Pages

domingo, 30 de outubro de 2011

Agenda de Atividades do Santo Padre Papa Bento XVI!!!


NOVEMBRO DE 2011
1 Terça-feira
Solenidade de Todos os Santos
Praça de São Pedro
, 12h
Angelus
2 Quarta-feira
Praça de São Pedro
, 10h30
Audiência Geral
Celebração dedicada aos fiéis falecidos
Grutas do Vaticano, 18h
Momento de oração pelos Sumos Pontífices falecidos
3 Quinta-feira
Basílica Vaticana, Altar da Cátedra, 11h30
CAPELA PAPAL
Santa Missa de sufrágio pelos Cardeais e Bispos falecidos no decorrer do ano

4 Sexta-feira
Basílica Vaticana, Altar da Cátedra, 17h30
Vésperas pelo início do Ano Acadêmico das Universidades Pontifícias

6 Domingo
Praça de São Pedro
, 12h
Angelus
9 Quarta-feira
Praça de São Pedro
, 10h30
Audiência Geral
13 Domingo
Praça de São Pedro
, 12h00
Angelus
16 Quarta-feira
Praça de São Pedro
, 10h30
Audiência Geral
18 Sexta-feira - 20 Domingo
Viagem Apostólica ao Benin (África)
23 Quarta-feira
Praça de São Pedro
, 10h30
Audiência Geral
27 Domingo
Praça de São Pedro
, ore 12.00
Angelus
30 Quarta-feira
Praça de São Pedro
, 10h30
Audiência Geral

Viagem Apostólica ao Benim de 18 à 20 de Novembro de 2011!!!

Viagem Apostólica ao Benim
(18 à 20 de Novembro de 2011)

Por ocasião da assinatura e da publicação
da Exortação Apostólica Pós-Sinodal
da Segunda Assembléia Especial para a África dos Bispos

Benin

Sexta-feira, 18 de novembro de 2011

Roma

9.00 Partida do Aeroporto de Roma Fiumicino para Cotonou

Cotonou

15.00 Cerimônia de boas-vindas no Aeroporto internacional "Card. Bernardin Gantin" de Cotonou
16.30 Visita à Catedral de Cotonou

Sábado, 19 de novembro de 2011

7.30 Santa Missa privada na Capela da Nunciatura Apostólica de Cotonou
9.00 Encontro com os membros do governo, os representantes das Instituições da República, o Corpo Diplomático e os representantes das principais religiões no Palácio Presidencial de Cotonou
9.50 Visita de cortesia ao Presidente da República no Palácio Presidencial de Cotonou

Ouidah

11.15 Visita ao túmulo do Card. Bernardin Gantin na Capela do Seminário S. Gall em Ouidah
Encontro com os sacerdotes, os seminaristas, os religiosos e os fiéis leigos no Pátio do Seminário de S. Gall em Ouidah
12.15 Visita à Basílica da Imaculada Conceição de Maria de di Ouidah e assinatura da Exortação Apostólica Pós-sinodal

Cotonou

17.00 Visita ao Foyer "Paz e alegria" das Missionárias da Caridade junto à paróquia de S. Rita em Cotonou
Encontro com as crianças na Paróquia Santa Rita em Cotonou
18.45 Encontro com os Bispos do Benim na Nunciatura Apostólica de Cotonou
19.30 Jantar com os Bispos do Benim e com a Comitiva Papal na Nunciatura Apostólica de Cotonou

Domingo, 20 de novembro de 2011

9.00 Santa Missa e entrega da Exortação Apostólica Pós-sinodal aos Bispos da África no "Stade de l’amitié" de Cotonou
Recitação do Angelus Domini
12.15 Almoço com os membros do Conselho especial para a África da Secretaria Geral do Sínodo dos Bispos e com a comitiva papal na Nunciatura Apostólica de Cotonou
16.00 Cerimônia de despedida no Aeroporto internacional "Card. Bernardin Gantin" de Cotonou
16.30 Partida do Aeroporto internacional "Card. Bernardin Gantin" de Cotonou para Roma

Roma

22.00 Chegada ao Aeroporto de Roma Ciampino

Fuso horário
Roma e Benin: + 1 UTC

Agenda do Santo Padre Papa Bento XVI para o Mês de Novembro de 2011!!!


NOVEMBRO DE 2011
2 Quarta-feira
Cerimônia dedicada aos fiéis falecidos
Grutas do Vaticano, 18h
Momento de oração pelos Sumos Pontífices falecidos
3 Quinta-feira
Basílica Vaticana, Altar da Cátedra, 11h30
CAPELA PAPAL
Santa Missa de sufrágio pelos Cardeais e Bispos falecidos durante o ano

4 Sexta-feira
Basílica Vaticana, Altar da Cátedra, 17h30
Vésperas pelo início do Ano Acadêmico das Universidades Pontifícias

18 Sexta-feira - 20 Domingo
Viagem Apostólica ao Benin (África)

Bento XVI convida cristãos a testemunhar a fé com a vida!!!

Cidade do Vaticano, domingo, 30 de outubro de 2011 - No Angelus deste domingo, 30 de outubro de 2011, o Papa Bento XVI comentou a liturgia do dia, onde o apóstolo Paulo convida a ler o Evangelho “não como palavra de homens", mas como ele é realmente: "Palavra de Deus”.

Deste modo, podemos acolher com fé as advertências que Jesus dirige à nossa consciência para assumir um comportamento em conformidade com Ele, observou o Santo Padre.

Ao recordar o Evangelho deste domingo, o Papa explica que o Senhor censura os escribas e os fariseus porque não colocavam em prática o que ensinavam com tanto empenho e rigor. Ora, “há que acolher a boa doutrina, mas esta corre o risco de ser desmentida por uma conduta incoerente”.

A atitude de Jesus é o oposto dos escribas e fariseus: “ele é o primeiro a praticar o mandamento do amor, que ensina a todos. Pode, portanto, dizer que é um peso leve e suave, precisamente porque nos ajuda a levá-lo, juntamente com Ele”. Como escrevia São Boaventura, “ninguém pode ensinar e muito menos concretizar, nem alcançar as verdades que se podem conhecer, sem que esteja presente o Filho de Deus”.

“Jesus senta-se sobre a Cátedra como o Moisés maior, que estende a Aliança a todos os povos. É Ele o nosso verdadeiro e único Mestre. Somos portanto chamados a seguir o Filho de Deus, o Verbo encarnado, que exprime a verdade do seu ensinamento através da fidelidade à vontade do Pai, através do dom de si mesmo”, enfatizou.

O Papa pediu ainda a intercessão de Maria Santíssima e convidou a todos para rezar "por todos os que na comunidade cristã são chamados ao ministério do ensinamento, para que possam sempre testemunhar com as obras as verdades que transmitem com a palavra”.

Após o Angelus, o Papa dirigiu saudações em diversas línguas. Confira a saudação aos fiéis de lingua portuguesa:

"Saúdo agora os peregrinos de língua portuguesa, de modo especial os fiéis brasileiros da Paróquia de São Cristovão, da Diocese de São João da Boa Vista. Possa esta visita a Roma confirmar a vossa fé, como os Apóstolos Pedro e Paulo, na Boa Nova de Jesus Cristo! Por ela, sabemos que somos filhos no Filho e entramos no seio da Santíssima Trindade. Desça, sobre vós e vossas famílias, a minha Bênção Apostólica."

Assista ao Video deste Angelus .:Click aqui para Assistir:.

Proposta região apostólica de fronteira!!!

Encontro episcopal Colômbia-Venezuela

SAN CRISTÓBAL, domingo, 30 de outubro de 2011 – Na última terça-feira, aconteceu o Encontro dos Bispos da Fronteira Colombo-Venezuelana, na localidade de Ureña. Participaram os bispos Mario Moronta, de San Cristóbal, Venezuela; Julio Vidal, de Cúcuta, Colômbia; e Omar Sánchez, de Tibú, também na Colômbia. Os prelados falaram da necessidade de uma pastoral fronteiriça em conjunto.

“Revisamos os trabalhos dos anos anteriores e projetamos o futuro pastoral da nossa fronteira, que não queremos que seja concebida como um limite, mas como uma grande região onde possamos prestar atenção ao sujeito social e às suas necessidades. Realizaremos uma pastoral fronteiriça em conjunto”, disse Dom Mario Moronta, anfitrião do encontro no colégio Santísima Trinidad de Ureña.

Oferecer um serviço aos moradores da divisa entre ambas nações é a intenção desta pastoral em parceria. “A ideia, respeitando a autonomia de cada diocese, é estar a serviço das pessoas”.

O bispo de Tibú afirmou que a região tem necessidade de uma pastoral que resguarde a ecologia e proteja os indígenas afetados por empresas transnacionais.

Um próximo encontro foi marcado para fevereiro de 2013, com a participação de outras dioceses das fronteiras de Venezuela e Colômbia.

Participaram representantes da Companhia de Jesus, que apresentaram um projeto aos bispos e sacerdotes da divisa: criar uma Região Apostólica que permita facilitar o trabalho pastoral nos próximos anos.

Espanha: Cáritas se manifesta frente às eleições!!!

Apresentam documento na Universidade Pontifícia de Salamanca

MADRI, domingo, 30 de outubro de 2011 – A Universidade Pontifícia de Salamanca (UPSA) apresentou esta semana em Madri um documento elaborado pela Cáritas, no qual a organização humanitária da Igreja Católica faz propostas políticas diante dos desafios vividos hoje pela sociedade espanhola.

O documento foi enviado aos representantes políticos de todo o arco parlamentário e das mais altas instituições do Estado, vidando a iluminar os programas dos partidos diante das próximas eleições gerais antecipadas de 20 de novembro.

No Auditório João Paulo II, da sede madrilena da UPSA, apresentou-se o documento enviado aos parlamentares – “Propostas políticas da Cáritas Espanhola diante dos desafios atuais da situação social” –, em coincidência com a inauguração de uma nova edição do mestrado em Orientação e Mediação Familiar, organizado pelo Instituto Superior de Ciências da Família da UPSA.

A Cáritas se considera interlocutora qualificada para propor uma série de critérios de atuação pública em matéria de política social – de maneira estruturada e à luz da sua experiência diária de trabalho com as vítimas da exclusão – que contribuam para superar as estruturas de desigualdade ainda presentes na Espanha.

Partindo de um “espírito de colaboração, transparente e democrático”, a Cáritas Espanhola entende que a próxima convocação de eleições gerais “oferece a todos os grupos políticos e agentes sociais uma oportunidade que é necessário aproveitar para progredir na superação de uma situação social especialmente delicada e cujos efeitos sobre as pessoas mais desfavorecidas são publicamente conhecidos”.

Para fazer as propostas, a Cáritas se valeu dos informes realizados nos três últimos anos, tanto por meio da Fundação FOESSA como por meio do Observatório da Realidade Social sobre os efeitos sociais da crise, “a partir dos sintomas que detectamos sobre as necessidades e o perfil dos usuários dos nossos centros e serviços em todo o Estado”.

“O objetivo – explicou o secretário-geral da Cáritas, Sebastián Mora, na apresentação das Propostas – é impulsionar entre todos os responsáveis políticos o consenso necessário e urgente para colocar as bases dessa nova ordem social que os mais empobrecidos estão nos exigindo.”

