não ter pena do fruto de seu ventre? Se ela se esquecer, eu, porém, não me esquecerei de ti!" (Isaías 49,15).

Este convite a confiar no amor infalível de Deus é apresentado junto à passagem, também sugestiva, do Evangelho de Mateus, em que Jesus exorta seus discípulos à confiança na Providência do Pai celestial, que alimenta os pássaros do céu, veste os lírios do campo e conhece todas as nossas necessidades (cf. 6, 24-34). Assim diz o Mestre: "Não vos preocupeis, dizendo: ‘O que vamos comer? O que vamos beber? Como vamos nos vestir?'. Os pagãos é que procuram essas coisas. Vosso Pai, que está nos céus, sabe que precisais de tudo isso".

Diante da situação de muitas pessoas, próximas ou distantes, que vivem na pobreza, estas palavras de Jesus podem parecer irrealistas, ou melhor, evasivas. Na verdade, o Senhor quer dar a entender claramente que não se pode servir a dois senhores: Deus e a riqueza. Quem crê em Deus, Pai cheio de amor por seus filhos, coloca em primeiro lugar a busca do seu Reino, da sua vontade. É o oposto do fatalismo ou do ingênuo irenismo. A fé na Providência, de fato, não exime da luta por uma vida digna, mas sim liberta da preocupação com as coisas e do medo do amanhã.

É claro que este ensinamento de Jesus, mantendo sua veracidade e validez para todos, é praticado de diferentes maneiras, segundo as diversas vocações: um frade franciscano pode segui-lo de maneira mais radical, enquanto um pai de família deverá considerar seus deveres para com sua esposa e filhos. Mas em todos os casos, o cristão se distingue pela sua confiança absoluta no Pai celestial, como Jesus.

Precisamente a relação com Deus Pai dá sentido a toda a vida de Cristo, às suas palavras, aos seus atos de salvação, à sua paixão, morte e ressurreição. Jesus nos demonstrou o que significa viver com os pés firmemente plantados na terra, atentos às situações concretas do próximo, e, ao mesmo tempo, tendo o coração no céu, imerso na misericórdia de Deus.

Caros amigos, à luz da Palavra de Deus deste domingo, convido-vos a invocar a Virgem Maria com o título de Mãe da Divina Providência. A Ela confiamos a nossa vida, o caminho da Igreja, as vicissitudes da história. Em particular, invocamos sua intercessão para que todos possam aprender a viver seguindo um estilo simples e sóbrio na vida cotidiana e no respeito pela criação, que Deus confiou à nossa guarda.

[Tradução: Aline Banchieri. ©Libreria Editrice Vaticana]

Papa convida à vida sóbria e respeitosa da criação!!!

“Não se pode servir a dois senhores: Deus e a riqueza”

CIDADE DO VATICANO, segunda-feira, 28 de fevereiro de 2011 (ZENIT.org) - Neste domingo, Bento XVI convidou a viver a fé em Deus seguindo um estilo de vida desapegado dos bens terrenos e respeitoso da criação.

Este foi o conselho do Santo Padre aos milhares de peregrinos reunidos na Praça de São Pedro para rezar a oração do Ângelus, ao meio-dia.

Falando da janela dos seus aposentos, desejou "que todos possam aprender a viver seguindo um estilo simples e sóbrio na vida cotidiana e no respeito pela criação, que Deus confiou à nossa guarda".

O Pontífice comentou duas passagens da Bíblia que, segundo confessou, o impressionam particularmente. A primeira é a frase de Isaías em que Deus, em palavras do profeta, pergunta: "Acaso pode a mulher esquecer-se do filho pequeno, a ponto de não ter pena do fruto de seu ventre? Se ela se esquecer, eu, porém, não me esquecerei de ti!". E a passagem de São Mateus, na qual Jesus convida "à confiança na Providência do Pai celestial, que alimenta os pássaros do céu, veste os lírios do campo e conhece todas as nossas necessidades".

"Diante da situação de muitas pessoas, próximas ou distantes, que vivem na pobreza, estas palavras de Jesus podem parecer irrealistas, ou melhor, evasivas", reconheceu o Papa.

"Na verdade, o Senhor quer dar a entender claramente que não se pode servir a dois senhores: Deus e a riqueza. Quem crê em Deus, Pai cheio de amor por seus filhos, coloca em primeiro lugar a busca do seu Reino, da sua vontade. É o oposto do fatalismo ou do ingênuo irenismo", afirmou.

Segundo Bento XVI, "a fé na Providência, de fato, não exime da luta por uma vida digna, mas sim liberta da preocupação com as coisas e do medo do amanhã".

Está claro, reconheceu o Bispo de Roma, que esta verdade é vivida de maneiras diferentes, segundo as diversas vocações: "um frade franciscano pode segui-lo de maneira mais radical, enquanto um pai de família deverá considerar seus deveres para com sua esposa e filhos. Mas em todos os casos, o cristão se distingue pela sua confiança absoluta no Pai celestial, como Jesus".

"Jesus nos demonstrou o que significa viver com os pés firmemente plantados na terra, atentos às situações concretas do próximo, e, ao mesmo tempo, tendo o coração no céu, imerso na misericórdia de Deus", concluiu.

sábado, 26 de fevereiro de 2011

Carta de Canonização e Batificação do Servo de Deus João Paulo II, escrito Pelo Santo Padre Papa Banto XVI!!!




RESCRITTO DI SUA SANTITÀ BENEDETTO XVI
SULL’INIZIO DEL PROCESSO
DI BEATIFICAZIONE E CANONIZZAZIONE
DEL SERVO DI DIO GIOVANNI PAOLO II



Instante Em.mo ac Rev.mo Domino D. Camillo S.R.E. Cardinali Ruini, Vicario Generali Suae Sanctitatis pro Dioecesi Romana, Summus Pontifex BENEDICTUS XVI, attentis peculiaribus expositis adiunctis, in audentia eidem Cardinali Vicario Generali die 28 mensis Aprilis huius anni 2005 concessa, dispensavit a tempore quinque annorum exspectationis post mortem Servi Dei Ioannis Pauli II (Caroli Wojtyła), Summi Pontificis, ita ut causa Beatificationis et Canonizationis eiusdem Servi Dei statim incipi posset. Contrariis non obstantibus quibuslibet.

Datum Romae, ex aedibus huius Congregationis de Causis Sanctorum, die 9 mensis Maii A.D. 2005.

Iosephus Card. Saraiva Martins
Praefectus

Eduardus Nowak
Archiepiscopus tit. Lunensis
a Secretis
Link da postagem: www.vatican.va

Diocese de rondonópolis prepara seu Jubileu de Prata!!!

O dia 13 de julho marca o Jubileu de Prata da diocese de Rondonópolis (MT). A comissão responsável pela preparação do evento, após duas reuniões, divulgou a programação.

Será publicado um livro para grupos de família: “Celebrando o Jubileu”, que de forma orante resgata a história da diocese. Haverá um simpósio na Universidade Federal de Rondonópolis, dos dias 15 a 18, relacionado a diversos temas pertinentes a criação da diocese e por fim o lançamento de um documentário sobre a história da diocese, com imagens e entrevistas bem como exposição de fotos e painéis.

Antes, no dia 10, haverá uma missa, com a presença de todas as paróquias, na Praça Brasil, em frente à primeira Igreja de Rondonópolis.

Fonte: CNBB.org.br

Párocos são fundamentais na renovação missionária da Igreja!!!

Arquidiocese de São Paulo enfatiza essa dimensão nas paróquias


SÃO PAULO, sabado, 26 de janeiro de 2011 (ZENIT.org) - A arquidiocese de São Paulo conta muito com os párocos no propósito de renovação missionária da Igreja, afirma o cardeal Odilo Scherer.

Nas comunidades que lhes foram confiadas, os párocos “são os autênticos formadores, animadores e guias do povo em ordem à vivência cristã e eclesial”, afirma o arcebispo, em artigo na edição desta semana do jornal O São Paulo.

Segundo Dom Odilo, todo sacerdote “é um missionário pela própria natureza do ministério recebido. A distinção entre os carismas do pastor e do missionário é apenas sutil e, na prática, os dois carismas são inseparáveis”.


“É bem verdade que Jesus Cristo e o Espírito Santo são os primeiros interessados na vida e na missão da Igreja e, por isso, não lhe deixam faltar os dons para que ela possa cumprir bem sua missão.”

Mas, por outro lado – prossegue o arcebispo –, “Jesus Cristo chamou discípulos e apóstolos, associando-os à sua própria missão e fazendo deles seus colaboradores, confiando à sua responsabilidade a evangelização. Portanto, a vida e a missão da Igreja dependem também de nós e de nosso empenho humano em realizá-la bem”.


O cardeal explica que “a distinção entre sacerdote missionário e sacerdote ‘pastor de almas’ é possível, mas seria impróprio separar essas duas dimensões do único sacerdócio de Cristo”.

O carisma missionário do presbítero “decorre de sua configuração com Jesus Cristo, Sacerdote, Cabeça e Pastor da Igreja; Ele foi inteiramente missionário do Pai e inteiramente sacerdote e pastor da humanidade”.

“Em nenhum instante, essas três dimensões da identidade messiânica estiveram separadas na pessoa e na ação de Jesus, mas foram conjuntamente a expressão do seu amor total pela humanidade.”

“Assim, também na vida do padre, não pode haver separação entre essas três dimensões; juntas, elas dão expressão à vivência apostólica e à caridade pastoral do padre”, afirma o cardeal.

Por outro lado – prossegue Dom Odilo –, a preocupação com a missão ‘ad gentes’ “já não diz mais respeito apenas aos povos distantes e distintos do nosso, supostamente, ainda não atingidos pelo Evangelho”.

“Tais povos certamente ainda existem e devem estar sempre na nossa preocupação missionária. Porém, as ‘gentes’ a serem evangelizadas vivem hoje muito próximas e no meio de nós.”

