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quarta-feira, 11 de agosto de 2010

Assistência ao letor(a) blog thiago krauppe!!!

Informamos que apartide do dia: 15/agosto/2010 á 29/agosto/2010 estaremos em férias com as postagens deste blog.
Agradeço deste já com a compreenção de todos os leitores e leitoras deste blog com a ajuda que estão me ajudando no divulgar este trabalho religioso de nossa igreja.
Retornaremos no dia 30/agosto/2010 com maisnoticias da igreja local e fora de nosso Pais.
Grato coordenador do blog thiago krauppe.





ENDEREÇO DO BLOG: THIAGOKRAUPPE.BLOGSPOT.COM

DEUS ABENÇÕE A TODOS E A TODAS!!!

Bento XVI: uma vida intensa, rica de boas obras!!!

Palavras ao introduzir a oração do Angelus este domingo em Castel Gandolfo

ROMA, domingo, 8 de agosto de 2010 (ZENIT.org) – Ao meio-dia deste domingo, o Papa rezou o Angelus com os peregrinos reunidos no pátio da residência pontifícia de Castel Gandolfo. Estas foram suas palavras ao introduzir a oração mariana.

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Caros irmãos e irmãs,

na passagem evangélica deste domingo, prossegue o discurso de Jesus aos discípulos sobre o valor da pessoa aos olhos de Deus e sobre a inutilidade das preocupações terrenas. Não se trata de um elogio ao desinteresse. Escutando o convite tranquilizador de Jesus, “Não tenhas medo, pequeno rebanho, pois foi do agrado do vosso Pai dar a vós o Reino” (Lc 12, 32), o nosso coração abre-se a uma esperança que ilumina e anima a existência concreta: temos a certeza de que “o Evangelho não é apenas uma comunicação de realidades que se podem saber, mas uma comunicação que gera fatos e muda a vida. A porta tenebrosa do tempo, do futuro, foi aberta de par em par. Quem tem esperança, vive diversamente; foi-lhe dada uma vida nova.” (Enc. Spe Salvi, 2).

Como lemos na passagem da Carta aos Hebreus na Liturgia de hoje, Abraão avança com coração confiante na esperança que Deus lhe abre: a promessa de uma terra e de uma “descendência numerosa” e parte “sem saber para onde iria”, confiando apenas em Deus (cf. 11, 8-12).

E Jesus, no Evangelho de hoje – através das três parábolas – ilustra como a expectativa da plenitude da “beata esperança”, a sua vinda, deve incentivar ainda mais a uma vida intensa, rica de boas obras: “Vendei vossos bens e dai esmola. Fazei para vós bolsas que não se estraguem, um tesouro no céu que não se acabe; ali o ladrão não chega nem a traça corrói” (Lc 12, 33). É um convite a usar as coisas sem egoísmo, sede de poder ou domínio, mas segundo a lógica de Deus, a lógica da atenção ao outro, a lógica do amor: como escreve sinteticamente Romano Guardini, “na forma de uma relação: a partir de Deus, em vista de Deus’ (Accettare se stessi, Brescia 1992, 44).

A esse respeito, desejo chamar a atenção sobre alguns santos que celebramos esta semana e que souberam viver a sua vida a partir de Deus e em vista de Deus. Hoje recordamos São Domingos de Gusmão, fundador, no século XIII, da Ordem Dominicana, que desempenha a missão de educar a sociedade sobre a verdade de fé, preparando-a com o estudo e a oração. Na mesma época Santa Clara de Assis – de quem faremos memória na quarta-feira –, que, dando prosseguimento à obra franciscana, fundou a Ordem das Clarissas. Recordaremos a 10 de agosto o santo diácono Lourenço, mártir do III século, cujas relíquias são veneradas em Roma na Basílica de São Lourenço Fora dos Muros. Finalmente, faremos memória de dois outros mártires do século XX que partilharam o mesmo destino em Auschwitz. A 9 de agosto recordaremos a santa carmelita Teresa Benedita da Cruz, Edith Stein, e no dia 14 o padre franciscano Maximiliano Maria Kolbe, fundador da Milícia de Maria Imaculada. Ambos atravessaram o obscuro período da Segunda Guerra Mundial, sem nunca perder de vista a esperança, o Deus da vida e do amor.

Confiemos no sustento materno da Virgem Maria, Rainha dos Santos, que amorosamente compartilha a nossa peregrinação. A Ela dirigimos nossa oração.

[Traduzido por ZENIT © Copyright 2010 - Libreria Editrice Vaticana]

Catequese do Papa: martírio, forma de amor total a Deus!!!

Discurso na audiência geral desta quarta-feira

ROMA, quarta-feira, 11 de agosto de 2010 (ZENIT.org) – Apresentamos o discurso de Bento XVI na audiência geral desta quarta-feira, no pátio da residência pontifícia de Castel Gandolfo, em que, na presença dos peregrinos, o Papa falou sobre o martírio.

Caros irmãos e irmãs,

hoje, na Liturgia, recordamos Santa Clara de Assis, fundadora das Clarissas, luminosa figura da qual falarei numa próxima Catequese. Mas nesta semana – como já mencionei no Angelus de domingo passado – fazemos memória também de alguns Santos mártires, seja dos primeiros séculos da Igreja, como São Lourenço, Diácono, São Ponciano, Papa, e Santo Hipólito, Sacerdote; seja de um tempo um pouco mais próximo de nós, como Santa Teresa Benedita da Cruz, Edith Stein, patrona da Europa, e São Maximiliano Kolbe.

Gostaria agora de falar brevemente sobre o martírio, forma de amor total a Deus.

Onde se funda o martírio? A resposta é simples: sobre a morte de Jesus, sobre seu sacrifício supremo de amor, consumado na Cruz para que pudéssemos ter a vida (cf. Jo 10, 10).

Cristo é o servo sofredor de quem fala o profeta Isaías (cf. Is 52, 13-15), que doou a si mesmo em resgate de muitos (cf. Mt 20, 28). Ele exorta os seus discípulos, cada um de nós, a tomar cada dia a própria cruz e segui-lo no caminho do amor total a Deus Pai e à humanidade: “quem não toma a sua cruz e não me segue – diz-nos –, não é digno de mim. Quem buscar sua vida a perderá, e quem perder sua vida por causa de mim a encontrará (Mt 10, 38-39). É a lógica do grão de trigo que morre para germinar e trazer a vida (cf. Jo 12, 24). O próprio Jesus é o “grão de trigo que veio de Deus, o grão divino, que se deixa cair na terra, que se deixa partir, quebrar na morte e, precisamente através disto, se abre e pode assim dar fruto na vastidão do mundo” (Bento XVI,Visita à Igreja luterana de [14 de março de 2010]). O mártir segue o Senhor até o fim, aceitando livremente morrer pela salvação do mundo, em uma prova suprema de fé e de amor (cf. Lumen Gentium, 42).

