Navegantes, sexta-feira, 26 de agosto de 2011 - Venho por meio deste estar comunicando a todas e a todos os (as) Leitores (as) que durante o dia 27 de agosto de 2011 á 09 de setembro de 2011 não estaremos postando nem uma noticias em nosso Blog.




Neste dia, festejamos a santidade de vida de São Bartolomeu, apóstolo de Nosso Senhor Jesus Cristo, que na Bíblia é citado com o nome de Natanael (que significa dom de Deus). Os três Evangelhos sinópticos chamam-lhe sempre Bartolomeu ou Bar-Talmay (filho de Talmay em aramaico). Nasceu em Caná da Galiléia, naquela pequena aldeia onde Jesus transformou a água em vinho.
Assim, dentre os discípulos de João Batista, André – chamado por Jesus, – chama Pedro e Filipe, e este chama a Natanael, o qual, diante da origem humilde do Senhor, manifesta incredulidade. Porém, ao primeiro contato com o Senhor, Natanael O aclama como Filho de Deus e rei de Israel. Cristo descarta esse título de poder, identificando-se com o “Filho do Homem”, a presença divina no simplesmente humano que abre as portas do céu.
O título “Filho de Deus” tem duplo sentido: título de realeza, comum nos reinos e impérios, e título específico de Jesus, enquanto presença divina, amorosa, encarnada. Natanael o usa no primeiro sentido. O Senhor insinua que Sua realidade é outra: por Ele, o Filho do Homem, serão abertas as portas do céu aos humanos. Ele vem realizar o projeto de Deus, que é levar o humano à plenitude pela comunhão com o amor divino.
Antes de ser chamado, Natanael conversava com Filipe, que lhe disse haver encontrado Aquele sobre quem escreveram Moisés e os Profetas: Jesus de Nazaré, o filho de José.
Ao que Natanael lhe responde: “Por acaso pode sair algo de bom de Nazaré?”Tendo em vista que essa era uma cidade pequena e habitada por pessoas muito simples. O Senhor se aproxima dos dois naquele momento e Filipe diz a Natanael: “Vem e vê!”. Assim que este [Natanael] olha, encontra o seu olhar com o olhar de Jesus, que lhe diz: “Eis um verdadeiro israelita, no qual não há enganos”. Assustado, ele pergunta ao Messias: “De onde me conheces?” Jesus lhe diz: “Antes que Filipe te chamasse, eu te vi quando estavas debaixo da figueira”. Daí, Natanael exclama: “Mestre, tu és o Filho de Deus, tu és o Rei de Israel”.
Em nossa vida, a exemplo de Natanael, o Senhor Jesus nos incentiva de várias maneiras a caminhar pelos Seus caminhos, para vivermos fundamentados nos Seus ensinamentos de Filho de Deus, demonstrando, com a Sua vida, o verdadeiro lugar do amor na vida de todos os que O seguem.
Muitas são as vezes em que nós somos displicentes e, deixando-nos levar pelo barulho do mundo – principalmente nos dias atuais – não percebemos o amor de Deus a nos abraçar e a falar dentro do nosso coração, completamente diferente daquilo que temos em nossa cabeça.
Sem forçar, sem exigir, Cristo não nos abandona nesses tempos. Ele deixa-nos livres para seguirmos nossa cabeça ou nosso coração. Após tomarmos a atitude escolhida, vamos colher seus frutos – se bons ou ruins – advindos como resultados da nossa decisão tomada.
Rimos, ficamos felizes e alegres se agimos acertadamente. Mas choramos e sofremos muito se, por outro lado, erramos agindo pelo instinto somente, sem usarmos de discernimento.
Assim aconteceu com Natanael, a princípio, ao diminuir Jesus pela Sua procedência, não Lhe dando o valor sobre o qual o próprio Criador nos ensina no Antigo Testamento.
Cristo veio para salvar a humanidade, não descansou jamais, para cumprir a missão a que veio: salvar a todos os Seus irmãos – que somos todos nós – dando-nos a oportunidade de errarmos durante a nossa vida e, ao nos arrependermos e Ele aceitar a qualquer momento o nosso arrependimento sincero, nos levar para junto do Pai na Eternidade, onde Ele nos espera desde que nascemos.
