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segunda-feira, 31 de janeiro de 2011

Educar é “emergência” na missão da Igreja!!!


Arcebispo de Braga faz reflexão sobre o tema em jornada da família

ROMA, segunda-feira, 31 de janeiro de 2011– “Educar e testemunhar segundo a Boa-Nova de Jesus Cristo é uma verdadeira emergência na missão da Igreja”, afirma o arcebispo de Braga, Dom Jorge Ortiga.
Em uma reflexão apresentada na VI Jornada da Família, no arciprestado de V. Nova de Famalicão, nesse sábado, o arcebispo destacou que hoje se vive “num tempo novo que exige de nós o esforço contínuo de repensar os modelos educativos”.
Dom Jorge Ortiga adverte do risco das correntes pedagógicas do facilitismo e da lei do menor esforço no âmbito da educação. Incentivam-se “pedagogias centradas na auto-realização individual sem vislumbrar uma cultura da fraternidade e da partilha de valores”.
Trata-se de um panorama que contagiou a família, a escola e a própria Igreja.
“A família, na sua forma materna e paterna, já não ousa contrariar as crianças e permite precocemente, por demissão ou por omissão, todo o tipo de experiências que desequilibram o crescimento integral da pessoa.”
Segundo o arcebispo, “é preciso clareza e comunhão no exercício do testemunho parental. Onde está um sim também pode estar um não”.
Já a escola, “na perspectiva redutora de uma formação pluricultural, não tem sido capaz de delinear um projeto educativo respeitador e promotor de uma cultura verdadeiramente humana”.
“Impõe-se a todo o custo uma ideologia educativa estatal com a consequente eliminação silenciosa de todas as propostas educativas que orientem para os valores do testemunho, da autoridade, da seriedade, da vontade de trabalho e de iniciativa, da fé e da visão cristã do mundo.”
Dom Jorge Ortiga também assinala que a Igreja, “na sua tarefa irrenunciável de apresentar um projeto educativo à luz do pensamento cristão, nem sempre tem sido capaz de propor um itinerário de crescimento e de diálogo entre a fé e a razão”.
“A formação dos agentes educativos da Igreja é urgentíssima porque estamos a perder oportunidades únicas de testemunhar com a vida o anúncio primordial da fé cristã”, afirma.
Para enfrentar essa situação, o arcebispo indica alguns “ministérios possíveis”, como a utilização das novas tecnologias, a criação de equipes de jornalismo para elaborar boletins paroquiais, a formação de equipes de voluntariado de ação social, a promoção de iniciativas de índole cultural onde o pensamento cristão seja apresentado com criatividade e originalidade.
Segundo o arcebispo, não se pode exigir dos católicos que “venham somente à Eucaristia dominical, é preciso que a comunidade acolha com a alegria as várias sinergias e dons ao serviço do Evangelho”.
Ensino
Dom Jorge Ortiga partilhou sua preocupação da redução da educação em Portugal “a uma certa demagogia ideológica”.
“Ultimamente verifica-se uma polarização da perspectiva economicista da educação. Por nosso lado não podemos deixar de dizer que o ensino privado não pode ser visto como contraponto do estatal.”
O ensino privado – prossegue o arcebispo – “é ensino público na medida em que está ao serviço de toda a sociedade na formação dos quadros diretivos e do tecido produtivo do nosso país”.
“Certamente que a questão econômica não é despicienda mas é necessário garantir o direito das famílias poderem escolher o modelo educativo para os seus filhos.”
O prelado fez um apelo “a uma educação integral resultante de testemunho de vida e da competência técnica de todos aqueles que interagem no acompanhamento vocacional das crianças e dos jovens”.
“Uma educação que não seja auto-realização ou funcionalista mas que eduque as novas gerações para uma cidadania exigente e ativa na luta por um progresso justo e humano.”
Ele pediu ainda o compromisso dos cristãos em “propor uma educação católica, universal e diversificada, que toque as grandes questões da nossa existência”.

Papa pede orações pelo respeito à família!!!

Intenções confiadas em fevereiro ao Apostolado da Oração

CIDADE DO VATICANO, segunda-feira, 31 de janeiro de 2011 (ZENIT.org) – Para este mês de fevereiro, o Papa pede aos fiéis que rezem para que se respeite a família e se reconheça seu papel na sociedade.
Essa é a proposta feita nas intenções de oração para o segundo mês do ano, contidas na carta pontifícia confiada ao Apostolado da Oração, iniciativa que envolve cerca de 50 milhões de pessoas nos cinco continentes.
“Para que a família seja respeitada por todos em sua identidade e seja reconhecida a sua insubstituível contribuição em favor de toda a sociedade”, diz a intenção geral.
Todo mês, o Papa propõe também uma intenção missionária. A de fevereiro diz: “Para que nos territórios de missão onde a luta às doenças é mais urgente, as comunidades cristãs saibam testemunhar a presença de Cristo ao lado dos que sofrem”.

Documentário enfoca JMJ!!!

História e testemunhos em 21 idiomas

ROMA, segunda-feira, 31 de janeiro de 2011 (ZENIT.org) – Com o objetivo de documentar a obra extraordinária de Deus no coração das Jornadas Mundiais da Juventude (JMJ), foi lançado o documentário “A força do Evangelho”.
Trata-se de uma produção em 21 idiomas de Net for God, uma rede internacional de oração e formação cristã pela paz e a unidade entre as Igrejas e os países.
O documentário está sendo utilizado para promover no mundo a JMJ de Madri (16 a 21 de agosto).
O filme redescobre a origem desta iniciativa de João Paulo II e mostra os motivos de um sucesso que era impossível de imaginar.
O documentário, introduzido por Dom Renato Boccardo, arcebispo de Spoleto (Itália), encarregado durante dez anos da organização e coordenação das JMJ, propõe o testemunho de numerosos jovens cuja vida se transformou após seu encontro com Cristo.

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Na internet: http://www.netforgod.tv

Bento XVI: bem-aventuranças, programa de vida!!!


Intervenção por ocasião do Ângelus

CIDADE DO VATICANO, domingo, 30 de janeiro de 2011- Apresentamos as palavras que Bento XVI dirigiu hoje, ao rezar a oração mariana do Ângelus junto a milhares de peregrinos reunidos na Praça de São Pedro.

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Queridos irmãos e irmãs:

Neste quarto domingo do Tempo Comum, o Evangelho apresenta o primeiro grande discurso que o Senhor dirige ao povo, sobre as doces colinas ao redor do lago da Galileia. "Vendo as multidões - escreve São Mateus -, Jesus subiu à montanha e sentou-se. Os discípulos aproximaram-se. E Ele começou a ensinar" (Mt 5, 1-2). Jesus, o novo Moisés, "assume a ‘cátedra da montanha" (Jesus de Nazaré, 2007) e proclama "bem-aventurados" os pobres de espírito, os que choram, os misericordiosos, os que têm fome e sede de justiça, os limpos de coração, os perseguidos (cf. Mt 5, 3-10). Não se trata de uma nova ideologia, mas de ensinamento que procede do alto e que diz respeito à condição humana, que o Senhor, ao encarnar-se, quis assumir para salvar. Por esta razão, "o Sermão da Montanha é dirigido a todos, no presente e no futuro... e só pode ser compreendido e vivido no seguimento de Jesus, caminhando com Ele" (Jesus de Nazaré). As bem-aventuranças são um novo programa de vida para se livrar dos falsos valores do mundo e abrir-se aos verdadeiros bens presentes e futuros. Quando Deus conforta, sacia a fome de justiça, enxuga as lágrimas dos que choram, isso significa que, além de recompensar cada um de forma sensível, abre o Reino do Céu. "As bem-aventuranças são a transposição da cruz e da ressurreição na existência dos discípulos" (ibid.). Refletem a vida do Filho de Deus, que se deixa perseguir, desprezar até a sentença de morte para dar a salvação aos homens.
Um velho ermitão disse: "As bem-aventuranças são dons de Deus e devemos realmente agradecer por tê-las recebido e pelas recompensas que delas derivam, ou seja, o Reino do Céu na vida futura, o consolo aqui, a plenitude de todo bem e a misericórdia de Deus (...), quando a pessoa se converteu em imagem de Cristo sobre a terra" (Pedro de Damasco, em Filocalia, volumen 3, Turim 1985, p. 79). O Evangelho das bem-aventuranças é comentado na própria história da Igreja, a história da santidade cristã, porque - como escreve São Paulo - "o que para o mundo é loucura, Deus o escolheu para envergonhar os sábios, e o que para o mundo é fraqueza, Deus o escolheu para envergonhar o que é forte. Deus escolheu o que no mundo não tem nome nem prestígio, aquilo que é nada, para assim mostrar a nulidade dos que são alguma coisa" (1 Coríntios 1, 27-28). Por esta razão, a Igreja não tem medo da pobreza, do desprezo, da perseguição em uma sociedade frequentemente atraída pelo bem-estar material e pelo poder mundano. Santo Agostinho nos lembra que "o que ajuda não é sofrer desses males, mas suportá-los pelo nome de Jesus, não só com espírito sereno, mas inclusive com alegria" (De sermone Domini in monte, I, 5,13: CCL 35, 13).
Queridos irmãos e irmãs: invoquemos a Virgem Maria, a bem-aventurada por excelência, pedindo a força de buscar o Senhor (cf. Sofonias 2, 3) e de segui-lo sempre, com alegria, pelo caminho das bem-aventuranças.