Mas de onde nasce a força para enfrentar o martírio? Da profunda e íntima união com Cristo, porque o martírio e a vocação ao martírio não são o resultado de um esforço humano, mas a resposta a uma iniciativa e a um chamado de Deus, são um dom da Sua graça, que torna capazes de oferecer a própria vida por amor a Cristo e à Igreja e, assim, ao mundo. Se lemos a vida dos mártires, ficamos surpreendidos com a serenidade e coragem no enfrentamento da morte: o poder de Deus manifesta-se plenamente na fraqueza, na pobreza de quem se confia a Ele e só n’Ele deposita a sua esperança (cf. 2 Cor 12, 9).

Mas é importante enfatizar que a graça de Deus não suprime ou sufoca a liberdade daqueles que enfrentam o martírio, mas, ao contrário, enriquece-a e reforça-a: o mártir é uma pessoa extremamente livre, livre em relação ao poder, ao mundo, uma pessoa livre, que, num único ato definitivo, entrega a Deus toda a sua vida e, num supremo ato de fé, de esperança e de caridade, abandona-se nas mãos do seu Criador e Redentor; sacrifica a própria vida para se associar totalmente ao Sacrifício de Cristo na Cruz. Em uma palavra, o martírio é um grande ato de amor em resposta ao imenso amor de Deus.

Queridos irmãos e irmãs, como eu disse na quarta-feira passada, provavelmente nós não somos chamados ao martírio, mas nenhum de nós está excluído do chamado divino à santidade, a viver em alta medida a vida cristã, e isso implica tomar a cada dia a sua cruz. Todos, sobretudo no nosso tempo, em que o egoísmo e o individualismo parecem prevalecer, temos de assumir como primeiro e fundamental compromisso crescer a cada dia em um amor maior a Deus e aos irmãos, para transformar a nossa vida e assim transformar também o nosso mundo. Por intercessão dos Santos e dos Mártires, peçamos ao Senhor para inflamar o nosso coração para sermos capazes de amar como Ele amou cada um de nós.

[Traduzido do original italiano por Alexandre Ribeiro.

Após a audiência, o Papa saudou os peregrinos em diferentes idiomas. Estas foram suas palavras em língua portuguesa:]

Amados peregrinos de língua portuguesa, uma cordial saudação de boas-vindas para todos, nomeadamente para os grupos vindos do Brasil e para os fiéis portugueses da diocese do Porto. Cristo chama todos os batizados à santidade. Que o exemplo e a intercessão dos mártires vos ajude a assumir o empenho de crescer a cada dia no amor a Deus e aos irmãos para que assim possais transformar o mundo! Que Deus abençoe a vós e as vossas famílias.

[© Copyright 2010 - Libreria Editrice Vaticana]

Diáconos servidores!!!


Artigo de Dom Orani João Tempesta

RIO DE JANEIRO, terça-feira, 10 de agosto de 2010 (ZENIT.org) – Apresentamos artigo do arcebispo do Rio de Janeiro, Dom Orani João Tempesta, enviado a ZENIT hoje, sobre o tema dos diáconos.

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Diáconos servidores

No dia 10 de agosto celebramos a festa de São Lourenço, diácono e mártir e patrono dos diáconos. Viveu na época do Papa Sisto II, quando procurou servir os pobres com bens da comunidade de fé.

Sobre ele recordamos as palavras do Santo Padre, em sua homilia na Basílica que leva o nome do mártir, em Roma, em 30 de novembro de 2008: “sua vida foi dedicada aos pobres, e deu generoso serviço à Igreja de Roma, especialmente no cuidado dos pobres e da caridade!”

De São Lourenço recordamos o seu testemunho diante da pressão do imperador que queria para si os imaginados bens da Igreja: “a riqueza da Igreja são os pobres.”

Percorrendo o mês de agosto, mês das vocações, deparamo-nos com a Vocação Diaconal. Celebramos o Dia dos Padres no dia quatro de agosto, e o Dia dos Pais no segundo domingo do mês, quando começa a semana nacional da família. O diácono é uma vocação ministerial para o serviço.

Existem muitas razões de ordem pastoral para a implantação do diaconato permanente onde ainda não o foi. Poderíamos enumerar algumas: ampliação dos serviços da caridade e da liturgia junto ao povo fiel, principalmente nos grandes centros urbanos, tão carentes deste atendimento por parte da Igreja; a presença sacramental e ministerial da Igreja em muitas ambientes da vida secular onde ela não consegue chegar com facilidade. Afinal é um dos ministérios presentes na Igreja e que complementam a missão na diversidade de funções e necessidades.

Porém, gostaria de ressaltar o diácono como fonte do ministério do amor e da justiça. O diácono é ordenado para incorporar uma dimensão do ministério apostólico: o do serviço, como disse acima.

O próprio termo diaconia já por si expressa o ser diácono – o que serve, configurando-se ao Cristo Servo que “não veio para ser servido, mas para servir”. O diaconato expressa-se em três dimensões: o serviço da caridade, o serviço da liturgia e o serviço da Palavra de Deus.

E dentro da perspectiva do serviço, destaco o da caridade, o serviço junto aos pobres, à situação de pobreza. A Igreja espera dos diáconos uma resposta às necessidades dos menos favorecidos de nossa sociedade.

Recordo a carta da Congregação do Clero, assinada pelo Cardeal D. Claudio Hummes, emitida por ocasião do Ano Sacerdotal: “os diáconos são identificados, sobretudo, com a caridade. Os pobres são o seu ambiente cotidiano e o foco de sua atividade sem descanso. Não se compreenderia um Diácono que não se envolvesse na caridade e na solidariedade para com os pobres, que hoje de novo se multiplicam.”

O Diaconato é um ministério do limite, por causa da atenção e do cuidado com aqueles que estão na situação de miséria e de pobreza, os preferidos de Jesus, e que precisam de nossa atenção social e também espiritual.