Por isso, devemos cultivar o perdão na nossa vida, e jamais o negar aos que nos ofendem, aos que não gostam de nós, aos que nos prejudicam, nos ignoram ou não nos aceitam. Aí reside a nossa prova de que amamos a Deus sobre todas as coisas e ao próximo como a nós mesmos. Assim é a essência do maior dos mandamentos que Jesus nos trouxe para a nossa salvação.
Pai, leva-me a conhecer, cada vez mais profundamente, a identidade de Seu Filho Jesus, e a fazer-me discípulo d’Ele, de modo a compartilhar Sua missão.
Padre Bantu Mendonça


Instituída pelo Papa Pio XII, celebramos hoje a Memória de Nossa Senhora Rainha, que visa louvar o Filho, pois já dizia o Cardeal Suenens: "Toda devoção a Maria termina em Jesus, tal como o rio que se lança ao mar".

Pois a escolha da Virgem Maria – uma jovem da periferia da Galileia – para ser a Mãe de Jesus, Filho de Deus, nos revela que o projeto de Deus difere dos projetos dos homens neste mundo.
O poder e o prestígio, tão ansiosamente buscados, nada significam para Deus. Maria Santíssima viveu a humildade e o serviço e nisso se identifica com seu Filho Jesus. O título de “rainha” aplicado a Maria não indica poder e superioridade, mas sim amor que se doa, cativa e se comunica. Nossa Senhora está presente em nossos lares, nas alegrias e nos sofrimentos, nos confortando como mãe e companheira de caminhada no seguimento a Jesus Cristo.
Seu amor misericordioso é universal e fonte da paz a ser consolidada pelos laços de fraternidade e justiça entre todos, homens e mulheres.
Unindo o Filho que se encarna e a Mãe que O acolhe aparece misteriosamente a obediência, o “sim” de total disponibilidade ao Pai: o “sim” eterno do Filho, que ecoa no tempo através do “sim” da Virgem Maria. Assim, aparece o quanto a salvação do mundo e da humanidade manifesta-se na atitude de obediência, o contrário da atitude do pecado original. A humanidade voltará pela obediência Àquele de quem se afastou pela covardia da desobediência. O Criador e a criatura, de modo admirável e incompreensível, comungam nessa obediência ao plano amoroso da salvação.
Somos convidados a contemplar a atitude crente, madura e disponível de Nossa Senhora. Crente porque se confia totalmente ao Senhor, como Abraão, que “partiu sem saber para onde ia” (Hb 12,8). Casamento, futuro, filhos, tudo isso a Virgem Mãe deixou nas mãos de Deus sem Lhe pedir explicações, sem Lhe pedir provas, sem Lhe pedir garantias.
Atitude madura porque humildemente procurou compreender – quanto possível – o plano de Deus a seu respeito para melhor aderir a ele. Atitude disponível, pela sua insuperável resposta ao convite do Senhor: “Eis a Serva!” Maria não pertence a si própria, não considera sua vida e seu destino a partir de seus interesses e projetos. Ela se confia total e absolutamente ao seu Senhor e Deus.
Concluindo, diremos que a anunciação do anjo mostra a dinâmica da fé da Santíssima Virgem Maria: sendo virgem, descobre-se grávida; perturba-se e tem medo; descobre a mão de Deus por intermédio do Espírito Santo; toma consciência de que o que cresce em seu seio é o Verbo Divino; não duvida desta iluminação interior; apenas pergunta como se fará isso. Aceita realidades que não se veem. Ela creu, pois que “para Deus nada é impossível”.
A fé consiste exatamente nisso: “a fé é a antecipação das coisas que se esperam, a prova das realidades que não se veem” (Hb 11,1). Com Maria digamos “sim” à voz de Deus, pois Jesus quer continuar nascendo em mim e em você todos os dias.