“Acreditamos – acrescentou – que é hora de estabelecer uma nova ordem de prioridades por parte do conjunto dos poderes públicos que permita abordar, com autêntica visão de futuro e de maneira sólida, a solução das matérias ainda pendentes na estrutura econômica e social do Estado, e que impediram, de forma recorrente nas três últimas décadas, o acesso a umas mínimas condições de bem-estar e de dignidade de uma parte importante de cidadãos e cidadãs que continuam vivendo abaixo do limiar da pobreza.”

Novo eparca católico de Sambir-Drohobych dos ucranianos!!!

CIDADE DO VATICANO, domingo, 30 de outubro de 2011 – Sua Beatitude Sviatoslav Shevchuk, arcebispo maior de Kiev-Halich, com o consentimento do Sínodo Permanente, reunido em Curitiba (Brasil), em 10 de setembro de 2011, e depois de informada a Sé Apostólica, aceitou a renúncia do governo pastoral da eparquia de Sambir-Drohobych dos ucranianos (Ucrânia), apresentada por Dom Julian Voronovsky, MSU, em conformidade com o cânon 210 § 1 do Código dos Cânones das Igrejas Orientais.

No ofício de bispo de Sambir-Drohobych dos ucranianos, sucede-lhe o bispo coadjutor, Jaroslav Pryriz C.SS.R.

Dom Jaroslav Pryriz, C.SS.R., nasceu em 30 de março de 1963, em Lastivka, eparquia de Sambir-Drohobych dos ucranianos, região de Lviv (Ucrânia).

Ordenado sacerdote em 13 de dezembro de 1988, em 1993 entrou na Congregação dos Redentoristas. Fez seus primeiros votos em 1994. De 1991 a 1997, com algumas interrupções, estudou no Pontifício Instituto Oriental em Roma, onde se graduou em Ciências Eclesiásticas Orientais.

Desenvolveu o serviço pastoral em diversas paróquias da eparquia de Sambir-Drohobych. De 1997 a 2001, foi prefeito de estudos no Instituto dos Padres Redentoristas em Lviv e depois, reitor da instituição.

De 2005 a 2006, foi protosyncellus da eparquia de Sambir-Drohobych. Em 2 de março de 2006, foi eleito para a Igreja titular de Auzia e bispo auxiliar da mesma jurisdição eclesiástica, recebendo a ordenação episcopal em 29 de abril daquele ano. Em 21 de abril, foi promovido a bispo coadjutor da mesma eparquia.

sábado, 29 de outubro de 2011

Mensagem do Para pelo 98º Dia Mundial do Migrante e do Refugiado!!!


Mensagem do Santo Padre para o
98º Dia Mundial do Migrante e do Refugiado



Queridos Irmãos e Irmãs!

Anunciar Jesus Cristo, único Salvador do mundo, «constitui a missão essencial da Igreja, tarefa e missão, que as amplas e profundas mudanças da sociedade actual tornam ainda mais urgentes» (Exort. apost. Evangelii nuntiandi, 14). Aliás, hoje, sentimos a urgência de promover, com novo vigor e novas modalidades, a obra de evangelização num mundo onde a queda das fronteiras e os novos processos de globalização deixaram as pessoas e os povos ainda mais próximos, tanto pela expansão dos meios de comunicação, como pela frequência e a facilidade com que indivíduos e grupos se podem deslocar. Nesta nova situação, devemos despertar em cada um de nós o entusiasmo e a coragem que impeliram as primeiras comunidades cristãs a ser intrépidas anunciadoras da novidade evangélica, fazendo ressoar no nosso coração as palavras de São Paulo: «Se anuncio o Evangelho, não tenho de que me gloriar, é antes uma obrigação que me foi imposta: ai de mim, se eu não evangelizar!» (1 Cor 9,16).

O tema, que escolhi para o Dia Mundial do Migrante e do Refugiado em 2012 – «Migrações e nova evangelização» –, nasce desta realidade. De fato, a hora presente chama a Igreja a realizar uma nova evangelização inclusive no vasto e complexo fenômeno da mobilidade humana, intensificando a acção missionária tanto nas regiões de primeiro anúncio, como nos países de tradição cristã.

O Beato João Paulo II convidava-nos a «alimentar-nos da Palavra para sermos "servos da Palavra" no trabalho da evangelização... [numa] situação que se vai tornando cada vez mais variada e difícil com a progressiva mistura de povos e culturas que caracteriza o novo contexto da globalização» (Carta apost. Novo millennio ineunte, 40). Com efeito, as migrações dentro ou para fora da nação, como solução para a busca de melhores condições de vida ou para fugir de eventuais perseguições, guerras, violência, fome e catástrofes naturais, produziram uma mistura de pessoas e de povos sem precedentes, com novas problemáticas do ponto de vista não só humano, mas também ético, religioso e espiritual. As atuais e palpáveis consequências da secularização, a aparição de novos movimentos sectários, uma difundida insensibilidade à fé cristã, uma acentuada tendência à fragmentação, tornam difícil focalizar uma referência unificadora que encoraje a formação de «uma só família de irmãos e irmãs em sociedades que se tornam cada vez mais multiétnicas e interculturais, onde também as pessoas de várias religiões são estimuladas ao diálogo, para que se possa encontrar uma serena e frutuosa convivência no respeito das legítimas diferenças», como eu escrevia na Mensagem do ano passado para este Dia Mundial. O nosso tempo está marcado por tentativas de cancelar Deus e a doutrina da Igreja do horizonte da vida, enquanto ganham terreno a dúvida, o cepticismo e a indiferença, que gostariam de eliminar todo e qualquer referimento social e simbólico da fé cristã.

Em tal contexto, sucede frequentemente que os migrantes que conheceram Cristo e O aceitaram se sintam impelidos a considerá-Lo como não relevante na própria vida, a perder o sentido da fé, a deixar de se reconhecerem como parte da Igreja, acabando muitas vezes por viverem uma existência que já não é caracterizada por Cristo e pelo seu Evangelho. Cresceram no seio de povos marcados pela fé cristã, mas depois com frequência emigram para países onde os cristãos são uma minoria ou a antiga tradição de fé já não é convicção pessoal, nem confissão comunitária, mas está reduzida a um fato cultural. Aqui a Igreja enfrenta o desafio de ajudar os migrantes a manterem firme a fé, mesmo quando falta o apoio cultural que existia no país de origem, lançando mão inclusive de novas estratégias pastorais, assim como de métodos e linguagens para um acolhimento vivo da Palavra de Deus. Em alguns casos, trata-se duma ocasião para proclamar que, em Jesus Cristo, a humanidade se torna participante do mistério de Deus e da sua vida de amor, abrindo-se a um horizonte de esperança e de paz através, nomeadamente, do diálogo respeitoso e do testemunho concreto da solidariedade, enquanto, noutros casos, há a possibilidade de despertar a consciência cristã adormecida, através dum renovado anúncio da Boa Nova e duma vida cristã mais coerente para fazer descobrir a beleza do encontro com Cristo, que chama o cristão à santidade em todo o lado, mesmo em terra estrangeira.

Mas o atual fenômeno migratório é também uma oportunidade providencial para o anúncio do Evangelho no mundo contemporâneo. Homens e mulheres provenientes das mais diversas regiões da terra, que ainda não encontraram Jesus Cristo ou que O conhecem só de maneira parcial, pedem para ser acolhidos em países de antiga tradição cristã. Em relação a eles, é necessário encontrar modalidades adequadas para que possam encontrar e conhecer Jesus Cristo e experimentar o dom inestimável da salvação, que para todos é fonte de «vida em abundância» (cf. Jo 10,10); os próprios migrantes desempenham um papel precioso a este respeito, porque podem, por sua vez, tornar-se «anunciadores da Palavra de Deus e testemunhas do Senhor Ressuscitado, esperança do mundo» (Exort. apost. Verbum Domini, 105).

No exigente itinerário da nova evangelização em âmbito migratório, assumem um papel decisivo os agentes pastorais – sacerdotes, religiosos e leigos – que se encontram a trabalhar num contexto cada vez mais pluralista: em comunhão com os seus Ordinários, inspirando-se no Magistério da Igreja, convido-os a procurar caminhos de partilha fraterna e anúncio respeitoso, superando contrastes e nacionalismos. Por sua vez, as Igrejas tanto de proveniência, como de trânsito e de acolhimento dos fluxos migratórios saibam intensificar a sua cooperação em benefício tanto dos que partem como daqueles que chegam e, em todo o caso, de quantos têm necessidade de encontrar no seu caminho o rosto misericordioso de Cristo no acolhimento do próximo. Para uma frutuosa pastoral de comunhão, poderá ser útil atualizar as tradicionais estruturas que atendem os migrantes e os refugiados, dotando-as de modelos que correspondam melhor às novas situações em que aparecem diferentes culturas e povos a interagir.

Os refugiados que pedem asilo, fugindo de perseguições, violências e situações que põem em perigo a sua vida, têm necessidade da nossa compreensão e acolhimento, do respeito pela sua dignidade humana e seus direitos, assim como da consciência dos seus deveres. O seu sofrimento reclama dos diversos Estados e da comunidade internacional que haja atitudes de mútuo acolhimento, superando temores e evitando formas de discriminação e que se procure tornar concreta a solidariedade também mediante adequadas estruturas de hospitalidade e programas de reinserção. Tudo isto exige uma ajuda recíproca entre as regiões que sofrem e aquelas que, anos após anos, acolhem um grande número de pessoas em fuga e também uma maior partilha de responsabilidades entre os Estados.

A imprensa e os outros meios de comunicação desempenham um papel importante para fazer conhecer, com imparcialidade, objetividade e honestidade, a situação de quantos foram forçados a deixar a sua pátria e os seus afetos e desejam começar a construir uma nova existência.

As comunidades cristãs reservem particular atenção aos trabalhadores migrantes e suas famílias, acompanhando-os com a oração, a solidariedade e a caridade cristã; valorizando aquilo que enriquece reciprocamente e promovendo novos projetos políticos, econômicos e sociais, que favoreçam o respeito pela dignidade de cada pessoa, a tutela da família, o acesso a uma habitação condigna, ao trabalho e à assistência.

Sacerdotes, religiosos e religiosas, leigos, e sobretudo os jovens e as jovens, mostrem-se sensíveis e ajudem incontáveis irmãs e irmãos que, tendo fugido da violência, se devem confrontar com novos estilos de vida e com dificuldades de integração. O anúncio da salvação em Jesus Cristo será fonte de alívio, esperança e «alegria completa» (cf. Jo 15,11).

Por fim, desejo recordar a situação de numerosos estudantes vindos de outros países que enfrentam problemas de inserção, dificuldades burocráticas, aflições na busca de alojamento e de estruturas de acolhimento. De modo particular, as comunidades cristãs mostrem-se sensíveis com tantos jovens que, além do crescimento cultural, têm necessidade – precisamente devido à sua tenra idade – de pontos de referência, cultivando no seu coração uma profunda sede de verdade e o desejo de encontrar Deus. De modo especial, as Universidades de inspiração cristã sejam lugares de testemunho e de irradiação da nova evangelização, aparecendo seriamente comprometidas, no ambiente acadêmico, não só em cooperar para o progresso social, cultural e humano, mas também em promover o diálogo entre as culturas, valorizando a contribuição que podem dar os estudantes estrangeiros. Estes sentir-se-ão impelidos a tornar-se, eles mesmos, protagonistas da nova evangelização, se encontrarem testemunhas autênticas do Evangelho e modelos de vida cristã.