O diácono é um sinal da caridade e do serviço, da Igreja que ama os pobres e vive para servir aos homens e as mulheres de boa vontade. O diácono é um servo que traça o caminho do amor e da afeição em relação ao dom maior da caridade.

Em seu empenho pela caridade, deve-se incluir a sua estreita colaboração ao bispo, que é o primeiro responsável pela caridade na Igreja local, e o diácono é chamado, pelo seu ministério, a ser um de seus mais próximos colaboradores nesta missão.

Em muitas dioceses, seja no Brasil ou no exterior, temos vários testemunhos de diáconos empenhados e que servem, principalmente, a mulheres vítimas de violência, a crianças maltratadas, doentes mentais, tóxico-dependentes, pessoas portadoras de HIV, sem teto, prisioneiros, refugiados, migrantes, populações de rua, desempregados e vítimas de discriminação racial ou étnica. Isso tudo, sem dúvida, é uma grande riqueza para a Igreja.

Outro tipo de pobreza para a qual o diácono é chamado a servir é a pobreza de ordem espiritual. É muito fácil encontrarmos pessoas que estão em extrema carência de atenção, que se encontram na solidão, na raiva, no ódio, na confusão espiritual, na depressão, e no sofrimento. Precisamos levar Jesus para essas pessoas, mantermo-nos junto delas, oferecendo o Seu amor.

Os diáconos podem muito se empenhar no ministério da escuta e do aconselhamento desses nossos irmãos. Sendo homens de fé, a serviço da Igreja, também estão inseridos no ambiente familiar, da cultura e do mundo do trabalho. Isso tudo lhes permite conhecimento de causa e, à luz do Evangelho, como servidor da Palavra, dar ânimo de vida e de esperança.

Neste dia dedicado aos Diáconos, peço por todos os nossos diáconos permanentes da Arquidiocese. Agradeço o serviço que prestam ao seu Bispo e ao Povo de Deus. O exemplo de perseverança e de fidelidade de seu patrono, São Lourenço, possa ser uma luz na caminhada ministerial dos Diáconos.

+ Orani João Tempesta, O. Cist. (Arcebispo Metropolitano de São Sebastião do Rio de Janeiro, RJ)

Valor do Voto!!!

Artigo de Dom Paulo Mendes Peixoto

BRASÍLIA, (ZENIT.org) – Apresentamos artigo do bispo de São José do Rio Preto (São Paulo), Dom Paulo Mendes Peixoto, sobre o valor do voto, texto difundido pela CNBB (Conferência Nacional dos Bispos do Brasil) nessa segunda-feira.

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Valor do Voto

A minha palavra é destinada a todos os diocesanos e às pessoas cidadãs, de boa vontade, querendo assim contribuir para a vida do nosso povo no momento tão especial como estamos agora vivendo, com a chegada das Eleições. Faço isto vendo a grande importância da participação política dos cristãos na vida social, para construir uma sociedade fraterna, justa e solidária.

É importante acompanhar o processo político, vendo de perto o perfil dos candidatos para criar consciência e responsabilidade, ajudando assim nos destinos do País e do Estado. Sabemos que o papel do eleitor vai além do seu voto. Começa pelo conhecimento dos candidatos, sua vida, atuação, propostas e posturas apresentadas. Continua depois, acompanhando a gestão dos que forem eleitos.

A sociedade almeja uma ética na política e uma coerência dos políticos. Não é por acaso que tivemos a iniciativa popular para criar a Lei chamada “Ficha Limpa”. Para que ela seja aplicada, efetivamente, é preciso haver uma mudança de mentalidade e de ação, tendo em vista uma política marcada por princípios e valores éticos fundamentais para o povo.

A Palavra de Deus e a Doutrina Social da Igreja, seguramente credenciadas por uma prática histórica milenar, podem dar fundamentos para isto. Aí os candidatos devem buscar os critérios de ação, dando aos eleitores as bases para o exercício da cidadania para um voto consciente e comprometido podendo, dentro do processo, agir com corresponsabilidade.

Alguns dados devem ser identificados nos candidatos, sem os quais não merecem o sufrágio dos cidadãos cristãos. Um deles é se defendem a vida, da concepção até a morte natural, já que a vida é o maior dom que todos temos. Não merece o nosso voto quem tem iniciativas contra a dignidade das pessoas e das famílias, defendendo o aborto e a eutanásia.

Quando a pessoa governa, deve ter em mente o bem comum, olhando para os mais pobres, promovendo uma sociedade mais fraterna e em condição de todos terem vida com dignidade. Para isto deve cuidar da saúde, educação, moradia, trabalho e justiça social. Os interesses do povo precisam estar acima dos particulares. É bom candidato quem é comprometido com o bem comum.

Olhar também o comportamento ético dos candidatos: sua honestidade, competência, transparência, vontade de servir o bem comum, idoneidade moral e suas propostas de ação política. As propagandas podem ocultar os interesses particulares do candidato. Olhar se seu histórico não é de corrupção e de má gestão, de “ficha suja” e de uso da máquina pública para fins eleitoreiros.

Não transformar o voto em mercadoria. Ele não pode ser vendido. Tanto quem compra, como quem vende, é corrupto. É atitude que deve ser denunciada à Comissão Contra a Corrupção Eleitoral, da Lei 9840, que deve tomar as devidas providências. Diante de tudo isto, suplico a Deus para iluminar e abençoar a todos, candidatos e eleitores, nessas próximas Eleições.

+Dom Paulo Mendes Peixoto (Bispo de São José do Rio Preto, SP)

domingo, 8 de agosto de 2010

Santa Sé sobre a Convenção contra as bombas de fragmentação!!!

Comunicado da Sala de Imprensa vaticana

CIDADE DO VATICANO, (ZENIT.org) – Apresentamos a seguir o comunicado divulgado pela Sala de Imprensa da Santa Sé nesse domingo, sobre a entrada em vigor da Convenção que proíbe as bombas de fragmentação.

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Como observou o Santo Padre hoje, após a oração do Angelus, entra em vigor, neste 1º de agosto de 2010, a Convenção proíbe o uso, a produção, a transferência e o armazenamento de munições cluster, que causam danos inaceitáveis aos civis, aprovada em Dublin a 30 de maio de 2008 e encaminhada à assinatura em Oslo, a 3 de dezembro daquele ano.

