Pages

sábado, 19 de novembro de 2011

A martirizada terra mexicana pede um milagre de paz para Karol Wojtyla!!!

Oitenta mil fiéis veneraram a relíquia do Beato, que tanto amou o país latino-americano

TIJUANA, sabado, 19 de novembro, 2011 - Nos dias passados, durante a sua estadia na Arquidiocese de Tijuana (no estado mexicano da Baixa Califórnia), a relíquia do Beato João Paulo II foi venerada por cerca de 80.000 pessoas nas três cidades que compõem a jurisdição eclesiástica local, Playas de Rosarito, Tecate e Tijuana.

O Papa peregrino continua assim a inspirar fervor no México, onde as pessoas vêm em massa a cumprimentar a urna e onde a sua visita pastoral trouxe uma grande alegria.

"É uma grande alegria – disse o arcebispo Rafael Romo -. Há muitas pessoas apesar da chuva. Um fator interessante é que justo quando (a relíquia) chegou em Rosarito, apareceu um duplo e completo arco-íris, de um extremo ao outro. Belíssimo como sinal".

Como relatou ao ZENIT a arquidiocese, foi um grande momento de alegria, uma extensão do grande evento que a Igreja mexicana acaba de viver, ou seja, o V Congresso Eucarístico Nacional, que aconteceu do 05 ao 09 de outubro passado, em Tijuana.

A relíquia permaneceu dois dias na Arquidiocese de Tijuana, do 12 ao 13 de novembro. Foi entregue na localidade de La Misión pela Diocese de Ensenada ao comitê organizador de Tijuana, às seis da manhã de sábado, 12 de novembro.

“Que a passagem da relíquia do Beato João Paulo II reavive o nosso compromisso cristão, o nosso compromisso apostólico, e nos una na intenção dos bispos do México para que a Igreja Católica, nós batizados, nos comprometamos em promover a justiça e a paz. Que haja paz e que nós sejamos promotores comprometidos pela justiça, a verdade e a paz. E que a benção do Senhor chegue por mediação do beato João Paulo II a todos nós e nos encoraje e nos conforte”, disse durante a breve cerimônia o vigário geral da diocese de Ensenada, Monsenhor Francisco Javier Jaime.

O coordenador da visita, Michaus Alessandro, confirmou que a presença de João Paulo II nas comunidades cristãs por meio da sua relíquia é para confirmar as pessoas na própria fé, na própria identidade batismal, e para descobrir o verdadeiro significado da vida. Quando a caravana tomou a estrada para Rosarito, lindos arco-íris cumprimentaram o Beato.

A primeira paróquia que recebeu a relíquia foi aquela do Santíssimo Sacramento em Rosarito, do 7 ao 11, sob o tema A Eucaristia e a reconciliação.

Depois foi então transferida para a velha catedral de Nossa Senhora de Guadalupe em Rosarito, onde esteve exposta do 12 ao 16. Aqui, o tema era a identidade cristã e o senso de pertença à Igreja.

A última parada foi a futura catedral de Rosarito, que abrigou a relíquia até a manhã seguinte, sob o tema A verdade do sacerdócio ministerial.

Nesta última igreja também foi celebrada a Eucaristia, presidida pelo vigário geral, monsenhor Juan Garcia Ruvalcaba, que contou com mais de mil fiéis. Centenas de pessoas fizeram fila para venerar a relíquia.

A partir das 22 horas até às 6 horas do domingo, 13 de novembro, os jovens de Rosarito fizeram uma vigília com a relíquia. À meia-noite, o arcebispo celebrou a missa para eles. Pela manhã, foi transferida para a paróquia do Imaculado Coração de Maria, em El Florido, onde foi exibida das de 7 até às 13. O tema que acompanhou foi Maria, modelo de santidade.

A relíquia chegou no início da tarde na paróquia de Nossa Senhora de Guadalupe em Tecate, onde permaneceu até a manhã seguinte. A urna deixou a Arquidiocese de Tijuana, na manhã da segunda-feira, 14 de novembro, para chegar depois na diocese de Nuevo Casas Grandes, no Estado de Chihuahua.

Aqui, o Beato João Paulo II voltou para as terras do norte do México - como foi observado pela mídia local - as mesmas terras, que visitou no 10 maio de 1990, provocando como naquela ocasião novamente uma manifestação de fé transbordante. Centenas de pessoas vieram para venerar a relíquia do Papa "peregrino da paz", pedindo a sua intercessão para trazer de volta a paz nesta terra, tão afetada pela violência.

Às 09.15 na manhã de segunda-feira, o ginásio de esporte de Anahuac de San Buenaventura estava lotado de fiéis provenientes de vários locais para participar da Eucaristia presidida pelo Pe. Cesar Alejandro Gomez.

"O amor pode superar grandes obstáculos, o amor de Deus pode transformar o mundo": assim se lia em uma placa colocada à direita do altar, decorado com flores brancas e amarelas, e acompanhada pela imagem de Nossa das dores e de São Boaventura, o santo padroeiro do lugar. À esquerda do altar, outro cartaz dizia: "A paz exige quatro condições: verdade, justiça, amor e liberdade".

Depois de ter participado da Eucaristia, os fiéis fizeram fila para venerar a relíquia. Houve lágrimas de alegria, comoção e dor. Crianças, jovens, adultos e idosos, todos juntos, pediram a paz para o México.

Por volta das 13 horas, a caravana partiru para Nuevo Casas Grandes, passando pela escola técnica de ensino médio às 17, onde os alunos sairam para cumprimentar a relíquia. Em Lagunitas, o comboio foi recebido pelos idosos em cadeiras de rodas, que agitaram bandeirinhas.

Aguardando a caravana, dezenas de pessoas tinham decorado a praça principal de Galeana com balões brancos e amarelos e com bandeirinhas, enquanto cantavam "João Paulo II, o mundo inteiro te ama."

"Abram as portas à Cristo, abramos as portas dos nossos corações para que Jesus esteja sempre presente na nossa vida e nos dê a força necessária para ser elementos de paz nos nossos ambientes, para que com a visita de João Paulo II, a nossa alma esteja em paz , porque ninguém dá o que não tem", disse o administrador diocesano de Nuevo Casas Grandes, Mario Hernandez, acolhendo a relíquia na catedral da Medalha Milagrosa.