Queridos amigos, invoquemos a intercessão de «Nossa Senhora do Caminho», para que o anúncio jubiloso da salvação de Jesus Cristo infunda esperança no coração daqueles que se encontram, em condições de mobilidade, pelas estradas do mundo. A todos asseguro a minha oração e concedo a Bênção Apostólica.

Vaticano, 21 de Setembro de 2011.

Cristão deve caminhar contra a corrente, afirma Bento XVI!!!

Cidade do Vaticano, sabado, 29 de outubro de 2011 - O Papa Bento XVI recebeu os Bispos da Conferência Episcopal de Angola e São Tomé (Ceast) em audiência na manhã deste sábado, 29. Os prelados africanos fazem sua visita ad Limina Apostolorum e encontraram-se com o Pontífice na Sala do Consistório do Palácio Apostólico Vaticano.

"Os cristãos respiram o espírito do seu tempo e sofrem a pressão dos costumes da sociedade em que vivem; mas, pela graça do Batismo, são chamados a renunciar às tendências nocivas imperantes e a caminhar contra a corrente guiados pelo espírito das Bem-aventuranças", ressaltou.
Nesta linha, o Papa abordou três obstáculos onde naufragam a vontade dos santomenses e angolanos que aderiram a Cristo.

1 - "amigamento" - contradiz o plano de Deus para a geração e a família humana. O número de matrimônios católicos naquela região é bastante pequeno, tanto que a Conferência Episcopal escolheu o matrimônio e a família como prioridades pastorais do triênio em curso. "O amor esponsal deve ser único e indissolúvel como a aliança entre Cristo e a sua Igreja. Este tesouro precioso deve ser salvaguardado, custe o que custar", afirma Bento XVI;
2 - coração dos batizados ainda dividido entre o cristianismo e as religiões tradicionais africanas - um efeito abominável dessa realidade é a marginalização e mesmo o assassinato de crianças e idosos, a que são condenados por falsos ditames de feitiçaria. O Papa propõe um trabalho conjunto das comunidades eclesiais afetadas pelo problema. "Aflitos com os problemas da vida, não hesitam em recorrer a práticas incompatíveis com o seguimento de Cristo", indica;
3 - resquícios de tribalismo étnico palpáveis nas atitudes de comunidades que tendem a fechar-se, não aceitando pessoas originárias de outras partes da nação - Bento XVI recorda que, na Igreja, como nova família de todos os que acreditam em Cristo, não há lugar para qualquer tipo de divisão. "Ao redor do altar, reúnem-se homens e mulheres de tribos, línguas e nações diversas, que, partilhando o mesmo corpo e sangue de Jesus-Eucaristia, se tornam irmãos e irmãs verdadeiramente consanguíneos", explica.


Próxima visita

O Santo Padre indicou que o anúncio da alegria da fé é o serviço comum dos Pastores. Nesse sentido, falou sobre sua decisão de proclamar um Ano da Fá, para que a Igreja inteira "possa oferecer a todos um rosto mais belo e credível, transparência mais clara do rosto do Senhor".

Bento XVI recordou que, em novembro, fará uma visita apostólica ao Benim para entregar a Exortação Apostólica fruto da Segunda Assembléia para a África do Sínodo dos Bispos. Ele também lembrou com alegria de sua visita à África, em março de 2009, "durante a qual pude encontrar-me convosco e, convosco, celebrar Jesus Cristo no meio de um povo que não se cansa de O procurar, amar e servir com generosidade e alegria. Guardo aquele povo no coração e, de certo modo, esperava a vossa vinda para ter notícias dele", disse.

Discurso do Papa à Conferência Episcopal de Angola e São Tomé!!!


Discurso
Aos Bispos da Conferência Episcopal de Angola e São Tomé, em visita ad Limina
Sala do Consistório
Sábado, 29 de outubro de 2011



Senhor Cardeal,
Amados Irmãos no episcopado e no sacerdócio!

Na alegria da fé, cujo anúncio é o nosso serviço comum de Pastores, dou-vos as boas-vindas a este nosso encontro por ocasião da vossa visita ad limina Apostolorum. Esta tem lugar depois da minha visita a Luanda, em Março de 2009, durante a qual pude encontrar-me convosco e, convosco, celebrar Jesus Cristo no meio de um povo que não se cansa de O procurar, amar e servir com generosidade e alegria. Guardo aquele povo no coração e, de certo modo, esperava a vossa vinda para ter notícias dele. Agradeço a Dom Gabriel Mbilingi, Arcebispo de Lubango e Presidente da Conferência Episcopal, a apresentação das vossas comunidades, com seus desafios e esperanças na hora presente e com as forças e favores de que o Céu as dotou. A vossa entreajuda fraterna, a solicitude pelo povo de Deus em Angola e em São Tomé e Príncipe, a união com o Papa e o desejo de permanecerdes fiéis ao Senhor são para mim fonte de profunda alegria e sentida ação de graças.

Vós, amados Irmãos, em virtude da missão apostólica recebida, estais habilitados para introduzir o vosso povo no coração do mistério da fé, encontrando a pessoa viva de Jesus Cristo. Na esperança de "fazer brilhar, com evidência sempre maior, a alegria e o renovado entusiasmo do encontro com Cristo" (Motu proprio Porta fidei, 2), decidi proclamar um Ano da Fé, para que a Igreja inteira possa oferecer a todos um rosto mais belo e credível, transparência mais clara do rosto do Senhor. De fato, "enquanto Igreja – como justamente salientou a Segunda Assembléia para a África do Sínodo dos Bispos, cujos frutos, sob a habitual forma de Exortação Apostólica, espero poder confiar a todo o povo de Deus na minha próxima visita ao Benim –, o nosso primeiro e mais específico contributo para o povo africano é a proclamação do Evangelho de Jesus Cristo, uma vez que o anúncio de Cristo é o primeiro e principal fator de desenvolvimento. "De fato, a dedicação ao serviço do desenvolvimento procede da transformação do coração, e a transformação do coração só pode vir da conversão ao Evangelho" (Mensagem final, 15). Este não oferece "uma palavra anestesiante, mas desinstaladora, que chama à conversão, que torna acessível o encontro com Cristo, através do qual floresce uma humanidade nova" (Exort. Verbum Domini, 93).

Na verdade, os cristãos respiram o espírito do seu tempo e sofrem a pressão dos costumes da sociedade em que vivem; mas, pela graça do Batismo, são chamados a renunciar às tendências nocivas imperantes e a caminhar contra a corrente guiados pelo espírito das Bem-aventuranças. Nesta linha, queria abordar três obstáculos, onde naufraga a vontade de muitos santomenses e angolanos que aderiram a Cristo. O primeiro é o chamado "amigamento", que contradiz o plano de Deus para a geração e a família humana. O reduzido número de matrimônios católicos, em vossas comunidades, indica uma hipoteca que grava sobre a família, cujo valor insubstituível para a estabilidade do edifício social conhecemos. Ciente deste problema, a vossa Conferência Episcopal escolheu o matrimônio e a família como prioridades pastorais do triênio em curso. Que Deus cubra de frutos as iniciativas a bem desta causa! Ajudai os casais a adquirir a maturidade humana e espiritual necessária para assumirem de modo responsável a sua missão de esposos e pais cristãos, recordando-lhes que o seu amor esponsal deve ser único e indissolúvel como a aliança entre Cristo e a sua Igreja. Este tesouro precioso deve ser salvaguardado, custe o que custar.

Um segundo obstáculo na vossa obra de evangelização é o coração dos batizados ainda dividido entre o cristianismo e as religiões tradicionais africanas. Aflitos com os problemas da vida, não hesitam em recorrer a práticas incompatíveis com o seguimento de Cristo (cf. Catecismo da Igreja Católica, 2117). Efeito abominável é a marginalização e mesmo o assassinato de crianças e idosos, a que são condenados por falsos ditames de feitiçaria. Lembrados de que a vida humana é sagrada em todas as suas fases e situações, continuai, queridos bispos, a levantar a vossa voz a favor das suas vítimas. Mas, tratando-se de um problema regional, convinha um esforço conjunto das comunidades eclesiais provadas por esta calamidade, procurando determinar o significado profundo de tais práticas, identificar os riscos pastorais e sociais por elas veiculados e chegar a um método que conduza à sua definitiva erradicação, com a colaboração dos governos e da sociedade civil.

Por último, queria referir os resquícios de tribalismo étnico palpáveis nas atitudes de comunidades que tendem a fechar-se, não aceitando pessoas originárias de outras partes da nação. Expresso o meu apreço àqueles de vós que aceitaram uma missão pastoral fora dos confins do seu grupo regional ou linguístico, e agradeço aos sacerdotes e às pessoas que vos acolheram e ajudaram. Na Igreja, como nova família de todos os que acreditam em Cristo (cf. Mc 3, 31-35), não há lugar para qualquer tipo de divisão. "Fazer da Igreja a casa e a escola da comunhão: eis o grande desafio que nos espera no milênio que começa, se quisermos ser fiéis ao desígnio de Deus e corresponder às expectativas mais profundas do mundo" (João Paulo II, Carta Novo millennio ineunte, 43). Ao redor do altar, reúnem-se homens e mulheres de tribos, línguas e nações diversas, que, partilhando o mesmo corpo e sangue de Jesus-Eucaristia, se tornam irmãos e irmãs verdadeiramente consanguíneos (cf. Rm 8, 29). Este vínculo de fraternidade é mais forte do que o das nossas famílias terrenas e o das vossas tribos.

Gostaria de concluir estas minhas considerações, com algumas palavras que pronunciei ao chegar a Luanda, na referida visita: "Deus concedeu aos seres humanos voar, sobre as suas tendências naturais, com as asas da razão e da fé. Se vos deixardes levar por elas, não será difícil reconhecer no outro um irmão que nasceu com os mesmos direitos humanos fundamentais". Sim, amados Pastores de Angola e de São Tomé e Príncipe, formais um povo de irmãos, que daqui abraço e saúdo. Levai a minha sudação afetuosa a todos os membros das vossas Igrejas particulares: aos bispos eméritos, aos sacerdotes e seminaristas, aos religiosos e religiosas, aos catequistas e animadores dos movimentos e a todos os fiéis leigos. Enquanto os confio à proteção da Virgem Maria, tão amada nas vossas nações, nomeadamente no santuário de Mamã Muxima, de coração concedo a todos a Bênção Apostólica.

Juntos em nossa viagem humana!!!

Despedida do Papa na Praça de São Francisco

ASSIS, sabado, 29 de outubro de 2011 – Apresentamos, a seguir, o discurso de despedida de Bento XVI a todos os participantes do Dia de Reflexão, Diálogo e Oração pela Paz e a Justiça no Mundo, realizado na quinta-feira (27/10/2011) em Assis.

* * *

Ilustres hóspedes, queridos amigos:

No final desta intensa jornada, desejo agradecer-lhes. Um grande “obrigado” para os que tornaram possível o encontro de hoje. Agradeçamos particularmente àqueles que, mais uma vez, nos acolheram: a cidade de Assis, a comunidade desta diocese com seu bispo, os filhos de São Francisco, que guardam a preciosa herança espiritual do Pobrezinho de Assis. Um “obrigado” também para os numerosos jovens que realizaram a pé a peregrinação de Santa Maria dos Anjos para testificar como, entre as novas gerações, há muitos que se comprometem na superação das violências e divisões, sendo promotores da justiça e da paz.