A Convenção representa um passo significativo no campo do desarmamento e do direito humanitário internacional, bem como uma conquista notável para um multilateralismo baseado na cooperação construtiva entre os atores governamentais e não governamentais, na ligação entre direitos humanitários e direitos humanos.

Além de preencher uma grave lacuna do direito humanitário, a Convenção tende a dar uma resposta forte e crível a um problema ainda muito presente, não só pelo contínuo uso das bombas de fragmentação, mas pelo fato de que estas armas podem permanecer sem explodir no terreno, ameaçando mesmo depois de muitos anos e impedindo a retomada da vida quotidiana dos civis. A nova Convenção também garante o direito à assistência às vítimas, oferecendo uma fonte de esperança para todos aqueles que sofreram os efeitos das bombas de fragmentação.

A Santa Sé participou ativamente do processo de Oslo, a partir da qual surgiu a nova Convenção, tendo sido uma das primeiras a propor uma moratória sobre o uso dessas armas e participa desde o início dos seis membros do chamado Core Group, o grupo de Estados promotores da iniciativa. A Santa Sé também foi um dos primeiros Estados a ratificá-la, na convicção de que a lógica da paz é mais forte que a lógica da guerra, a qual em todos os casos deve ter como limite inquestionável a proteção e a tutela da população civil, e em particular das pessoas mais vulneráveis.

Na Declaração da Santa Sé anexada ao instrumento com o qual ratifica a Convenção, indica-se que a "implementação da Convenção [representa] um desafio legal e humanitário para o futuro próximo. A efetiva implementação deve-se basear na cooperação construtiva de todos os atores governamentais e não governamentais e deve reforçar o vínculo entre desarmamento e desenvolvimento. Isso se pode fazer orientando os recursos humanos e materiais para o desenvolvimento, a justiça e a paz, que são os instrumentos mais eficazes na promoção da segurança internacional e de uma ordem internacional pacífica".

De 9 a 12 de novembro de 2010 terá lugar em Vientiane, Laos, a Conferência dos Estados integrantes da Convenção.

[Traduzido por ZENIT

© Copyright 2010 - Libreria Editrice Vaticana]

Bento XVI: adquirir um “coração sábio!!!

Palavras ao introduzir a oração do Angelus este domingo em Castel Gandolfo

ROMA, domingo, 1º de agosto de 2010 (ZENIT.org) – Ao meio-dia deste domingo, o Papa rezou o Angelus com os peregrinos reunidos no pátio da residência pontifícia de Castel Gandolfo. Estas foram suas palavras ao introduzir a oração mariana.

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Caros irmãos e irmãs,

nestes dias celebram-se as festas de alguns santos. Ontem recordamos Santo Inácio de Loyola, fundador da Companhia de Jesus. Tendo vivido no século XVI, converteu-se lendo a vida de Jesus e dos santos, durante uma longa convalescença causada por um ferimento sofrido em combate. Ficou tão impressionado com aquelas páginas que decidiu seguir o Senhor. Hoje recordamos Santo Afonso Maria de Ligório, fundador dos Redentoristas, que viveu no século XVIII e foi proclamado patrono dos confessores pelo Venerável Pio XII. Ele percebeu que Deus quer todos santos, cada um segundo seu próprio estado. Nesta semana, a liturgia propõe também Santo Eusébio, primeiro bispo de Piemonte, ávido defensor da divindade de Cristo, e, finalmente, a figura de São João Maria Vianney, o Cura D’Ars, que guiou com seu exemplo o Ano Sacerdotal recém-concluído, a cuja intercessão novamente confio todos os Pastores da Igreja. Foi compromisso comum desses santos salvar as almas e servir a Igreja com seus respectivos carismas, contribuindo para renová-la e enriquecê-la. Esses homens adquiriram um “coração sábio” (Sl 89, 12), acumulando o que não se corrompe e descartando o que muda ao longo do tempo: o poder, a riqueza e os prazeres efêmeros. Escolhendo Deus possuíram tudo o que foi necessário, saboreando desde a vida terrena a eternidade (Ec 1-5).

No Evangelho deste domingo, o ensinamento de Jesus refere-se à verdadeira sabedoria e é introduzido pela pergunta de um dentre a multidão: “Mestre, dize ao meu irmão que reparta a herança comigo” (Lc 12, 13). Jesus, respondendo, adverte os ouvintes quanto aos desejos de bens terrenos, com a parábola do rico insensato, que, tendo acumulado uma grande colheita e bens, deixaria de trabalhar e consumiria seus bens divertindo-se e iludindo-se de poder postergar a morte. “Mas Deus lhe diz: ‘Tolo! Ainda nesta noite, tua vida te será retirada. E para quem ficará o que acumulaste?’” Na Bíblia, o homem insensato é aquele que não se dá conta, a partir da experiência das coisas visíveis, que nada dura para sempre, mas tudo passa: tanto a juventude, como a força física, as comodidades como as funções de poder. Fazer depender a própria vida de realidades assim tão passageiras é, portanto, insensatez. O homem que, pelo contrário, confia no Senhor, não teme as adversidades da vida, nem sequer a inelutável realidade da morte: é o homem que conseguiu um “coração sábio”, como os santos.

Ao dirigir nossa oração a Maria Santíssima, desejo recordar outros fatos significativos: amanhã será possível receber a indulgência da Porciúncula ou o "Perdão de Assis", que São Francisco de Assis obteve, em 1216, do Papa Honório III: na quinta-feira 5 de agosto, comemorando a Dedicação da Basílica de Santa Maria Maior, honraremos a Mãe de Deus aclamada com este título no Concílio de Éfeso de 431, e na próxima sexta-feira, aniversário de morte do Papa Paulo VI, celebremos a Festa da Transfiguração do Senhor. A data de 6 de agosto, considerada o cume da luz estival, foi escolhida para significar o esplendor da Luz de Cristo que ilumina o mundo inteiro.

[Após rezar o Angelus, o Papa saudou os peregrinos em diversos idiomas. Em português, disse:]

Queridos peregrinos de língua portuguesa: saúdo cordialmente a todos vós, de modo especial aos brasileiros de Piraquara. Que Deus manifeste sobre todos vós a Sua inesgotável bondade para que sejais renovados nos vossos bons propósitos de vida cristã. Que Deus vos abençoe!