São “imigrantes e pessoas de convicções religiosas diferentes, que ainda não têm nenhuma relação com a fé cristã; mas também são os muitos batizados e nunca evangelizados, ou os filhos de famílias católicas, que já não foram mais batizados e ficaram deserdados da fé e do patrimônio da vida eclesial”.

“Como seria bom se as paróquias fossem tomadas de um ardor missionário intenso, de maneira a contagiar os já participantes da vida da Igreja com o desejo de levar tantos irmãos para Cristo!”, afirma Dom Odilo.


Brasil: padre é assassinado em Montes Claros!!!

Pe. Romeu Drago, 56, administrador da quase-paróquia de Nossa Senhora do Carmo

SÃO PAULO, quinta-feira, 24 de fevereiro de 2011 (ZENIT.org) - Foi assassinado no sábado, dia 19, o padre Romeu Drago, de 56 anos, administrador da quase-paróquia de Nossa Senhora do Carmo, na arquidiocese de Montes Claros (Minas Gerais, sudeste do Brasil).

Segundo informa a CNBB (Conferência Nacional dos Bispos do Brasil), o corpo do religioso, que estava desaparecido desde sábado, foi encontrado carbonizado no domingo, às margens da rodovia estadual MG-122, a 25 quilômetros da cidade.

A polícia acredita que o sacerdote teria sido assassinado dentro de casa e depois levado até a rodovia pelos bandidos. Indícios apontam que o padre foi vítima de latrocínio (roubo seguido de morte), já que seu automóvel foi levado, além de outros pertences.

Em nota, o arcebispo de Montes Claros, Dom José Alberto Moura, lamentou a morte do sacerdote e a falta de segurança nas cidades. “Lastimamos o fato e a situação de insegurança em que vivemos”, afirmou.

Os restos mortais do padre Romeu serão levados para sua terra natal, Marilândia, no Estado do Espírito Santo.

sexta-feira, 25 de fevereiro de 2011

Padre português, melhor futebolista!!!

No campeonato europeu de futsal para sacerdotes

ROMA, sexta-feira, 25 de fevereiro de 2011 (ZENIT.org) - O padre português Marco Gil foi considerado o melhor jogador da Champions Clerum – torneio europeu de futsal para sacerdotes católicos – que terminou nesta quinta-feira, em Kielce (Polônia).

Em declarações à Agência Ecclesia, o padre e capitão da seleção portuguesa afirmou que trocava o troféu individual “pela final” do torneio.

Depois de ganharem os cinco primeiros jogos que realizaram no campeonato, os padres portugueses escorregaram ante a anfitriã Polônia (campeã do evento). Na disputa do terceiro lugar, foram derrotados ainda pela Bósnia-Herzegovina.

Naqueles jogos “as coisas não correram como esperávamos” e “cometemos erros atrás de erros”, disse o padre Marco Gil.

A Liga dos Campeões de Futsal para padres católicos teve lugar na cidade de Kielce, na Polónia (21 a 24 de Fìfevereiro) depois da edição anterior se ter realizado em Portugal. O próximo mundial realiza-se na Hungria.

A seleção portuguesa era constituída por 13 padres de cinco dioceses nortenhas(Braga, Lamego, Porto, Viana do Castelo e Vila Real).

Diaconisa excomungada em 2007 se retrata da ordenação!!!

Afirma que cometeu um erro e pede perdão

SAN DIEGO, sexta-feira, 25 de fevereiro de 2011 (ZENIT.org) - Uma mulher que pretendia ser diaconisa católica renunciou à sua "ordenação" e reafirmou sua fidelidade à doutrina da Igreja sobre a impossibilidade de ordenação de mulheres.

Norma Jean Coon, ex-membro da organização Roman Catholic Womenpriests, no dia 8 de fevereiro, colocou uma mensagem na Internet, na qual "afirma a autoridade do Santo Padre nestas questões de ordenação e reconhece que Cristo fundou a ordenação apenas para os homens".

Coon, casada há 47 anos e mãe de 5 filhos, participou de uma cerimônia em Santa Bárbara, em 22 de julho de 2007, na qual foi ordenada (de maneira inválida) e, com isso, incorreu em excomunhão latae sententiae.

A associação Roman Catholic Womenpriests foi criada na Europa e começou a exigir a ordenação de mulheres em 2006. No verão da cerimônia de Coon, houve acontecimentos similares em Portland, Nova York, Minneapolis e Toronto. Hoje, a organização reivindica a ordenação de 8 bispas e mais de 80 sacerdotisas e diaconisas, no mundo inteiro.

Coon disse que "deixou o programa duas semanas após a cerimônia", porque percebeu "que tinha cometido um erro estudando para o sacerdócio".

E acrescentou: "Eu reconheço a verdade da carta apostólica do Papa João Paulo II, Ordenatio Sacerdotalis".

Em sua declaração, Coon renuncia formalmente à sua relação com Roman Catholic Womenpriests e rejeita "publicamente a mencionada organização, pedindo desculpas àqueles que eu possa ter ofendido ou escandalizado com as minhas ações".

Sua declaração termina com uma oração: "Pai Santo, eu vos peço que abençoeis meu bispo, meu pastor e os padres de Roma que me ajudaram no processo de reintegração na Igreja Católica Romana".

"Perdoai-me, meus amados Jesus e Maria, por ter seguido minha própria vontade no assunto da minha ordenação. Pedimos mais sacerdotes para servir nossa Igreja e rezamos pelas vocações, para que enriqueçam a nossa Igreja nos Estados Unidos."

"Perdoai-nos por cair na desobediência e enriquecei-nos com vosso santo amor. Peço a intercessão de Jesus e Maria. Fiat."

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Declaração completa de Coon: http://normajeancoon.com

Universidade Harvard dá razão ao Papa na luta contra AIDS!!!

Estudo realizado a partir do caso do Zimbábue

ROMA, sexta-feira, 25 de fevereiro de 2011 (ZENIT.org) - Um estudo realizado pela Universidade Harvard deu razão à posição de Bento XVI sobre a AIDS, afirmando que um comportamento sexual responsável e a fidelidade ao próprio cônjuge foram fatores que determinaram uma drástica diminuição da epidemia no Zimbábue.

Quem explica, em sua última pesquisa, é Daniel Halperin, do Departamento de Saúde Global da População da universidade norte-americana, que, desde 1998, estuda as dinâmicas sociais que causam a disseminação de doenças sexualmente transmissíveis nos países em vias de desenvolvimento.

Halperin usou dados estatísticos e análises sobre o estudo de campo, tais como entrevistas e focus group, o que lhe permitiu coletar depoimentos de pessoas que pertencem a grupos sociais mais desfavorecidos.

A tendência de dez anos é evidente: de 1997 a 2007, a taxa de infecção entre adultos diminuiu de 29% a 16%. Após sua pesquisa, Halperin não hesita em afirmar: a repentina e clara diminuição da incidência de AIDS se deve "à redução de comportamentos de risco, como sexo fora do casamento, com prostitutas e esporádico".

O estudo, publicado em PloSMedicine.org, foi financiado pela Agência Americana para o Desenvolvimento Internacional, da qual Halperin foi conselheiro, e pelo Fundo das Nações Unidas para a População e Desenvolvimento.

"Com este estudo, Halperin promove uma reflexão séria e honesta sobre as políticas até agora adotadas pelas principais agências de combate à AIDS nos países em desenvolvimento", afirma o jornal L'Osservatore Romano, ao dar a notícia, em sua edição de 26 de fevereiro.

Segundo o estudo, fica claro que a drástica mudança no comportamento sexual da população do Zimbábue "recebeu o apoio de programas de prevenção na mídia e de projetos educativos patrocinados pelas igrejas".

Poucos anos atrás, Halperin se perguntava como é possível que as políticas de prevenção "mais significativas tenham sido feitas até agora baseando-se em evidências extremamente fracas", ou seja, na ineficácia dos preservativos.

Em suma, segundo o estudo de Halperin, é necessário "ensinar a evitar a promiscuidade e promover a fidelidade", apoiando iniciativas que visem a construir na sociedade afetada pela AIDS uma nova cultura.

Como disse Bento XVI, é necessário promover uma "humanização da sexualidade".

Papa abençoa estátua de São Maron!!!

Monge fundador da Igreja maronita, majoritária no Líbano

ROMA, sexta-feira, 25 de fevereiro de 2011 (ZENIT.org) - Bento XVI abençoou nessa quarta-feira uma estátua de São Maron. A escultura foi colocada em um nicho exterior da Basílica de São Pedro, momentos antes do início da audiência do Papa com os peregrinos.

Este monge, que viveu entre os séculos IV e V como ermitão nos Montes Tauro, nos arredores de Cirro, uma antiga cidade da Síria setentrional, ganhou a fama de taumaturgo e desfrutou de grande reputação como diretor espiritual.

Por seu estilo de vida ascético e por suas curas físicas e espirituais, atraiu muitos seguidores, que constituíram o primeiro núcleo da Igreja maronita, comunidade sui iuris no seio da Igreja católica – sempre em comunhão com Roma, ainda que mantenha uma liturgia e um calendário próprio – presente no Líbano, Síria, Egito, Terra Santa e nos países da diáspora.

A estátua, de mais de cinco metros de altura e 20 toneladas, foi encomendada pela Igreja maronita com ocasião do jubileu – inaugurado a 14 de fevereiro de 2010 – pelos 1600 anos da morte de São Maron. É obra do escultor espanhol Marco Augusto Dueñas, que a confeccionou em um único bloco de mármore de Carrara.

A obra representa o santo oferecendo ao mundo uma pequena igreja de estilo maronita. São Maron veste uma longa estola escrita em sírio e sustenta na mão direita um báculo.