[Tradução: Aline Banchieri © Libreria Editrice Vaticana]

quinta-feira, 27 de janeiro de 2011

Catequese do Papa: Joana d’Arc e o “doce nome” de Jesus!!!

Intervenção na audiência geral de hoje

CIDADE DO VATICANO, quarta-feira, 26 de janeiro de 2011- Apresentamos, a seguir, a catequese dirigida pelo Papa aos grupos de peregrinos do mundo inteiro, reunidos na Sala Paulo VI para a audiência geral.

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Queridos irmãos e irmãs:

Hoje, eu gostaria de falar de Joana d'Arc, uma jovem santa do final da Idade Média, morta aos 19 anos, em 1431. Esta santa francesa, citada muitas vezes no Catecismo da Igreja Católica, é particularmente próxima de Santa Catarina de Sena, padroeira da Itália e da Europa, de quem falei em uma recente catequese. São, de fato, duas jovens mulheres do povo, leigas e consagradas na virgindade, duas místicas comprometidas, não no claustro, mas em meio às realidades mais dramáticas da Igreja e do mundo na sua época. São, talvez, as figuras mais características dessas "mulheres fortes" que, no final da Idade Média, carregaram sem medo a grande luz do Evangelho nas complexas vicissitudes da história. Poderíamos colocá-la ao lado das santas mulheres que permaneceram no Calvário, perto de Jesus crucificado e de Maria, sua Mãe, enquanto os apóstolos tinham fugido, e o próprio Pedro havia negado Jesus três vezes. A Igreja, nesse período, vivia a profunda crise do Grande Cisma do Ocidente, que durou quase 40 anos. Quando Catarina de Sena morreu, em 1380, havia um Papa e um antipapa; quando Joana nasceu, em 1412, havia um Papa e dois antipapas. Junto a esta laceração no seio da Igreja, havia contínuas guerras fratricidas entre os povos cristãos da Europa, a mais dramática das quais foi a interminável "Guerra dos Cem Anos", entre a França e a Inglaterra.
Joana d'Arc não sabia ler nem escrever, mas pode ser conhecida no fundo de sua alma graças a duas fontes de valor histórico excepcional: os dois Processos a que foi submetida. O primeiro, Processo de Condenação (PCon) contém a transcrição de numerosos e longos interrogatórios a Joana durante os últimos meses de sua vida (fevereiro-maio de 1431) e inclui as palavras da santa. O segundo, Processo de Nulidade da Condenação, ou de "reabilitação" (PNul), contém o depoimento de cerca de 120 testemunhas oculares de todos os períodos da sua vida (cf. Procès de Condamnation de Jeanne d'Arc, 3 vol. e Procès en Nullité de la Condamnation de Jeanne d'Arc, 5 vol., ed. Klincksieck, Paris l960-1989).
Joana nasceu em Domrémy, uma pequena cidade situada na fronteira entre a França e Lorena. Seus pais eram camponeses prósperos, conhecidos por todos como cristãos muito bons. Deles, ela recebeu uma boa educação religiosa, com uma influência notável da espiritualidade do Nome de Jesus, ensinada por São Bernardino de Sena e difundida na Europa pelos franciscanos. Ao Nome de Jesus sempre se une o Nome de Maria e, assim, no contexto da religiosidade popular, a espiritualidade de Joana é profundamente cristocêntrica e mariana. Desde a infância, ela demonstra uma grande caridade e compaixão para com os pobres, doentes e todos os que sofrem, no contexto dramático da guerra.
De suas próprias palavras, sabemos que a vida religiosa de Joana amadurece como experiência a partir da idade de 13 anos (PCon, I, p. 47-48).Através da "voz" do arcanjo São Miguel, Joana sente-se chamada pelo Senhor a intensificar sua vida cristã e também a comprometer-se, em primeira pessoa, na libertação do seu povo. Sua resposta imediata, o seu "sim", é o voto de virgindade, com um novo empenho na vida sacramental e na oração: participação diária na Missa, Confissão e Comunhão frequentes, longos momentos de oração silenciosa diante do Crucificado ou diante da imagem de Nossa Senhora. A compaixão e o compromisso da camponesa francesa diante o sofrimento de seu povo tornaram-se mais intensos devido à sua relação mística com Deus. Um dos aspectos mais originais da santidade desta jovem é precisamente este vínculo entre experiência mística e missão política. Depois dos anos de vida oculta e de amadurecimento interior, chega o biênio breve, mas intenso, da sua vida pública: um ano de ação e um ano de paixão.
No início de 1429, Joana começa a sua obra de libertação. Vários depoimentos mostram a jovem, de apenas 17 anos, como uma pessoa muito forte e determinada, capaz de convencer homens inseguros e desanimados. Superando todos os obstáculos, encontra o Delfim da França, futuro rei Charles VII, que em Poitiers a submete a um exame por parte de alguns teólogos da Universidade. Seu julgamento é positivo: não veem nela nada de errado, apenas uma boa cristã.
Em 22 de março de 1429, Joana dita uma carta importante ao rei da Inglaterra e aos seus homens, que assediam a cidade de Orléans (Ibid., p. 221-222). Sua proposta é de verdadeira paz, na justiça entre os dois povos cristãos, à luz dos nomes de Jesus e Maria, mas esta proposta é rejeitada e Joana deve se engajar na luta pela libertação da cidade, que acontece em 8 de maio. O outro destaque de sua ação política é a coroação do rei Charles VII em Reims, em 17 de julho de 1429. Durante um ano inteiro, Joana vive com os soldados, realizando entre eles uma verdadeira missão de evangelização. Há muitos testemunhos de sua bondade, sua coragem e extraordinária pureza. É chamada por todos - e ela mesma se define - como "a donzela", ou seja, a virgem.
A paixão de Joana começa em 23 de maio de 1430, quando é presa pelos seus inimigos. Em 23 de dezembro, é conduzida à cidade de Rouen. Lá, leva-se a cabo o longo e dramático Processo de Condenação, que começa em fevereiro de 1431 e termina em 30 de maio, com a fogueira. É um processo grande e solene, presidido por dois juízes da igreja, o bispo Pierre Cauchon e o inquisidor Jean Le Maistre, mas, na verdade, foi totalmente conduzido por um grande grupo de teólogos da famosa Universidade de Paris, envolvidos no processo como conselheiros. Eles são eclesiásticos franceses que, tendo tomado a decisão política oposta à de Joana, têm a priori uma opinião negativa sobre sua pessoa e sobre sua missão. Este processo é uma página comovente da história da santidade e também uma página iluminadora sobre o mistério da Igreja, que, nas palavras do Concílio Vaticano II, é "ao mesmo tempo santa e sempre necessitada de purificação" (LG, 8). É o encontro dramático entre esta santa e seus juízes, que são eclesiásticos. Joana é acusada e julgada por eles, até chegar a ser condenada como herege e enviada à morte horrível da fogueira. Ao contrário dos santos teólogos que haviam iluminado a Universidade de Paris, como São Boaventura, São Tomás de Aquino e o Beato Duns Scotus, de quem já falei em algumas catequeses, esses juízes são teólogos a quem falta a caridade e a humildade necessárias para ver nessa jovem a ação de Deus. Vêm à mente as palavras de Jesus segundo as quais os mistérios de Deus se revelam a que tem o coração das crianças, enquanto permanecem ocultos aos estudiosos e sábios que não têm humildade (cf. Lc 10, 21). Assim, os juízes de Joana são radicalmente incapazes de compreendê-la, de ver a beleza de sua alma: não sabiam que estavam condenando uma santa.
A apelação de Joana à decisão do Papa, em 24 de maio, foi rejeitada pelo tribunal. Na manhã do dia 30 de maio, ela recebeu pela última vez a Santa Comunhão na prisão e logo depois foi levada ao suplício na praça do mercado velho. Pediu a um dos sacerdotes que colocasse na frente da fogueira uma cruz da procissão. Assim morre Joana, vendo Jesus Crucificado e pronunciando muitas vezes e em voz alta o Nome de Jesus (PNul, I, p. 457, cf. Catecismo da Igreja Católica, 435). Quase 25 anos depois, o Processo de Nulidade, aberto sob a autoridade do Papa Calisto III, termina com uma sentença solene que declara a condenação nula (7 julho de 1456; PNul, II, p 604-610). Este longo processo, que inclui o depoimento de testemunhas e juízos de muitos teólogos, todos favoráveis à Joana, destaca a sua inocência e perfeita fidelidade à Igreja. Joana d'Arc foi canonizada em 1920, por Bento XV.
Queridos irmãos e irmãs, o Nome de Jesus, invocado pela nossa santa até os últimos momentos da sua vida terrena, foi como a respiração da sua alma, como o bater do seu coração, o centro de toda a sua vida. O "mistério da caridade de Joana d'Arc", que tanto fascinou o poeta Charles Péguy, é esse amor total a Jesus e aos demais, em Jesus e por Jesus. Esta santa compreendeu que o Amor abraça toda a realidade de Deus e do homem, do céu e da terra, da Igreja e do mundo. Jesus esteve sempre em primeiro lugar durante toda a sua vida, segundo sua belíssima afirmação: "Nosso Senhor é o primeiro a ser servido" (PCon, I, p. 288, cf. Catecismo da Igreja Católica, 223).
Amá-lo significa obedecer sempre à sua vontade. Ela afirmou com total confiança e abandono: "Eu me confio ao meu Deus Criador, eu o amo com todo meu coração" (ibid., p. 337). Com o voto de virgindade, Joana consagra de forma exclusiva toda a sua pessoa ao único amor de Jesus: é a sua "promessa feita ao nosso Senhor de proteger bem a sua virgindade de corpo e de alma" (ibid., p. 149-150). A virgindade da alma é o estado de graça, valor supremo, para ela mais precioso que a vida: é um dom de Deus que ela recebeu e protegeu com humildadee confiança. Um dos textos mais conhecidos do primeiro processo tem a ver com isso: "Interrogada sobre se sabe se está na graça de Deus, responde: ‘Se não estou, Deus nela me ponha: se estou, Deus nela me guarde'" (ibid., p. 62, cf. Catecismo da Igreja Católica, 2005).
Nossa santa viveu a oração como uma forma de diálogo contínuo com o Senhor, que ilumina também seu diálogo com os juízes e lhe confere paz e segurança. Ela pediu com fé: "Dulcíssimo Deus, em honra à vossa santa Paixão, eu vos peço, se me amais, que me reveleis como devo responder a estes homens da Igreja" (ibid., p. 252). Joana vê Jesus como o "Rei do céu e da terra". Assim, em seu estandarte, Joana pintou a imagem de "Nosso Senhor, que sustenta o mundo" (ibid., p. 172), um ícone de sua missão política. A libertação do seu povo é uma obra de justiça humana, que Joana cumpre na caridade, por amor a Jesus. Sua vida é um belo exemplo de santidade para os leigos que trabalham na política, especialmente nas situações mais difíceis. A fé é a luz que guia cada escolha, como testemunhará, um século depois, outro grande santo, o inglês Thomas More. Em Jesus, Joana contempla também a realidade da Igreja, a "Igreja triunfante" do céu e a "Igreja militante" da terra. Em suas palavras, "de Jesus Cristo e da Igreja eu penso que são um só" (ibid., p. 166). Esta afirmação, citada no Catecismo da Igreja Católica (n. 795), tem um caráter verdadeiramente heroico no contexto do Processo de Condenação, na frente de seus juízes, homens da Igreja, que a perseguiram e condenaram. No amor de Jesus, Joana encontrou a força para amar a Igreja até o fim, mesmo no momento da condenação.
Lembro-me com carinho de como Santa Joana d'Arc teve uma profunda influência sobre uma jovem santa dos tempos modernos: Teresinha do Menino Jesus. Em uma vida completamente diferente, transcorrida na clausura, a carmelita de Lisieux se sentiu muito perto de Joana, vivendo no coração da Igreja e participando dos sofrimentos de Jesus para a salvação do mundo. A Igreja as reuniu como padroeiras da França, depois de Nossa Senhora. Santa Teresa expressou seu desejo de morrer como Joana, pronunciando o nome de Jesus (Manoscritto B, 3r); motivava-a o mesmo amor a Jesus e ao próximo, vivendo na virgindade consagrada.
Queridos irmãos e irmãs, com seu luminoso testemunho, Santa Joana d'Arc nos convida a um alto nível da vida cristã: fazer da oração o fio condutor dos nossos dias; ter plena confiança no cumprimento da vontade de Deus, seja ela qual for; viver na caridade sem favoritismos, sem limites; e ter, como ela, no amor a Jesus, um profundo amor à Igreja. Obrigado.
[No final da audiência, o Papa cumprimentou os peregrinos em vários idiomas. Em português, disse:]
Queridos irmãos e irmãs:
Falo-vos hoje duma "mulher forte", que levou sem medo a luz do Evangelho às complexas vicissitudes da história: Santa Joana d'Arc. Desde a infância, mostra grande compaixão pelos pobres e atribulados no contexto duma guerra sem fim entre a França e a Inglaterra. A compaixão e o empenho dela em favor do seu povo intensificaram-se ainda mais com sua maturação mística, que teve lugar aos treze anos. Esta ligação entre experiência mística e missão política é um dos aspectos mais originais da santidade desta jovem. Tinha apenas dezenove anos quando - julgada por eclesiásticos, a quem faltava a caridade e a humildade para ver em Joana a ação de Deus - foi condenada como herética, em 1430. Vinte e cinco anos depois, sob a autoridade do Papa Calisto III, abre-se um processo de reabilitação que pôs em evidência a sua inocência e perfeita fidelidade à Igreja, sendo declarada santa pelo Papa Bento XV.
Saúdo, com afeto, a todos vós, amados peregrinos de língua portuguesa, desejando que esta peregrinação a Roma vos encha de luz e fortaleza no vosso testemunho cristão, para confessardes Jesus Cristo como único Salvador e Senhor da vossa vida: fora d'Ele, não há vida nem esperança de a ter. Com Cristo, ganha sentido a vida que Deus vos confiou. Para cada um de vós e família, a minha bênção!