[Traduzido por ZENIT

© Copyright 2010 - Libreria Editrice Vaticana]

Bento XVI: quem reza nunca está sozinho

Discurso ao introduzir o Angelus com os peregrinos em Castel Gandolfo

CIDADE DO VATICANO, – Apresentamos as palavras que o Papa dirigiu neste domingo ao meio dia, do balcão do Palácio Apostólico de Castel Gandolfo, ao introduzir a oração do Angelus junto dos fiéis e peregrinos presentes.

Caros irmãos e irmãs!

O Evangelho deste domingo apresente Jesus recolhido em oração, um pouco separado dos seus discípulos. Quando ele termina, um dos discípulos diz: “Senhor, ensina-nos a rezar” (Lc 11, 1). Jesus não faz objeção, não fala de fórmulas estranhas ou esotéricas, mas com muita simplicidade diz: “Quando orardes, dizei: Pai...’”, e ensina o Pai Nosso (cfr Lc 11, 2-4), trazendo-o da sua própria oração, com que se dirigia a Deus, seu Pai. São Lucas apresenta o Pai Nosso em uma forma mais breve que a do Evangelho de São Mateus, que entrou em uso comum. Estamos defronte às primeiras palavras da Sagrada Escritura que aprendemos desde crianças. Elas se imprimem na memória, moldam nossa vida, acompanham até o último suspiro. Elas nos revelam que nós não somos filhos de Deus de maneira já completa, mas que devemos nos tornar seus filhos e sê-lo sempre mais mediante uma comunhão mais profunda com Jesus. Ser filhos se torna o equivalente a seguir Cristo” (Bento XVI, Gesù di Nazaret, Milão 2007, p. 168).

Esta oração também acolhe e exprime as necessidades humanas materiais e espirituais: “dá-nos, a cada dia, o pão cotidiano, e perdoa-nos os nossos pecados” (Lc 11, 3-4). E precisamente pelas necessidades e dificuldades de cada dia, Jesus exorta com vigor: “portanto, eu vos digo: pedi e vos será dado; procurai e encontrareis; batei e a porta vos será aberta. Pois todo aquele que pede recebe; quem procura encontra; e a quem bate, a porta será aberta” (Lc 11,9-10). Não é um pedido para satisfazer os próprios desejos, mas sim para manter viva a amizade com Deus, que – diz sempre o Evangelho – dará o Espírito Santo aos que lhe pedirem” (Lc 11,13). Experimentaram-no os antigos “padres do deserto” e os contemplativos de todos os tempos, tornando-se, com motivo da oração, amigos de Deus, como Abraão, que implorou ao Senhor que salvasse os poucos justos do extermínio da cidade de Sodoma (cfr Gen 18, 23-32). Santa Teresa d’Ávila convidava suas irmãs de comunidade, dizendo: Devemos suplicar a Deus que nos livre de todo perigo e sempre tire todo o mal. E o quão imperfeito seja o nosso desejo, esforcemo-nos em insistir nesse pedido. Que custa tanto pedir, se nos voltamos para o Todo-Poderoso?” (Cammino, 60 (34), 4, in Opere complete, Milão 1998, p. 846). Sempre que rezamos o Pai Nosso, a nossa voz se une à da Igreja, porque quem reza nunca está sozinho. “Cada fiel deverá buscar e encontrará na oração cristã o próprio caminho, o próprio modo de rezar, e se deixará conduzir pelo Espírito Santo, que o levará, por meio de Cristo, ao Pai” (Congregação para a Doutrina da Fé, Alcuni aspetti della meditazione cristiana, 15 de outubro 1989, 29: AAS82 [1990], 378).

Hoje se celebra a festa do apóstolo São Tiago o Maior, que deixou o pai e o trabalho de pescador para seguir Jesus, sendo o primeiro dos apóstolos a dar a vida por Ele. De coração dirijo um pensamento especial aos peregrinos presentes em Santiago de Compostela! Que a Virgem Maria nos ajude a redescobrir a beleza e a profundidade da oração cristã.


Após rezar o Angelus, o Papa saudou os peregrinos em vários idiomas. Em português, disse:

Saúdo também os peregrinos de língua portuguesa, especialmente o grupo de brasileiros vindos da diocese de Blumenau. Agradecido pela amizade e orações, sobre todos invoco os dons do Espírito Santo para serem verdadeiras testemunhas de Cristo no meio das respectivas famílias e comunidades que de coração abençoo.

[Traduzido por ZENIT

© Copyright 2010 - Libreria Editrice Vaticana]

Catequese do Papa: São Tarcísio, hóstia imaculada ofertada a Deus!!!

Intervenção na audiência geral desta quarta-feira, centrada nos acólitos

CIDADE DO VATICANO, quarta-feira, 4 de agosto de 2010 (ZENIT.org) – Apresentamos o discurso de Bento XVI na audiência geral desta quarta-feira, na Praça de São Pedro, em que, na presença de milhares de peregrinos, o Papa falou sobre São Tarcísio e o acolitado.

Caros irmãos e irmãs,

gostaria de expressar minha alegria por estar hoje aqui, entre vocês, nesta Praça, onde de forma festiva vocês se reuniram para esta audiência geral, que conta com a presença significativa da grande Peregrinação Europeia dos Acólitos! Queridos meninos, meninas e jovens, bem-vindos! Visto que a grande maioria dos acólitos presentes na Praça é de origem alemã, dirijo-me primeiramente a eles em minha língua materna.

Caros acólitos e amigos, queridos peregrinos de língua alemã, bem-vindos a Roma! Saúdo-os cordialmente. Junto de vocês, saúdo o cardeal secretário de Estado, Tarcísio Bertone, que se chama Tarcísio, como seu padroeiro. Vocês tiveram a gentileza de convidá-lo, e ele, que leva o nome de São Tarcísio, está feliz por estar aqui entre os acólitos do mundo e os acólitos alemães.

Saúdo os queridos irmãos no episcopado e no sacerdócio e os diáconos que quiseram participar nesta audiência. Agradeço de coração o bispo auxiliar da Basileia, Dom Martin Gächter, presidente do Coetus Internationalis Ministrantium, pelas palavras de saudação a mim dirigidas, pelo presente da estátua de São Tarcísio e o foulard que me deu. Tudo isso me faz lembrar do tempo em que também eu era coroinha. Agradeço-o, em nome de vocês, também pelo grande trabalho que realiza em seu meio, juntamente com os colaboradores e aqueles que possibilitaram este alegre encontro. Meu agradecimento vai também para os promotores suíços e para todos que trabalharam de diferentes modos para construir a estátua de São Tarcísio.