"Quem somos nós, que Deus na sua infinita Providência quis enviar este peregrino de paz por meio das suas relíquias?" Se perguntou. O sacerdote exortou os fiéis a rezarem pela paz, da qual "temos tanta necessidade no México e nas nossas comunidades, bem como da paz interior."

Então, a relíquia foi transferida para Ciudad Juarez, a cidade tida pela mídia como uma das mais violentas do planeta. O que esperam os mexicanos, tão amados pelo Papa beatificado, é um milagre de paz e de esperança.

A transição para a modernidade deve ser guiada por critérios seguros!!!

As palavras de Bento XVI em sua chegada ao Benim

BENIM, sabado, 19 de novembro de 2011 - Apresentamos, a seguir, as palavras que Bento XVI pronunciou ontem à sua chegada ao aeroporto de Benim.

Excelentíssimo Senhor Presidente da República,Venerados Cardeais,Amado Presidente da Conferência Episcopal do Benim,Ilustres Autoridades civis, eclesiais e religiosas,

Queridos amigos!

Agradeço-lhe, Senhor Presidente, as cordiais palavras de boas-vindas que me dirigiu. Vossa Excelência conhece o afecto que sinto por este continente e pelo seu país; tinha desejo de voltar à África, sendo esta viagem apostólica motivada por uma tríplice razão. Antes de mais nada, o amável convite que me fez o Senhor Presidente para visitar o país e que foi acompanhado por igual iniciativa da Conferência Episcopal do Benim; iniciativas estas, que caíram num momento propício, ou seja, no ano em que o Benim celebra o quadragésimo aniversário do estabelecimento das suas relações diplomáticas com a Santa Sé, bem como o sesquicentenário da sua evangelização. A minha estada convosco proporciona-me a feliz ocasião para inúmeros encontros, culminando na Eucaristia que celebrarei antes do meu regresso.

Depois, com esta viagem, cumpre-se o meu desejo de entregar, em terra africana, a Exortação apostólica pós-sinodal Africae munus, cujas reflexões hão-de guiar a acção pastoral das numerosas comunidades cristãs nos próximos anos. Nestas, este texto terá possibilidade de germinar, crescer e frutificar «ora cem, ora sessenta, ora trinta por um», como disse Jesus Cristo (Mt 13, 23).

E há ainda uma terceira razão, que é de ordem mais pessoal ou afectiva. Sempre tive grande estima por um filho desta Nação, o Cardeal Bernardin Gantin. Durante muitos anos, trabalhamos ambos, cada qual nas próprias atribuições, ao serviço da mesma Vinha: ajudámos, o melhor que pudemos, o meu predecessor, o Beato João Paulo II, a exercer o seu ministério petrino. Tivemos oportunidade de nos encontrar muitas vezes, dialogar profundamente e rezar juntos. O Cardeal Gantin conquistara o respeito e a estima de muitos. Por isso, pareceu-me justo vir ao seu país natal, rezar junto da sua sepultura e agradecer ao Benim este filho ilustre que deu à Igreja.

O Benim é uma terra de antigas e nobres tradições, com uma história prestigiosa. Quero aproveitar esta ocasião para saudar os chefes tradicionais: a sua colaboração é importante para construir o futuro deste país; encorajo-os a contribuir, com a sua sabedoria e o seu conhecimento dos costumes, para a delicada transição actualmente em curso da tradição para a modernidade.

A modernidade não deve meter medo, mas também não se pode construir sobre o esquecimento do passado. Tem de ser orientada com prudência para o bem de todos, evitando certos escolhos presentes no continente africano e noutras partes como, por exemplo, a sujeição incondicional às leis do mercado ou das finanças, o nacionalismo ou o tribalismo exacerbados e estéreis que se podem tornar letais, a politização extrema das tensões inter-religiosas em detrimento do bem comum, e ainda a erosão dos valores humanos, culturais, éticos e religiosos. A transição para a modernidade deve ser guiada por critérios seguros, que se baseiam em virtudes reconhecidas como as que aparecem no vosso lema nacional e também as virtudes que estão enraizadas na dignidade da pessoa, na grandeza da família e no respeito pela vida. Todos estes valores têm em vista o bem comum, o único que deve prevalecer, constituindo a preocupação suprema de cada responsável. Deus confia no homem e deseja o seu bem; cabe a nós responder-Lhe com uma honestidade e justiça que estejam à altura da sua confiança.

A Igreja, por seu lado, dá a contribuição que lhe é específica. Com a sua presença orante e as diversas obras de misericórdia, especialmente no âmbito educativo e sanitário, deseja oferecer o que tem de melhor: assegurar a sua proximidade àquele que passa necessidade, àquele que procura Deus; fazer compreender que Deus existe e não é inútil como às vezes se procura fazer crer, mas é o amigo do homem. É neste espírito de amizade e fraternidade, Senhor Presidente, que venho ao seu país.

"Sejam generosos e rezem pela África "!!!

Apelo de Bento XVI na véspera da viagem a Benin

CIDADE DO VATICANO, sabado, 19 de novembro, 2011 - Sejam generosos e rezem pela África. Este é o novo apelo lançado por Bento XVI em favor do continente, que o acolheu desde ontem, sexta-feira dia 18 Novembro, até o domingo 20 de Novembro.

No final da sua catequese em língua francesa, durante a Audiência Geral da quarta-feira, 16 de novembro, o Papa, da Praça de São Pedro, lançou o seguinte apelo: "Depois de amanhã, visitarei o continente Africano. Não se esqueçam dele nas suas orações e na sua generosidade! Que Deus os abençoe”.

Em Benin, está toda a África para acolher o Papa. Para o pontífice não somente será uma ocasião para celebrar o 150º aniversário da evangelização de Benin e 40° da instauração das relações diplomáticas entre o país da africa ocidental e a Santa Sé, mas também para entregar aos representantes das Conferências Episcopais do continente - 35 nacionais e 7 regionais – a sua Exortação Apostólica Africae munus (O compromisso da África), resultado da Segunda Assembléia Especial para a África do Sínodo dos Bispos, realizada em Roma em Outubro de 2009. O documento será publicado em vários idiomas.