+ Santo Padre Papa Bento XVI.

[Tradução: Aline Banchieri. © Libreria Editrice Vaticana]
Obs: Esta matéri foi tirada do site http://www.zenit.org/

Coreia: novo glossário de catolicismo para jornalistas!!!

Publicado pela comissão para as comunicações sociais da conferência episcopal

SEUL, – A Comissão para as Comunicações Sociais da Conferência Episcopal da Coreia publicou nesta terça-feira (25/01/2011), um glossário para esclarecer conceitos fundamentais da fé católica aos trabalhadores dos meios de comunicação.
O Korean Catholic Glossary for those who are engaged in mass media contém 570 termos – em latim, coreano e inglês –, que são usados com frequência na mídia para falar sobre a Igreja ou sobre a fé católica, informou a agência Fides.
"Muitas vezes, ao escrever artigos que tratam do catolicismo, os jornalistas o fazem sem uma compreensão completa da matéria e dos termos que utilizam", reconheceu o secretário executivo da Comissão, Pe. Ignatius Kim Min Su.
"Por isso, vimos a necessidade de uma ferramenta que pudesse ajudar a compreender e comunicar de forma adequada quando se trata de informações referentes à fé católica", acrescentou.
Além do glossário de termos estritamente católicos em várias áreas, tais como os usados na liturgia, teologia ou no catecismo, o livro inclui um apêndice informativo.
Este texto apresenta uma síntese dos conteúdos fundamentais da fé católica, bem como notícias sobre os bispos da Coreia, a história da Igreja na Coreia e dos santuários católicos coreanos.

Papa aceita renúncia de auxiliar do Rio de Janeiro!!!

CIDADE DO VATICANO, – A Santa Sé informou nesta quarta-feira 26/01/2011 que Bento XVI aceitou o pedido de renúncia do bispo auxiliar da arquidiocese do Rio de Janeiro Dom Assis Lopes, por motivo de idade.
Dom Assis nasceu no Rio de Janeiro, em 1934. Foi ordenado padre em julho de 1968, especializando-se em direito canônico. Trabalhou em diversas paróquias da arquidiocese do Rio.
Foi nomeado bispo auxiliar do Rio de Janeiro em janeiro de 2003. Escolheu como lema episcopal Isaías 6, 8: “Eis-me aqui”.
Em oito de ministério episcopal, exerceu as funções de vigário geral da arquidiocese, moderador da Cúria, animador do Vicariato Oeste, representante da arquidiocese junto às Associações públicas e privadas de fiéis, e também foi o responsável pela Cáritas local.
Em carta endereçada a Dom Assis, o arcebispo do Rio, Dom Orani Tempesta, expressou sua admiração pela “disponibilidade e amor à Igreja”, bem como o desejo de continuar contando com sua “amizade e fraternidade”.