O evento de hoje é uma imagem de como a dimensão espiritual é um elemento chave na construção da paz. Por meio desta peregrinação, pudemos comprometer-nos no diálogo fraterno, aprofundar na nossa amizade e unir-nos em silêncio e oração.

Depois de termos renovado o nosso compromisso pela paz e partilhado outro sinal de paz, nós nos sentimos envolvidos, cada vez mais profundamente, junto a todos os homens e todas as mulheres das comunidades que vocês representam, na nossa comum viagem humana.

Não estamos nos separando. Continuaremos reunindo-nos, continuaremos estando unidos nesta viagem, no diálogo, na construção cotidiana da paz, no nosso compromisso por um mundo melhor, um mundo no qual todo homem e toda mulher, todos, possam viver segundo suas próprias e legítimas aspirações.

De todo coração, agradeço a todos vocês que estão presentes aqui hoje, por terem aceitado o meu convite a vir a Assis como peregrinos da verdade e da paz, e os saúdo com as palavras de São Francisco: que o Senhor lhes conceda a paz!

[Tradução: Aline Banchieri. ©Libreria Editrice Vaticana]

sexta-feira, 28 de outubro de 2011

Brasil: bispos divulgam nota pedindo reforma política!!!

Em coletiva, abordam temas como JMJ, mídia e ministério dos esportes

BRASÍLIA, sexta-feira, 28 de outubro de 2011 – “Há mecanismos hoje para coibir a corrupção em nosso país, mas a Reforma política certamente poderá ajudar muito nessa questão”: está afirmação é do presidente da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB), cardeal dom Raymundo Damasceno Assis, em coletiva de imprensa realizada na tarde desta quinta-feira, 27, último dia da reunião do Conselho Permanente da entidade.

Dom Damasceno reiterou a posição da CNBB que, através de uma nota intitulada “Reforma Política: urgente e inadiável!” defendeu uma reforma que ultrapasse o campo eleitoral. “Nós desejamos que não aconteça apenas uma reforma eleitoral, mas uma Reforma Política, como diz a nota que nós assinamos, que seja uma ‘reforma urgente e inadiável que deve ultrapassar os limites de uma simples reforma eleitoral porque sua função é coibir a corrupção que corrói as instituições do Estado brasileiro’, por isso, pedimos que a sociedade assuma essa bandeira”, sublinhou o cardeal.

Ainda sobre o tema Reforma Política, o presidente da CNBB afirmou que a impunidade deve ser combatida através da justiça e defendeu uma investigação profunda caso haja indícios de má conduta na vida pública. “No caso de indício de corrupção, a justiça deve ser acionada para que a investigação corra e busque os culpados. Se for comprovada a inocência daquele que é acusado ele deve recuperar o seu bom nome, a sua dignidade perante a sociedade, porém, uma vez comprovada sua culpa é necessário que seja punido. Quando a justiça não funciona a impunidade continua e estimula a corrupção”.

Outro ponto colocado pela presidência da CNBB durante a coletiva foi o Código Florestal brasileiro. Dom Damasceno disse que as discussões em torno do novo texto estão ocorrendo de maneira normal e destacou a possibilidade da Conferência apresentar uma emenda ao texto que beneficie de modo especial os pequenos agricultores.

“Creio que as discussões estão ocorrendo de maneira normal dentro do Congresso na Câmara e no Senado. Para dar a sua contribuição, a CNBB deverá apresentar alguma emenda ao texto, sobretudo tendo em conta os pequenos agricultores, aqueles que são mais pobres, de modo que nós queremos também tomar a sua defesa para uma política melhor, para a preservação do meio ambiente e para um desenvolvimento também sustentável”, destacou dom Damasceno.

Meios de comunicação, JMJ e Ministério dos Esportes

Questionado pelos jornalistas sobre as recentes posições e condutas de apresentadores em veículos de comunicação, dom Damasceno defendeu que os meios de comunicação devem ser “pautados pela ética, informando a população de maneira objetiva e de modo que contribuam para a formação e desenvolvimento do país”, disse o cardeal que completou. “Nós não podemos aprovar quando um veículo se posiciona de maneira inadequada. Esperamos que ele atenda para o bem do nosso país, dos nossos jovens e crianças”, completou.

Com relação à peregrinação dos símbolos da Jornada Mundial da Juventude (JMJ), a Cruz e o Ícone de Nossa Senhora, que teve início em 18 de setembro no Regional Sul 1 da CNBB (São Paulo), o cardeal disse que os bispos do Conselho Permanente estão contentes pela forma como a Igreja no Brasil está acolhendo a peregrinação. “Pelos depoimentos que tivemos, os bispos ficaram muito contentes porque tiveram realmente o comparecimento para acolher esses dois símbolos da JMJ, sobretudo de jovens. Onde esses sinais ficaram expostos, houve um afluxo de pessoas muito grande”, informou.

Já sobre a escolha do deputado federal Aldo Rebelo para a pasta do Ministério dos Esportes, o cardeal fez suas considerações ressaltando a história de vida pública do novo ministro. “O deputado Aldo Rebelo é uma pessoa muito conhecida no país: foi presidente da Câmara dos Deputados, esteve na Casa Civil, hoje é deputado. É uma pessoa que merece nossa consideração, respeito, e desejamos que ele tenha uma responsabilidade muito grande no Ministério dos Esportes. Disse também que o Ministério deverá cumprir suas responsabilidades com foco na população. “Além de espaço para o esporte esse Ministério deve atender as necessidades do país em infraestrutura, principalmente para as populações mais pobres”.

(Com CNBB)

Nomeada Comissão Especial da CNBB para a JMJ 2013!!!

BRASÍLIA, sexta-feira, 28 de outubro de 2011 – Nesta quinta-feira, 27 de outubro, a presidência da CNBB nomeou a Comissão Especial para a Jornada Mundial da Juventude (JMJ).

Esta comissão e suas equipes, cujas possibilidades principais dizem respeito à Peregrinação da Cruz e do Ícone de Nossa Senhora e à Pré-Jornada, trabalharão integradas ao Comitê Organizador Local (COL) da JMJ da Arquidiocese do Rio de Janeiro.

Compõem a Comissão:

Dom Leonardo Steiner (Coordenador)

Dom Eduardo Pinheiro da Silva (Secretário Geral)

Dom Joaquim Giovani Mol

Pe. Antonio Ramos do Prado

Pe. Carlos Sávio da Costa Ribeiro

Sr. Francisco Vitor Bouisson

Sr. Hugo José Sarubbi Cysneiros Oliveira

Ir. Maria Eugênia Lloris

Ir. Roziana Abílio Freire

Pe. Valdeir dos Santos Goulart

Sr. Vitor César do Carmo Dalmas

As Equipes de Trabalho serão coordenadas por: Pe. João Carlos Almeida, Pe. Sérgio Lúcio A. Costa, Sr. José Wilde Alencar dos Santos, Sr. André Jorge Simão e Pe. Alex Cordeiro. Junto a estas Equipes trabalharão vários outros jovens e adultos.

(Com CNBB)

Bento XVI: a religião é uma força de paz!!!

A violência a deforma e contribui para a sua destruição

ASSIS, sexta-feira, 28 de outubro de 2011 – A religião é uma força de paz e a violência, muitas vezes exercida em nome das convicções religiosas, na verdade a deforma e provoca a sua destruição.

O Papa Bento XVI destacou isso hoje, no discurso que pronunciou na Basílica de Santa Maria dos Anjos, em Assis (Itália), na abertura do Dia de Reflexão, Diálogo e Oração pela Paz e a Justiça no Mundo, com o tema “Peregrinos da verdade, peregrinos da paz”.

“Como se encontra hoje a causa da paz?”, perguntou-se, recordando que, há 25 anos, o Beato João Paulo II convidou pela primeira vez os representantes das religiões do mundo a Assis, para rezar com esta finalidade.

“Naquele momento, a grande ameaça para a paz no mundo provinha da divisão da terra em dois blocos contrapostos entre si”, lembrou. O símbolo daquela divisão era o muro de Berlim, que caiu três anos depois, em 1989, sem derramamento de sangue.

“A vontade que tinham os povos de ser livres era mais forte que os arsenais da violência”, observou o Papa, indicando que esta foi de uma vitória da liberdade, uma vitória da paz.

Desde então, reconheceu, “o mundo da liberdade revelou-se, em grande medida, sem orientação, e não poucos entendem, erradamente, a liberdade também como liberdade para a violência”.

Novas formas de violência

Segundo Bento XVI, existem duas novas formas de violência, “diametralmente opostas em sua motivação”.

Em primeiro lugar, está o terrorismo, “no qual, em vez de uma grande guerra, realizam-se ataques bem definidos que devem atingir pontos importantes do adversário, de modo destrutivo e sem nenhuma preocupação pelas vidas humanas inocentes, que acabam cruelmente ceifadas ou mutiladas”.

“Sabemos que, frequentemente, o terrorismo tem uma motivação religiosa e que precisamente o caráter religioso dos ataques serve como justificação para esta crueldade monstruosa, que crê poder anular as regras do direito por causa do ‘bem’ pretendido. Aqui a religião não está ao serviço da paz, mas da justificação da violência.”

“Esta não é a verdadeira natureza da religião. Ao contrário, é a sua deturpação e contribui para a sua destruição”, declarou o Pontífice.

“É verdade, na história, também se recorreu à violência em nome da fé cristã. Reconhecemo-lo, cheios de vergonha. Mas, sem sombra de dúvida, tratou-se de um uso abusivo da fé cristã, em contraste evidente com a sua verdadeira natureza.”

“É tarefa de todos aqueles que possuem alguma responsabilidade pela fé cristã, purificar continuamente a religião dos cristãos a partir do seu centro interior, para que – apesar da fraqueza do homem – seja verdadeiramente instrumento da paz de Deus no mundo”, disse.

“A Igreja Católica não desistirá da luta contra a violência, do seu compromisso pela paz no mundo”, acrescentou.

Um segundo tipo de violência, segundo o Santo Padre, “é a consequência da ausência de Deus, da sua negação e da perda de humanidade que resulta disso”.

Os inimigos da religião buscam o seu desaparecimento, “mas o ‘não’ a Deus produziu crueldade e uma violência sem medida, que foi possível só porque o homem deixara de reconhecer qualquer norma e juiz superior, mas tomava por norma somente a si mesmo”.

“A ausência de Deus – advertiu – leva à decadência do homem e do humanismo.”

Buscar a verdade

Junto às duas realidades de religião e antirreligião, Bento XVI destacou também “outra orientação de fundo: pessoas às quais não foi concedido o dom de poder crer e todavia procuram a verdade, estão à procura de Deus”.

Estas pessoas não afirmam simplesmente que “não existe nenhum deus”, mas “sofrem devido à sua ausência e, procurando a verdade e o bem, estão, intimamente estão a caminho d’Ele”, sendo “peregrinos da verdade”.

Com a sua atitude, “aos ateus combativos, tiram-lhes aquela falsa certeza com que pretendem saber que não existe um Deus, e convidam-nos a tornar-se, em lugar de polêmicos, pessoas à procura, que não perdem a esperança de que a verdade exista” e “chamam em causa também os membros das religiões, para que não considerem Deus como uma propriedade que de tal modo lhes pertence que se sintam autorizados à violência contra os demais”.

“Que os agnósticos não consigam encontrar a Deus depende também dos que crêem, com a sua imagem diminuída ou mesmo deturpada de Deus”, afirmou.