Estavam presentes na cerimônia o cardeal Nasrallah Pierre Sfeir, patriarca de Antioquia dos Maronitas, o presidente do Líbano, Michel Suleiman, e um grupo de ministros libaneses, além de outras autoridades civis e eclesiásticas.

quinta-feira, 24 de fevereiro de 2011

Bento XVI: Líbano, mensagem de liberdade e convivência!!!

Pontífice recebe em audiência o presidente Michel Sleiman

ROMA, quinta-feira, 24 de fevereiro de 2011 (ZENIT.org) - Bento XVI recebeu nesta quinta-feira em audiência o presidente do Líbano, Michel Sleiman.

Uma nota da Sala de Imprensa da Santa Sé afirma que no encontro se sublinhou que o Líbano, em virtude da presença de diferentes comunidades cristãs e muçulmanas, “representa uma mensagem de liberdade e de convivência respeitosa não só para a região, mas para o mundo”.

No Líbano, de fato, uma pluralidade de religiões e de ritos convive em harmonia, desde que, sobretudo com a Constituição de 23 de maio de 1926 e o Pacto Nacional de 1943, instaurou-se um regime de democracia de consenso.

De fato, o Pacto Nacional sancionou uma subdivisão dos cargos públicos com base na pertença religiosa: o presidente da República deve ser cristão maronita, permanece no cargo por seis anos, e compartilha o poder executivo com o Conselho de Ministros, presidido por um muçulmano de confissão sunita.

Em particular, o artigo 9 da Constituição declara que “a liberdade de consciência é absoluta” e que “o Estado, rendendo homenagem ao Altíssimo, garante na mesma medida às populações, seja qual for o rito a que pertençam, o respeito de seu estatuto pessoal e de seus interesses religiosos”.

“Neste contexto – afirma a nota vaticana de hoje – a promoção da colaboração e do diálogo entre as confissões religiosas revela-se cada vez mais necessária.”

“Evidenciou-se – prossegue a nota – a importância do compromisso das autoridades civis e religiosas de educar as consciências para a paz e a reconciliação, e se desejou que a formação do novo governo favoreça a desejada estabilidade da nação, chamada a enfrentar importantes desafios internos e internacionais”.

Durante as conversas, tratou-se “sobre a situação do Oriente Médio, com particular referência aos recentes acontecimentos em alguns países árabes, e se expressou a convicção comum de que é urgente resolver os conflitos ainda abertos na região”.

“Por fim – destaca a nota –, dedicou-se particular atenção à situação dos cristãos em toda região e sua contribuição para o bem da sociedade.”

quarta-feira, 23 de fevereiro de 2011

Catequese do Papa: São Roberto Belarmino e a conversão!!!

Intervenção na audiência geral de hoje

CIDADE DO VATICANO, quarta-feira, 23 de fevereiro de 2011 (ZENIT.org) - Apresentamos, a seguir, a catequese dirigida pelo Papa aos grupos de peregrinos do mundo inteiro, reunidos na Sala Paulo VI para a audiência geral.

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Queridos irmãos e irmãs:


São Roberto Belarmino, de quem eu gostaria de vos falar hoje, leva-nos à época da dolorosa divisão da cristandade ocidental, quando uma grave crise política e religiosa provocou o distanciamento de nações inteiras da Sé Apostólica.

Ele nasceu em 4 de outubro de 1542, em Montepulciano, perto de Sena, e era sobrinho, por parte de mãe, do Papa Marcelo II. Recebeu uma excelente formação humanística antes de entrar na Companhia de Jesus, em 20 de setembro de 1560. Os estudos de filosofia e teologia, que ele realizou no Colégio Romano, em Pádua e Lovaina, concentrando-se em São Tomás e nos Padres da Igreja, foram decisivos para sua orientação teológica. Ordenado sacerdote em 25 de março de 1570, foi, durante alguns anos, professor de teologia em Lovaina.

Depois disso, chamado a Roma como professor no Colégio Romano, foi-lhe confiada a cátedra de "Apologética"; na década em que desempenhou essa tarefa (1576-1586), desenvolveu um curso de lições, que acabou se tornando a coletânea Controvérsia, obra célebre pela clareza e riqueza de conteúdos, além do componente prevalentemente histórico. O Concílio de Trento tinha terminado pouco tempo antes e, para a Igreja Católica, era necessário reforçar e confirmar sua identidade também no que diz respeito à Reforma Protestante. A ação de Belarmino se insere neste contexto. De 1588 a 1594, ele foi, em primeiro lugar, o pai espiritual dos estudantes jesuítas do Colégio Romano, entre os quais conheceu e dirigiu São Luis Gonzaga; depois, foi superior religioso. O Papa Clemente VII o nomeou teólogo pontifício, consultor do Santo Ofício e reitor do Colégio de Confessores da Basílica de São Pedro. De 1597 a 1598, ele escreveu seu catecismo, Dottrina cristiana breve, que foi seu trabalho mais famoso.

Em 3 de março de 1599, foi criado cardeal pelo Papa Clemente VIII e, em 18 de março de 1602, foi nomeado arcebispo de Cápua. Recebeu a ordenação episcopal em 21 de abril desse ano. Nos três anos em que foi bispo diocesano, distinguiu-se pelo zelo com que pregava na catedral, pela visita realizada semanalmente às paróquias, pelos três sínodos diocesanos e por um conselho provincial ao qual deu vida. Tendo participado nos conclaves que elegeram os Papas Leão XI e Paulo V, foi convocado a Roma, onde ingressou na Congregação do Santo Ofício, do Índice, dos Ritos, dos Bispos e da Propagação da Fé. Ele também teve tarefas diplomáticas na República de Veneza e Inglaterra, defendendo os direitos da Sé Apostólica. Em seus últimos anos, escreveu vários livros sobre espiritualidade, nos quais condensou os frutos dos seus exercícios espirituais anuais. Da leitura destes livros, o povo cristão obtém, ainda hoje, grande benefício. Morreu em Roma, em 17 de setembro de 1621. O Papa Pio XI o beatificou em 1923, canonizou-o em 1930 e o proclamou Doutor da Igreja em 1931.

São Roberto Belarmino teve um papel importante na Igreja, nas últimas décadas do século XVI e nos primeiros anos do século seguinte. Suas Controversiae constituíram um ponto de referência, ainda válido para a eclesiologia católica, sobre as questões acerca da Revelação, da natureza da Igreja, dos sacramentos e da antropologia teológica. Nelas, acentua-se o aspecto institucional da Igreja, devido aos erros que estavam circulando sobre tais questões. Belarmino inclusive esclareceu os aspectos invisíveis da Igreja, como o Corpo Místico, e o ilustrou com a analogia do corpo e da alma, com o fim de descrever a relação entre as riquezas interiores da Igreja e os aspectos externos que a tornam perceptível. Nesta obra monumental, que tenta sistematizar as várias controvérsias teológicas do seu tempo, ele evita todo tom polêmico e agressivo com relação às ideias da Reforma, usando os argumentos da razão e da Tradição da Igreja para ilustrar de maneira clara e eficaz a doutrina católica.

No entanto, seu legado consiste na maneira como ele concebeu seu trabalho. Os trabalhos tediosos de governo não o impediram, de fato, de caminhar rumo à santidade, na fidelidade às exigências do seu próprio estado de religioso, sacerdote e bispo. Dessa fidelidade surge seu compromisso com a pregação. Sendo - como sacerdote e bispo -, em primeiro lugar, um pastor de almas, ele sentiu o dever de pregar assiduamente. Há centenas de sermões - as homilias -, realizados em Flandres, Roma, Nápoles e Cápua, por ocasião das celebrações litúrgicas. Não menos abundantes são as expositiones e explanationes aos párocos, freiras, estudantes do Colégio Romano, que muitas vezes falam das Escrituras Sagradas, especialmente das epístolas de São Paulo. Sua pregação e suas catequeses têm esse mesmo caráter de simplicidade que ele recebeu da educação jesuíta, toda dirigida a concentrar as forças da alma em Jesus, profundamente conhecido, amado e imitado.

Nos escritos deste homem de governo se adverte, de forma clara, inclusive na reserva em que esconde seus sentimentos, a primazia dada aos ensinamentos de Cristo. São Belarmino, portanto, oferece um modelo de oração, a alma de toda atividade: uma oração que escuta a Palavra do Senhor, que é preenchida com a contemplação da grandeza, que não se fecha em si mesma, que se alegra em abandonar-se nas mãos de Deus. Uma característica da espiritualidade de Belarmino é a percepção viva e pessoal da imensa bondade de Deus, razão pela qual nosso santo se sentia verdadeiramente um filho amado por Deus e era uma fonte de grande alegria poder recolher-se, com serenidade e simplicidade, na oração, na contemplação de Deus. Em seu livro De ascensione mentis in Deum (Elevação da mente a Deus), composto sobre a estrutura do Itinerarium de São Boaventura, exclama: "Ó alma, teu exemplo é Deus, beleza infinita, luz sem sombras, esplendor que supera o da lua e o do sol. Levanta teus olhos para Deus, em quem se encontram os arquétipos de todas as coisas e de quem, como de uma fonte de infinita fecundidade, deriva esta variedade quase infinita das coisas. Portanto, deves concluir: quem encontra Deus, encontra todas as coisas, quem perde Deus, perde tudo".