Calendário de celebrações do Papa de fevereiro a abril!!!

Das vésperas da Apresentação do Senhor à bênção “Urbi et Orbi” da Páscoa
CIDADE DO VATICANO, a Santa Sé divulgou Nesta terça-feira (25/01/2011) o Vaticano Apresentou a agenda das celebrações do Santo Padre Papa Bento XVI que presidirá durante os meses de fevereiro, março e abril de 2011.
Fevereiro
Quarta-feira, 2: na Basílica Vaticana, às 17h30, Vésperas com os membros dos Institutos de Vida Consagrada e as Sociedades de Vida Apostólica, na festa da Apresentação do Senhor, Dia da Vida Consagrada.
Sábado, 5: na Basílica Vaticana, às 10h, Missa e rito da ordenação episcopal.
Segunda-feira, 21: na Sala do Consistório, às 12h, consistório para algumas causas de canonização.
Março
Quarta-feira, 9: na basílica de São Anselmo, às 16h30, estação e procissão penitencial na Quarta feira de Cinzas. Na Basílica de Santa Sabina, às 17h, Missa, bênção e imposição das cinzas.
Domingo, 13: na Capela Redemptoris Mater do Palácio Apostólico, às 18h, início dos exercícios espirituais para a Cúria Romana, no primeiro domingo da Quaresma.
Sábado, 19: na Capela Redemptoris Mater do Palácio Apostólico, às 9h, conclusão dos exercícios espirituais da Cúria Romana.
Domingo, 20: Às 9h, Santa Missa e rito de dedicação da nova paróquia de San Corbiniano all'Infernetto - Casal Palocco, no segundo domingo da Quaresma.
Abril
Domingo, 17: às 9h30, na Praça de São Pedro, bênção dos Ramos, procissão e Missa do Domingo de Ramos e da Paixão do Senhor.
Quinta-feira, 21: às 9h30, na Basílica Vaticana, Missa do Crisma e, às 17h30, na Basílica de São João de Latrão, Missa da Ceia do Senhor. Início do Tríduo Pascal.
Sexta-feira, 22: às 17h, na Basílica Vaticana, celebração da Paixão do Senhor e, às 21h15, no Coliseu, a Via Sacra.
Sábado, 23: às 21h, na Basílica Vaticana, Vigília Pascal na Noite Santa.
Domingo, 24: às 10h15, na Praça de São Pedro, Missa do Domingo de Páscoa e, às 12h, no balcão central da Basílica de São Pedro, bênção Urbi et Orbi.

segunda-feira, 17 de janeiro de 2011

Bebês “descartáveis”!!!

Aumenta o número de fetos com deficiência que são abortados

Pe. John Flynn, LC

ROMA, domingo, 16 de janeiro de 2011(ZENIT.org) - Os pró-aborto sempre defenderam o direito das mulheres de controlar seus corpos e de ter o nascituro como quiserem. Em uma decisão estranha, um tribunal belga aprovou esse raciocínio até afirmar que uma criança tem o direito de ser abortada.

A revista belga Revue Générale des Assurances et responsabilité publicou a sentença do Tribunal de Apelação em Bruxelas, de 21 de setembro, sobre o caso de uma criança nascida com deficiência, após um erro no diagnóstico pré-natal, de acordo com a revista Gènéthique de 29 de novembro a 3 de dezembro.

O tribunal decidiu que os pais da criança poderiam exigir indenização dos médicos que não conseguiram detectar a incapacidade. Eles alegaram que, ao legalizar o aborto terapêutico, os legisladores pretendiam que as mulheres pudessem evitar dar à luz crianças com deficiências graves, "tendo em conta não só os interesses da mãe, mas também os do nascituro em si".

Assim, os juízes consideraram que a criança deve ter o "direito" ao aborto, se a sua deficiência for diagnosticada corretamente.

Esta reportagem sobre a sentença não explicou como o tribunal chegou a considerar o nascituro como capaz de ser sujeito de direitos, e por que esse direito era apenas o de ser assassinado, e não o de viver.

Uma boa mãe?

A escritora britânica Virginia Ironside deu mais um passo a mais na aceitação cada vez mais comum da visão de que é melhor abortar bebês com deficiência, ao declarar que preferiria afogar seu filho para acabar com seu sofrimento, informou a 5 de outubro o jornal Daily Mail.

Ela fez o comentário durante um programa de rádio na BBC1, Sunday Morning Live. Ironside disse também que abortar um bebê indesejado ou com deficiência "é o ato de uma mãe amorosa".

Suas declarações provocaram muitas críticas. Peter Evans, falando em nome da Christian Medical Fellowship, disse: "Para nós, fazer julgamentos de que uma pessoa não é digna de viver, não é digna da oportunidade de viver, é algo perigoso", informou o Daily Mail.

Ian Birrell, pai de uma filha com deficiência, de 16 anos, assinou um artigo adjunto em que reconhecia as dificuldades de cuidar de uma criança deficiente, mas também disse que é uma experiência intensamente gratificante. Acusou Ironside de mostrar uma maneira de pensar muito comum, segundo a qual as pessoas com deficiência seriam inferiores.

"Imagine a indignação se a Sra. Ironside tivesse dito que as crianças negras ou os adolescentes gays deveriam ser exterminados", disse Birrell.

Outros, porém, a defenderam. O colunista do jornal Guardian, Zoe Williams, afirmou que ela tinha "uma opinião válida e foi corajosa ao expressá-la" em um artigo em 5 de outubro.

Williams disse que o argumento de Ironside era um passo crucial, pois ela tinha formulado a dimensão moral de ser pró-aborto. Foi como um golpe ao que William descreve como "a autoproclamada superioridade moral dos antiabortistas".

O Sunday Times deu oportunidade a Virginia Ironside para que explicasse melhor o seu raciocínio, em um artigo de opinião publicado em 10 de outubro. Argumentou que as mortes misericordiosas de pessoas idosas e doentes acontecem e que os juízes, em geral, se mostram clementes com elas. Estender esta prática ao feto ou ao recém-nascido é exatamente o que faria uma boa mãe, disse.

Novos testes

A postura de eliminar aqueles considerados indignos receberá ajuda dos novos exames que tornarão mais fácil a detecção de anormalidades na gravidez. Foi desenvolvido um exame de sangue para as mulheres grávidas capaz de detectar quase todas as doenças genéticas, informou em 9 de dezembro o Times de Londres.

Se os exames mais amplos confirmarem os resultados preliminares, o teste poderia substituir técnicas mais invasivas e arriscadas, como a amniocentese, que exige a inserção de uma agulha no útero para retirar uma amostra de tecido fetal.

Da mesma forma, o exame poderá ser usado a partir da primeira semana de gravidez, assim como na oitava, bem antes dos processos atualmente em uso, dando à mulher mais tempo para decidir abortar ou não, acrescentou o Times.

Alasdair Palmer, comentando estas notícias no jornal Telegraph de 11 de dezembro, afirmou que exames como esse evitariam que pessoas como ele nascessem. Palmer, que sofre de esclerose múltipla, falou da preocupação sobre um possível aumento no número de abortos de bebês com defeitos genéticos, incluindo os menos importantes, como o lábio leporino.

Rotineiramente, seriam abortados os bebês com síndrome de Down e, após a aceitação desta forma de pensar como uma prática aceitável, seria mais difícil traçar uma linha. "Devemos abortar aqueles que sofrem de autismo, dislexia, ou os são excessivamente baixos?", perguntou-se.

"Não vejo base alguma que permita que a lei especifique, e muito menos que imponha, um princípio que diga: este defeito genético é suficientemente ruim e é melhor que o bebê não nasça, mas este outro não é tão ruim", refletiu Palmer.

Mesmo sem os novos exames, já houve um significativo declínio no nascimento de crianças com doenças genéticas devido ao aborto seletivo. Uma longa reportagem da Associated Press, publicada em 17 de fevereiro, citou a Dra. Wendy Chung, diretora de genética clínica da Universidade de Columbia, quem disse que, devido aos diagnósticos, diminuiu a porcentagem de doenças como a de Tay-Sachs.