Padre Bantu Mendonça

Madri, sabado, 20 de agosto de 2011 - Sua Santiade manteve um encontro com 1000 professores, na Basílica de SanLorenzo de El Escorial, onde sublinhou que “não é uma casualidade que tenha sido a Igreja quem promoveu a instituição universitária”
Como professor entre os demais, o Papa pediu aos professores que transmitiam o ideal universitário aos seus alunos …
“Os jovens necessitam autênticos mestres, pessoas abertas à verdade total nas diferentes áreas do saber” declarou o Sumo Pontífice
O cardeal Rouco Varela, assegurou que o Papa é a luz que os guiará no desenrolar cristão da sua tarefa intelectual e educativa.
Madrid, 19 agosto de 2011 – A Jornada Mundial da Juventude (JMJ) Madrid 11 saiu da cidade por umas horas que a acolhe, para se transladar um pouco mais para norte, para o Real Sitio de El Escorial, um lugar que não é desconhecido para o Papa, que já o visitou, em 1989, como perfeito da Congregação para a Doutrina da Fé.
Num ambiente festivo e colorido, com togas e capelos de diferentes disciplinas, teve lugar o encontro do Papa com mais de 1000 professores e investigadores de todo o mundo. Este encontro tem a marca do constante empenho do Santo Padre para contribuir para a reflexão entre a ciência e a fé (com precedentes em Ratisbona, na Alemanha, do encontro dos Bernardinos em Paris ou em Westmister Hall). No evento estive presente o ministro da Educação, Ángel Gabiondo que cumprimentou o Papa à entrada da Basílica.
Durante este encontro com jovens docentes, Bento XVI defendeu o papel que tem a instituição universitária hoje em dia. “A universidade foi, e está chamada a ser sempre, a casa onde se busca a verdade própria da pessoa humana”. Nesse sentido, o pontífice deixou claro que “não é casualidade que fosse a igreja quem promoveu a instituição universitária, pois a fé cristã fala-nos de Cristo como o Logos por quem tudo foi feito (cf. Jo 1, 3)”.
Além disso, o Papa assegurou que “a universidade encarna um ideal que não se deve desvirtuar nem por ideologias fechadas ao diálogo racional, nem por servilismos a um lógica utilitarista de simples mercado, que olha para o homem como mero consumidor”.
Por outro lado, o Papa convidou aos docentes a que transmitam esse ideal universitário de propor e acreditar na fé perante a inteligência dos homens, enquanto os advertiu que não basta ensiná-lo mas também vivê-lo. “Os jovens precisam de mestres autênticos: pessoas abertas à verdade total nos diversos ramos do saber, capazes de escutar e viver, dentro de si mesmos, este diálogo interdisciplinar”. Seguidamente, usou Platão como exemplo: “«Busca a verdade enquanto és jovem, porque, se o não fizeres, depois escapar-te-á das mãos» (Parménides, 135d)”.
O Santo Padre quis animá-los “a não perder jamais tal sensibilidade e encanto pela verdade, a não esquecerdes que o ensino não é uma simples transmissão de conteúdos, mas uma formação de jovens a quem deveis compreender e amar.” Para Bento XVI, “não podemos avançar no conhecimento de algo, se não nos mover o amor; nem tão pouco amar uma coisa em que não vemos racionalidade”. Nesse sentido, pediu aos professores que sejam humildes. “Na actividade intelectual e docente, a humildade é também uma virtude indispensável, pois protege da vaidade que fecha o acesso à verdade.”
Para finalizar, motivou-os a voltar sempre a olhar para Cristo e fez uso do tema da JMJ “Radicados n’Ele, sereis bons guias dos nossos jovens.” E concedeu-lhes a sua bênção.
Antes do discurso de Bento XVI, o Cardeal Arcebispo de Madrid Antonio María Rouco Varela manifestou a gratidão de variados sectores da vida universitária, especialmente de Espanha, pela decisão do Papa de incluir este encontro no programa da JMJ. Esta é a primeira vez que sucede na história das Jornadas.
Rouco assinalou que “os jovens universitários, que acolheram com tanto calor e afecto, estão muito conscientes que a Palavra do Papa será para eles, nestes momentos tão críticos para a humanidade, luz que os guiará no desenvolvimento cristão da sua tarefa intelectual e educativa.”