Sua luta interior e seu interrogar-se, portanto, “constituem para os que creem também um apelo a purificarem a sua fé, para que Deus – o verdadeiro Deus – se torne acessível”.

“Por isto mesmo, convidei representantes deste terceiro grupo para o nosso Encontro em Assis, que não reúne somente representantes de instituições religiosas”, confessou Bento XVI.

Trata-se, concluiu, “de nos sentirmos juntos neste caminhar para a verdade, de nos comprometermos decisivamente pela dignidade do homem e de assumirmos juntos a causa da paz contra toda a espécie de violência que destrói o direito”.

CNBB se une ao Papa no encontro de Assis!!!

O diálogo e a construção da paz se fundamentam na busca da verdade

BRASÍLIA, sexta-feira, 28 de outubro de 2011 – Os bispos que compõem o Conselho Permanente da CNBB emitiram na tarde desta quarta-feira, 26 de outubro, uma nota oficial de saudação ao Papa Bento XVI pela realização do encontro pela paz com lideranças mundiais de outras igrejas e de outras religiões nesta quinta, 27 de outubro, em Assis, na Itália.

Leia a nota na íntegra:

NOTA DA CNBB SOBRE O ENCONTRO DE ASSIS,

DO PAPA BENTO XVI E REPRESENTANTES

DE DIVERSAS RELIGIÕES DO MUNDO

Nós, Bispos do Conselho Permanente da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil – CNBB – reunidos de 25 a 27 de outubro de 2011, nos unimos ao Santo Padre Bento XVI que renova, em Assis, o encontro histórico realizado há 25 anos, pelo Beato João Paulo II, com os irmãos de outras igrejas cristãs e diferentes tradições religiosas do mundo. 


O tema escolhido pelo Papa Bento XVI, “Peregrinos da Verdade, Peregrinos da Paz”, sugere que o diálogo e a construção da Paz se fundamentam na busca da Verdade e no respeito às diferenças religiosas.


Seguindo a orientação do Papa, entendemos que o diálogo verdadeiro não se confunde com sincretismo, ou com uma religião global que ignore as várias identidades religiosas e culturais. 


No mundo atual, marcado por grande crise econômica e, sobretudo, moral, o Encontro de Assis é, para todos, fonte de esperança, porque reúne pessoas de boa vontade, em diálogo sincero e aberto ao mistério de Deus.


Assim as religiões, rejeitando qualquer forma de discriminação e violência, se apresentam ao mundo como sólido caminho de promoção da dignidade humana.

Manifestamos nossa plena comunhão com o Santo Padre por este encontro e agradecemos pela escolha do tema.


Comprometemo-nos, em nossas dioceses, a desenvolver ações que levem a um renovado diálogo com as demais religiões e com todas as pessoas de boa vontade.


Que o Príncipe da Paz oriente os nossos passos no caminho inspirado por São Francisco de Assis que, neste local, se fez instrumento do Senhor, na busca da Verdade e na construção da Paz.




Brasília, 27 de outubro de 2011.

(Com CNBB)

segunda-feira, 24 de outubro de 2011

Regras deste Blog!!!

Regras sobre o Comentário:

Qualquer pessoa pode comentar no Blog Informe Krauppe, desde que identifique-se com nome e e-mail. Em hipótese alguma serão aceitos comentários anônimos.

1 - Críticas também são bem-vindas, mas tenha educação ao escrever. Não escreva palavras de baixo calão, ofensas, palavras agressivas, ironias, debochas. Ao fazer isso, estará apenas perdendo o seu tempo. Aproveite o espaço para fazer críticas construtivas, mostre quais pontos precisam ser melhorados.

2 - O comentário deve ser relevante. Nada de coisas do tipo "Gostei. Muito interessante". Se você gostou do que leu, escreva uma justificativa, explique o que você aprendeu. Não tenha preguiça de digitar.

3 - Tenha em mente que na maioria das vezes você não está pagando para ter acesso à informação, portanto valorize o conteúdo do site, respeite as pessoas que pagam para colocar no ar artigos sobre os mais variados assuntos. Repetindo, pense em todo esse trabalho antes de escrever besteiras ou coisas sem sentido.

4 - Só faça comentários a respeito do tema que está sendo discutido na página em questão.

5 - O lugar de comentários não é um espaço comercial. Nunca, em hipótese alguma, tente anunciar seus produtos ou seu site nesse espaço. Se quiser fazer propaganda, entre em contato com o nossa E-Mail (assistenteblog@hotmail.com) para combinar os valores dos anúncios.

6 - Escreva um comentário com uma linguagem clara, de modo que possa ser entendida por todos os leitores do blog. Nada de abreviações, internetês ou excesso de emoticons. Tenha sempre bom senso.

7 - Informe seu nome corretamente no formulário de comentários. Nada de escrever o seu perfil no Twitter (@exemplo, @nome_aqui, etc) no lugar no nome. Isso é uma falta de educação. Aliás, se quiser ganhar seguidores, escreva coisas interessantes, publique dicas e links legais no Twitter. Passe informação útil adiante.

8 - No campo e-mail, faça o favor de informar o seu endereço de e-mail real. Isso é usado, em alguns casos, para que o blogueiro responda ao seu comentário via correio eletrônico.

9 - Não tenha medo de escrever seu comentário. Em resumo, desde que você tenha educação, escreva adequadamente e publique uma informação útil, pode ter certeza de que ele será aprovado em breve.

10 - Não serão aceitos no Blog Informe Krauppe os comentários que:

1. Configurem qualquer tipo de crime de acordo com as leis do país;
2. Estejam repetidos na mesma ou em notas diferentes;
3. Contenham insultos, agressões, ofensas e baixarias;
4. Reproduzam na íntegra notícias divulgadas em outros meios de comunicação;
5. Reúnam informações (e-mail, endereço, telefone e outras) de natureza nitidamente pessoais do próprio ou de terceiros;
6. Contenham links de qualquer espécie;
7. Contenham qualquer tipo de material publicitário ou de merchandising, pessoal ou em benefício de terceiros.


Avisos:

1 – Blog não é chat. Respeitadas as regras, é livre o debate dos assuntos aqui postados. Pede-se, apenas, que o espaço dos comentários não sirva para bate-papo sobre assuntos de caráter pessoal ou estranhos ao blog;

2 – A tentativa de clonar nomes e apelidos de outros usuários para emitir opiniões em nome de terceiros configura crime de falsidade ideológica.


Copiar as Postagens:

1 - É proibido copiar postagens completas desse blog, ou seja, não permitimos que copiem e publiquem nossas postagens de Noticias na integra. Além disso, agora o Blogger tem uma pagina para receber denuncias sobre cópias de conteúdo de outros blogs quando as pessoas publicam como se fossem elas as autoras(sem citar a fonte de onde retiram o texto ou imagens).

Novo site do Conselho Pontifício para a Pastoral da Saúde!!!

CIDADE DO VATICANO, segunda-feira, 24 de outubro de 2011 – O Conselho Pontifício para a Pastoral da Saúde lançou um novo site, www.holyseeforhealth.org, “em harmonia com a sua missão e compromisso”, informa um comunicado do dicastério.

O portal tem como finalidade a promoção da difusão e e da atuação do Magistério em referência à pastoral da saúde no âmbito universal, e inclui eventos de agenda, documentos e uma grande quantidade de informação.

Brasil: construção de um mundo mais franciscano!!!

13º Capítulo Geral dos leigos fundados por São Francisco

SÃO PAULO, segunda-feira, 24 de outubro de 2011 – Na mesma semana em que Bento XVI celebrará em Assis um encontro pela paz, acontece em São Paulo o Capítulo Geral da Ordem Franciscana Secular.

O Ordem Franciscana Secular (OFS), fundada por São Francisco de Assis – informa a ZENIT Eduardo Molino OFS, da Argentina – foi, durante os últimos 800 anos, expressão do carisma franciscano nos diversos modos de vida leiga no mundo.

Cada três anos, realiza um capítulo geral com representantes dos 5 continentes que animam a vida franciscana em 65 países.

Este ano, o Capítulo Geral está sendo realizado no Brasil, no Centro Pastoral Santa Sé, de São Paulo; começou no dia 22 e terminará no dia 29 de outubro.

Seu objetivo é examinar o que foi feito pela presidência do Conselho Internacional (CIOFS) em relação às conclusões do Capítulo Geral de 2008, celebrado na Hungria, particularmente no âmbito da formação, da comunicação, da Juventude Franciscana, da presença e do testemunho dos franciscanos leigos na sociedade e das ações dirigidas às novas presenças que emergem em mais de 40 países ao redor do mundo.

Os participantes estão refletindo sobre o tema central, “Evangelizados para evangelizar”, e sobre questões como “Vocação específica para uma missão particular”, “Construção de um mundo fraterno e evangélico”.

Haverá uma mesa redonda, com a participação de leigos franciscanos da Guatemala, Haiti, Ruanda, Brasil e Croácia, que darão seu testemunho particular nos campos onde desenvolvem sua vivência franciscana leiga.

Igualmente, haverá a participação de franciscanos leigos que levam a cabo a animação e guia da Missão na China, que se realiza nesse país com o apoio da Presidência do Conselho Internacional da OFS.

Os presentes ouvirão também a relação de um casal canadense que falará sobre sua experiência como casal no contexto da espiritualidade da OFS.

No Capítulo, será dado a conhecer o resultado da pesquisa demográfica enviada a todos os países; o desenvolvimento das Fraternidades Emergentes; determinarão as linhas e os critérios para as finanças do próximo triênio; e se dará a conhecer o documento que ajudará a compreender o papel dos animadores fraternos da OFS para aJuventude Franciscana (JuFra).

A JuFra está representada por 6 conselheiros internacionais que foram eleitos para representar as fraternidades da América Central, América do Sul, América do Norte, Europa, África e Ásia-Oceania.

O dia 27 de outubro será um dia em comunhão com o Papa, que, em Assis, se reunirá com os principais líderes religiosos do mundo, para continuar implorando pela paz, como há 25 anos fizera seu predecessor, o Beato João Paulo II.

Na Casa Santa Sé, em São Paulo, tudo foi preparado cuidadosamente para receber os conselheiros internacionais deste Capítulo, que, junto aos colaboradores, tradutores e alguns assistentes espirituais franciscanos, somam cerca de 130 participantes.

Para acompanhar as novidades deste evento eclesial, pode-se visitar os site www.ciofs.org.

Carta apostólica "Porta fidei"!!!


Com a qual o Papa convoca o Ano da Fé

CIDADE DO VATICANO, segunda-feira, 24 de outubro de 2011 – Apresentamos, a seguir, a carta apostólica publicada no Dia 17 de outubro de 2011 em forma de Motu próprio, intitulada “Porta fidei”, do Papa Bento XVI, com a qual convoca o Ano da Fé.