Nos últimos anos, têm aumentado os exames para a fibrose cística e, em Massachusetts, por exemplo, o nascimento de bebês com esta doença caiu de 29, em 2000, para apenas 10, em 2003.

Na Califórnia, relatou a Associated Press, Kaiser Permanente, uma organização de saúde de grande porte, oferece diagnóstico pré-natal. De 2006 a 2008, 87 casais com mutações de fibrose cística concordaram em examinar seus fetos e foi constatado que 23 tinham a doença; 16 dos 17 fetos que teriam uma forma grave desta doença foram abortados, e também 4 dos 6 cujo prognóstico seria menos grave.

Às vezes, os casais optam por abortar mesmo se não há problemas genéticos, conforme relatado em 10 de dezembro pelo jornal Canadian National Post.

Quando um casal descobriu que estava esperando gêmeos, os cônjuges acharam que não poderiam lidar com dois filhos, além do menino que já tinham. Então, eles decidiram fazer o que é chamado de "redução seletiva", e um dos gêmeos foi abortado.

O artigo citou uma obstetra de Nova York, Mark Evans, especialista nesta técnica, quem disse que muitos casos têm a ver com casais que estão em seu segundo casamento e já têm filhos, então só querem mais um.

Cada ser humano é único

"Deus ama cada ser humano de maneira única e profunda", declarou Bento XVI em 13 de fevereiro, em seu discurso aos membros da Academia Pontifícia para a Vida.

O Papa destacou que a bioética é um campo de batalha crucial na luta entre a supremacia da tecnologia e a responsabilidade moral do ser humano. Neste conflito, é vital manter o princípio da dignidade da pessoa humana como fonte de direitos dos indivíduos.

"Ao invocar o respeito à dignidade da pessoa, é essencial que este seja pleno, total e sem sujeições, exceto a de reconhecer que se está sempre diante de uma vida humana", disse ele.

O Pontífice advertiu que a história mostra quão perigoso pode ser o Estado quando proclama que é a fonte e o princípio da ética e legisla sobre assuntos que afetam a pessoa e a sociedade.

O passo do direito a abortar ao direito de ser abortado demonstra claramente o perigo de abandonar os princípios éticos fundamentais.

Formação Litúrgica para o Povo de Deus!!!

Retoma-se a coluna "Espírito da Liturgia"

Pe. Mauro Gagliardi*

ROMA, domingo, 16 de janeiro de 2011 (ZENIT.org) - Com esta nova colaboração sobre a formação litúrgica do Povo de Deus, retomamos a coluna "Espírito da Liturgia", dirigida pelo Pe. Mauro Gagliardi.

* * *

Foi publicada, no dia 18 de outubro, a Carta aos Seminaristas, de Bento XVI, para concluir o Ano Sacerdotal. No nº 1, o Papa exorta recordando que, "quem quer tornar-se sacerdote, deve ser sobretudo um ‘homem de Deus'", e isso significa especificamente que "o sacerdote não é o administrador de uma associação qualquer, cujo número de membros se procura manter e aumentar. É o mensageiro de Deus no meio dos homens; quer conduzir a Deus, e assim fazer crescer também a verdadeira comunhão dos homens entre si. Por isso, queridos amigos, é muito importante aprenderdes a viver em permanente contacto com Deus" (nº 1).

No ensinamento do Papa Bento XVI, a oração é um "lugar" privilegiado de aprendizagem do estilo de vida cristão. Por exemplo, na encíclica Spe Salvi, o Santo Padre apresentou a oração como um dos principais "lugares" de aprendizagem e prática da esperança cristã (cf. nn. 32-34). Também na Carta aos Seminaristas, é considerada como a maneira concreta pela qual o candidato ao sacerdócio aprende a estar em íntima e contínua comunhão com o Senhor: "Quando o Senhor fala de ‘orar sempre', naturalmente não pede para estarmos continuamente a rezar por palavras, mas para conservarmos sempre o contato interior com Deus. Exercitar-se neste contato é o sentido da nossa oração. Por isso, é importante que o dia comece e acabe com a oração; que escutemos Deus na leitura da Sagrada Escritura; que Lhe digamos os nossos desejos e as nossas esperanças, as nossas alegrias e sofrimentos, os nossos erros e o nosso agradecimento por cada coisa bela e boa, e que deste modo sempre O tenhamos diante dos nossos olhos como ponto de referência da nossa vida" (nº1).

Em um trecho posterior, Bento XVI recorda que a oração, em seu estado perfeito, é o culto público da Igreja, ou seja, a sagrada liturgia e, de forma privilegiada, a Santa Missa, sobre a qual o Papa afirma: "Para uma reta Celebração Eucarística, é necessário aprendermos também a conhecer, compreender e amar a liturgia da Igreja na sua forma concreta. Na liturgia, rezamos com os fiéis de todos os séculos; passado, presente e futuro encontram-se num único grande coro de oração. A partir do meu próprio caminho, posso afirmar que é entusiasmante aprender a compreender pouco a pouco como tudo isto foi crescendo, quanta experiência de fé há na estrutura da liturgia da Missa, quantas gerações a formaram rezando" (nº 2).

A liturgia é realmente compreendida quando entramos na Tradição viva da Igreja, que recebemos como dom a ser preservado e vivido em espírito de fé e de oração. Este é, portanto, o espírito justo para celebrar e participar da liturgia. Não se trata de produzir emoções superficiais e fugazes, por meio de invenções particulares para entrar no rito, porque o verdadeiro "espírito da liturgia" é o espírito de oração adorante, de quem está "diante de Deus para servi-lo" (cf. Missal Romano [Paulo VI], "Oração Eucarística II").

O Santo Padre afirma, com base em sua experiência pessoal, que é entusiasmante aprender a compreender a liturgia com este sentido eclesial e dinâmico da verdadeira Tradição. Para isso, é necessária a formação litúrgica, que ilumina as trevas da ignorância e derruba os bastiões da ideologia, ajudando a compreender o sentido sagrado do culto divino e sua relação com toda a história da fé, que a Igreja cuida e professa em seus próprios filhos: cabeça e membros, pastor e rebanho.

A formação litúrgica não é, nem pode ser, uma forma renovada de iniciação gnóstica, um saber reservado a poucos. A formação litúrgica, embora baseada na seriedade de um estudo científico que não é para todos, deve traduzir-se de forma acessível para todos os fiéis a quem é dirigida.

Às muitas e louváveis iniciativas, no âmbito universal e local, dirigidas a cuidar da formação litúrgica do povo de Deus, acrescenta-se o nosso "Espírito da Liturgia", que abre hoje seu terceiro ano de publicação. Acolhendo muitos pedidos, decidimos experimentar, a partir deste ano, um maior corte informativo, como se notará na maior brevidade dos artigos e no número posteriormente reduzido de referências e notas. Esta escolha sacrifica, por um lado, o justo desejo dos escritores de dar mais detalhes e referências sobre as questões tratadas, mas esperamos que possa incentivar, por outro lado, uma difusão mais ampla das nossas reflexões, para chegar a um maior número de leitores. A eles se dirige, desde já, a gratidão dos autores do "Espírito da Liturgia", pela fidelidade e atenção com que nos acompanharam ao longo dos últimos dois anos e com que acreditamos que desejarão continuar a leitura.

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*O Pe. Mauro Gagliardi, doutor em teologia e filosofia, é professor de teologia dogmática no Ateneu Pontifício Regina Apostolorum, de Roma, e consultor do Ufficio delle Celebrazioni Liturgiche do Sumo Pontífice.

Papa às vítimas das chuvas no Rio de Janeiro

Telegrama enviado por meio do secretário de Estado vaticano

CIDADE DO VATICANO, - Apresentamos o telegrama enviado por Bento XVI – por meio do secretário de Estado vaticano, cardeal Tarcisio Bertone, endereçado ao núncio no Brasil, Dom Lorenzo Baldisseri – ao povo do Rio de Janeiro, nessa sexta-feira, após a tragédia das chuvas de terça-feira passada, que deixou mais de 600 mortos na região serrana do Estado.

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Consternado com a trágicas consequências das fortes chuvas que atingiram a região serrana do Estado do Rio de Janeiro, particularmente as cidades de Teresópolis, Petrópolis e Nova Friburgo, Sua Santidade o Papa Bento XVI pede a vossa excelência que transmita a certeza da sua solidariedade espiritual ao querido povo fluminense, nessa hora difícil. Recomenda as vítimas a Deus misericordioso e implora a assistência e consolação divina para os desalojados e quantos sofrem física e moralmente, enviando-lhes uma propiciadora bênção apostólica.

+ Cardeal Tarcisio Bertone (Secretário de Estado de Sua Santidade)

Bento XVI feliz pela beatificação de João Paulo II!!!