Vocês são numerosos! Já ao sobrevoar a Praça de São Pedro em helicóptero eu vi todas as cores e a alegria que está presente nesta Praça! Vocês não só criaram um ambiente festivo na Praça, mas tornaram ainda muito mais alegre o meu coração! Obrigado! A estátua de São Tarcísio chegou até nós depois de uma longa peregrinação. Em setembro de 2008, foi apresentada na Suíça, diante da presença de 8.000 acólitos: certamente alguns de vocês estavam presentes. Da Suíça passou por Luxemburgo e chegou à Hungria. Nós hoje a acolhemos com festa, felizes em poder conhecer melhor este personagem dos primeiros séculos da Igreja.

A estátua – como já disse Dom Gächter – será colocada nas Catacumbas de São Calisto, onde São Tarcísio foi sepultado. O meu desejo é que este lugar, ou seja, as catacumbas de São Calisto e essa estátua, torne-se uma referência para os acólitos e para aqueles que desejam seguir Jesus mais de perto através da vida sacerdotal, religiosa e missionária. Todos podem se encomendar a este jovem corajoso e forte e renovar o empenho de amizade com o Senhor também para aprender a viver sempre com Ele, seguindo o caminho que nos indica com a Sua Palavra e o testemunho de tantos santos e mártires, dos quais, através do Batismo, tornamo-nos irmãos e irmãs.

Quem foi São Tarcísio? Nós não temos muitas notícias. Estamos nos primeiros séculos da história da Igreja, mais precisamente no terceiro século; narra-se que foi um jovem que frequentava as Catacumbas de São Calisto, aqui em Roma, e era muito fiel aos seus compromissos cristãos. Amava muito a Eucaristia e, por vários fatores, podemos concluir que, provavelmente, era um acólito, um servidor do altar. Aqueles eram anos em que o imperador Valeriano perseguia duramente os cristãos, estes sendo forçados a se reunir secretamente em casas particulares ou, por vezes, até mesmo nas Catacumbas, para ouvir a Palavra de Deus, rezar e celebrar a Missa. Mesmo o costume de levar a Eucaristia aos doentes e prisioneiros tornava-se cada vez mais perigoso.

Um dia, quando o sacerdote perguntou, como de costume, quem estava disposto a levar a Eucaristia aos outros irmãos e irmãs que aguardavam, o jovem Tarcísio levantou-se e disse Tarcísio: "Envie-me". Aquele menino parecia demasiado jovem para um serviço tão exigente! "Minha juventude – disse Tarcísio – será o melhor refúgio para a Eucaristia". O sacerdote, convencido, confiou-lhe o Pão precioso, dizendo: "Tarcísio, lembre-se de que um tesouro celeste é confiado ao seu frágil cuidado. Evite as ruas movimentadas e não se esqueça de que as coisas santas não devem ser dadas aos cães e nem as pérolas aos porcos. Guardará com fidelidade e segurança os Sagrados Mistérios?".

"Morreria – diz Tarcísio – antes de cedê-los". Ao longo do caminho, ele encontrou alguns amigos na rua, que, aproximando-se, pediram-lhe que se unisse a eles. Diante de sua negativa, eles – que eram pagãos – o consideraram suspeito e insistente, e perceberam que portava alguma coisa junto ao peito, a qual parecia defender. Tentaram tomá-la, mas em vão; uma luta muito furiosa se deu, sobretudo quando vieram a descobrir que Tarcísio era cristão; eles o espancaram, atiraram pedras, mas ele não cedeu. Morrendo, foi levado ao sacerdote por um oficial pretoriano de nome Quadrato, que era cristão em segredo. Chegou sem vida, mas ainda segurando firme no peito um pequeno linho com a Eucaristia. Ele foi imediatamente sepultado nas Catacumbas de São Calisto.

O Papa Dâmaso I fez uma inscrição para a tumba de São Tarcísio, segundo a qual o jovem morreu no ano 257. O Martirológio Romano lhe fixa a data de 15 de agosto e no mesmo Martirológio reporta-se também uma bela tradição oral, segundo a qual junto do corpo de São Tarcísio não foi encontrado o Santíssimo Sacramento, nem nas mãos, nem entre as suas vestes. Explica-se que a partícula consagrada, defendida com a vida pelo pequeno mártir, tornara-se carne da sua carne, formando assim com o seu próprio corpo uma única hóstia imaculada ofertada a Deus.

Caríssimos acólitos, o testemunho de São Tarcísio e esta bela tradição nos ensinam o profundo amor e a grande veneração que devemos ter pela Eucaristia: é um bem precioso, um tesouro cujo valor não se pode medir, é o Pão da vida, é o próprio Jesus que se faz alimento, sustento e força para o nosso caminho de cada dia e estrada aberta para a vida eterna; é o maior dom que Jesus nos deixou.

Volto-me uma vez mais aos aqui presentes e, por meio de vocês, a todos os acólitos do mundo! Sirvam com generosidade a Jesus presente na Eucaristia. É uma tarefa importante, que lhes permite estar particularmente próximos do Senhor e crescer na amizade verdadeira e profunda com Ele. Guardem com zelo esta amizade em seus corações, como São Tarcísio, pronto a se empenhar, lutar e dar a vida para que Jesus chegasse a todos os homens. Anunciem também aos seus amigos o dom desta amizade, com alegria, entusiasmo, sem medo, a fim de que eles possam sentir que vocês conhecem este mistério, que ele é verdadeiro e amado! Toda vez que vocês se aproximam do altar, têm a sorte de auxiliar o grande gesto de amor de Deus, que continua a querer se doar a cada um de nós, a estar perto, a ajudar, a dar forças para viver bem.

Com a consagração – vocês sabem – aquele pequeno pedaço de pão torna-se Corpo de Cristo, o vinho torna-se Sangue de Cristo. Vocês têm a sorte de viver próximos deste indizível mistério! Desempenhem com amor, com devoção e com fidelidade a tarefa de acólitos; não entrem na igreja para uma celebração com superficialidade, mas preparem-se interiormente para a Santa Missa! Ajudando os sacerdotes no serviço do altar a trazer Jesus mais perto, para que as pessoas possam sentir e perceber ainda mais: Ele está aqui; vocês colaboram a fim de que Ele possa estar mais presente no mundo, na vida de cada dia, na Igreja e em cada lugar. Queridos amigos! Vocês emprestam para Jesus as suas mãos, o seu pensamento, o seu tempo. Ele não deixará de recompensá-los, dando-lhes a alegria verdadeira e a felicidade mais plena. São Tarcísio mostra-nos que o amor pode levar até mesmo à entrega da vida por um bem autêntico, pelo verdadeiro bem, pelo Senhor.