Já no domingo passado, 13 de novembro, o Papa Bento XVI convidou os católicos a rezarem pela sua viagem a Benin. "Confio às vossas orações esta viagem e os amados povos da África, especialmente aqueles que conhecem a insegurança e a violência", tinha pedido após a recitação da oração Angelus.

O Papa também fez uma referência à exortação apostólica, resultado do segundo Sínodo dos Bispos para a África, realizado em Roma, dos dias 4 ao 25 de Outubro de 2009 sobre o tema: "A Igreja na África ao serviço da reconciliação, da justiça e da paz . Vós sois o sal da terra ... Vós sois a luz do mundo (Mt 5,13.14)”.

Comentando a parábola dos talentos, Bento XVI se dirigiu aos peregrinos de língua francesa, dizendo: "O Senhor nos convida hoje a reconhecer os dons que nos fez. Ele confia a cada um a responsabilidade de torná-los fecundos para que seja o sal da terra e a luz do mundo. Estas palavras de Cristo guiaram os trabalhos da Segunda Assembléia Especial para a África do Sínodo dos Bispos. Espero repeti-las a todos enquanto me preparo para ir a Benin para reconfirmar a fé e a esperança dos cristãos da África e das ilhas adjacentes. "

"Nossa Senhora da África acompanhe e sustente os esforços de todas as pessoas que trabalham pela reconciliação, a justiça e a paz", concluiu o pontífice.

"A África é o pulmão espiritual do mundo"!!!

Bento XVI fala aos jornalistas durante o vôo para Benim

ROMA, sabado, 19 de novembro de 2011 - Durou cerca de seis horas o vôo que levou Bento XVI de Roma a Cotonou, capital do Benim onde hoje iniciou a segunda visita pastoral na África durante seu pontificado.

No momento de deixar o solo italiano do aeroporto romano "Leonardo da Vinci" o Santo Padre recebeu os cumprimentos do senador Mario Monti, novo presidente do Conselho Italiano.

Antes de partir Bento XVI recebeu algumas mensagens dos chefes de estado da Tunísia, Argélia, Mali, Níger, Burkina, Faso e Ghana, países dos quais o A330 da Alitalia com o Papa à bordo sobrevoou os espaços aéreos.

Ao presidente da República Italiana, Giorgio Napolitano, o pontífice encaminhou um telegrama "deferentes saudações que acompanho com fervorosas orações para o bem e a prosperidade de todo povo italiano".

Conversando com os jornalistas durante o vôo, Bento XVI descreveu a África com "grandes problemas e dificuldades, mas todo o mundo tem problemas e dificuldades". Ao mesmo tempo é "o pulmão espiritual do mundo" pois há um humanismo fresco e o continente mostra uma reserva de vida e de vitalidade para o futuro no qual podemos confiar".

Aos que o perguntaram como a Igreja Católica deveria enfrentar os desafios das comunidades evangélicas e pentecostais, o Santo Padre respondeu: “não devemos imitar estas comunidades, mas nos questionar sobre o que podemos fazer para dar uma nova vitalidade à fé católica".

O cristianismo não deve parecer "um sistema europeu difícil, que o outro não possa entender e realizar, mas uma mensagem universal que afirme que existe Deus".

A igreja, também, não deve mostrar-se "muito pesada" como instituição. Deve antes preponderar “a iniciativa da comunidade e da pessoa", acompanhada de uma liturgia participativa, mas não sentimental: não deve ser apoiada somente na expressão de sentimentos, mas caracterizada pela presença do mistério no qual entramos, e nos deixamos formar".

domingo, 6 de novembro de 2011

COMUNICADO DA SANTA SÉ DEPOIS DA XVI REUNIÃO DO CONSELHO ESPECIAL PARA A AMÉRICA!!!

CIDADE DO VATICANO, domingo, 06 de novembro, 2011 – Apresentamos a seguir o comunicado da Santa Sé relativo à XVI reunião do Conselho Especial para a América da Secretaria Geral do Sínodo dos Bispos (27-28 de outubro de 2011).

* * *

Na exortação Apostólica pós-sinodal Ecclesia in America há diversos apelos para o diálogo inter-religioso e para a nova evangelização. Tais argumentos são de grande atualidade, seja pela recente jornada de reflexão, diálogo e oração pela paz e a justiça no mundo, convocada em Assis pelo Santo Padre Bento XVI, seja em vista da XIII Assembléia Geral Ordinária do Sínodo dos Bispos sobre a Nova Evangelização para a transmissão da fé cristã. Sobre estes temas se concentrou os trabalhos da décima sexta reunião do Conselho Especial para a América da Secretaria Geral do Sínodo dos Bispos, realizada nos dias 27-28 de outubro de 2011 na sede da Secretaria Geral. Além dos argumentos acima citatos, a agenda do dia previa, tendo em conta a Ecclesia in America, a consideração da situação social e eclesial nos diversos países do continente.

Para introduzir a discussão o Secretário Geral do Sínodo dos Bispos, V. Ex.ª Revm.ª Mons. Arcebispo Nikola Eterovic, tocou o tema do diálogo inter-religioso, que a exortação apostólica pós-sinodal Ecclesia in Amarecia dedica uma atenção considerável.

A este respeito, seguindo a reunião de Assis, o secretário-geral assinalou a necessidade e a importância do diálogo da Igreja Católica com outras Igrejas e Comunidades eclesiais, bem como com os judeus, muçulmanos e representantes de outras religiões não-cristãs. Neste sentido, observou-se que Ecclesia in America, representa para a situação do Continente Americano os critérios de avaliação das religiões não cristãs já expressas na Declaração Nostra Aetate, do Concílio Vaticano II, segundo a qual a Igreja Católica não rejeita nada de verdadeiro e santo presentes em religiões não-cristãs, mas afirma a especificidade original do cristianismo.