Neste texto, ouvimos o eco da célebre contemplatio ad amorem obtineundum (contemplação para alcançar o amor), dos Exercícios Espirituais de Santo Inácio de Loyola. Em Belarmino, que viveu na pomposa e muitas vezes insalubre sociedade dos últimos anos do século XVI e início do século XVII, esta contemplação inclui aplicações práticas e projeta a situação da Igreja do seu tempo com a corajosa inspiração pastoral. No livro De arte bene moriendi (A arte de morrer bem), por exemplo, ele indica como norma segura do viver bem e também do morrer bem, meditar frequentemente sobre o fato de que a pessoa prestará contas a Deus de suas próprias ações e do seu modo de viver, e evitar a acumulação de riquezas nesta terra, vivendo com simplicidade e caridade, para acumular bens no céu. No livro De gemitu columbae (O gemido da pomba - no qual a pomba representa a Igreja), exorta fortemente o clero e os fiéis a uma reforma pessoal e concreta de suas vidas, seguindo o que ensinam as Escrituras e os santos, entre os quais cita, em particular, São Gregório Nazianzeno, São João Crisóstomo, São Jerônimo e Santo Agostinho, além dos grandes fundadores de ordens religiosas, como São Bento, São Domingos e São Francisco. Belarmino ensina com muita clareza e com o exemplo de sua própria vida que não pode haver uma verdadeira reforma da Igreja, se antes não acontece nossa reforma pessoal e a conversão do nosso coração.

Nos Exercícios Espirituais de Santo Inácio, Belarmino dava conselhos para comunicar de forma profunda, também aos mais simples, a beleza dos mistérios da fé. Escreveu: "Fomos criados para a glória de Deus e para a salvação eterna: este é o nosso fim. Se o alcançarmos, seremos felizes; se dele nos afastamos, seremos infelizes. Por isso, devemos considerar como verdadeiramente bom o que nos conduz ao nosso fim, e como verdadeiramente mau o que dele nos afasta" (De ascensione mentis in Deum, grad. 1).

Estas, obviamente, não são palavras antiquadas, mas palavras para meditar longamente hoje por nós, para orientar nosso caminho sobre esta terra. Elas nos lembram que o objetivo da vida é o Senhor, o Deus que se revelou em Jesus Cristo, em quem Ele continua nos chamando e prometendo-nos a comunhão com Ele. Elas nos recordam a importância de confiar no Senhor, de viver uma vida fiel ao Evangelho, de aceitar e iluminar, com a fé e a oração, toda circunstância e toda ação da nossa vida, sempre ansiando a união com Ele. Obrigado.

[No final da audiência, o Papa cumprimentou os peregrinos em vários idiomas. Em português, disse:]

Queridos irmãos e irmãs:

"Fomos criados para a glória de Deus e para a salvação eterna: este é o nosso fim. Se o alcançarmos, seremos felizes; se dele nos afastamos, seremos infelizes. Por isso, devemos considerar como verdadeiramente bom o que nos conduz ao nosso fim, e como verdadeiramente mau o que dele nos afasta": assim escreve São Roberto Belarmino, bispo e doutor da Igreja. O Concílio de Trento terminara há pouco, e a Igreja Católica precisava ver confirmada e consolidada a sua identidade face à Reforma protestante. A ação do nosso Santo insere-se neste contexto, tendo servido fiel e valorosamente a Igreja ao longo dos últimos decênios do século XVI e primeiros do século XVII. Na sua obra O Gemido da Pomba - "pomba" aqui é a Igreja -, chama vigorosamente o clero e os fiéis a uma reforma pessoal e concreta da própria vida. Com grande clareza e com o exemplo da vida, ensina que não pode haver verdadeira reforma da Igreja, se primeiro não houver a nossa reforma pessoal e a conversão do coração.

Amados peregrinos de língua portuguesa, a todos saúdo cordialmente, desejando que este nosso encontro dê frutos de renovação interior, que consolidem a concórdia nas famílias e comunidades cristãs, a bem da justiça e da paz no mundo. Como penhor de graça e paz divina, para vós e vossos queridos, de bom grado vos concedo a bênção apostólica.

[Tradução: Aline Banchieri. © Libreria Editrice Vaticana]

Papa e Medvedev, um encontro de olho no patriarcado!!!

Encontro de Bento XVI e Kiril I ainda terá que esperar

Por Paul De Maeyer


ROMA, quarta-feira, 23 de fevereiro de 2011 (ZENIT.org) - Na última quinta-feira, 17 de fevereiro, Bento XVI recebeu em audiência o presidente da Federação Russa, Dmitri Medvedev. "Bem-vindo, presidente. Este nosso encontro é muito importante”, disse o Papa ao saudar o Chefe de Estado. A significativa visita é a primeira de Medvedev depois da instauração das plenas relações diplomáticas entre a Santa Sé e a Rússia.

A tradicional nota difundida pela Sala Stampa vaticana após a visita empregou tons positivos para descrever o segundo encontro entre o Papa Ratzinger e Medvedev (o primeiro aconteceu em 3 de dezembro de 2009). "No decurso dos cordiais colóquios”, diz o breve texto, “ambos se mostraram comprazidos pelas boas relações bilaterais. Enfatizou-se a vontade de reforçá-las, inclusive com mais frequência, uma vez estabelecidas relações diplomáticas plenas”.

“Reconheceu-se”, prossegue a nota, “a amplia colaboração entre a Santa Sé e a Federação Russa, tanto na promoção dos valores específicos humanos e cristãos quanto no âmbito cultural e social. Destacou-se ainda a contribuição positiva que o diálogo inter-religioso pode oferecer à sociedade" (Assessoria de Imprensa do Vaticano, 17 de fevereiro).

O comunicado reflete o extraordinário processo de aproximação entre o maior e o menor país do mundo em extensão geográfica, iniciado em 1º de dezembro de 1989 com a histórica visita a João Paulo II do então (e último) secretário do Partido Comunista da União Soviética, Mikhail Gorbachov, o homem da “perestroika” e do “glasnot”. Este caminho de aproximação culminou no intercâmbio de embaixadores ocorrido no verão passado.

Por outro lado, enquanto mais de vinte anos já transcorreram desde o primeiro encontro de um chefe de Estado russo e um Pontífice romano, o encontro do chefe da Igreja católica e o líder da Igreja ortodoxa russa tem deixado o mundo à espera. Sob o precedente patriarca de Moscou e de Todas as Rússias, Alexis II, as relações entre Roma e Moscou eram gélidas. O grande sonho do Papa João Paulo II de se reunir com Alexis II -num terreno “neutro” se fosse preciso- nunca se tornou realidade por causa do “niet” do patriarca.

Alexis II, natural de Tallin, Estônia, desconfiava do primeiro Pontífice eslavo da história e era crítico ferrenho do “proselitismo católico” nas terras da União Soviética (URSS), para cuja dissolução o Papa Wojtyla contribuiu em certo grau. Numa entrevista publicada em setembro de 2002 por Família Cristã, Alexis II declarou que a resolução da Santa Sé de transformar em diocese as administrações apostólicas era “uma decisão infeliz” e “mais uma manifestação da ampla estratégia expansionista da Igreja de Roma”. “A parte católica sempre fala da presença de uma enorme quantidade de 'não crentes' na Rússia, que constituiriam uma espécie de terreno propício para a missão, uma massa que está em perene espera da chegada dos 'trabalhadores' católicos, semeadores e colhedores. É uma ideia inaceitável para a Igreja ortodoxa”, afirmou o patriarca.

Outra pedra no sapato do patriarca de Moscou foram os acontecimentos na Ucrânia, onde a derrocada soviética permitiu o renascimento da Igreja greco-católica. O que desatou a fúria no mundo da ortodoxia era o plano de elevar a patriarcado a Igreja greco-católica da Ucrânia. Em novembro de 2003, o patriarca ecumênico de Constantinopla, Bartolomeu I, mandou uma carta direta a João Paulo II para exprimir a sua oposição e irritação com esta possibilidade.

A primeira mudança positiva acompanhou a eleição de Bento XVI, sob cujo pontificado não voltou a falar-se do “novo” patriarcado. Em entrevista publicada no fim de abril de 2005 no jornal moscovita Kommersant, Alexis II louvou o Pontífice alemão pelo seu “poderoso intelecto”. “Todo o mundo cristão, incluído o ortodoxo, o respeita”, disse o patriarca. “Sem dúvida, existem divergências teológicas. Mas quanto à visão da sociedade moderna sobre a secularização e sobre o relativismo moral, sobre a perigosa erosão da doutrina cristã e sobre muitos outros problemas contemporâneos, nossos pontos de vista são muito próximos” (ANSA, 27 de abril de 2005).

Após a morte de Alexis II em dezembro de 2008, um segundo ponto de inflexão foi a eleição do metropolita de Smolensko e Kaliningrado, Kiril, como patriarca de Moscou. Na qualidade de presidente do Departamento para as Relações Exteriores do Patriarcado de Moscou, ele encontrou Bento XVI no Vaticano três vezes em três anos. A última foi em dezembro de 2007, por ocasião da festa patronal da paróquia ortodoxa de Santa Catarina de Alexandria, em Roma.

Entrevistado por L'Osservatore Romano depois do encontro, Kiril definiu o estado das relações entre o patriarcado de Moscou e a Igreja católica como “muito positivo”. “Temos na agenda muitos temas importantes. Penso na promoção de valores fundamentais para a vida da pessoa, que preocupam hoje a humanidade inteira e não apenas a Rússia” (8 dezembro de 2007). “Temos necessidade um do outro. Não devemos esquecer que Cristo pediu a unidade dos seus discípulos. Somos uma única família. Partilhamos os mesmos valores”, acrescentou o então número dois do patriarcado de Moscou.

São palavras muito significativas. Assim como o Kremlin reconheceu na Igreja ortodoxa um sócio para resgatar a Rússia pós-soviética de fenômenos como a queda dos nascimentos e o flagelo do alcoolismo, também o patriarcado de Moscou vê na Igreja católica um aliado na batalha contra a crise de valores e pelo anúncio dos conteúdos da mensagem cristã num mundo subjugado por um laicismo agressivo de máscara liberal.

Kiril confirmou a grande sintonia com Bento XVI no relatório que apresentou aos seus bispos em 2 de fevereiro de 2010, primeiro aniversário de sua entronização. Quanto às diversas questões em que ortodoxos e católicos estão em comunhão, “Bento adotou posições muito próximas das ortodoxas”, disse Kiril. “Isto é demonstrado pelos discursos, mensagens e opiniões de altos representantes da Igreja católica romana com os quais mantemos contato”, completou (L'Osservatore Romano, 4 de fevereiro de 2010).