***

CARTA APOSTÓLICA 
SOB FORMA DE MOTU PROPRIO

PORTA FIDEI

DO SUMO PONTÍFICE


BENTO XVI

COM A QUAL SE PROCLAMA O ANO DA FÉ

1. A PORTA DA FÉ (cf. Act 14, 27), que introduz na vida de comunhão com Deus e permite a entrada na sua Igreja, está sempre aberta para nós. É possível cruzar este limiar, quando a Palavra de Deus é anunciada e o coração se deixa plasmar pela graça que transforma. Atravessar esta porta implica embrenhar-se num caminho que dura a vida inteira. Este caminho tem início no Baptismo (cf. Rm 6, 4), pelo qual podemos dirigir-nos a Deus com o nome de Pai, e está concluído com a passagem através da morte para a vida eterna, fruto da ressurreição do Senhor Jesus, que, com o dom do Espírito Santo, quis fazer participantes da sua própria glória quantos crêem n’Ele (cf. Jo 17, 22). Professar a fé na Trindade – Pai, Filho e Espírito Santo – equivale a crer num só Deus que é Amor (cf. 1 Jo 4, 8): o Pai, que na plenitude dos tempos enviou seu Filho para a nossa salvação; Jesus Cristo, que redimiu o mundo no mistério da sua morte e ressurreição; o Espírito Santo, que guia a Igreja através dos séculos enquanto aguarda o regresso glorioso do Senhor.

2. Desde o princípio do meu ministério como Sucessor de Pedro, lembrei a necessidade de redescobrir o caminho da fé para fazer brilhar, com evidência sempre maior, a alegria e o renovado entusiasmo do encontro com Cristo. Durante a homilia da Santa Missa no início do pontificado, disse: «A Igreja no seu conjunto, e os Pastores nela, como Cristo devem pôr-se a caminho para conduzir os homens fora do deserto, para lugares da vida, da amizade com o Filho de Deus, para Aquele que dá a vida, a vida em plenitude»[1]. Sucede não poucas vezes que os cristãos sintam maior preocupação com as consequências sociais, culturais e políticas da fé do que com a própria fé, considerando esta como um pressuposto óbvio da sua vida diária. Ora um tal pressuposto não só deixou de existir, mas frequentemente acaba até negado.[2]Enquanto, no passado, era possível reconhecer um tecido cultural unitário, amplamente compartilhado no seu apelo aos conteúdos da fé e aos valores por ela inspirados, hoje parece que já não é assim em grandes sectores da sociedade devido a uma profunda crise de fé que atingiu muitas pessoas.

3. Não podemos aceitar que o sal se torne insípido e a luz fique escondida (cf. Mt 5, 13-16). Também o homem contemporâneo pode sentir de novo a necessidade de ir como a samaritana ao poço, para ouvir Jesus que convida a crer n’Ele e a beber na sua fonte, donde jorra água viva (cf. Jo 4, 14). Devemos readquirir o gosto de nos alimentarmos da Palavra de Deus, transmitida fielmente pela Igreja, e do Pão da vida, oferecidos como sustento de quantos são seus discípulos (cf. Jo 6, 51). De facto, em nossos dias ressoa ainda, com a mesma força, este ensinamento de Jesus: «Trabalhai, não pelo alimento que desaparece, mas pelo alimento que perdura e dá a vida eterna» (Jo 6, 27). E a questão, então posta por aqueles que O escutavam, é a mesma que colocamos nós também hoje: «Que havemos nós de fazer para realizar as obras de Deus?» (Jo 6, 28). Conhecemos a resposta de Jesus: «A obra de Deus é esta: crer n’Aquele que Ele enviou» (Jo 6, 29). Por isso, crer em Jesus Cristo é o caminho para se poder chegar definitivamente à salvação.

4. À luz de tudo isto, decidi proclamar um Ano da Fé. Este terá início a 11 de Outubro de 2012, no cinquentenário da abertura do Concílio Vaticano II, e terminará na Solenidade de Nosso Senhor Jesus Cristo Rei do Universo, a 24 de Novembro de 2013. Na referida data de 11 de Outubro de 2012, completar-se-ão também vinte anos da publicação do Catecismo da Igreja Católica, texto promulgado pelo meu Predecessor, o Beato Papa João Paulo II,[3] com o objectivo de ilustrar a todos os fiéis a força e a beleza da fé. Esta obra, verdadeiro fruto do Concílio Vaticano II, foi desejada pelo Sínodo Extraordinário dos Bispos de 1985 como instrumento ao serviço da catequese[4] e foi realizado com a colaboração de todo o episcopado da Igreja Católica. E uma Assembleia Geral do Sínodo dos Bispos foi convocada por mim, precisamente para o mês de Outubro de 2012, tendo por tema A nova evangelização para a transmissão da fé cristã. Será uma ocasião propícia para introduzir o complexo eclesial inteiro num tempo de particular reflexão e redescoberta da fé. Não é a primeira vez que a Igreja é chamada a celebrar um Ano da Fé. O meu venerado Predecessor, o Servo de Deus Paulo VI, proclamou um ano semelhante, em 1967, para comemorar o martírio dos apóstolos Pedro e Paulo no décimo nono centenário do seu supremo testemunho. Idealizou-o como um momento solene, para que houvesse, em toda a Igreja, «uma autêntica e sincera profissão da mesma fé»; quis ainda que esta fosse confirmada de maneira «individual e colectiva, livre e consciente, interior e exterior, humilde e franca».[5] Pensava que a Igreja poderia assim retomar «exacta consciência da sua fé para a reavivar, purificar, confirmar, confessar».[6] As grandes convulsões, que se verificaram naquele Ano, tornaram ainda mais evidente a necessidade duma tal celebração. Esta terminou com a Profissão de Fé do Povo de Deus,[7] para atestar como os conteúdos essenciais, que há séculos constituem o património de todos os crentes, necessitam de ser confirmados, compreendidos e aprofundados de maneira sempre nova para se dar testemunho coerente deles em condições históricas diversas das do passado.

5. Sob alguns aspectos, o meu venerado Predecessor viu este Ano como uma «consequência e exigência pós-conciliar»[8], bem ciente das graves dificuldades daquele tempo sobretudo no que se referia à profissão da verdadeira fé e da sua recta interpretação. Pareceu-me que fazer coincidir o início do Ano da Fé com o cinquentenário da abertura do Concílio Vaticano II poderia ser uma ocasião propícia para compreender que os textos deixados em herança pelos Padres Conciliares, segundo as palavras do Beato João Paulo II, «não perdem o seu valor nem a sua beleza. É necessário fazê-los ler de forma tal que possam ser conhecidos e assimilados como textos qualificados e normativos do Magistério, no âmbito da Tradição da Igreja. Sinto hoje ainda mais intensamente o dever de indicar o Concílio como a grande graça de que beneficiou a Igreja no século XX: nele se encontra uma bússola segura para nos orientar no caminho do século que começa».[9] Quero aqui repetir com veemência as palavras que disse a propósito do Concílio poucos meses depois da minha eleição para Sucessor de Pedro: «Se o lermos e recebermos guiados por uma justa hermenêutica, o Concílio pode ser e tornar-se cada vez mais uma grande força para a renovação sempre necessária da Igreja».[10]

6. A renovação da Igreja realiza-se também através do testemunho prestado pela vida dos crentes: de facto, os cristãos são chamados a fazer brilhar, com a sua própria vida no mundo, a Palavra de verdade que o Senhor Jesus nos deixou. O próprio Concílio, na Constituição dogmática Lumen gentium, afirma: «Enquanto Cristo “santo, inocente, imaculado” (Heb 7, 26), não conheceu o pecado (cf. 2 Cor 5, 21), mas veio apenas expiar os pecados do povo (cf. Heb 2, 17), a Igreja, contendo pecadores no seu próprio seio, simultaneamente santa e sempre necessitada de purificação, exercita continuamente a penitência e a renovação. A Igreja “prossegue a sua peregrinação no meio das perseguições do mundo e das consolações de Deus”, anunciando a cruz e a morte do Senhor até que Ele venha (cf. 1 Cor 11, 26). Mas é robustecida pela força do Senhor ressuscitado, de modo a vencer, pela paciência e pela caridade, as suas aflições e dificuldades tanto internas como externas, e a revelar, velada mas fielmente, o seu mistério, até que por fim se manifeste em plena luz».[11]

Nesta perspectiva, o Ano da Fé é convite para uma autêntica e renovada conversão ao Senhor, único Salvador do mundo. No mistério da sua morte e ressurreição, Deus revelou plenamente o Amor que salva e chama os homens à conversão de vida por meio da remissão dos pecados (cf. Act 5, 31). Para o apóstolo Paulo, este amor introduz o homem numa vida nova: «Pelo Baptismo fomos sepultados com Ele na morte, para que, tal como Cristo foi ressuscitado de entre os mortos pela glória do Pai, também nós caminhemos numa vida nova» (Rm 6, 4). Em virtude da fé, esta vida nova plasma toda a existência humana segundo a novidade radical da ressurreição. Na medida da sua livre disponibilidade, os pensamentos e os afectos, a mentalidade e o comportamento do homem vão sendo pouco a pouco purificados e transformados, ao longo de um itinerário jamais completamente terminado nesta vida. A «fé, que actua pelo amor» (Gl 5, 6), torna-se um novo critério de entendimento e de acção, que muda toda a vida do homem (cf. Rm 12, 2; Cl 3, 9-10; Ef 4, 20-29; 2 Cor 5, 17).

7. «Caritas Christi urget nos – o amor de Cristo nos impele» (2 Cor 5, 14): é o amor de Cristo que enche os nossos corações e nos impele a evangelizar. Hoje, como outrora, Ele envia-nos pelas estradas do mundo para proclamar o seu Evangelho a todos os povos da terra (cf. Mt 28, 19). Com o seu amor, Jesus Cristo atrai a Si os homens de cada geração: em todo o tempo, Ele convoca a Igreja confiando-lhe o anúncio do Evangelho, com um mandato que é sempre novo. Por isso, também hoje é necessário um empenho eclesial mais convicto a favor duma nova evangelização, para descobrir de novo a alegria de crer e reencontrar o entusiasmo de comunicar a fé. Na descoberta diária do seu amor, ganha força e vigor o compromisso missionário dos crentes, que jamais pode faltar. Com efeito, a fé cresce quando é vivida como experiência de um amor recebido e é comunicada como experiência de graça e de alegria. A fé torna-nos fecundos, porque alarga o coração com a esperança e permite oferecer um testemunho que é capaz de gerar: de facto, abre o coração e a mente dos ouvintes para acolherem o convite do Senhor a aderir à sua Palavra a fim de se tornarem seus discípulos. Os crentes – atesta Santo Agostinho – «fortificam-se acreditando».[12] O Santo Bispo de Hipona tinha boas razões para falar assim. Como sabemos, a sua vida foi uma busca contínua da beleza da fé enquanto o seu coração não encontrou descanso em Deus.[13] Os seus numerosos escritos, onde se explica a importância de crer e a verdade da fé, permaneceram até aos nossos dias como um património de riqueza incomparável e consentem ainda que tantas pessoas à procura de Deus encontrem o justo percurso para chegar à «porta da fé».

Por conseguinte, só acreditando é que a fé cresce e se revigora; não há outra possibilidade de adquirir certeza sobre a própria vida, senão abandonar-se progressivamente nas mãos de um amor que se experimenta cada vez maior porque tem a sua origem em Deus.