CIDADE DO VATICANO, - "Estamos felizes!": poucas vezes vemos um papa exprimir seus sentimentos com tanta simplicidade. Ontem, Bento XVI recordou, diante de milhares de peregrinos, que beatificará João Paulo II em 1º de maio.
Depois de aprovar, em 14 de janeiro, a publicação de um decreto reconhecendo um milagre atribuído à intercessão de Karol Wojtyla, em seu primeiro encontro público, o Papa não pôde esconder "a alegria de proclamar beato o venerado Papa João Paulo II, meu amado predecessor".
Como explicou Giovanni Maria Vian, diretor do L'Osservatore Romano, este é um evento sem precedentes, pois, desde que se iniciaram os processos canônicos de beatificação, nos últimos dez séculos, nunca um papa havia elevado à glória dos altares seu predecessor imediato.
Bento XVI explicou que "a data escolhida é muito significativa: de fato, será o segundo domingo da Páscoa, que ele mesmo dedicou à Divina Misericórdia e em cuja vigília terminou sua vida terrena".
"Aqueles que o conheceram, que o estimaram e amaram, se alegrarão com a Igreja por este acontecimento. Estamos felizes!", sublinhou.
No final do Ângelus, dirigindo-se aos milhares de fiéis reunidos na Praça de São Pedro, no Vaticano, o Papa falou em polonês para compartilhar sua alegria com os conterrâneos de João Paulo II.
"Esta notícia era aguardada por todos, especialmente por vós, de quem o meu venerável predecessor foi um guia na fé, na verdade e na liberdade", disse ele.
Por esta razão, o Pontífice desejou uma "profunda preparação espiritual para este acontecimento", que reunirá em Roma milhares de pessoas.

quarta-feira, 12 de janeiro de 2011

JMJ: jovens músicos convidados ao encontro de Madri!!!


Divulgada a convocação de orquestra e coral para o evento

MADRI, terça-feira, 11 de janeiro de 2011 (ZENIT.org) - A Jornada Mundial da Juventude (JMJ) 2011, em Madri, emitiu a convocatória de orquestra e coral para os principais eventos do encontro com Bento XVI. O convite está voltado para os jovens com formação instrumental e vocal clássica, que querem colocar suas habilidades a serviço deste evento.
A JMJ exorta jovens com habilidades musicais para fazer parte da orquestra sinfônica e de um coral de voluntários que animarão os principais eventos do encontro de agosto.
Terão a oportunidade de participar desde o início de uma iniciativa musical e espiritual projetada para dar continuidade a uma longa viagem no tempo.
A convocatória está destinada a músicos de nível avançado em suas respectivas seções de cordas, sopro e percussão, assim como cantores profissionais, alunos de canto e cantores amadores em nível avançado.
Pedro Alfaro, criador e diretor do projeto, explica: "Eu acho que a música é a arte espiritual por excelência, com uma especial capacidade de despertar grandes ideais nas pessoas. Por isso, encorajo todos os profissionais da música a compartilhar seus talentos com os jovens de todo o mundo".
O período de inscrição está aberto até 27 de janeiro de 2011. Os testes de seleção serão realizados nos finais de semana de fevereiro. A seleção final dos participantes será divulgada em 23 de fevereiro.
Todos os testes e ensaios dos selecionados acontecerão em Madri. Os ensaios serão nas tardes de sábado, a partir de 5 de março, e em horário intensivo nos dias anteriores à JMJ.
O projeto é coorganizado por Música para Todos (musicaparatodos.com), entidade promotora de atividades musicais. Entre seus objetivos, encontra-se a difusão de valores através da música. Ela é especializada em atividades musicais que combinam qualidade e capacidade de aproximar a experiência estética musical de grandes audiências.

Dom Murilo Krieger é o novo arcebispo de Salvador!!!


Substitui o cardeal Geraldo Agnelo na arquidiocese primaz do Brasil

CIDADE DO VATICANO, quarta-feira, 12 de janeiro de 2011- A Santa Sé informou nesta quarta-feira que Bento XVI nomeou Dom Murilo Krieger, 67 anos, como novo arcebispo de Salvador (Bahia) e primaz do Brasil.
Dom Murilo, atual arcebispo Florianópolis (Santa Catarina), substitui o cardeal Geraldo Majella Agnelo, 77 anos, que teve sua renúncia aceita por razão de idade. A posse do novo arcebispo está marcada para o dia 25 de março.
Dom Murilo Sebastião Ramos Krieger nasceu em Brusque (Santa Catarina), no dia 19 de setembro de 1943. Foi ordenado padre em 1969 e bispo auxiliar de Florianópolis em 1985.
O arcebispo estudou filosofia em Brusque, teologia no Instituto Teológico Sagrado Coração de Jesus, em Taubaté (São Paulo). Tem especialização em espiritualidade cursada na Itália e licenciatura em letras na Faculdade Anchieta, em São Paulo.
Dom Murilo Krieger foi bispo auxiliar de Florianópolis de 1985 a 1991, bispo de Ponta Grossa de 1991 a 1997, arcebispo de Maringá de 1997 a 2002, ano em que foi nomeado arcebispo de Florianópolis.
O arcebispo tem dez livros publicados, entre eles Deixa meu povo ir, O primeiro, o último, o único Natal e Com Maria, a mãe de Jesus. Seu lema episcopal é “Deus é amor”.
Cardeal Geraldo Agnelo
Dom Geraldo Majella Agnelo nasceu em 1933, em Juiz de Fora (Minas Gerais). Foi ordenado padre em 1957 e nomeado bispo 1978. Foi bispo de Toledo e arcebispo de Londrina. Em 1999 foi nomeado arcebispo de Salvador.
Entre outras funções, foi presidente da Comissão Litúrgica da CNBB; secretário da Congregação para o Culto Divino e Disciplina dos Sacramentos; membro do Pontifício Conselho da Pastoral para os Migrantes e os Itinerantes. Foi presidente da CNBB de 2003 a 2007.
Entre seus livros publicados, estão Liturgia, Serviço Cultural do Povo de Deus; Pastoral dos Sacramentos e Os Sacramentos e os Ministérios de Santo Ambrósio. Seu lema episcopal foi “A caridade com a fé”.

Chuvas no Rio: bispo convida à solidariedade!!!

Chega a 170 o número de mortos na região serrana

RIO DE JANEIRO, quarta-feira, 12 de janeiro de 2011 (ZENIT.org) - O bispo de Petrópolis, Dom Filippo Santoro, convocou os católicos a serem solidários com as vítimas das fortes chuvas e deslizamentos de terra registrados desde a madrugada desta terça-feira na região serrana do Rio de Janeiro.
Em Teresópolis, foram confirmadas 114 mortes decorrentes de deslizamentos de terra. O número de vítimas fatais chega a 170 na região (18 em Petrópolis e 38 em Nova Friburgo), segundo informações oficiais do início da noite desta quarta-feira.
Na cidade de Teresópolis foi decretado estado de calamidade pública. Equipes de resgate ainda buscam sobreviventes em diversas áreas do município. Estima-se que o número de desabrigados ultrapasse 1.000 pessoas.
A diocese de Petrópolis “participa da dor pelas vítimas da chuva”, afirmou a Igreja local, em nota.
Através do bispo, Dom Filippo Santoro, a diocese “se solidariza com as vítimas, com os desabrigados e desalojados e coloca a disposição os ambientes das paróquias para os primeiros socorros as vitimas da enchente”, afirma o texto.
Dom Filippo “convoca toda comunidade católica a ser plenamente solidária nesta dramática situação, colaborando com as forças governamentais”.
Ao mesmo tempo, bispo e clero renovam as orações “para que sejam poupados outros sofrimentos à cidade de Teresópolis”.
A Cáritas do Rio de Janeiro enviou R$ 20 mil para a diocese de Petrópolis, para ajudar no atendimento emergencial às vítimas.

Papa faz novo apelo em favor do Haiti!!!