Também tomou a palavra em nome de todos os professores, Alejandro Rodrígiues de la Peña, doutorado em história, vice-reitor da Universidade San Pablo CEU e director do Colégio Mayor de San Pablo de Madrid. Rodriguez de la Peña agradeceu ao Papa o “fecundo magistério sobre a vocação universitária e, em particular, entre a ciência e a fé, e sobre o lugar vital da religião revelada na sociedade actual.” Além disso, afirmou que a “recente beatificação do cardeal John Henry Newman foi para todos os católicos um sinal eloquente da importância que vossa Santidade atribui a dimensão intelectual da vivência cristã”.
Neste encontro participou a Escolania del Monastério, que interpretou a “Avé Maria” do compositor e celebre polifonista do renascimento espanhol, Tomás de Vitoria.






Domingo, 21 de agosto de 2011
Assunção de Nossa Senhora
Outros Santos do Dia: São Pio X, Papa (Memória), Anastácio de Savona (mártir), Balduíno (abade), Bassa e seus três filhos: Teogônio, Agapito e Fidelis (mártires), Bernardo Tolomei (abade, fundador do Mosteiro de Monte Olivetto), Ciríaco e Hilário (mártires), Ciselo, Camerino e Luxório (mártires), Euprépio de Verona (bispo), Maximiano e Bonoso de Antioquia (mártires), Paterno de Fondi (mártir), Privado de Mende (bispo, mártir), Quadrato de Utique (bispo, mártir), Sidônio Apolinário (bispo de Clermont), Umbelina (monja, irmã de São Bernardo de Claraval).
Primeira leitura: Apocalipse 11, 19; 12,1.3-6.10
Uma mulher vestida como sol, tendo a lua sob os pés.
Salmo responsorial: 44
À vossa direita se encontra a rainha, com veste esplendente de ouro de Ofir.
Segunda leitura: 1 Coríntios 15, 20-27
Primeiro Cristo, que é as primícias, depois os que pertencem a Cristo.
Evangelho: Lucas 1, 39-56
O Todo-poderoso fez grandes coisas por mim.
A festa da Santíssima Virgem Maria
Esta é a maior das festas da Santíssima Virgem Maria; é a sua Assunção; a festa da sua entrada na glória, da sua plenitude como criatura, como mulher, como mãe, como discípula de Cristo Jesus. Como um rio, que após longa corrida deságua no mar, hoje, a Virgem Toda Santa deságua na glória de Deus: transfigurada no Espírito Santo, derramado pelo Cristo, ela está na glória do Pai!
Para compreendermos o profundo sentido do que celebramos, tomemos as palavras de são Paulo: "Cristo ressuscitou dos mortos como primícias dos que morreram. Com efeito, por um homem veio a morte e é também por um homem que vem a ressurreição dos mortos. Como em Adão todos morrem, em Cristo todos reviverão. Porém, cada qual segundo uma ordem determinada". – Eis a nossa fé, o centro da nossa esperança: Cristo ressuscitou dos mortos como primícias dos que adormeceram. Ele é o primeiro a ressuscitar, ele é a causa e o modelo da nossa ressurreição. Os que nele nascem pelo batismo, os que nele crêem e nele vivem, ressuscitarão com ele e como ele: logo após a morte ressuscitarão naquela dimensão imaterial que temos, núcleo da nossa personalidade, a que chamamos "alma"; e, no final dos tempos, quando todo o universo for glorificado, ressuscitaremos também no nosso corpo. Assim, em todo o nosso ser, corpo e alma, estaremos, um dia, revestidos da glória de Cristo, nosso Salvador, estaremos plenamente conformados a ele!