Os tempos parecem, portanto, mais que propícios para um encontro ou reunião entre Bento XVI e Kiril I, ainda que isso não queira dizer que acontecerá logo. “Talvez num período de dois anos”, disse em dias passados a ZENIT o diretor do Inside the Vatican, Robert Moynihan. “Há muitas forças que se opõem a esta aliança que está se desenvolvendo”, observou (17 de fevereiro).

O atual número dois do Departamento para as Relações Exteriores do Patriarcado de Moscou, arcipreste Nikolai Balashov, disse que a Igreja ortodoxa russa e a Igreja católica romana “mantêm um regime de constante comunicação e consulta em diferentes níveis”.

E, segundo a opinião de ambas partes, se chegar o momento de uma reunião entre os chefes de ambas Igrejas, “nós comunicaremos à comunidade internacional”, disse o expoente ortodoxo (Interfax, 17 de febrero). Para Balashov, o contexto das relações entre as Igrejas não está vinculado à reunião de quinta-feira passada.

Não há reforma da Igreja sem conversão!!!

Papa apresenta vida de São Roberto Belarmino, o “bispo simples”

CIDADE DO VATICANO, quarta-feira, 23 de fevereiro de 2011 (ZENIT.org) - Apesar de ser o sobrinho de um papa e tendo vivido a maior parte de sua vida nos "ambientes mundanos" do governo e da diplomacia, o Papa não hesitou em propor hoje a figura de São Roberto Belarmino, como modelo de bispo "simples e cheio de zelo apostólico".

Deste santo, que escreveu várias obras de espiritualidade e doutrina, além de ter contribuído grandemente para a Igreja dos séculos XVI e XVII, o Papa quis destacar seu perfil como um homem de oração e contemplação.

"Belarmino ensina com muita clareza e com o exemplo de sua própria vida que não pode haver uma verdadeira reforma da Igreja, se antes não acontece nossa reforma pessoal e a conversão do nosso coração", sublinhou o Papa.

Roberto Belarmino (1542-1621) foi uma figura fundamental para a Igreja da Contrarreforma, ao sistematizar a concepção da Igreja, em resposta à crise provocada pela Reforma luterana.

Nascido em Montepulciano (Itália), entrou muito jovem na Companhia de Jesus. Primeiramente, foi professor de teologia em Lovaina e Roma, época em que elaborou uma de suas obras mais famosas, Controvérsia.

"O Concílio de Trento tinha terminado pouco tempo antes e, para a Igreja Católica, era necessário reforçar e confirmar sua identidade também no que diz respeito à Reforma Protestante. A ação de Belarmino se insere neste contexto", explicou o Pontífice.

Sua obra constitui, afirmou, "um ponto de referência, ainda válido para a eclesiologia católica, sobre as questões acerca da Revelação, da natureza da Igreja, dos sacramentos e da antropologia teológica".

"Nelas, acentua-se o aspecto institucional da Igreja, devido aos erros que estavam circulando sobre tais questões."

Nesta obra monumental, que tenta sistematizar as várias controvérsias teológicas da época, o santo "evita todo tom polêmico e agressivo com relação às ideias da Reforma, usando os argumentos da razão e da Tradição da Igreja para ilustrar de maneira clara e eficaz a doutrina católica", destacou o Papa.

Apesar de ser brilhante como teólogo, prosseguiu o Papa, seu legado "consiste na maneira como ele concebeu seu trabalho. Os trabalhos tediosos de governo não o impediram, de fato, de caminhar rumo à santidade, na fidelidade às exigências do seu próprio estado de religioso, sacerdote e bispo".

"Sendo - como sacerdote e bispo -, em primeiro lugar, um pastor de almas, ele sentiu o dever de pregar assiduamente", explicou.

"Sua pregação e suas catequeses têm esse mesmo caráter de simplicidade que ele recebeu da educação jesuíta, toda dirigida a concentrar as forças da alma em Jesus, profundamente conhecido, amado e imitado."

São Belarmino oferece "um modelo de oração, a alma de toda atividade: uma oração que escuta a Palavra do Senhor, que é preenchida com a contemplação da grandeza, que não se fecha em si mesma, que se alegra em abandonar-se nas mãos de Deus".

O santo, "que viveu na pomposa e muitas vezes insalubre sociedade dos últimos anos do século XVI e início do século XVII, esta contemplação inclui aplicações práticas e projeta a situação da Igreja do seu tempo com a corajosa inspiração pastoral".

Suas obras, concluiu o Papa, "nos lembram que o objetivo da vida é o Senhor, o Deus que se revelou em Jesus Cristo, em quem Ele continua nos chamando e prometendo-nos a comunhão com Ele".

"Elas nos recordam a importância de confiar no Senhor, de viver uma vida fiel ao Evangelho, de aceitar e iluminar, com a fé e a oração, toda circunstância e toda ação da nossa vida, sempre ansiando a união com Ele."
+ Santo Padre, Papa Bento XVI.

Em San Marino, Papa venerará relíquias!!!

Publicado programa da viagem a esta pequena República europeia

CIDADE DO VATICANO, quarta-feira, 23 de fevereiro de 2011 (ZENIT.org) - No próximo dia 19 de junho, Bento XVI viajará à República de San Marino, pequeno enclave soberano situado no centro da Itália, dentro de sua visita pastoral à diocese de San Marino-Montefeltro.

Com 61 km2 e 30 mil habitantes, é a República constitucional mais antiga da Europa e o quinto menor Estado do mundo.

San Marino foi fundada, segundo a tradição, pelo santo que lhe dá nome, por um cristão que se refugiou no monte Titano (um dos sete montes da atual San Marino) fugindo das perseguições do imperador Diocleciano, junto com outros companheiros.

Durante muitos séculos, o enclave, bastante inacecível, abrigou uma comunidade de monges. Atualmente está governado por dois Capitães Regentes.

João Paulo II visitou San Marino e Rímini a 29 de agosto de 1982.

No próximo dia 19 de julho, Bento XVI chegará em helicóptero ao heliporto de Torraccia, dentro da República de San Marino.

Dali seguirá para o estádio olímpico de Serravalle, onde celebrará a missa e recitará o Angelus dominical.

Em seguida, irá a Valdragone, onde almoçará com os organizadores diocesanos da visita, junto com o bispo, Dom Luigi Negri, e os membros da Fundação Internacional “João Paulo II”.

Depois de almoçar, o Papa começará uma visita oficial à República. Em primeiro lugar, irá à Praça da Liberdade, onde receberá honras militares e as boas-vindas dos Capitães Regentes, Giovanni Francesco Ugolini e Andrea Zafferani.

Posteriormente, manterá um encontro com membros do governo e do corpo diplomático, a quem dirigirá um discurso. Por último, o Papa se dirigirá à catedral, onde venerará as relíquias de San Marino.

Às 18h30, o séquito papal sairá do território da República de San Marino e entrará em território italiano, para continuar a visita pastoral.

O Papa se dirigirá em helicóptero a Pennabili (Rímini), onde visitará a catedral local e terá um encontro com os jovens da diocese, a quem dirigirá um discurso. Em seguida o Papa retornará ao Vaticano.

Dor do Papa pelas vítimas do terremoto na Nova Zelândia!!!

Estimativa é de que 300 pessoas ainda estão debaixo dos escombros

CIDADE DO VATICANO, quarta-feira, 23 de fevereiro de 2011 (ZENIT.org) - Bento XVI, por meio de um telegrama enviado pelo cardeal Tarcisio Bertone, secretário de Estado, a Dom Barry Philip Jones, bispo de Christchurch, demonstrou sua proximidade aos atingidos pelo terremoto que afetou a Nova Zelândia na segunda-feira. O sismo deixou 75 mortos até o momento.

O Papa – afirma a mensagem –, “entristeceu-se ao tomar conhecimento da repentina devastação e perda de vidas na cidade de Christchurch por causa do recente terremoto”.

O pontífice expressou “sua proximidade espiritual a todos que foram atingidos e envia suas condolências aos que choram pela perda de seus entes queridos”.

O Papa assegura aos habitantes de Christchurch suas “orações por todos que estão trabalhando urgentemente para resgatar e auxiliar as vítimas e os feridos”.

O terremoto, o pior no país nos últimos 80 anos, alcançou 6,3 graus na escala Richter. A cidade foi devastada. As duas catedrais, a católica e a anglicana, foram parcialmente destruídas.

Segundo a Agência Fides, da Congregação para a Evangelização dos Povos, ainda restam cerca de 300 pessoas debaixo dos escombros, sendo a maioria turistas.

Brasil: Papa aceita renúncia de auxiliar de Brasília!!!

CIDADE DO VATICANO, quarta-feira, 23 de fevereiro de 2011 (ZENIT.org) - Segundo informou a Santa Sé nesta quarta-feira, Bento XVI aceitou o pedido de renúncia do bispo auxiliar da arquidiocese de Brasília Dom Francisco de Paula Victor, por razão de idade.

Dom Francisco, 75 anos, é natural de Paraisópolis (Minas Gerais). É formado em Química na Universidade Federal de Minas Gerais. Ordenado sacerdote em 1990, foi nomeado bispo auxiliar de Brasília em 1996.

Para que haja bons sacerdotes é preciso formar bons seminaristas!!!

Conclusões do curso sobre a formação espiritual nos seminários

ROMA, quarta-feira, 23 de fevereiro de 2011 (ZENIT.org) - Como obter resultados positivos na formação espiritual dos seminaristas? Como fazer para que os candidatos ao sacerdócio tenham maior clareza vocacional? O subjetivismo e a secularização representam um desafio para as novas gerações de sacerdotes?

Estas e outras questões foram discutidas durante a semana de estudo La formazione spirituale personale nei seminari (A formação espiritual pessoal nos seminários), realizada de 7 a 11 de fevereiro, no centro de formação sacerdotal da Pontifícia Universidade da Santa Cruz, em Roma.