Chama população local a ser protagonista

ROMA, quarta-feira, 12 de janeiro de 2011 - O cardeal Tarcisio Bertone, secretário de Estado vaticano, lançou hoje em nome de Bento XVI um novo apelo à comunidade internacional em favor do Haiti.
Bertone presidiu a uma Missa no início da tarde, na Basílica de Santa Maria Maior, em Roma, em sufrágio pelo arcebispo de Porto Príncipe, Dom Serge Miot, e as 200 mil vítimas do terremoto de janeiro de 2010.
A mensagem do Papa, que Bertone leu durante a homilia, foi também difundida em Porto Príncipe pelo cardeal Robert Sarah, presidente do Conselho Pontifício “Cor Unum”, que está na ilha caribenha para levar o alento e uma doação do Papa às vítimas da tragédia.
Em sua mensagem, o Papa assegura aos haitianos sua oração e proximidade e lhes envia “uma palavra de esperança nesta situação presente particularmente difícil”.
“É hora de reconstruir não apenas as estruturas materiais, mas sobretudo a convivência civil, social e religiosa”, exorta o Papa, que deseja que o povo do Haiti “seja o primeiro protagonista de sua história atual e de seu futuro”.
Ao mesmo tempo, o pontífice mostra sua confiança em que continuarão chegando “as ajudas internacionais oferecidas com grande generosidade”.
Já em sua homilia, o cardeal Bertone afirmou que este primeiro aniversário do terremoto foi “sobretudo ocasião para manifestar proximidade a todos os haitianos, em particular àqueles que têm de enfrentar a epidemia de cólera”.
A resposta solidária ao Haiti não pode limitar-se à emergência inicial, mas deve se converter em um projeto estável e concreto, sublinhou o prelado.
Ele também enviou da parte da Igreja “uma palavra de consolo pelos numerosos mortos: estes estão vivos em Deus e esperam de seus entes queridos e de seus compatriotas um testemunho de valor e esperança”.
Na missa estiveram presentes, entre outros, os cardeais Giovanni Battista Re e Bernard Francis Law, assim como o embaixador do Haiti na Santa Sé, Carl-Henri Guietau.

quinta-feira, 6 de janeiro de 2011

Dom João Braz de Aviz: “não é uma promoção, é um serviço”!!!


Arcebispo de Brasília é o novo prefeito da Congregação para os Institutos de Vida Consagrada

Por Alexandre Ribeiro
SÃO PAULO, quinta-feira, 6 de janeiro de 2011 (ZENIT.org) – O novo prefeito da Congregação para os Institutos de Vida Consagrada e as Sociedades de Vida Apostólica, Dom João Braz de Aviz, arcebispo de Brasília, afirma que acolhe sua nomeação como um serviço à Igreja.
O arcebispo brasileiro, de 63 anos, sucede no cargo da Cúria Romana o cardeal esloveno Franc Rodé, 76, cuja renúncia por razão de idade foi aceita pelo Papa, segundo informou a Santa Sé nessa terça-feira.
“O telefonema comunicando a nomeação foi no dia 14 de dezembro, pelo cardeal Tarcisio Bertone, que me falou da escolha do Papa”, disse Dom João a ZENIT.
“A razão é que o Papa desejava ter mais um brasileiro ligado diretamente ao trabalho no Vaticano. Eu perguntei se não teria problema um bispo não religioso ir trabalhar com os religiosos, mas ele me disse que este não era um problema, não era uma consideração que se fazia na Santa Sé.”
Dom João Braz de Aviz confessa não ter um conhecimento profundo da Congregação, razão pela qual ainda não pôde traçar prioridades. “Eu a visitei no contexto da visita ad limina de novembro passado. No trabalho prático e no contato com os peritos se vai avançando no conhecimento”.
O arcebispo solicitou que possa ficar em Brasília até a metade de fevereiro, antes de se mudar para Roma, para encerrar seus compromissos pastorais na arquidiocese e dar posse a novos presbíteros.
Sobre sua nova missão como prefeito do organismo vaticano, ele destacou a importância da palavra “comunhão”. “Comunhão como princípio importante, é preciso preservar a comunhão”. “Sempre procurei preservar a comunhão, sem omitir o que dizer. As tensões existem por si”.
“A gente tem uma missão completamente de fé. O Papa é Pedro, presença de Cristo, ponto central de unidade da Igreja.”
“A missão é sempre maior do que a gente se sente capaz”. O arcebispo disse que pretende “trabalhar com fé no amor de Deus, confiando em que para cada missão há uma graça particular”.
A nomeação “não é uma promoção, é um serviço, para o qual me disponibilizo para o tempo que for preciso”.
CatarinenseNascido na cidade de Mafra (Santa Catarina, sul do Brasil), a 24 de abril de 1947, Dom João Braz de Aviz ingressou no Seminário Menor São Pio X, em Assis (São Paulo), com 11 anos.
Em Curitiba, no Seminário Maior Rainha dos Apóstolos, deu início aos seus estudos de Filosofia. Anos mais tarde, em Roma, fez seus estudos teológicos e a especialização em Teologia Dogmática, na Universidade Gregoriana.
Aos 25 anos, foi ordenado sacerdote na catedral de Apucarana (Paraná). Em 1994, aos 47 anos, foi ordenado bispo auxiliar de Vitória (Espírito Santo). Em 1998, tornou-se bispo de Ponta Grossa (Paraná), sendo transferido em 2003 para a arquidiocese de Maringá.
Após o pedido de renúncia do cardeal José Freire Falcão, em 2004, Dom João nomeado arcebispo de Brasília.
O arcebispo chefiará o organismo da Santa Sé que se ocupa das Ordens e Congregações Religiosas, com os Institutos seculares, com as Sociedades de Vida Apostólica, com a Vida Eremítica, com as Virgens Consagradas e suas associações e com as novas formas de Vida Consagrada.
Esta Congregação tem como função própria “promover e regular a prática dos conselhos evangélicos, como é exercida nas formas aprovadas de vida consagrada, e ao mesmo tempo a atividade das Sociedades de vida apostólica em toda a Igreja Latina”, segundo assinala o artigo 105 da Constituição Pastor Bonus.
Alexandre Ribeiro

Liturgia da Palavra: Batismo de Jesus!!!


SÃO PAULO, quinta-feira, 6 de janeiro de 2011– Apresentamos o comentário à liturgia do Batismo de Jesus – Leituras: Is 42, 1- 4; 6-7; At 10, 34 -38; Mt 3, 13 -17 – redigido por Dom Emanuele Bargellini, Prior do Mosteiro da Transfiguração (Mogi das Cruzes - São Paulo). Doutor em liturgia pelo Pontificio Ateneo Santo Anselmo (Roma), Dom Emanuele, monge beneditino camaldolense, assina os comentários à liturgia dominical, sempre às quintas-feiras, na edição em língua portuguesa da Agência ZENIT.