Ora, a Igreja crê, desde os tempos antigos, que a Virgem Maria já entrou plenamente nessa glória. Aquilo que todos nós só teremos em plenitude no final dos tempos, a Santíssima Mãe de Deus, já recebeu logo após a sua morte. Ela é a "Mulher vestida de sol, tendo a lua debaixo dos pés e sobre a cabeça uma coroa de doze estrelas". Ela já está totalmente revestida da glória do Cristo, Sol de justiça – e esta glória é o próprio Espírito Santo que o Cristo Senhor nos dá. Ela já pisa a lua, símbolo das mudanças e inconstâncias deste mundo que passa. Ela já está coroada com doze estrelas, porque é a Filha de Sião, filha perfeita do antigo Israel e Mãe do novo Israel, que é a Igreja. Assim, a Virgem, logo após a sua morte – doce como uma dormição -, foi elevado ao céu, à glória do seu Filho em todo o seu ser, corpo e alma. Aquela que esteve perfeitamente unida ao Filho na cruz (cf. Lc. 2,34s; Jo 19,25ss.), agora está perfeitamente unida a ele na glória. São Paulo não dissera, falando do Cristo morto e ressuscitado? "Fiel é esta palavra: Se com ele morremos, com ele viveremos. Se com ele sofremos, com ele reinaremos" (2Tm. 2,12). Eis! A Virgem que perfeitamente esteve unida ao seu Filho no caminho da cruz, perfeitamente foi unida a ele na glória da ressurreição. Aquela que sempre foi "plenamente agraciada" (Lc. 1,28), de modo a não ter a mancha do pecado, não permaneceu na morte, salário do pecado. Assim, o que nós esperamos em plenitude para o fim dos tempos, a Virgem já experimenta agora e plenitude. Como é grande a salvação que o Cristo nos obteve! Como é grande a sua força salvífica ao realizar coisas tão grandes na sua Mãe!
Mas, a Festa de hoje não é somente da Virgem Maria. Primeiramente, ela glorifica o Cristo, Autor da nossa salvação, pois em Maria aparece a vitória sobre a morte, que Jesus nos conquistou. A liturgia hoje exclama: "Preservastes, ó Deus, da corrupção da morte aquela que gerou de modo inefável vosso próprio Filho feito homem, Autor de toda a vida". Este senhorio de Cristo aparece hoje radiante na sua Mãe toda santa: em Maria, Cristo venceu a morte de Maria! Em segundo lugar, a festa de hoje é também festa da Igreja, de quem Maria é Mãe e figura. A liturgia canta: "Hoje, a Virgem Maria, Mãe de Deus, foi elevada à glória do céu. Aurora e esplendor da Igreja triunfante, ela é consolo e esperança para o vosso povo ainda em caminho". Sim! A Mãe Igreja contempla a Mãe Maria e fica cheia de esperança, pois um dia, estará totalmente glorificada como ela, a Mãe de Jesus, já se encontra agora. Finalmente, a festa é de cada um de nós, pois já vemos em Nossa Senhora aquilo que, pela graça de Cristo, o Pai preparou para todos nós: que sejamos totalmente glorificados na glória luminosa do Espírito do Filho morto e ressuscitado. Aquilo que a Virgem já possui plenamente, nós possuiremos também: logo após a morte, na nossa alma; no fim dos tempos, também no nosso corpo!
Estejamos atentos! A festa hodierna recorda o nosso destino, a nossa dignidade e a dignidade do nosso corpo. O mundo atual, por um lado exalta o corpo nas academias, no culto da forma física, da moda e da beleza exterior; por outro lado, entrega o corpo à sensualidade, à imoralidade, à droga, ao álcool... É comum escutarmos que o que importa é o "espírito", que a matéria, o corpo passa... Os cristãos não aceitam isso! Nosso corpo é templo do Espírito Santo, nosso corpo ressuscitará, nosso corpo é dimensão indispensável do nosso eu. Um documento recente da Igreja sobre a relação homem-mulher, chamava-se atenção exatamente para essa questão: o corpo em si, para o mundo, parece que não significa muita coisa, que não tem uma linguagem própria, que não diz algo do que eu sou, da minha identidade – inclusive sexual. Para nós, cristãos, o corpo integra profundamente a personalidade de cada um: meu corpo será meu por toda eternidade; meu corpo é parte de minha identidade por todo o sempre! Honremos, então nosso corpo: "O corpo não é para a fornicação e, sim, para o Senhor e o Senhor é para o corpo. Ora, Deus, que ressuscitou o Senhor, ressuscitará também a nós – em nosso corpo- pelo seu poder. Glorificai, portanto, a Deus em vosso corpo" (1Cor. 6,14.20).