Na discussão que se seguiu, houve muitos sinais positivos, mas também outros de preocupação, tanto do ponto de vista da vida da Igreja, quanto do ponto de vista social. Justamente no âmbito do diálogo ecumênico e inter-religioso tem sido detectado em alguns casos a interferência do Estado, que por um lado se auto-proclama laico, mas por outro lado mantém na prática uma linha de conduta orientada a considerar a Igreja Católica como uma entre tantas denominações religiosas, ignorando assim a sua verdadeira natureza e o papel histórico inegável que tem desempenhado na primeira evangelização do continente, bem como na formação das nações individuais. Da mesma forma que esta estratégia seguida pelas autoridades civis no diálogo ecumênico e inter-religioso é substituída pelo conceito genérico de "relações inter-religiosas". Desta forma, não só todas as religiões são consideradas como fenômenos de natureza espiritual em condições de igualdade, mas tenta-se ver a religião como uma ferramenta a serviço da vida política. Em vez disso, a Igreja na América está determinada a continuar com atividades ecumênicas e inter-religiosas na linha pastoral do Concílio Vaticano II e do Magistério sucessivo. Neste sentido, bons resultados são alcançados através do diálogo com outras denominações cristãs, com judeus, bem como com as religiões não cristãs, especialmente os muçulmanos, embora este último não representa um grupo numericamente importante na maioria dos países. Muito significativo em muitos países é a presença de religiões indígenas, que existiam antes da primeira evangelização. Nelas, a Igreja Católica procura redescobrir elementos compatíveis com o evangelho, para purificá-los e integrá-los convenientemente na vida das comunidades eclesiais locais. Torna-se mais complexo o relacionamento com as seitas, verdadeiro desafio para a Igreja na nova evangelização. Na verdade, através de um forte proselitismo as seitas espalham-se rapidamente e em grandes cidades, onde a Igreja tem uma presença fraca.

Na sociedade, então, aparecem diferentes sinais de preocupação, tais como a propagação da violência, a pobreza, os valores contrários ao respeito à vida humana desde a concepção ate à morte natural, sinais que foram considerados como resultados negativos do processo de secularização que está se estendendo de Norte a Sul. Relatou-se depois a difícil situação social do Haiti, consequência do terremoto, que dura ao longo do tempo e se agrava por causa das doenças e pela situação social de grande sofrimento para a população local. Espera-se que a solidariedade demonstrada concretamente pelos governos e instituições internacionais e organismos eclesiais produza os melhores frutos em colaboração com as autoridades locais.

A esta situação específica e geograficamente delimitada, se acrescenta também no contexto social, um outro fenômeno de vastas proporções que envolve todo o Continente: o movimento migratório, que representa hoje um dos desafios mais prementes para a nova evangelização. Neste campo, a Igreja está empenhada em promover programas sociais e de assistência religiosa aos imigrantes, com o objetivo de ajudar a integração cultural e a paz social. Se por um lado deve-se notar as graves dificuldades que enfrentam os imigrantes em situação irregular, por outro é preciso reconhecer os aspectos positivos do fenômeno migratório, que leva, seja a uma maior integração de diferentes povos na unidade do mesmo Continente, seja à consciência da necessidade de seguir o caminho da solidariedade para resolver os problemas de modo abrangente e eficiente.

No campo eclesial, uma fonte de consolação é o aumento das vocações ao sacerdócio, embora se muito diversificado, seja nos países seja nas dioceses. Verifica-se um aumento das vocações masculinas ao sacerdócio e à vida consagrada, enquanto que a vida religiosa feminina cresce de forma mais moderada, e diminui em alguns ambientes. No geral constata-se uma boa disposição para a aceitação da fé por parte das novas gerações, que precisam de uma sólida formação humana e cristã.

Além disso, a V Conferência Geral do Episcopado da América Latina e Caribe (13 a 31 de maio de 2007, Aparecida), continua a trazer resultados significativos. Foram lançados em todas partes programas pastorais a nível local para aplicar as relativas linhas pastorais do Documento Conclusivo de Aparecida, em continuidade com as diretrizes da Exortação Apostólica Pós-Sinodal Ecclesia in America. De particular importância é a consciência de que toda a Igreja no Continente deve estar em estado de missão. Os resultados deste trabalho de evangelização são muito positivos. Para acrescentar este novo esforço missionário contribui as esperanças surgidas pela boa recepção dos Lineamenta da XIII Assembleia Geral Ordinária do Sínodo dos Bispos, que acontecerá dos dias 7-28 de outubro de 2012. Na verdade, o tema da nova evangelização para a transmissão da fé cristã, não só é ecoado na Exortação Apostólica Pós-sinodal Ecclesia in América, mas já é uma preocupação constante dos Pastores na América e, assim, torna-se bastante adequado para promover a discussão nas Igrejas particulares. Por esta razão, as Conferências Episcopais estão preparando atentamente as respostas ao documento de preparação destacando as necessidades pastorais mais urgentes das diferentes realidades locais.

Posteriores evoluções da vida da Igreja no Continente serão objeto da próxima reunião do Conselho Especial para a América da Secretaria Geral do Sínodo dos Bispos, que será realizada do 20-21 novembro de 2012. A presente reunião concluiu-se com a oração, confiando à intercessão da Bem-Aventurada Virgem Maria, Nossa Senhora de Guadalupe, a tarefa da nova evangelização do Continente americano.

Oração do Angelus: Crer em Deus é ter "esperança invencível", afirma Papa!!!

Apresentamos a seguir as palavras pronunciadas pelo Santo Padre Papa Bento XVI hoje na Oração do Angelus.

Cidade do Vaticano, domingo, 06 de novembro de 2011 - "
Quem crê em Deus-Amor leva em si uma esperança invencível, como uma lâmpada com a qual atravessar a noite para além da morte, e chegar à grande festa da vida", ressaltou o Papa Bento XVI antes de recitar a tradicional oração mariana do Angelus neste domingo, 6. O encontro do Santo Padre com os cerca de 40 mil fiéis reunidos na Praça de São Pedro aconteceu às 12h (horário de Roma - 9h no horário de Brasília).

O Pontífice fez sua reflexão a partir da parábola das dez jovens enviadas a uma festa de núpcias, símbolo do Reino dos céus e da vida eterna (Mt 25,1-13). Dessas, cinco entram na festa, porque, na chegada do esposo, tinham o óleo para acender as suas lâmpadas; enquanto as outras cinco permaneceram fora, porque não haviam levado óleo.