O evento contou com a presença do cardeal Zenon Grocholewski, prefeito da Congregação para a Educação Católica, da Santa Sé.

Reitores de seminários, diretores espirituais e outros formadores, provenientes de diversas dioceses, contextos culturais e eclesiais puderam compartilhar ideias sobre como formar melhor aqueles que serão os sacerdotes das próximas gerações.

Algumas intervenções

Dom Francesco Cavina, da secretaria de Estado do Vaticano, em sua palestra sobre as primícias eclesiais nos candidatos para o sacerdócio, referiu-se aos novos desafios que os seminários de hoje enfrentam: enquanto, antigamente, muitos sacerdotes cresciam em famílias grandes, num ambiente católico, e descobriam sua vocação muito cedo, agora pertencem a famílias pequenas, muitas vezes de pais divorciados, nas quais não necessariamente receberam uma educação católica, e que fizeram sua opção em uma idade já madura.

O prelado apresentou algumas estatísticas que mostram como, hoje, muitos dos novos seminaristas provêm de grupos de jovens paroquiais e diocesanos, movimentos eclesiais, ou jornadas mundiais da juventude.

Por sua parte, Enrique da Lama, da Faculdade de Teologia da Universidade de Navarra, abordou o tema do acompanhamento espiritual, da necessidade da amizade, da consciência como esse sacrário interior da mente e do espírito.

Ele também se referiu ao tema da solidão em que o homem de hoje vive e alertou sobre o perigo de confundir a direção espiritual com uma consulta psicológica. Esclareceu que é essencial ver o homem em sua unidade biopsicoespiritual.

Da Lama disse que a direção espiritual deve centrar-se "no valor da amizade, no respeito à soberania da própria consciência e na ação do Espírito Santo", ao invés de limitar-se apenas a um simples acompanhamento ou aconselhamento esporádico.

Para Paul O' Callaghan, professor de teologia dogmática na Universidade da Santa Cruz, a vida espiritual do sacerdote é forjada especialmente no seminário.

Meios para a formação

Os oradores salientaram a necessidade de recorrer a documentos como a Pastores dabo vobis, do Papa João Paulo II, e a Carta aos seminaristas, de Bento XVI.

Os participantes tiveram a oportunidade de discutir a questão da relação com os superiores ou formadores, a quem decidiram chamar de "educadores", esclarecendo que quem forma é o Espírito Santo.

Disseram que o principal inimigo da vocação ao sacerdócio, mais que os pontos de discordância com as autoridades, é a vida dupla ou a hipocrisia.

Direção espiritual e fragilidade humana

O curso também abordou o tema da fragilidade emocional e psicológica, com duas intervenções: de Dom José María Yanguas, bispo de Cuenca (Espanha), e do psiquiatra Franco Poterzio.

Ambos se referiram à questão do desafio da imaturidade dos adolescentes e jovens (narcisistas, fracos, tristes e instáveis), que se prolonga em adultos inconstantes e dependentes. Estes são tópicos que devem ser abordados com frequência nos seminários.

A maneira de quebrar este círculo é procurar nos candidatos ao sacerdócio "a harmonia interna e externa do homem que integrou razão, vontade, sentimentos e instintos", sem descuidar da correção, quando necessário.

O último dia do curso foi dedicado ao tema da formação da plena maturidade espiritual; os assistentes e expositores puderam concluir que alguns meios para responder a este desafio são a oração e a caridade pastoral, que ajudam a construir personalidades "estruturadas em torno do sentido oblativo da vida, praticando constantemente as virtudes, através de critérios claros e com um coração felizmente centrado em Cristo".

(Carmen Elena Villa)

terça-feira, 22 de fevereiro de 2011

Vaticano divulga programação da beatificação de João Paulo II

A beatificação do Papa João Paulo II será um grande evento eclesial. Para tal, o Vaticano organiza uma programação especial para o evento do dia 1º de maio, que foi divulgado nesta sexta-feira, 18, através do Boletim da Santa Sé.
O roteiro será divido em cinco etapas, incluindo vigília de preparação, Missa da beatificação e veneração dos restos mortais do futuro beato.

Confira o cronograma:

Dia 30/04
20h às 22h30 (1h às 3h30 de 1° de maio, horário de Brasília): Vigília de preparação, no Circo Máximo de Roma, organizada pela Diocese de Roma. A vigília será conduzida pelo Vigário Geral para a Diocese de Roma, Cardeal Agostino Vallini. Na ocasião, o Papa Bento XVI participará através de uma videoconferência.

Dia 01/05
10h (15h, horário de Brasília): Missa da beatificação, na Praça de São Pedro, presidida pelo Santo Padre. Não há a necessidade de bilhetes para o ingresso, mas o acesso à Praça e áreas adjacentes estará sob a proteção da segurança pública.

Após a Missa: Veneração dos restos mortais do novo beato será. Todos os fiéis poderão fazer sua veneração, que se estenderá até finalizar o fluxo de pessoas. Os restos mortais serão expostos na Basílica de São Pedro, em frente ao Altar da Confissão.

Dia 02/05
10h30 (15h30, horário de Brasília): Missa de Ação de Graças, na Praça de São Pedro, que será presidida pelo Secretário de Estado do Vaticano, Cardeal Tarcisio Bertone. No mesmo dia, acontecerá o enterro dos restos mortais de João Paulo II, na Capela de São Sebastião, numa cerimônia privada.
Fonte: cancaonova.com

Arquidiocese de Florianópolis S.C!!!


Celebrações estão marcadas para 16 e 18 de março
A posse de Dom Murilo em Salvador está marcada para o dia 25 de março de 2011, às 19h

Arquidiocese de Florianópolis
COORDENAÇÃO ARQUIDIOCESANA DE PASTORAL

Despedida de Dom Murilo

Na impossibilidade de Dom Murilo se despedir de cada paróquia, pastoral, movimento, associação, comunidade religiosa etc., foram programadas duas celebrações eucarísticas, que serão presididas por ele e concelebrada pelos demais sacerdotes:

Dia 16 de março (quarta-feira), às 20h, no CEAR – Centro de Evangelização Angelino Rosa, em Governador Celso Ramos (responsabilidade da organização: Comunidade Divino Oleiro), e

Dia 18 de março (sexta-feira), às 19h30min, na CATEDRAL (responsabilidade da organização: a Comunidade da Catedral). Nesta celebração, será dedicado o novo altar da Catedral e Pe. Paulo de Coppi, PIME celebrará seu Jubileu de Ouro de Ordenação Sacerdotal. Após a celebração, serão inaugurados o espaço museológico e a nova sacristia da Catedral.

A posse de Dom Murilo em Salvador está marcada para o dia 25 de março de 2011, às 19h, na Catedral Metropolitana.

Em Cristo Jesus,


Pe. Vítor Galdino Feller
Coordenador Arquidiocesano de Pastoral

Diocese de Blumenau S.C!!!

Missa comemorativa do Padroeiro da Catedral e da Diocese de Blumenau, São Paulo Apóstolo.
Data: 25/02/2011
Horário: 19:00hs
Local: Catedral São Paulo Apóstolo/ Blumenau S.C.
"Venha conosco celebrara esta missa comemorativa em honra a São Paulo Apostolo!!!"
Obrigado a todos e a todas!!!

Aumenta número de seminaristas no mundo, diminui o de religiosas!!!


Anuário Pontifício é apresentado ao Papa

ROMA, terça-feira, 22 de fevereiro de 2011 (ZENIT.org) - Aumenta o número de batizados no mundo (cerca da metade dos católicos vive no continente americano), assim como o de sacerdotes e seminaristas, enquanto se registra uma ligeira diminuição no número de religiosas.

Esta é a informação geral oferecida pelo Anuário Pontifício 2011, apresentado no último sábado a Bento XVI pelo cardeal Tarcisio Bertone, secretário de Estado vaticano, e pelo arcebispo Fernando Filoni, substituto da Secretaria de Estado para Assuntos Gerais.

As estatísticas de 2009 oferecem uma visão sintética das principais dinâmicas da Igreja Católica nas 2.956 circunscrições eclesiásticas do mundo: os fiéis batizados no mundo passaram de 1.166 bilhão, em 2008, para 1.181 bilhão, em 2009, com um aumento absoluto de 15 milhões de fiéis e um percentual de 1,3%.

A distribuição de católicos entre os continentes é muito diferente da distribuição da população.

A América, de 2008 a 2009, manteve na população uma incidência constante no total global semelhante a 13,6%, enquanto os católicos (na América) alcançaram, em dois anos, 49,9% do número de católicos no mundo.

Na Ásia, o aumento foi de aproximadamente 10,6%, mas este é significativamente menor que o do continente no que se refere à população mundial (60,7%).

A Europa tem um peso de população inferior de três pontos percentuais da dos EUA, mas sua incidência no mundo católico é de 24%, ou seja, quase a metade da dos países americanos.

Tanto para os países africanos como para os da Oceania, o peso da população com relação ao total é um pouco diferente da dos católicos (15,2 e 0,8%, respectivamente, para a África e a Oceania).

O número de bispos no mundo passou, de 2008 a 2009, de 5.002 a 5.065, com um aumento de 1,3%.

O continente mais dinâmico é o africano (1,8%), seguido pela Oceania (1,5%), enquanto abaixo da média como um todo está a Ásia (0,8%) e a América (1,2%). Na Europa, o aumento foi de cerca de 1,3%.

A população sacerdotal mantém uma taxa de crescimento moderado, inaugurado em 2000, após um longo período de resultados decepcionantes.

O número de sacerdotes, tanto diocesanos como religiosos, aumentou durante os últimos dez anos 1,34% em todo o mundo, passando de 405.178, em 2000, para 410.593, em 2009.

Em especial, em 2009, o número de sacerdotes aumentou 0,34% em relação a 2008.