A nós provavelmente não é pedido o martírio, mas Jesus nos pede fidelidade nas pequenas coisas, recolhimento interior, participação interior, nossa fé e esforço para manter presente este tesouro na vida de cada dia. Pede-nos a fidelidade nas tarefas diárias, o testemunho do Seu amor, frequentando a Igreja por convicção interior e pela alegria da sua presença. Assim podemos também dar a conhecer aos nossos amigos que Jesus vive. Neste compromisso, ajude-nos a intercessão de São João Maria Vianney, de quem hoje se marca a memória litúrgica, este humilde pároco da França, que mudou uma pequena comunidade e desse modo deu ao mundo uma nova luz. O exemplo dos santos Tarcísio e João Maria Vianney leve-nos todos os dias a amar Jesus e cumprir Sua vontade, como fez a Virgem Maria, fiel ao Seu Filho até o fim. Mais uma vez obrigado a todos! Que Deus os abençoe nestes dias e um bom retorno aos seus países!

[Tradução do original italiano por Alexandre Ribeiro.

Após a audiência, o Papa dirigiu-se aos peregrinos em diferentes idiomas. Em português, disse:]

Amados peregrinos vindos do Brasil, de Portugal e demais países de língua portuguesa, sede bem-vindos! A todos saúdo com grande afeto e alegria, de modo especial a todos os acólitos e coroinhas aqui presentes. Que a exemplo do vosso padroeiro, São Tarcísio, possais crescer sempre mais no amor à Eucaristia que é o tesouro mais precioso que Jesus nos deixou. Que Deus derrame os seus dons sobre vós e vossas famílias, que de coração abençôo. Ide em paz!

[© Copyright 2010 - Libreria Editrice Vaticana]

Brasileiros continuam a colaborar com o Haiti

Campanha da Igreja no Brasil já arrecadou cerca de 8,2 milhões de reais

BRASÍLIA, (ZENIT.org) – A Campanha realizada pela CNBB (Conferência Nacional dos Bispos do Brasil) e a Cáritas Brasileira em favor do Haiti já arrecadou cerca de 8,2 milhões de reais.

Segundo informa a Cáritas Brasileira, os recursos estão sendo aplicados em conjunto com a Igreja no Haiti. Cerca de 3,2 milhões foram aplicados na primeira etapa de reestruturação logo após o terremoto de 12 de janeiro.

Em maio, a Igreja e a Cáritas iniciaram a segunda fase do atendimento ao país, que vai durar um ano e seis meses.

Emergência

Na primeira etapa, entre 13 de janeiro e 30 abril, fase de atendimento emergencial, as Igrejas de todo o mundo participaram da Campanha SOS Haiti por meio das Cáritas em vários países.

De acordo com a Cáritas Haiti, buscou-se, nesse período, atuar em todas as áreas das necessidades humanas para amenizar o sofrimento dos sobreviventes, colaborar com a reconstrução do país e investir com rigor os 26 milhões de dólares em doações recebidos pelas 65 Cáritas de várias regiões do mundo.

De acordo com informações da Cáritas Internationalis e Cáritas Haiti, nessa primeira etapa, mais de 200 mil pessoas tiveram acesso a água potável e a kits de higiene graças ao investimento em fornecimento de água e saneamento.

Desamparados e ao relento, cerca de 900 mil pessoas receberam tendas e kits para se abrigarem até que tenham suas casas reconstruídas. Mais de 350 mil pessoas foram beneficiadas com programa de saúde. Cerca de 1,1 milhão de pessoas receberam kits de saúde e de primeiros socorros e contaram com 30 médicos e sete clínicas móveis.

Foram distribuídos 1,5 milhão de refeições ou suplementos alimentares. Na área da educação, 25 escolas foram restabelecidas e 53 receberam materiais escolares, estando prontas para recomeçarem as aulas.

Por meio do programa “Cash for work” (em português: Dinheiro por trabalho), duas mil pessoas foram beneficiadas com dinheiro.

Agora, na segunda etapa de reestrutução do país, estão previstos investimentos em recursos financeiros e humanos em saúde, educação, alimentação, habitação, economia solidária, meios de subsistência, reforço e otimização da Rede Cáritas, dentre outros. Na internet: http://caritas.org.br/