"O que representa esse "óleo", indispensável para sermos admitidos ao banquete nupcial? Santo Agostinho e outros antigos autores o leram como um símbolo do amor, que não se pode comprar, mas se recebe como dom, conserva-se no íntimo e pratica-se nas obras. Verdadeira sabedoria é aproveitar a vida mortal para realizar obras de misericórdia, porque, depois da morte, isso não será mais possível. Quando formos despertados para o Juízo Final, esse acontecerá com base no amor praticado na vida terrena. E esse amor é dom de Cristo, efuso em nós pelo Espírito Santo", explicou o Bispo de Roma.

O Santo Padre também ressaltou que as Leituras Bíblicas da Liturgia Dominical de convidavam a prolongar a reflexão sobre a vida eterna, iniciada por ocasião da Comemoração de todos os Fiés Defuntos.

"Sobre esse ponto, é nítida a diferença entre quem crê e quem não crê, ou, se poderia igualmente dizer, entre quem espera e quem não espera. [...] A fé na morte e ressurreição de Jesus Cristo assinala um divisor de águas decisivo. Se removemos Deus, se removemos a Cristo, o mundo retrocede ao vazio e à escuridão. E isso encontra resposta também nas expressões do niilismo contemporâneo, um niilismo muitas vezes inconsciente que contagia, infelizmente, a tantos jovens", indicou o Papa.

Por fim, Bento XVI pediu a Maria, Sedes Sapientiae, para que "nos ensine a verdadeira sabedoria, aquela que se fez carne em Jesus. Ele é o Caminho que conduz desta vida a Deus, ao Eterno. Ele nos fez conhecer o rosto do Pai, e, assim, deu-nos uma esperança cheia de amor. [...] Aprendamos dela a viver e morrer na esperança que não engana".


Angelus do Santo Padre Papa Bento XVI - 06 de Novembro de 2011




Angelus
Praça de São Pedro - Vaticano

Domingo, 06 de novembro de 2011

Queridos irmãos e irmãs!

As Leituras Bíblicas da Liturgia Dominical de Hoje convidam-nos a prolongar a reflexão sobre a vida eterna, iniciada por ocasião da Comemoração de todos os Fiés Defuntos. Sobre esse ponto, é nítida a diferença entre quem crê e quem não crê, ou, se poderia igualmente dizer, entre quem espera e quem não espera. Escreve, de fato, São Paulo aos Tessalonicenses: "Não queremos que ignoreis coisa alguma a respeito dos mortos, para que não vos entristeçais, como os outros homens que não têm esperança" (I Ts 4, 13). A fé na morte e ressurreição de Jesus Cristo assinala, também neste campo, um divisor de águas decisivo. Sempre São Paulo recorda aos cristãos de Éfeso que, antes de acolher a Boa-Nova, estavam "sem esperança e sem Deus no mundo" (Ef 2,12). De fato, a religião dos gregos, os cultos e mitos pagãos, não eram capazes de lançar luz ao mistério da morte, tanto que uma antiga inscrição dizia: "In nihil ab nihilo quam cito recidimus", que significa: "Do nada para o nada, quanto mais rápido caímos". Se removemos Deus, se removemos a Cristo, o mundo retrocede ao vazio e à escuridão. E isso encontra resposta também nas expressões do niilismo contemporâneo, um niilismo muitas vezes inconsciente que contagia, infelizmente, a tantos jovens.


O Evangelho de hoje é uma célebre parábola, que fala das dez jovens enviadas a uma festa de núpcias, símbolo do Reino dos céus, da vida eterna (Mt 25,1-13). É uma imagem feliz, com a qual, no entanto, Jesus ensina-nos uma verdade que nos coloca em questionamento; de fato, daquelas cinco jovens: cinco entram na festa, porque, na chegada do esposo, tinham o óleo para acender as suas lâmpadas; enquanto as outras cinco permaneceram fora, porque, tolas, não haviam levado óleo. O que representa esse "óleo", indispensável para sermos admitidos ao banquete nupcial? Santo Agostinho (cfr Discorsi 93, 4) e outros antigos autores o leram como um símbolo do amor, que não se pode comprar, mas se recebe como dom, conserva-se no íntimo e pratica-se nas obras. Verdadeira sabedoria é aproveitar a vida mortal para realizar obras de misericórdia, porque, depois da morte, isso não será mais possível. Quando formos despertados para o Juízo Final, esse acontecerá com base no amor praticado na vida terrena (cf. Mt 25,31-46). E esse amor é dom de Cristo, efuso em nós pelo Espírito Santo. Quem crê em Deus-Amor leva em si uma esperança invencível, como uma lâmpada com a qual atravessar a noite para além da morte, e chegar à grande festa da vida.

A Maria, Sedes Sapientiae, peçamos que nos ensine a verdadeira sabedoria, aquela que se fez carne em Jesus. Ele é o Caminho que conduz desta vida a Deus, ao Eterno. Ele nos fez conhecer o rosto do Pai, e, assim, deu-nos uma esperança cheia de amor. Por isso, à Mãe do Senhor, a Igreja se dirige com estas palavras: "Vita, dulcedo, et spes nostra". Aprendamos dela a viver e morrer na esperança que não engana.

Os católicos, a política e a nova evangelização!!!

Savatore Martinez, presidente do Movimento Carismático na Itália

Roma, domingo, 06 de novembro de 2011 - O presidente do Movimento Carismático na Itália, Salvatore Martinez, iniciou sua reflexão sobre o papel da igreja e da política com as seguintes palavras: "A igreja não é, e nunca poderia se transformar em um sujeito político". Como afirma o Santo Padre Bento XVI, "perderia sua independencia e autoridade moral identificando-se como uma única via política, com posições parciais ou opinavéis".(Discruso de abertura do CELAM, Aparecida, 14 de maio de 2007).

Para Salvatore, a igreja não é chamada a formar partidos porque isso a transformaria em uma religião civil. A Comunidade cristã é chamada a "formar em Cristo novos homens, capazes de fazer nova também a política; homens e mulhers de coração novo, capazes de renovar o coração das instituições políticas." O que seria um chamado irreversível à uma nova evangelização da política, "para liberar o nosso tempo do espírito do erro que, como potência enganadora, está distorcendo a medida divina do homem e seu destino ao eterno, e continua a multiplicar, as estruturas de pecado." O presidente do movimento da Renovação Carismática, comentou alguns desafios desta nova evangelização -"impedir a marginalização da fé cristã na vida pública das nações" e continuou -"Não podemos permitir que o papel do cristão leigo seja silenciado e venha relegado à esfera privada." Outro desafio levantado por ele foi o aspecto economico e comercial da globalização, que estimulando o consumismo irracional, coloca o aspecto material do homem ao centro, prejudicando assim a abertura do próprio homem ao transcendente, à Deus."