Este aumento segue uma queda de 0,08% do clero religioso e o aumento de 0,56% do diocesano. A queda percentual afetou apenas a Europa (0,82% para os diocesanos e 0,99% para os religiosos), visto que, em outros continentes, o número de sacerdotes, em geral, aumentou.

Com exceção da Ásia e da África, o clero religioso diminuiu em todos os lugares.

Os diáconos permanentes aumentaram mais de 2,5%, passando de 37.203, em 2008, para 38.155, em 2009.

A presença dos diáconos melhora na Oceania e na Ásia, com ritmos elevados: na Oceania, os diáconos não atingem ainda 1% do total, com 346 unidades, em 2009, e na Ásia registram um aumento de 16%.

Os diáconos também aumentaram em áreas onde sua presença é mais importante quantitativamente. Nos Estados Unidos e na Europa, onde, em 2009, residia cerca de 98% da população total, os diáconos cresceram, respectivamente, de 2,3 a 2,6%.

No entanto, houve uma diminuição entre as religiosas professas. Em 2008, elas eram 739.068 em todo o mundo, reduzindo-se, em 2009, para 729.371.

A crise, portanto, permanece, apesar da África e da Ásia, onde há um aumento.

O número de candidatos ao sacerdócio no mundo subiu 0,82%, passando de 117.024 unidades, em 2008, para 117.978, em 2009. Grande parte do aumento é atribuído à Ásia e à África, com taxas de crescimento de 2,39% e 2,20%, respectivamente. A Europa e a América registraram uma contradição, respectivamente, de 1,64 e 0,17%, no mesmo período.

Mensagem do Papa para a Quaresma 2011!!!

“Sepultados com Ele no batismo, foi também com Ele que ressuscitastes”

CIDADE DO VATICANO, terça-feira, 22 de fevereiro de 2011 (ZENIT.org) - Apresentamos a mensagem do Papa Bento XVI para a Quaresma de 2011, com o tema «Sepultados com Ele no batismo, foi também com Ele que ressuscitastes» (cf. Cl 2, 12). O texto foi apresentado hoje pela Santa Sé.

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«Sepultados com Ele no batismo, foi também com Ele que ressuscitastes» (cf. Cl 2, 12)

Amados irmãos e irmãs!

A Quaresma, que nos conduz à celebração da Santa Páscoa, é para a Igreja um tempo litúrgico muito precioso e importante, em vista do qual me sinto feliz por dirigir uma palavra específica para que seja vivido com o devido empenho. Enquanto olha para o encontro definitivo com o seu Esposo na Páscoa eterna, a Comunidade eclesial, assídua na oração e na caridade laboriosa, intensifica o seu caminho de purificação no espírito, para haurir com mais abundância do Mistério da redenção a vida nova em Cristo Senhor (cf. Prefácio I de Quaresma).

1. Esta mesma vida já nos foi transmitida no dia do nosso Baptismo, quando, «tendo-nos tornado partícipes da morte e ressurreição de Cristo» iniciou para nós «a aventura jubilosa e exaltante do discípulo» (Homilia na Festa do Baptismo do Senhor, 10 de Janeiro de 2010). São Paulo, nas suas Cartas, insiste repetidas vezes sobre a singular comunhão com o Filho de Deus realizada neste lavacro. O facto que na maioria dos casos o Baptismo se recebe quando somos crianças põe em evidência que se trata de um dom de Deus: ninguém merece a vida eterna com as próprias forças. A misericórdia de Deus, que lava do pecado e permite viver na própria existência «os mesmos sentimentos de Jesus Cristo» (Fl 2, 5), é comunicada gratuitamente ao homem.

O Apóstolo dos gentios, na Carta aos Filipenses, expressa o sentido da transformação que se realiza com a participação na morte e ressurreição de Cristo, indicando a meta: que assim eu possa «conhecê-Lo, a Ele, à força da sua Ressurreição e à comunhão nos Seus sofrimentos, configurando-me à Sua morte, para ver se posso chegar à ressurreição dos mortos» (Fl 3, 10-11). O Baptismo, portanto, não é um rito do passado, mas o encontro com Cristo que informa toda a existência do baptizado, doa-lhe a vida divina e chama-o a uma conversão sincera, iniciada e apoiada pela Graça, que o leve a alcançar a estatura adulta de Cristo.

Um vínculo particular liga o Baptismo com a Quaresma como momento favorável para experimentar a Graça que salva. Os Padres do Concílio Vaticano II convidaram todos os Pastores da Igreja a utilizar «mais abundantemente os elementos baptismais próprios da liturgia quaresmal» (Const. Sacrosanctum Concilium, 109). De facto, desde sempre a Igreja associa a Vigília Pascal à celebração do Baptismo: neste Sacramento realiza-se aquele grande mistério pelo qual o homem morre para o pecado, é tornado partícipe da vida nova em Cristo Ressuscitado e recebe o mesmo Espírito de Deus que ressuscitou Jesus dos mortos (cf. Rm 8, 11). Este dom gratuito deve ser reavivado sempre em cada um de nós e a Quaresma oferece-nos um percurso análogo ao catecumenato, que para os cristãos da Igreja antiga, assim como também para os catecúmenos de hoje, é uma escola insubstituível de fé e de vida cristã: deveras eles vivem o Baptismo como um acto decisivo para toda a sua existência.

2. Para empreender seriamente o caminho rumo à Páscoa e nos prepararmos para celebrar a Ressurreição do Senhor – a festa mais jubilosa e solene de todo o Ano litúrgico – o que pode haver de mais adequado do que deixar-nos conduzir pela Palavra de Deus? Por isso a Igreja, nos textos evangélicos dos domingos de Quaresma, guia-nos para um encontro particularmente intenso com o Senhor, fazendo-nos repercorrer as etapas do caminho da iniciação cristã: para os catecúmenos, na perspectiva de receber o Sacramento do renascimento, para quem é baptizado, em vista de novos e decisivos passos no seguimento de Cristo e na doação total a Ele.

O primeiro domingo do itinerário quaresmal evidencia a nossa condição do homens nesta terra. O combate vitorioso contra as tentações, que dá início à missão de Jesus, é um convite a tomar consciência da própria fragilidade para acolher a Graça que liberta do pecado e infunde nova força em Cristo, caminho, verdade e vida (cf. Ordo Initiationis Christianae Adultorum, n. 25). É uma clara chamada a recordar como a fé cristã implica, a exemplo de Jesus e em união com Ele, uma luta «contra os dominadores deste mundo tenebroso» (Hb 6, 12), no qual o diabo é activo e não se cansa, nem sequer hoje, de tentar o homem que deseja aproximar-se do Senhor: Cristo disso sai vitorioso, para abrir também o nosso coração à esperança e guiar-nos na vitória às seduções do mal.

O Evangelho da Transfiguração do Senhor põe diante dos nossos olhos a glória de Cristo, que antecipa a ressurreição e que anuncia a divinização do homem. A comunidade cristã toma consciência de ser conduzida, como os apóstolos Pedro, Tiago e João, «em particular, a um alto monte» (Mt 17, 1), para acolher de novo em Cristo, como filhos no Filho, o dom da Graça de Deus: «Este é o Meu Filho muito amado: n’Ele pus todo o Meu enlevo. Escutai-O» (v. 5). É o convite a distanciar-se dos boatos da vida quotidiana para se imergir na presença de Deus: Ele quer transmitir-nos, todos os dias, uma Palavra que penetra nas profundezas do nosso espírito, onde discerne o bem e o mal (cf. Hb 4, 12) e reforça a vontade de seguir o Senhor.

O pedido de Jesus à Samaritana: «Dá-Me de beber» (Jo 4, 7), que é proposto na liturgia do terceiro domingo, exprime a paixão de Deus por todos os homens e quer suscitar no nosso coração o desejo do dom da «água a jorrar para a vida eterna» (v. 14): é o dom do espírito Santo, que faz dos cristãos «verdadeiros adoradores» capazes de rezar ao Pai «em espírito e verdade» (v. 23). Só esta água pode extinguir a nossa sede do bem, da verdade e da beleza! Só esta água, que nos foi doada pelo Filho, irriga os desertos da alma inquieta e insatisfeita, «enquanto não repousar em Deus», segundo as célebres palavras de Santo Agostinho.

O domingo do cego de nascença apresenta Cristo como luz do mundo. O Evangelho interpela cada um de nós: «Tu crês no Filho do Homem?». «Creio, Senhor» (Jo 9, 35.38), afirma com alegria o cego de nascença, fazendo-se voz de todos os crentes. O milagre da cura é o sinal que Cristo, juntamente com a vista, quer abrir o nosso olhar interior, para que a nossa fé se torne cada vez mais profunda e possamos reconhecer n’Ele o nosso único Salvador. Ele ilumina todas as obscuridades da vida e leva o homem a viver como «filho da luz».

Quando, no quinto domingo, nos é proclamada a ressurreição de Lázaro, somos postos diante do último mistério da nossa existência: «Eu sou a ressurreição e a vida... Crês tu isto?» (Jo 11, 25-26). Para a comunidade cristã é o momento de depor com sinceridade, juntamente com Marta, toda a esperança em Jesus de Nazaré: «Sim, Senhor, creio que Tu és o Cristo, o Filho de Deus, que havia de vir ao mundo» (v. 27). A comunhão com Cristo nesta vida prepara-nos para superar o limite da morte, para viver sem fim n’Ele. A fé na ressurreição dos mortos e a esperança da vida eterna abrem o nosso olhar para o sentido derradeiro da nossa existência: Deus criou o homem para a ressurreição e para a vida, e esta verdade doa a dimensão autêntica e definitiva à história dos homens, à sua existência pessoal e ao seu viver social, à cultura, à política, à economia. Privado da luz da fé todo o universo acaba por se fechar num sepulcro sem futuro, sem esperança.