Então, caríssimos, olhemos para o céu, voltemos para lá o nosso coração! Celebremos! Com a Virgem Maria, hoje vencedora da morte, com a Igreja, que espera, um dia, triunfar totalmente como Maria Virgem, cantemos as palavras da Filha de Sião, da Mãe da Igreja, pensando na nossa vitória: "A minha alma engrandece o Senhor e o meu espírito se alegra em Deus, meu Salvador, porque olhou para a humildade de sua serva. O Todo-poderoso fez grandes coisas em meu favor!" A ele a glória pelos séculos dos séculos. Amém.
Hoje celebramos a maior de todas as solenidades da Mãe de Deus: a sua Assunção gloriosa ao céu.
A oração inicial da missa hodierna pediu: "Deus eterno e todo-poderoso, que elevastes à glória do céu em corpo e alma a imaculada Virgem Maria, Mãe do vosso Filho, dai-nos viver atentos às coisas do alto, a fim de participarmos da sua glória". A liturgia da Igreja, sempre tão sábia e tão sóbria, resumiu aqui o essencial desta solenidade santíssima. Com efeito, Deus elevou à glória do céu em corpo e alma a imaculada Virgem Maria! Ela, uma simples criatura, ela, tão pequena, tão humilde, foi eleva a Deus, ao céu, à plenitude em todo o seu ser, corpo e alma! Como isso é possível? Não é a morte o destino comum e final de tudo quanto vive? Isso dizem os pagãos, isso dizem os descrentes, os sábios segundo o mundo, que se conformam com a morte... Mas, nós, nós sabemos que não é assim! Nosso destino é a vida, nosso ponto final é a glória no coração de Deus: glória no corpo, glória na alma, glória em tudo que somos! Foi isso que Deus nos preparou – bendito seja ele para sempre!
Mas, como isso é possível? A Palavra de Deus deste hoje no-lo afirma, de modo admirável. Escutai, irmãos, escutai, irmãs, consolai-vos todos vós: "Cristo ressuscitou dos mortos, primícia dos que morreram. Em Cristo todos reviverão, cada qual segundo uma ordem determinada; em primeiro lugar Cristo, como primícia!" Eis por que, eis como ressuscitaremos: Cristo ressuscitou! Jesus de Nazaré, caríssimos, é o Senhor! O nosso Jesus é Deus bendito e foi ressuscitado pela glória do Pai! O nosso Senhor Jesus venceu e no faz participantes da sua vitória, dando-nos o seu Espírito Santo! Credes nisso, meus caros? Neste mundo que só crê no que vê, que só leva a sério o que toca, que só dá valor ao que cai no âmbito dos sentidos, credes que Cristo está vivo e é Senhor, primícia, princípio de todos os que morrem unidos a ele? Pois bem, escutai: o Cristo que ressuscitou, que venceu, concedeu plenamente a sua vitória à sua Mãe, à Santíssima Virgem Maria, que esteve sempre unida a ele. Ela, totalmente imaculada, nunca afastou-se do filho: nem na longa espera do parto, nem na pobreza de Belém, nem na fuga para o Egito, nem no período de exílio, nem na angústia de procura-lo no Templo, nem nos anos obscuros de Nazaré, nem nos tempos dolorosos da pregação do Reino, nem no desastre da cruz, nem na solidão do sepulcro no Sábado Santo... nem mesmo após, nos dias da Igreja, quando discretamente, ela permanecia em oração com os irmãos do Senhor... Sempre imaculada, sempre perfeitamente unida ao Senhor. Assim, após a sua preciosa morte, ela foi elevada à glória do céu, isto é, à glória de Cristo que ressuscitou e é primícia da nossa ressurreição!
A presente solenidade é, então, primeiramente, exaltação da glória do Cristo: nele está a vida e a ressurreição; nele, a esperança de libertação definitiva! Por isso, todo aquele que crê em Jesus e é batizado no seu Espírito Santo no sacramento do Batismo, morrerá com Cristo e com Cristo ressuscitará. Imediatamente após a morte, nossa alma será glorificada e estaremos para sempre com o Senhor. Quanto ao nosso corpo, será destruído e, no final dos tempos, quando Cristo nossa vida aparecer, será também ressuscitado em glória e unido à nossa alma. Será assim com todos nós. Mas, não foi assim com a Virgem Maria! Aquela que não teve pecado também não foi tocada pela corrupção da morte! Imediatamente após a sua passagem para Deus, ela foi ressuscitada, glorificada em corpo e alma, foi elevada ao céu! Podemos, portanto, exclamar como Isabel: "Bendita és tu entre as mulheres! Bendito é o fruto do teu ventre! Bem-aventurada aquela que acreditou, porque será cumprido o que o Senhor lhe prometeu!"