Ele lembrou as palavras de Bento XVI, ao invocar uma nova geração de católicos comprometidos com a política:-"Reitero a necessidade e urgência de formação evangélica e acompanhamento pastoral de uma nova geração de católicos envolvidos na política, que sejam coerentes com a fé professada, que tenham firmeza moral,capacidade de julgar, competência profissional e paixão pelo serviço ao bem comum."(Discurso ao CPL, Vaticano, 15 de novembro de 2008)

E por fim recordou que o evangelho é a melhor escola de vida leiga para a humanidade, " porque ninguém como Jesus Cristo ensinou aos homens a arte de viver, de dizer com fatos como se ama, e estar ao lado das pessoas até dar a vida pelos próprios amigos."

CD da JMJ Rio 2013 é lançado pela CNBB!!!

Em parceria com produtoras católicas

BRASÍLIA, domingo, 06 de novembro de 2011 – A colaboração entre a CNBB e as produtoras católicas de música resultou no primeiro dos três CDs especiais de preparação para a Jornada Mundial da Juventude (JMJ) em 2013, no Rio de Janeiro.

O primeiro fala da peregrinação da Cruz da JMJ e do Ícone de Nossa Senhora pelas dioceses do Brasil. No peito eu levo uma cruz é um álbum com treze músicas católicas conhecidas, relacionadas com a cruz e Maria, cantadas por vozes como Ziza Fernandes, José Vicente, o padre Fábio de Melo, entre outros.

Mas o destaque do disco é uma versão de Nova Geração, do padre Zezinho, cujo estribilho dá nome ao CD. Também há uma aplicação interativa com imagens, música e o clip da música-tema.

A canção começa com a voz do compositor, em sua primeira gravação nos anos 70. A música segue nas vozes de cantores de diferentes estilos musicais de várias partes do país e termina de novo com a voz do padre Zezinho, quase 40 anos depois. O coro é em ritmo de samba, homenageando a cidade que acolherá a próxima Jornada Mundial da Juventude.

A gravação aconteceu em reunião histórica dos cantores católicos, nos estúdios das Edições Paulinas, em São Paulo, no último 21 de junho. Mais de 80 músicos compartilharam suas experiências na missão de evangelizar através da arte.

O assessor nacional da juventude da CNBB, padre Carlos Sávio Ribeiro, diz que a Igreja no Brasil vive um momento privilegiado em relação à evangelização da juventude, o que foi confirmado pela participação do Brasil em Madri, com quase quinze mil jovens registrados, e principalmente pela escolha do Rio como sede do próximo evento.

O clip de Nova Geração pode ser visto no YouTube.

Em 13 e 14 de outubro, os responsáveis pelo setor de juventude em todo o país se reuniram nas Pontifícias Obras Missionárias, em Brasília. Na agenda, a organização da peregrinação dos símbolos da JMJ, a elaboração dos projetos da pré-jornada, uma semana antes, e um estudo sobre o que é a Jornada, seus objetivos, informes, avisos e como fazer com que o seu desenvolvimento atinja a juventude do Brasil e do mundo.

“Este encontro ajuda a projetar a Jornada da Juventude no Rio, e também nos informa da situação da juventude em cada região, para podermos traçar um trabalho que realmente alcance os jovens”, disse o padre Sávio.

Segundo o assessor, uma das preocupações do grupo é uma Jornada que não se limite ao acontecimento: “Estamos elaborando um projeto que pensa na JMJ não só no período do evento, mas em três momentos básicos, antes, durante e depois, através de um projeto de evangelização que deve durar até 2015”.

sexta-feira, 4 de novembro de 2011

Bento XVI recorda carinho dos brasileiros!!!

Ao receber o novo embaixador do Brasil junto à Santa Sé

CIDADE DO VATICANO, sexta-feira, 04 de novembro de 2011 – O Papa Bento XVI recebeu, no dia 31 de outubro, o embaixador do Brasil junto à Santa Sé, Almir Franco de Sá Barbuda, para a apresentação de suas credenciais.

Em seu discurso, o Pontífice recordou sua visita ao Brasil em 2007, afirmando que o carinho que recebeu dos brasileiros "permanece indelével" em suas lembranças. E agradeceu o apoio manifestado, seja do governo, seja da diplomacia brasileira junto à Santa Sé, para a organização da XXVIII Jornada Mundial da Juventude, "que se realizará, se Deus quiser, em 2013 no Rio de Janeiro".

Bento XVI recordou a fecunda história do nosso país com a Igreja Católica, iniciada na primeira missa celebrada em 26 de abril de 1500, e que deixou testemunhos em muitas cidades e monumentos, como é o caso do Cristo Redentor, que se tornou símbolo de identificação mundial do Brasil.

"Porém, mais do que construções materiais, a Igreja ajudou a forjar o espírito brasileiro caracterizado pela generosidade, laboriosidade, apreço pelos valores familiares e defesa da vida humana em todas as suas fases", afirmou o Papa.

O Pontífice citou o Acordo assinado entre a Santa Sé e o Governo Brasileiro em 2008. Bento XVI falou deste Acordo como a garantia que possibilita à comunidade eclesial desenvolver todas as suas potencialidades em benefício de cada pessoa humana e de toda a sociedade brasileira. Tendo em vista que a contribuição da Igreja não se limita a concretas iniciativas assistenciais ou humanitárias, mas, sobretudo, o crescimento ético da sociedade. Em especial, o Pontífice dedicou falou da contribuição da Igreja no campo da educação, cujo prestígio é reconhecido por toda a sociedade.

"É conveniente reafirmar que o ensino religioso confessional nas escolas públicas, tal como foi confirmado no referido Acordo de 2008, longe de significar que o Estado assume ou impõe um determinado credo religioso, indica o reconhecimento da religião como um valor necessário para a formação integral da pessoa."