Cardeal pede orações pelas vocações sacerdotais

Dom Odilo Scherer recorda as diferentes vocações na vida da Igreja SÃO PAULO, (ZENIT.org) – Neste mês que a Igreja no Brasil dedica ao tema das vocações, o arcebispo de São Paulo, cardeal Odilo Scherer, convida os católicos a rezarem de modo especial pelas vocações sacerdotais. Cada comunidade precisa “de muitos bons sacerdotes para a realização da sua missão nesta Metrópole. Apoiemos e colaboremos com os diáconos e padres no exercício de sua missão; apoiemos os seminários, onde são preparados os novos padres”, afirma o cardeal, em artigo publicado na edição desta semana do jornal O São Paulo. No contexto do mês das vocações, o arcebispo explica que, na Igreja, “somos um povo de vocacionados, que Deus chama para missões e serviços diferenciados; e para desempenhá-los, concede uma graça especial a cada um”. “Embora de diversos modos, todos são chamados a manifestar na sua vida a mesma alegria da salvação e a colaborar na única grande obra de Deus.” Dom Odilo recorda a vocação dos fiéis leigos, que, pelo batismo, “são chamados por Deus para viver a alegria da fé e testemunhar a vida nova que vem do Evangelho no meio do mundo”. Outra vocação, na Igreja, é a dos ministros ordenados – bispos, padres e diáconos –, que “receberam o chamado especial para serem pastores e servidores da comunidade dos fiéis, com a missão de zelar, em nome de Cristo, pelo bem de cada membro da Igreja e de cuidar para que esta cumpra bem sua missão”. Os ministros ordenados “exercem em graus diversos, por encargo da Igreja e do próprio Cristo, a tríplice missão de anunciar o Evangelho, santificar e pastorear o rebanho do Senhor”. Há ainda a vocação à Vida Consagrada, “com suas numerosas Ordens, Congregações e Institutos, e também as múltiplas formas de vida consagrada secular; hoje florescem diversas formas de consagração nas ‘Novas Comunidades’, que o Espírito Santo suscita na Igreja”. Segundo o cardeal Scherer, é preciso lembrar sempre que “a primeira e mais importante ‘consagração’ a Deus é aquela do Batismo. Por ela, todos receberam o ‘selo do Deus vivo’, pertencem a Ele, receberam a ‘vida nova’ e são herdeiros dos bens que Deus destina para todos aqueles que o amam”. “No entanto – afirma o arcebispo –, a vocação à Vida Consagrada é um chamado especial para viver de maneira mais intensa e desimpedida a vida nova’, segundo o Evangelho.” E os consagrados “fazem isso assumindo os Conselhos Evangélicos da pobreza, obediência e castidade ‘por causa do de Jesus Cristo e do reino dos céus’. Assim, eles se tornam ‘sinal vivo’ do Evangelho e das promessas de Deus para seus irmãos batizados e para o mundo inteiro.” “Somos um povo de vocacionados” – diz o arcebispo. “O Espírito de Cristo não deixa de suscitar todo tipo de vocações na Igreja, dando dons diferentes a cada um para a colaboração de todos na missão da Igreja”. Dom Odilo deseja que as paróquias e comunidades sejam “generosas em acolher todos os dons de Deus, vivas e dinâmicas na missão, através da vocação e da colaboração de cada um de seus membros”.

O que é o ser presbítero hoje?

Comentário do arcebispo do Rio de Janeiro

RIO DE JANEIRO, (ZENIT.org) – “Neste mundo confuso e até preconceituoso com a figura do Bom Pastor, que deve ser todo ministro do altar”, o que é o ser presbítero hoje?

É a pergunta que propõe o arcebispo do Rio de Janeiro, Dom Orani João Tempesta, em artigo enviado a ZENIT nessa quarta-feira.

“Como deve agir o padre, hoje, na cena deste mundo em grande transformação?”, questiona ainda o prelado.

O presbítero – afirma Dom Orani –, “antes de tudo, é o homem da Palavra de Deus, o homem do sacramento, o homem do ‘mistério da fé’”.

Os padres “têm o dever primário de proclamar o Evangelho de Deus a todos os homens”, explica, citando a Presbyterorum Ordinis. Mas nesta proclamação “está o dever também de levar cada homem e cada mulher deste mundo a um encontro pessoal com Jesus”.

Dom Orani considera que hoje, mais do que antes, “devemos nos empenhar para que cada pessoa possa fazer esta experiência do encontro com Deus, o devemos fazer com uma renovada esperança, mesmo nas adversidades de um mundo extremamente secularizado, liberal, ateísta e até cético”.

“As pessoas devem perceber no sacerdote ‘Aquele’ a quem ele está a serviço: o que chamamos na teologia da configuração com Cristo.”

“Nesta dimensão, encerra-se a sua vital presença na celebração eucarística, ápice da vida espiritual da Igreja, em que o sacerdote age na pessoa de Cristo. Em suma, o Sacerdote deve ser um homem em contato com Deus, e que nos leva a fazer esta mesma experiência de santidade.”

“A mais sublime missão do sacerdote hoje – afirma o arcebispo – é, sem dúvida, ser um Cristo agora, pois ‘Jesus Cristo é o mesmo ontem, hoje e sempre’”.

Porém – prossegue Dom Orani –, o padre “deve avançar com o tempo, com a história, mas não deve ter uma atenção superficial sobre tal ‘modernidade’. É chamado a ser crítico e também vigilante com a realidade que se lhe apresenta”.

“O grande salto qualitativo na vida de qualquer padre seria uma autêntica renovação, que é possível e necessária, e ao mesmo tempo uma grande afeição a uma plena e radical fidelidade à Palavra de Deus e à tradição da Igreja, aos quais ele serve no seu ministério. A sua primeira e fundamental vocação é a da santidade, juntamente com a de toda a Igreja”, afirma o arcebispo.

Dom Orani assinala que o sacerdote “é chamado a ser capaz de se entreter com cada pessoa, acreditando que o outro vale à pena; a ser uma pessoa mística e que, ao mesmo tempo, se interessa pelas coisas do mundo, pela vida do homem, nas suas angústias e alegrias, para que elas se tornem algo sagrado e agradável ao Senhor”.

“O sacerdote é também aquele que procura uma nova linguagem para se comunicar com o mundo de hoje, principalmente neste mundo da multimídia.”

De acordo com o arcebispo do Rio de Janeiro, o sacerdócio ministerial “é entrega, é imolação, é doar-se integralmente, é cruz. Tomar a cruz significa comprometer-se para derrotar o pecado que impede o caminho rumo a Deus, acolher cotidianamente a vontade do Senhor, aumentar a fé, sobretudo diante dos problemas, das dificuldades, do sofrimento”.

Aniversário de 2 Anos!!!

Novos Cardeais!!!

 

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O papa Bento XVI proclamou como "venerável" João Paulo II, após aprovar o decreto pelo qual são reconhecidas as "virtudes heróicas do servo de Deus" Karol Wojtyla, primeiro passo para a santidade do polonês, informou a Santa Sé.
O decreto foi aprovado durante a audiência concedida no Vaticano pelo prefeito regional da Congregação para a Causa dos Santos, o arcebispo Ângelo Amato.
A assinatura do decreto não significa a imediata beatificação de Karol Wojtyla, já que ainda falta a aprovação por Bento XVI do milagre que leve à proclamação de seu antecessor como beato.

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DEUS ABENÇÕE A TODOS E A TODAS QUE ACESSARAM ESTE BLOG, E EM ESPECIAL ABRAÇO QUERO MANDAR PARA TODOS OS PADRES DA DIOCESE DE BLUMENAU,AO NOSSO BISPO DIOCESANO DOM JOSÉ NEGRI (PIME),QUE CONTO COM A COLABORAÇÃO NAS ORAÇÕES DE CADA UM NA MINHA CAMINHADA VOCACIONAL!!!

ABRAÇO FRATERNALMENTE DE SEU IRMÃO
THIAGO KRAUPPE!!!


 
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