Esta é, portanto, a festa de plenitude de Nossa Senhora, a sua chegada a glória, no seu destino pleno de criatura. Nela aparece claro a obra da salvação que Cristo realizou! Ela é aquela Mulher vestida do sol, que é Cristo, pisando a instabilidade deste mundo, representada pela lua inconstante, toda coroada de doze estrelas, número da Israel e da Igreja! A leitura do Apocalipse mostra-nos tudo isso; mas, termina afirmando: "Agora realizou-se a salvação, a força e a realeza do nosso Deus e o poder do seu Cristo!" Eis: a plenitude da Virgem é realização da obra de Cristo, da vitória de Cristo nela!
Quanto nos diz esta solenidade! A oração inicial, citada no início desta homilia, pedia a Deus: "Dai-nos viver atentos às coisas do alto, a fim de participarmos da sua glória dai-nos viver atentos às coisas do alto, a fim de participarmos da sua glória". Eis aqui qual deve ser o nosso modo de viver: atentos às coisas do alto, onde está Cristo, onde contemplamos a Virgem totalmente glorificada em Cristo. Caminhar neste mundo sem no prendermos a ele. Aqui somos estrangeiros, aqui estamos de passagem, aqui somos peregrinos; lá é que permaneceremos para sempre: nossa pátria é o céu, onde está Cristo, nossa vida! O grande mal do mundo atual é entreter-se com seu consumismo, com sua tecnologia, com seu bem-estar, com seu divertimento excessivo e esquecer de viver atento às coisas do alto. Mas, pior ainda, os cristãos também muitas vezes são infectados por essa doença! Nós, que deveríamos ser as testemunhas do mundo que há de vir, quantas vezes vivemos imersos, metidos somente nas ocupações deste mundo – muitos até com o pretexto de que estão trabalhando pelos irmãos e por uma sociedade melhor. Nada disso! Os pés devem estar na terra, mas o coração deve estar sempre voltado para o alto! Não esqueçamos: nosso destino é o céu, participando da glória de Cristo, da qual a Virgem Maria já participa plenamente! Aí, sim, poderemos cantar com ela e como ela: "A minha alma engrandece ao Senhor e o meu espírito exulta em Deus meu Salvador: o poderoso fez em mim maravilhas!" Seja ele bendito agora e para sempre.
+ Dom Henrique Soares da Costa

Evangelho - Mt 23,1-12
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O Evangelho que vamos refletir hoje nos chama a atenção para três pontos importantes: o primeiro nos alerta para as atitudes dos mestres da Lei; o segundo nos revela Aquele que deve ser nosso único Mestre e Guia; e o terceiro nos aponta para a verdadeira vocação!No primeiro ponto, Jesus nos fala do modo de ser dos mestres da Lei que se mostram incoerentes. Eles falam, porém não cumprem, faltam-lhe o testemunho daquilo que pregam. Por isso, o próprio Cristo, no segundo ponto, apresenta-se como o Modelo a ser seguido por todo aquele que deseja alegrar o coração de Deus e, dessa maneira, no terceiro ponto, Ele nos indica aquela que é a essencial e verdadeira vocação do ser humano: o SERVIÇO!
SERVIR É A NOSSA MAIOR VOCAÇÃO! O próprio Deus serviu a humanidade ao se entregar para a Redenção do mundo, fazendo-se homem e ensinando-nos o caminho que leva para a VIDA FELIZ!
Vejam, gente querida, como é grande o Amor e a Misericórdia do nosso Deus, Ele não é como os mestres da Lei que se contradizem no falar e no fazer, mas, ao contrário, Ele mesmo ensina-nos fazendo!
Portanto, não sejamos como os mestres da Lei. Aprendamos de Jesus a executar esta que é a nossa VOCAÇÃO FUNDAMENTAL: O SERVIÇO!
Nossa maior VOCAÇÃO!
+ Frei Lucas Emanuel Almeida. CSsR
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