Por fim, no campo da justiça social, Bento XVI recordou que o Governo brasileiro sempre poderá contar com a Igreja, principalmente nas iniciativas que visam a erradicação da fome e da miséria, ajudando os mais necessitados a livrarem-se da sua situação de indigência, pobreza e exclusão.

(Com Rádio Vaticano)

Novo Embaixador do Brasil junto a Santa Sé!!!

Colaboração entre a Igreja e o Estado

CIDADE DO VATICANO, sexta-feira, 04 de novembro de 2011 - Apresentamos as palavras de Bento XVI ao novo embaixador do Brasil junto a Santa Sé.

***

Senhor Embaixador,

Ao receber as Cartas Credenciais que o designam como Embaixador Extraordinário e Plenipotenciário da República Federativa do Brasil junto da Santa Sé, apresento-lhe respeitosos cumprimentos de boas-vindas e agradeço-lhe as significativas palavras que me dirigiu, nelas manifestando os sentimentos que lhe vão na alma ao iniciar esta sua nova missão. Vi com grande satisfação as saudações que me transmitiu da parte de Sua Excelência a Senhora Presidente da República Dilma Rousseff, pedindo ao Senhor Embaixador a amabilidade de fazer-lhe chegar a minha gratidão pelas mesmas e certificar-lhe dos meus deferentes votos do melhor êxito no desempenho da sua alta missão, bem como das minhas orações pela prosperidade e bem-estar de todos os brasileiros, cujo carinho experimentado na minha visita pastoral de 2007 permanece indelével nas minhas lembranças. Registro com vivo apreço e profundo reconhecimento a disponibilidade manifestada pelas diversas esferas governamentais da Nação, bem como da sua Representação diplomática junto da Santa Sé, para apoiar a XXVIII Jornada Mundial da Juventude que se realizará, se Deus quiser, em 2013 no Rio de Janeiro.

Como recordava o Senhor Embaixador, o Brasil, pouco tempo depois de despontar como Nação independente, estabeleceu relações diplomáticas com a Santa Sé. Isso nada mais era senão o desbordar da fecunda história conjunta do Brasil com a Igreja Católica, que teve início naquela primeira missa celebrada no dia 26 de abril de 1500 e que deixou testemunhos em tantas cidades batizadas com o nome de Santos da tradição cristã e em inúmeros monumentos religiosos, alguns deles elevados a símbolo de identificação mundial do País como a estátua do Cristo Redentor com seus braços abertos, num gesto de bênção à Nação inteira. Porém, mais do que construções materiais, a Igreja ajudou a forjar o espírito brasileiro caracterizado pela generosidade, laboriosidade, apreço pelos valores familiares e defesa da vida humana em todas as suas fases.

Um capítulo importante nesta frutuosa história conjunta foi escrito com o Acordo assinado entre a Santa Sé e o Governo Brasileiro, em 2008. Tal Acordo, longe de ser uma fonte de privilégios para a Igreja ou supor uma afronta à laicidade do Estado, visa apenas dar um caráter oficial e juridicamente reconhecido da independência e colaboração entre estas duas realidades. Inspirada pelas palavras do seu Divino Fundador, que mandou dar «a César o que é de César e a Deus, o que é de Deus» (Mt 22,21), a Igreja exprimiu assim a sua posição no Concílio Vaticano II: «No domínio próprio de cada uma, comunidade política e Igreja são independentes e autônomas; mas, embora por títulos diversos, ambas servem a vocação pessoal e social dos mesmos homens» (Const. Gaudium et spes, 76). A Igreja espera que o Estado, por sua vez, reconheça que uma sã laicidade não deve considerar a religião como um simples sentimento individual que se pode relegar ao âmbito privado, mas como uma realidade que, ao estar também organizada em estruturas visíveis, necessita de ver reconhecida a sua presença comunitária pública.

Por isso cabe ao Estado garantir a possibilidade do livre exercício de culto de cada confissão religiosa, bem como as suas atividades culturais, educativas e caritativas, sempre que isso não esteja em contraste com a ordem moral e pública. Ora, a contribuição da Igreja não se limita a concretas iniciativas assistenciais, humanitárias, educativas, etc., mas tem em vista, sobretudo, o crescimento ético da sociedade, impulsionado pelas múltiplas manifestações de abertura ao transcendente e por meio da formação de consciências sensíveis ao cumprimento dos deveres de solidariedade. Portanto o Acordo assinado entre o Brasil e a Santa Sé é a garantia que possibilita à comunidade eclesial desenvolver todas as suas potencialidades em benefício de cada pessoa humana e de toda a sociedade brasileira.

Dentre estes campos de mútua colaboração, apraz-me salientar aqui, Senhor Embaixador, o da educação, para o qual a Igreja contribui com inúmeras instituições educativas, cujo prestígio é reconhecido por toda a sociedade. Com efeito, o papel da educação não pode se reduzir a uma mera transmissão de conhecimentos e habilidades que visam à formação de um profissional; mas deve abarcar todos os aspectos da pessoa, desde a sua faceta social até ao anelo de transcendência. Por esta razão, é conveniente reafirmar que o ensino religioso confessional nas escolas públicas, tal como foi confirmado no referido Acordo de 2008, longe de significar que o Estado assume ou impõe um determinado credo religioso, indica o reconhecimento da religião como um valor necessário para a formação integral da pessoa. E o ensino em questão não pode se reduzir a uma genérica sociologia das religiões, porque não existe uma religião genérica, aconfessional. Assim o ensino religioso confessional nas escolas públicas além de não ferir a laicidade do Estado, garante o direito dos pais a escolher a educação de seus filhos, contribuindo desse modo para a promoção do bem comum.

Enfim, no campo da justiça social, o Governo brasileiro sabe que pode contar com a Igreja como um parceiro privilegiado em todas as suas iniciativas que visam a erradicação da fome e da miséria. A Igreja «não pode nem deve colocar-se no lugar do Estado, mas também não pode nem deve ficar à margem na luta pela justiça» (Encíclica Deus caritas est, 28), pelo que a ela sempre se mostrará feliz em auxiliar na assistência aos mais necessitados, ajudando-lhes a livrar-se da sua situação de indigência, pobreza e exclusão.