8. Nesta feliz ocorrência, pretendo convidar os Irmãos Bispos de todo o mundo para que se unam ao Sucessor de Pedro, no tempo de graça espiritual que o Senhor nos oferece, a fim de comemorar o dom precioso da fé. Queremos celebrar este Ano de forma digna e fecunda. Deverá intensificar-se a reflexão sobre a fé, para ajudar todos os crentes em Cristo a tornarem mais consciente e revigorarem a sua adesão ao Evangelho, sobretudo num momento de profunda mudança como este que a humanidade está a viver. Teremos oportunidade de confessar a fé no Senhor Ressuscitado nas nossas catedrais e nas igrejas do mundo inteiro, nas nossas casas e no meio das nossas famílias, para que cada um sinta fortemente a exigência de conhecer melhor e de transmitir às gerações futuras a fé de sempre. Neste Ano, tanto as comunidades religiosas como as comunidades paroquiais e todas as realidades eclesiais, antigas e novas, encontrarão forma de fazer publicamente profissão do Credo.

9. Desejamos que este Ano suscite, em cada crente, o anseio de confessar a fé plenamente e com renovada convicção, com confiança e esperança. Será uma ocasião propícia também para intensificar a celebração da fé na liturgia, particularmente na Eucaristia, que é «a meta para a qual se encaminha a acção da Igreja e a fonte de onde promana toda a sua força».[14] Simultaneamente esperamos que o testemunho de vida dos crentes cresça na sua credibilidade. Descobrir novamente os conteúdos da fé professada, celebrada, vivida e rezada[15] e reflectir sobre o próprio acto com que se crê, é um compromisso que cada crente deve assumir, sobretudo neste Ano.

Não foi sem razão que, nos primeiros séculos, os cristãos eram obrigados a aprender de memória o Credo. É que este servia-lhes de oração diária, para não esquecerem o compromisso assumido com o Baptismo. Recorda-o, com palavras densas de significado, Santo Agostinho quando afirma numa homilia sobre a redditio symboli (a entrega do Credo): «O símbolo do santo mistério, que recebestes todos juntos e que hoje proferistes um a um, reúne as palavras sobre as quais está edificada com solidez a fé da Igreja, nossa Mãe, apoiada no alicerce seguro que é Cristo Senhor. E vós recebeste-lo e proferiste-lo, mas deveis tê-lo sempre presente na mente e no coração, deveis repeti-lo nos vossos leitos, pensar nele nas praças e não o esquecer durante as refeições; e, mesmo quando o corpo dorme, o vosso coração continue de vigília por ele».[16]

10. Queria agora delinear um percurso que ajude a compreender de maneira mais profunda os conteúdos da fé e, juntamente com eles, também o acto pelo qual decidimos, com plena liberdade, entregar-nos totalmente a Deus. De facto, existe uma unidade profunda entre o acto com que se crê e os conteúdos a que damos o nosso assentimento. O apóstolo Paulo permite entrar dentro desta realidade quando escreve: «Acredita-se com o coração e, com a boca, faz-se a profissão de fé» (Rm 10, 10). O coração indica que o primeiro acto, pelo qual se chega à fé, é dom de Deus e acção da graça que age e transforma a pessoa até ao mais íntimo dela mesma.

A este respeito é muito eloquente o exemplo de Lídia. Narra São Lucas que o apóstolo Paulo, encontrando-se em Filipos, num sábado foi anunciar o Evangelho a algumas mulheres; entre elas, estava Lídia. «O Senhor abriu-lhe o coração para aderir ao que Paulo dizia» (Act 16, 14). O sentido contido na expressão é importante. São Lucas ensina que o conhecimento dos conteúdos que se deve acreditar não é suficiente, se depois o coração – autêntico sacrário da pessoa – não for aberto pela graça, que consente ter olhos para ver em profundidade e compreender que o que foi anunciado é a Palavra de Deus.

Por sua vez, o professar com a boca indica que a fé implica um testemunho e um compromisso públicos. O cristão não pode jamais pensar que o crer seja um facto privado. A fé é decidir estar com o Senhor, para viver com Ele. E este «estar com Ele» introduz na compreensão das razões pelas quais se acredita. A fé, precisamente porque é um acto da liberdade, exige também assumir a responsabilidade social daquilo que se acredita. No dia de Pentecostes, a Igreja manifesta, com toda a clareza, esta dimensão pública do crer e do anunciar sem temor a própria fé a toda a gente. É o dom do Espírito Santo que prepara para a missão e fortalece o nosso testemunho, tornando-o franco e corajoso.

A própria profissão da fé é um acto simultaneamente pessoal e comunitário. De facto, o primeiro sujeito da fé é a Igreja. É na fé da comunidade cristã que cada um recebe o Baptismo, sinal eficaz da entrada no povo dos crentes para obter a salvação. Como atesta o Catecismo da Igreja Católica, «“Eu creio”: é a fé da Igreja, professada pessoalmente por cada crente, principalmente por ocasião do Baptismo. “Nós cremos”: é a fé da Igreja, confessada pelos bispos reunidos em Concílio ou, de modo mais geral, pela assembleia litúrgica dos crentes. “Eu creio”: é também a Igreja, nossa Mãe, que responde a Deus pela sua fé e nos ensina a dizer: “Eu creio”, “Nós cremos”».[17]

Como se pode notar, o conhecimento dos conteúdos de fé é essencial para se dar o próprio assentimento, isto é, para aderir plenamente com a inteligência e a vontade a quanto é proposto pela Igreja. O conhecimento da fé introduz na totalidade do mistério salvífico revelado por Deus. Por isso, o assentimento prestado implica que, quando se acredita, se aceita livremente todo o mistério da fé, porque o garante da sua verdade é o próprio Deus, que Se revela e permite conhecer o seu mistério de amor.[18]

Por outro lado, não podemos esquecer que, no nosso contexto cultural, há muitas pessoas que, embora não reconhecendo em si mesmas o dom da fé, todavia vivem uma busca sincera do sentido último e da verdade definitiva acerca da sua existência e do mundo. Esta busca é um verdadeiro «preâmbulo» da fé, porque move as pessoas pela estrada que conduz ao mistério de Deus. De facto, a própria razão do homem traz inscrita em si mesma a exigência «daquilo que vale e permanece sempre».[19]Esta exigência constitui um convite permanente, inscrito indelevelmente no coração humano, para caminhar ao encontro d’Aquele que não teríamos procurado se Ele mesmo não tivesse já vindo ao nosso encontro.[20]É precisamente a este encontro que nos convida e abre plenamente a fé.

11. Para chegar a um conhecimento sistemático da fé, todos podem encontrar um subsídio precioso e indispensável no Catecismo da Igreja Católica. Este constitui um dos frutos mais importantes do Concílio Vaticano II. Na Constituição apostólica Fidei depositum – não sem razão assinada na passagem do trigésimo aniversário da abertura do Concílio Vaticano II – o Beato João Paulo II escrevia: «Este catecismo dará um contributo muito importante à obra de renovação de toda a vida eclesial (...). Declaro-o norma segura para o ensino da fé e, por isso, instrumento válido e legítimo ao serviço da comunhão eclesial».[21]

É precisamente nesta linha que o Ano da Fé deverá exprimir um esforço generalizado em prol da redescoberta e do estudo dos conteúdos fundamentais da fé, que têm no Catecismo da Igreja Católica a sua síntese sistemática e orgânica. Nele, de facto, sobressai a riqueza de doutrina que a Igreja acolheu, guardou e ofereceu durante os seus dois mil anos de história. Desde a Sagrada Escritura aos Padres da Igreja, desde os Mestres de teologia aos Santos que atravessaram os séculos, o Catecismo oferece uma memória permanente dos inúmeros modos em que a Igreja meditou sobre a fé e progrediu na doutrina para dar certeza aos crentes na sua vida de fé.

Na sua própria estrutura, o Catecismo da Igreja Católica apresenta o desenvolvimento da fé até chegar aos grandes temas da vida diária. Repassando as páginas, descobre-se que o que ali se apresenta não é uma teoria, mas o encontro com uma Pessoa que vive na Igreja. Na verdade, a seguir à profissão de fé, vem a explicação da vida sacramental, na qual Cristo está presente e operante, continuando a construir a sua Igreja. Sem a liturgia e os sacramentos, a profissão de fé não seria eficaz, porque faltaria a graça que sustenta o testemunho dos cristãos. Na mesma linha, a doutrina do Catecismo sobre a vida moral adquire todo o seu significado, se for colocada em relação com a fé, a liturgia e a oração.

12. Assim, no Ano em questão, o Catecismo da Igreja Católica poderá ser um verdadeiro instrumento de apoio da fé, sobretudo para quantos têm a peito a formação dos cristãos, tão determinante no nosso contexto cultural. Com tal finalidade, convidei a Congregação para a Doutrina da Fé a redigir, de comum acordo com os competentes Organismos da Santa Sé, uma Nota, através da qual se ofereçam à Igreja e aos crentes algumas indicações para viver, nos moldes mais eficazes e apropriados, este Ano da Fé ao serviço do crer e do evangelizar.

De facto, em nossos dias mais do que no passado, a fé vê-se sujeita a uma série de interrogativos, que provêm duma diversa mentalidade que, hoje de uma forma particular, reduz o âmbito das certezas racionais ao das conquistas científicas e tecnológicas. Mas, a Igreja nunca teve medo de mostrar que não é possível haver qualquer conflito entre fé e ciência autêntica, porque ambas, embora por caminhos diferentes, tendem para a verdade.[22]

13. Será decisivo repassar, durante este Ano, a história da nossa fé, que faz ver o mistério insondável da santidade entrelaçada com o pecado. Enquanto a primeira põe em evidência a grande contribuição que homens e mulheres prestaram para o crescimento e o progresso da comunidade com o testemunho da sua vida, o segundo deve provocar em todos uma sincera e contínua obra de conversão para experimentar a misericórdia do Pai, que vem ao encontro de todos.

Ao longo deste tempo, manteremos o olhar fixo sobre Jesus Cristo, «autor e consumador da fé» (Heb 12, 2): n’Ele encontra plena realização toda a ânsia e anélito do coração humano. A alegria do amor, a resposta ao drama da tribulação e do sofrimento, a força do perdão face à ofensa recebida e a vitória da vida sobre o vazio da morte, tudo isto encontra plena realização no mistério da sua Encarnação, do seu fazer-Se homem, do partilhar connosco a fragilidade humana para a transformar com a força da sua ressurreição. N’Ele, morto e ressuscitado para a nossa salvação, encontram plena luz os exemplos de fé que marcaram estes dois mil anos da nossa história de salvação.

Pela fé, Maria acolheu a palavra do Anjo e acreditou no anúncio de que seria Mãe de Deus na obediência da sua dedicação (cf. Lc 1, 38). Ao visitar Isabel, elevou o seu cântico de louvor ao Altíssimo pelas maravilhas que realizava em quantos a Ele se confiavam (cf. Lc 1, 46-55). Com alegria e trepidação, deu à luz o seu Filho unigénito, mantendo intacta a sua virgindade (cf. Lc 2, 6-7). Confiando em José, seu Esposo, levou Jesus para o Egipto a fim de O salvar da perseguição de Herodes (cf. Mt 2, 13-15). Com a mesma fé, seguiu o Senhor na sua pregação e permaneceu a seu lado mesmo no Gólgota (cf. Jo 19, 25-27). Com fé, Maria saboreou os frutos da ressurreição de Jesus e, conservando no coração a memória de tudo (cf. Lc 2, 19.51), transmitiu-a aos Doze reunidos com Ela no Cenáculo para receberem o Espírito Santo (cf. Act 1, 14; 2, 1-4).