O percurso quaresmal encontra o seu cumprimento no Tríduo Pascal, particularmente na Grande Vigília na Noite Santa: renovando as promessas baptismais, reafirmamos que Cristo é o Senhor da nossa vida, daquela vida que Deus nos comunicou quando renascemos «da água e do Espírito Santo», e reconfirmamos o nosso firme compromisso em corresponder à acção da Graça para sermos seus discípulos.

3. O nosso imergir-nos na morte e ressurreição de Cristo através do Sacramento do Baptismo, estimula-nos todos os dias a libertar o nosso coração das coisas materiais, de um vínculo egoísta com a «terra», que nos empobrece e nos impede de estar disponíveis e abertos a Deus e ao próximo. Em Cristo, Deus revelou-se como Amor (cf 1 Jo 4, 7-10). A Cruz de Cristo, a «palavra da Cruz» manifesta o poder salvífico de Deus (cf. 1 Cor 1, 18), que se doa para elevar o homem e dar-lhe a salvação: amor na sua forma mais radical (cf. Enc. Deus caritas est, 12). Através das práticas tradicionais do jejum, da esmola e da oração, expressões do empenho de conversão, a Quaresma educa para viver de modo cada vez mais radical o amor de Cristo. O Jejum, que pode ter diversas motivações, adquire para o cristão um significado profundamente religioso: tornando mais pobre a nossa mesa aprendemos a superar o egoísmo para viver na lógica da doação e do amor; suportando as privações de algumas coisas – e não só do supérfluo – aprendemos a desviar o olhar do nosso «eu», para descobrir Alguém ao nosso lado e reconhecer Deus nos rostos de tantos irmãos nossos. Para o cristão o jejum nada tem de intimista, mas abre em maior medida para Deus e para as necessidades dos homens, e faz com que o amor a Deus seja também amor ao próximo (cf. Mc 12, 31).

No nosso caminho encontramo-nos perante a tentação do ter, da avidez do dinheiro, que insidia a primazia de Deus na nossa vida. A cupidez da posse provoca violência, prevaricação e morte: por isso a Igreja, especialmente no tempo quaresmal, convida à prática da esmola, ou seja, à capacidade de partilha. A idolatria dos bens, ao contrário, não só afasta do outro, mas despoja o homem, torna-o infeliz, engana-o, ilude-o sem realizar aquilo que promete, porque coloca as coisas materiais no lugar de Deus, única fonte da vida. Como compreender a bondade paterna de Deus se o coração está cheio de si e dos próprios projectos, com os quais nos iludimos de poder garantir o futuro? A tentação é a de pensar, como o rico da parábola: «Alma, tens muitos bens em depósito para muitos anos...». «Insensato! Nesta mesma noite, pedir-te-ão a tua alma...» (Lc 12, 19-20). A prática da esmola é uma chamada à primazia de Deus e à atenção para com o próximo, para redescobrir o nosso Pai bom e receber a sua misericórdia.

Em todo o período quaresmal, a Igreja oferece-nos com particular abundância a Palavra de Deus. Meditando-a e interiorizando-a para a viver quotidianamente, aprendemos uma forma preciosa e insubstituível de oração, porque a escuta atenta de Deus, que continua a falar ao nosso coração, alimenta o caminho de fé que iniciámos no dia do Baptismo. A oração permite-nos também adquirir uma nova concepção do tempo: de facto, sem a perspectiva da eternidade e da transcendência ele cadencia simplesmente os nossos passos rumo a um horizonte que não tem futuro. Ao contrário, na oração encontramos tempo para Deus, para conhecer que «as suas palavras não passarão» (cf. Mc 13, 31), para entrar naquela comunhão íntima com Ele «que ninguém nos poderá tirar» (cf. Jo 16, 22) e que nos abre à esperança que não desilude, à vida eterna.

Em síntese, o itinerário quaresmal, no qual somos convidados a contemplar o Mistério da Cruz, é «fazer-se conformes com a morte de Cristo» (Fl 3, 10), para realizar uma conversão profunda da nossa vida: deixar-se transformar pela acção do Espírito Santo, como São Paulo no caminho de Damasco; orientar com decisão a nossa existência segundo a vontade de Deus; libertar-nos do nosso egoísmo, superando o instinto de domínio sobre os outros e abrindo-nos à caridade de Cristo. O período quaresmal é momento favorável para reconhecer a nossa debilidade, acolher, com uma sincera revisão de vida, a Graça renovadora do Sacramento da Penitência e caminhar com decisão para Cristo.

Queridos irmãos e irmãs, mediante o encontro pessoal com o nosso Redentor e através do jejum, da esmola e da oração, o caminho de conversão rumo à Páscoa leva-nos a redescobrir o nosso Baptismo. Renovemos nesta Quaresma o acolhimento da Graça que Deus nos concedeu naquele momento, para que ilumine e guie todas as nossas acções. Tudo o que o Sacramento significa e realiza, somos chamados a vivê-lo todos os dias num seguimento de Cristo cada vez mais generoso e autêntico. Neste nosso itinerário, confiemo-nos à Virgem Maria, que gerou o Verbo de Deus na fé e na carne, para nos imergir como ela na morte e ressurreição do seu Filho Jesus e ter a vida eterna.

Vaticano, 4 de Novembro de 2010

+ BENEDICTUS PP XVI

[© Libreria Editrice Vaticana]

Paulo VI entendeu aonde se dirigia o homem ocidental!!!

Crentes e não-crentes falam sobre o “espírito profético” da “Humanae vitae”

ROMA, terça-feira, 22 de fevereiro de 2011 (ZENIT.org) - Quarenta anos após a publicação da encíclica Humanae Vitae, quando fica claro o fracasso da revolução sexual, um livro que discute o valor das normas morais propostas por Paulo VI foi apresentado na última sexta-feira, 18 de fevereiro, na Universidade Lateranense, em Roma.

O estudo intitula-se: "Protetores da vida. Atualidade da encíclica Humanae Vitae", uma obra dirigida pela professora Lucetta Scaraffia, da Universidade La Sapieza.

Na apresentação, intervieram várias personalidades, entre elas Dom dal Covolo, que lembrou que a Humanae Vitae, uma encíclica publicada em 29 de julho de 1968, "torna-se mais atual à luz das novas descobertas científicas".

"Naquela época, a encíclica encontrou resistência até mesmo dentro da própria Igreja", disse ele.

Mas o texto "se mantém atual e restitui à sexualidade seu profundo significado espiritual, como um verdadeiro ícone do amor trinitário", explicou.

Por outro lado, a jornalista Ritanna Armeni, conhecida por sua participação em manifestações contra o aborto, declarou-se leiga não-crente, sem pretensões filosóficas.

Sua opinião é de que "a encíclica assumiu um significado profético", pois "prediz o homem moderno". A jornalista, entretanto, mostrou-se crítica com relação à posição da Igreja sobre questões como a coabitação pré-marital e a união entre pessoas do mesmo sexo.

O editor do jornal Il Foglio, Giuliano Ferrara, expressou sua opinião como um não-crente, mas antiabortista convicto. Considerou que havia uma base lógica, razão pela qual publicou a encíclica em seu jornal: "Eu pensei que seria possível agir diante da rejeição da vida, que não pode ser reduzida e maltratada até esse ponto".

O Pe. Hermann Geisler, FSO, da Congregação para a Doutrina da Fé, indicou como "as diferentes contribuições deste livro evidenciam", que "a Humanae Vitae, como toda a moral católica, é um grande ‘sim' à vida, à dignidade da pessoa e sobretudo ao amor conjugal".

Isso foi feito, disse ele, com cinco "sins": "ao projeto verdadeiramente humano; à dignidade da mulher e dos filhos; ao amor conjugal; à paternidade responsável e, portanto, também um ‘sim' a Deus Criador", disse.

Na conclusão de sua intervenção, qualificou a Humanae Vitae como "um dos documentos mais proféticos do magistério pontifício pós-conciliar".

A diretora da obra, professora Lucetta Scaraffia, recordou que ainda prevalece uma dificuldade de análise, devido a que 40 anos "ainda é um tempo muito breve, enquanto a Igreja vê tudo com uma sabedoria milenar".

Mas sublinha que, neste período, foram quebradas "as promessas de muitas utopias do século XX". Os opositores aos princípios da encíclica prometiam "uma família mais feliz, maridos mais atentos para não perderem suas esposas, uma sociedade mais feliz e pacífica". Em vez disso, vimos "como se tornou fraca a qualidade humana da sociedade".

A professora concluiu recordando que "Paulo VI tinha entendido aonde se dirigia a sociedade ocidental".

(Sergio Mora)

Aniversário de 2 Anos!!!

Novos Cardeais!!!

 

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O papa Bento XVI proclamou como "venerável" João Paulo II, após aprovar o decreto pelo qual são reconhecidas as "virtudes heróicas do servo de Deus" Karol Wojtyla, primeiro passo para a santidade do polonês, informou a Santa Sé.
O decreto foi aprovado durante a audiência concedida no Vaticano pelo prefeito regional da Congregação para a Causa dos Santos, o arcebispo Ângelo Amato.
A assinatura do decreto não significa a imediata beatificação de Karol Wojtyla, já que ainda falta a aprovação por Bento XVI do milagre que leve à proclamação de seu antecessor como beato.

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DEUS ABENÇÕE A TODOS E A TODAS QUE ACESSARAM ESTE BLOG, E EM ESPECIAL ABRAÇO QUERO MANDAR PARA TODOS OS PADRES DA DIOCESE DE BLUMENAU,AO NOSSO BISPO DIOCESANO DOM JOSÉ NEGRI (PIME),QUE CONTO COM A COLABORAÇÃO NAS ORAÇÕES DE CADA UM NA MINHA CAMINHADA VOCACIONAL!!!

ABRAÇO FRATERNALMENTE DE SEU IRMÃO
THIAGO KRAUPPE!!!


 
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