Senhor Embaixador, ao concluir este encontro, renovo-lhe os meus votos de bom êxito na sua missão. No desempenho da mesma, estarão sempre à sua disposição os vários Dicastérios que formam a Cúria Romana. De Deus Onipotente, por intercessão de Nossa Senhora Aparecida, invoco as maiores Bênçãos para a sua pessoa, para os que lhe são caros e para a República Federativa do Brasil, que Vossa Excelência tem a honra, a partir de agora, de representar junto da Santa Sé.

© Copyright 2011 - Libreria Editrice Vaticana

Superar as dificuldades para um desenvolvimento humano integral!!!

Apelo do Santo Padre para o G-20

CIDADE DO VATICANO, sexta-feira, 04 de novembro de 2011 - Na audiência desta quarta feira, Bento XVI dedicou um pensamento final para a próxima reunião de Chefes de Estado e de Governo reunidos no G-20, em Cannes, França.

"Nos dias 3 e 4 de novembro os chefes de Estado ou de governo do G-20 – disse o papa – se reunirão em Cannes para examinar as principais questões relacionadas com a economia global. Espero que o encontro ajude a superar os problemas que, em todo o mundo, dificultam a promoção de um desenvolvimento humano autêntico e integral."

O G-20 inclui os sete países mais industrializados e os países com economias emergentes, como China, Índia, Rússia, África do Sul e países da América Latina: Brasil, México e Argentina.

Durante a cúpula, os líderes vão propor um plano para relançar o crescimento económico. Também se discutirá a necessidade de melhorar o sistema monetário internacional, especialmente o modo de evitar desvalorizações competitivas feito por alguns países, e os preços elevados dos alimentos, entre outros temas.

E também abordarão o estudo de reformas nos organismos internacionais que garantam uma maior participação nas decisões por parte dos países emergentes.

A cidade da avó do Papa peregrina a Roma!!!

Bento XVI, cidadão honorário de Naz-Sciaves

ROMA, sexta-feira, 04 de novembro de 2011 - A avó e bisavó maternas de Bento XVI nasceram em Naz-Sciaves (Natz-Schabs em alemão) na região italiana do Alto Adige e a cidade acaba de conceder a cidadania de honra ao papa.

Na próxima quarta, 9 de novembro, durante a audiência geral no Vaticano, uma delegação de Naz-Sciaves fará uma peregrinação a Roma para entregar ao papa seu registro oficial de cidadão honorário.

A cidade de Naz Sciaves – com uns 2.500 habitantes – comemorou seu novo cidadão honorário no passado 22 de Outubro. Monsenhor Ivo Muser, bispo de Bolzano e Bressanone, presidiu a bênção de uma placa comemorativa na parede de " mas Toelle" na aldeia de Rasa, onde nasceram a avó e a bisavó do papa. O Bispo diocesano também presidiu uma celebração eucarística.

Em 2010, durante a instalação da árvore de Natal, proveniente de Luson, na Praça de São Pedro, em Roma, o papa confiou a um grupo de peregrinos de Alto Adige que a sua avó e bisavó tinham nascido na aldeia de Rasa.

Assim que, todo o Alto Adige, e em particular o planalto de Natz Schabs, alegrou-se quando o Cardeal Ratzinger foi eleito papa em 19 de abril de 2005.

Bento é agora cidadão honorário da cidade de Bressanone, localizado a cinco quilómetros da vila de Rasa, desde 2008. A cidade acolheu-o em suas férias de verão passadas no seminário da mesma, em agosto deste ano.

Monsenhor Georg Ratzinger narra em seu livro, Meu irmão o Papa, (Mein Bruder, der Papst, Herbig 2011), que a sua avó materna, Maria Rieger-Peintner, conservou até o final da sua vida a saudade pela sua terra natal. Dizia: "Se eu tivesse apenas um pouco de água da minha terra, eu seria curada."

"Eu estava convencida de que a água do Tirol era muito diferente da água da Baviera. E também acreditava que a sua pequena cabana cheia de feno tirolês era mais nutritiva para o gado do que uma carroça inteira de feno bávaro. Era realmente uma grande patriota tirolesa ", comenta monsenhor Ratzinger, que lembra que, na época, o Tirol do Sul era austríaco.

Os avós de sua mãe, Maria Tauber-Peintner e Isidor Rieger, padeiro, tiveram um moinho perto de Bressanone, que foi levado por uma inundação do rio Rienza. Foi quando a família emigrou para a Baviera.

O Trentino-Alto-Adige é uma região autônoma no nordeste da Itália, oficialmente bilíngüe, se fala italiano e alemão. A cidade de Bressanone recebe o nome alemão de Brixen.

É a mais antiga cidade do sul do Tirol, data de 901, e ao longo dos anos teceu laços com os papas, pois o seu bispo Poppon, foi logo o então Papa Dâmaso II, em 1048. O Papa Pio VI parou em Bressanone em 1782.

Por Anne Kurian e Anita Bourdin

Aniversário de 2 Anos!!!

Novos Cardeais!!!

 

Sample text


O papa Bento XVI proclamou como "venerável" João Paulo II, após aprovar o decreto pelo qual são reconhecidas as "virtudes heróicas do servo de Deus" Karol Wojtyla, primeiro passo para a santidade do polonês, informou a Santa Sé.
O decreto foi aprovado durante a audiência concedida no Vaticano pelo prefeito regional da Congregação para a Causa dos Santos, o arcebispo Ângelo Amato.
A assinatura do decreto não significa a imediata beatificação de Karol Wojtyla, já que ainda falta a aprovação por Bento XVI do milagre que leve à proclamação de seu antecessor como beato.

Sample Text

Sample Text

DEUS ABENÇÕE A TODOS E A TODAS QUE ACESSARAM ESTE BLOG, E EM ESPECIAL ABRAÇO QUERO MANDAR PARA TODOS OS PADRES DA DIOCESE DE BLUMENAU,AO NOSSO BISPO DIOCESANO DOM JOSÉ NEGRI (PIME),QUE CONTO COM A COLABORAÇÃO NAS ORAÇÕES DE CADA UM NA MINHA CAMINHADA VOCACIONAL!!!

ABRAÇO FRATERNALMENTE DE SEU IRMÃO
THIAGO KRAUPPE!!!


 
Blogger Templates