Pela fé, os Apóstolos deixaram tudo para seguir o Mestre (cf. Mc 10, 28). Acreditaram nas palavras com que Ele anunciava o Reino de Deus presente e realizado na sua Pessoa (cf. Lc 11, 20). Viveram em comunhão de vida com Jesus, que os instruía com a sua doutrina, deixando-lhes uma nova regra de vida pela qual haveriam de ser reconhecidos como seus discípulos depois da morte d’Ele (cf. Jo 13, 34-35). Pela fé, foram pelo mundo inteiro, obedecendo ao mandato de levar o Evangelho a toda a criatura (cf. Mc 16, 15) e, sem temor algum, anunciaram a todos a alegria da ressurreição, de que foram fiéis testemunhas.

Pela fé, os discípulos formaram a primeira comunidade reunida à volta do ensino dos Apóstolos, na oração, na celebração da Eucaristia, pondo em comum aquilo que possuíam para acudir às necessidades dos irmãos (cf. Act 2, 42-47).

Pela fé, os mártires deram a sua vida para testemunhar a verdade do Evangelho que os transformara, tornando-os capazes de chegar até ao dom maior do amor com o perdão dos seus próprios perseguidores.

Pela fé, homens e mulheres consagraram a sua vida a Cristo, deixando tudo para viver em simplicidade evangélica a obediência, a pobreza e a castidade, sinais concretos de quem aguarda o Senhor, que não tarda a vir. Pela fé, muitos cristãos se fizeram promotores de uma acção em prol da justiça, para tornar palpável a palavra do Senhor, que veio anunciar a libertação da opressão e um ano de graça para todos (cf. Lc 4, 18-19).

Pela fé, no decurso dos séculos, homens e mulheres de todas as idades, cujo nome está escrito no Livro da vida (cf. Ap 7, 9; 13, 8), confessaram a beleza de seguir o Senhor Jesus nos lugares onde eram chamados a dar testemunho do seu ser cristão: na família, na profissão, na vida pública, no exercício dos carismas e ministérios a que foram chamados.

Pela fé, vivemos também nós, reconhecendo o Senhor Jesus vivo e presente na nossa vida e na história.

14. O Ano da Fé será uma ocasião propícia também para intensificar o testemunho da caridade. Recorda São Paulo: «Agora permanecem estas três coisas: a fé, a esperança e a caridade; mas a maior de todas é a caridade» (1 Cor 13, 13). Com palavras ainda mais incisivas – que não cessam de empenhar os cristãos –, afirmava o apóstolo Tiago: «De que aproveita, irmãos, que alguém diga que tem fé, se não tiver obras de fé? Acaso essa fé poderá salvá-lo? Se um irmão ou uma irmã estiverem nus e precisarem de alimento quotidiano, e um de vós lhes disser: “Ide em paz, tratai de vos aquecer e de matar a fome”, mas não lhes dais o que é necessário ao corpo, de que lhes aproveitará? Assim também a fé: se ela não tiver obras, está completamente morta. Mais ainda! Poderá alguém alegar sensatamente: “Tu tens a fé, e eu tenho as obras; mostra-me então a tua fé sem obras, que eu, pelas minhas obras, te mostrarei a minha fé”» (Tg 2, 14-18).

A fé sem a caridade não dá fruto, e a caridade sem a fé seria um sentimento constantemente à mercê da dúvida. Fé e caridade reclamam-se mutuamente, de tal modo que uma consente à outra realizar o seu caminho. De facto, não poucos cristãos dedicam amorosamente a sua vida a quem vive sozinho, marginalizado ou excluído, considerando-o como o primeiro a quem atender e o mais importante a socorrer, porque é precisamente nele que se espelha o próprio rosto de Cristo. Em virtude da fé, podemos reconhecer naqueles que pedem o nosso amor o rosto do Senhor ressuscitado. «Sempre que fizestes isto a um dos meus irmãos mais pequeninos, a Mim mesmo o fizestes» (Mt 25, 40): estas palavras de Jesus são uma advertência que não se deve esquecer e um convite perene a devolvermos aquele amor com que Ele cuida de nós. É a fé que permite reconhecer Cristo, e é o seu próprio amor que impele a socorrê-Lo sempre que Se faz próximo nosso no caminho da vida. Sustentados pela fé, olhamos com esperança o nosso serviço no mundo, aguardando «novos céus e uma nova terra, onde habite a justiça» (2 Ped 3, 13; cf. Ap 21, 1).

15. Já no termo da sua vida, o apóstolo Paulo pede ao discípulo Timóteo que «procure a fé» (cf. 2 Tm 2, 22) com a mesma constância de quando era novo (cf. 2 Tm 3, 15). Sintamos este convite dirigido a cada um de nós, para que ninguém se torne indolente na fé. Esta é companheira de vida, que permite perceber, com um olhar sempre novo, as maravilhas que Deus realiza por nós. Solícita a identificar os sinais dos tempos no hoje da história, a fé obriga cada um de nós a tornar-se sinal vivo da presença do Ressuscitado no mundo. Aquilo de que o mundo tem hoje particular necessidade é o testemunho credível de quantos, iluminados na mente e no coração pela Palavra do Senhor, são capazes de abrir o coração e a mente de muitos outros ao desejo de Deus e da vida verdadeira, aquela que não tem fim.

Que «a Palavra do Senhor avance e seja glorificada» (2 Ts 3, 1)! Possa este Ano da Fé tornar cada vez mais firme a relação com Cristo Senhor, dado que só n’Ele temos a certeza para olhar o futuro e a garantia dum amor autêntico e duradouro. As seguintes palavras do apóstolo Pedro lançam um último jorro de luz sobre a fé: «É por isso que exultais de alegria, se bem que, por algum tempo, tenhais de andar aflitos por diversas provações; deste modo, a qualidade genuína da vossa fé – muito mais preciosa do que o ouro perecível, por certo também provado pelo fogo – será achada digna de louvor, de glória e de honra, na altura da manifestação de Jesus Cristo. Sem O terdes visto, vós O amais; sem O ver ainda, credes n’Ele e vos alegrais com uma alegria indescritível e irradiante, alcançando assim a meta da vossa fé: a salvação das almas» (1 Ped 1, 6-9). A vida dos cristãos conhece a experiência da alegria e a do sofrimento. Quantos Santos viveram na solidão! Quantos crentes, mesmo em nossos dias, provados pelo silêncio de Deus, cuja voz consoladora queriam ouvir! As provas da vida, ao mesmo tempo que permitem compreender o mistério da Cruz e participar nos sofrimentos de Cristo (cf. Cl 1, 24) , são prelúdio da alegria e da esperança a que a fé conduz: «Quando sou fraco, então é que sou forte» (2 Cor 12, 10). Com firme certeza, acreditamos que o Senhor Jesus derrotou o mal e a morte. Com esta confiança segura, confiamo-nos a Ele: Ele, presente no meio de nós, vence o poder do maligno (cf. Lc 11, 20); e a Igreja, comunidade visível da sua misericórdia, permanece n’Ele como sinal da reconciliação definitiva com o Pai.

À Mãe de Deus, proclamada «feliz porque acreditou» (cf. Lc 1, 45), confiamos este tempo de graça.

Dado em Roma, junto de São Pedro, no dia 11 de Outubro do ano 2011, sétimo de Pontificado.

BENEDICTUS PP. XVI

[1] Homilia no início do ministério petrino do Bispo de Roma (24 de Abril de 2005): AAS 97 (2005), 710.

[2] Cf. Bento XVI, Homilia da Santa Missa no Terreiro do Paço (Lisboa – 11 de Maio de 2010): L’Osservatore Romano (ed. port. de 15/V/2010), 3.

[3] Cf. João Paulo II, Const. ap. Fidei depositum (11 de Outubro de 1992): AAS 86 (1994), 113-118.

[4] Cf. Relação final do Sínodo Extraordinário dos Bispos (7 de Dezembro de 1985), II, B, a, 4: L’Osservatore Romano (ed. port. de 22/XII/1985), 650.

[5] Paulo VI, Exort. ap. Petrum et Paulum Apostolos, no XIX centenário do martírio dos Apóstolos São Pedro e São Paulo (22 de Fevereiro de 1967): AAS 59 (1967), 196.

[6] Ibid.: o.c., 198.

[7] Paulo VI, Profissão Solene de Fé, Homilia durante a Concelebração por ocasião do XIX centenário do martírio dos Apóstolos São Pedro e São Paulo, no encerramento do «Ano da Fé» (30 de Junho de 1968): AAS 60 (1968), 433-445.

[8] Paulo VI, Audiência Geral (14 de Junho de 1967): Insegnamenti, V (1967), 801.

[9] João Paulo II, Carta ap. Novo millennio ineunte (6 de Janeiro de 2001), 57: AAS 93 (2001), 308.

[10] Discurso à Cúria Romana (22 de Dezembro de 2005): AAS 98 (2006), 52.

[11] Conc. Ecum. Vat. II, Const. dogm. sobre a Igreja Lumen gentium, 8.

[12] De utilitate credendi, 1, 2.

[13] Cf. Confissões, 1, 1.

[14] Conc. Ecum. Vat. II, Const. sobre a Sagrada Liturgia Sacrosanctum Concilium, 10.

[15] Cf. João Paulo II, Const. ap. Fidei depositum (11 de Outubro de 1992): AAS 86 (1994), 116.

[16] Santo Agostinho, Sermo 215, 1.

[17] Catecismo da Igreja Católica, 167.

[18] Cf. Conc. Ecum. Vat. I, Const. dogm. sobre a fé católica Dei Filius, cap. III: DS 3008-3009; Conc. Ecum. Vat. II, Const. dogm. sobre a Revelação divina Dei Verbum, 5.

[19] Bento XVI, Discurso no «Collège des Bernardins» (Paris, 12 de Setembro de 2008): AAS 100 (2008), 722.

[20] Cf. Santo Agostinho, Confissões, 13, 1.

[21] Const. ap. Fidei depositum (11 de Outubro de 1992): AAS 86 (1994), 115 e 117.

[22] Cf. João Paulo II, Carta enc. Fides et ratio (14 de Setembro de 1998), 34.106: AAS 91 (1999), 31-32.86-87.

[© Copyright 2011 - Libreria Editrice Vaticana]


Aniversário de 2 Anos!!!

Novos Cardeais!!!

 

Sample text


O papa Bento XVI proclamou como "venerável" João Paulo II, após aprovar o decreto pelo qual são reconhecidas as "virtudes heróicas do servo de Deus" Karol Wojtyla, primeiro passo para a santidade do polonês, informou a Santa Sé.
O decreto foi aprovado durante a audiência concedida no Vaticano pelo prefeito regional da Congregação para a Causa dos Santos, o arcebispo Ângelo Amato.
A assinatura do decreto não significa a imediata beatificação de Karol Wojtyla, já que ainda falta a aprovação por Bento XVI do milagre que leve à proclamação de seu antecessor como beato.

Sample Text

Sample Text

DEUS ABENÇÕE A TODOS E A TODAS QUE ACESSARAM ESTE BLOG, E EM ESPECIAL ABRAÇO QUERO MANDAR PARA TODOS OS PADRES DA DIOCESE DE BLUMENAU,AO NOSSO BISPO DIOCESANO DOM JOSÉ NEGRI (PIME),QUE CONTO COM A COLABORAÇÃO NAS ORAÇÕES DE CADA UM NA MINHA CAMINHADA VOCACIONAL!!!

ABRAÇO FRATERNALMENTE DE SEU IRMÃO
THIAGO KRAUPPE!!!


 
Blogger Templates