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BATISMO DE JESUS

Batizados com Cristo e em Cristo para uma vida nova
Leituras: Is 42, 1- 4; 6-7; At 10, 34 -38; Mt 3, 13 -17
Com o domingo do Batismo de Jesus, terminará o tempo litúrgico da “manifestação do Senhor”. Iniciado com o primeiro domingo do Advento, este tempo teve seu centro na celebração do Natal e da Epifania, e hoje enfoca o Batismo de Jesus por mãos de João Batista. Este caminho iluminado pela liturgia, nos fez acompanhar o Senhor na sua descida progressiva através da fraqueza humana, feita própria com a sua Encarnação. Desde os primeiros passos no Advento, o coração contemplativo da Igreja teve seu olhar orientado para a páscoa do Senhor, cume da manifestação paradoxal da glória de Cristo no trono da cruz e na luz da Ressurreição. É a Páscoa que ilumina o sentido profundo do mistério da Encarnação e o conduz a seu cumprimento .
O evangelista Mateus nos apresenta a procura de Jesus por João e seu pedido de ser batizado junto com as demais pessoas que se reconhecem pecadoras e querem converter-se a Deus. Essa cena nos é apresentada como uma escolha bem consciente de Jesus. Ele defende esta alternativa mesmo frente às resistências do próprio João, motivando-a como uma obediente submissão de ambos ao projeto do Pai (Mt 3, 13-15). A Palavra de Deus, que por amor assumiu a fragilidade e as contradições da condição humana, quis descer até o fundo dessa situação assumindo sobre si até o pecado, para reconciliar todos e tudo com Deus (cf. Cl 1,20), dando início em si mesmo ao retorno do mundo à ordem e à paz original na submissão perfeita a Deus. “Aquele que não conhecera o pecado, Deus o fez pecado por causa de nós, a fim de que, por ele, nos tornemos justiça de Deus” (2 Cr 5,21). “Nas águas é lavado/ o celestial cordeiro; / O que não tem pecado / nos lava em si primeiro” (Hino das Vésperas – tempo do Natal a partir da Epifania).
O mergulhar de Jesus nas águas do rio Jordão desenvolve o processo da sua descida na carne (Natal) e antecipa a sua conclusão no “batismo” da sua Paixão e Morte (Páscoa) (cf. Mc 10, 39), com a descida aos infernos, onde o crucificado, que deu sua própria vida por amor, chama novamente Adão e Eva, as raízes simbólicas da existência humana, à vida nova dos resgatados como filhos e filhas de Deus. “Depois de ser batizado, Jesus saiu logo da água”. Com ele é o mundo inteiro que sai das obscuridades do pecado e inicia um novo caminho.
“No seu batismo Jesus é o lugar de contato entre a miséria humana e a misericórdia divina. Em seu coração se desfaz a massa triste do mal realizado pela humanidade e se renova a vida” (Bento XVI, Catequese de 7 de Jan, 2009).
Em Jesus, solidário como o Servo Sofredor do Senhor com os homens e as mulheres de todos os tempos em busca de salvação (1ª leitura de Is 42, 1-7), o Pai revela que na realidade “Este é o meu Filho amado, no qual eu pus o meu agrado” (Mt 3,17). O profeta promete que no futuro, o espírito do Senhor será derramado sobre o Servo do Senhor para atuar sua missão libertadora em favor de Israel e das nações pagãs. Ele tomará cuidado com mansidão, perseverança e fortaleza de todas as situações de fragilidade, pois Deus faz justiça antes de tudo para os pobres (cf. 1ª leitura). Agora esse Espírito desce sobre Jesus na forma simbólica da pomba da paz, que somente o coração filial de Jesus vê descer do Pai e pousar sobre ele (Mt 3, 16). Em Jesus, o filho bem amado, se cumpre plenamente a profecia de Isaías, como o próprio Jesus afirmará no início da sua missão na sinagoga de Nazaré: “Hoje se cumpriu aos vossos ouvidos essa passagem da escritura” (Lc 4, 21).
As expectativas de todos os necessitados, prisioneiros de qualquer falha e constrangimento, podem voltar a esperar e enxergar a luz de um novo futuro, pois para todos chegou “o ano da graça do Senhor”, que não tem tempo limitado, mas é oferecido para os homens e as mulheres de todo tempo (cf. Lc 4,18-19).
Eis acontecer no batismo de Jesus a surpreendente revelação do amor sacrificado e criador do Pai, do Filho e do Espírito Santo. Neste evento a fé da Igreja contempla mais uma vez a santa Trindade enquanto fica atuando o misterioso plano divino de salvação, dentro da história humana, através do Verbo de Deus feito carne. Essa mesma fé nos convida a ficarmos mergulhados nesta mesma comunhão com a santa Trindade, na qual estamos inseridos por força do nosso batismo. Afinal, não fomos nós batizados “Em nome do Pai, do Filho e do Espírito Santo”?
A Igreja do Oriente interpreta muito bem este dinamismo da salvação através da humilhação-glorificação de Jesus no batismo e paixão, por meio da composição dos ícones do batismo de Jesus e da sua ressurreição, composição que exprime na linguagem simbólica da arte o profundo sentido teológico dos mistérios. Nos dois ícones a água do Jordão e a gruta dos infernos apresentam a mesma obscuridade, que Jesus, ao descer nela, penetra e vence com a energia luminosa e transformadora do Espírito Santo, pelo qual é permeado no batismo e ressuscitado da morte.
Os evangelhos dizem que após o batismo, Jesus, “pleno do Espírito Santo, voltou do Jordão; era conduzido pelo Espírito através do deserto durante quarenta dias e tentado pelo diabo” (Lc 4, 1-2). Jesus vive novamente o caminho de Israel no deserto, enfrenta as mesmas tentações, mas ele sai vencedor do diabo enganador, renovando a obediência ao Pai na força que vem da sua palavra e do Espírito.
Logo depois inicia a sua missão anunciando o reino de Deus e a exigência de entrar no seu caminho, manifestando-o já presente na potência da sua palavra e das suas obras de cura e de libertação, atuando num estilo de compaixão e misericórdia. A Igreja, corpo vivo de Cristo, vive desta experiência cotidiana da potência humilde e transformadora do Espírito e da misericórdia do Pai manifestada na mansidão acolhedora de Jesus. Aqui a Igreja reconhece a fonte da sua vida, a sua razão de existir, e o lugar de onde tem de modelar o estilo do seu ministério para anunciar a boa nova aos homens e às mulheres do nosso tempo.
Ela vive no “hoje” de Deus para que todas as pessoas possam gozar da vida plena de Deus a partir das próprias condições, curadas e sanadas pela sua misericórdia. O batismo de Jesus é fonte de graça para todos, mas também critério para examinar a si mesmos sobre a autenticidade do próprio caminho e do próprio serviço ao evangelho.
A liturgia das Horas do tempo da Epifania procura unir e contemplar juntos o evento da Epifania, o batismo de Jesus e a transformação da água em vinho nas núpcias de Caná (Jo 2, 1 -12), como partes de um único processo de revelação da glória de Cristo na humildade da carne. Os textos evangélicos que narram os episódios correspondentes são proclamados nos três domingos sucessivos. Nesta maneira a liturgia destaca também a unidade existencial entre os mistérios celebrados e a nossa experiência cotidiana no caminho da fé.
A antífona do Cântico do Benedictus, nas Laudes do dia da Epifania, canta: “Hoje a Igreja se uniu a seu celeste esposo, porque Cristo lavou no Jordão o pecado (batismo de Jesus ); para as núpcias reais correm magos com presentes (epifania –magos); e os convivas se alegram com a água feita vinho. Aleluia ” (núpcias de Caná).
Esta magnífica antífona apresenta, numa visão sintética e mística, o mistério da Encarnação e da revelação do Verbo de Deus na expansão das suas potencialidades. É o cumprimento das promessas a Israel (núpcias de Caná – Jo 2, 1-11) e a manifestação universal a todos os povos, culturas e religiões (epifania/magos – Mt 2, 1-12), através da solidariedade de Jesus com o pecado do mundo inteiro (batismo – Mt 3, 13-17) .
Epifania – Batismo – transformação da água em vinho em Caná constituem três painéis de um único trítico, de um único mistério que tem dimensões cósmicas: a celebração das núpcias de Deus com Israel e com toda a humanidade na Encarnação do Verbo e na sua manifestação humilde e potente.
No batismo da cruz, afirma São Paulo, Jesus “prepara e enfeita” a noiva para o casamento que ele está para realizar com a Igreja, e através da Igreja, com toda a humanidade. Ele a purifica de toda mancha, pelo banho do batismo que os cristãos vão receber no seu nome ( cf. Ef 5, 25 -27).
A purificação ascética e interior e a vida moral que os cristãos são chamados a conduzir, em força do próprio batismo em Cristo, têm a beleza e o sabor da preparação das vestes nupciais da esposa. É um processo interior que exige cuidado de si mesmo, sensibilidade, tempo, acompanhamento por parte de quem tem experiência e conhece a arte de guiar a si mesmo e o caminho dos outros. A arte da vida no Espírito. Crescer na vida espiritual até chegar a seguir, com a apropriada veste nupcial, o Cordeiro que vai festejar suas bodas com a Igreja, exige mais que o batismo pontual: pretende que se aprenda a viver sempre mergulhados nas águas batismais do amor (cf. Ap 7, 9 – 17). Esta visão da vida cristã proporcionada pela escritura e pela Igreja na liturgia natalina nos dá uma diferença de perspectiva e de pedagogia espiritual. Aqui nasce uma autêntica consciência moral capaz de orientar os cristãos nas escolhas de cada dia, a partir da experiência da transformação interior sustentada pelo Espírito de Jesus, e da relação esponsal com o Senhor, própria dos filhos e filhas de Deus renascidos com Cristo e em Cristo!
O texto da antífona das Laudes da Epifania nos envia ao mesmo tempo às profecias do Antigo Testamento e ao seu cumprimento definitivo no éscaton do Apocalipse.
Os profetas descreveram a relação do Senhor para com Israel em termos de relação nupcial estipulada por iniciativa gratuita do mesmo Senhor. Ele chega a renovar a sua esposa – depois das repetidas traições que esta cometeu – reconstituindo até sua virgindade e oferecendo-lhe como dote atitudes interiores autênticas (cf. Os. 2, 16; 21-22).
São João chama de “primeiro sinal” o gesto da transformação da água em vinho, cumprido por Jesus nas núpcias de parentes ou amigos em Caná, e acrescenta que “neste gesto Jesus manifestou a sua glória e os seus discípulos creram nele” (Jo 2,11).
Jesus é o “esposo” que cumpre finalmente aquela “aliança nova e eterna”, aquele “casamento inabalável” entre Deus e o novo Israel/humanidade preanunciado pelos profetas e inscrito no coração pelo Espírito de Deus (Jer 31, 31-34; Ez 36,26-27). A transformação da água em vinho, e vinho de ótima qualidade, diz simbolicamente a passagem definitiva da antiga à nova e perfeita aliança!
O batismo de Jesus – enquanto expressão da sua submissão ao Pai no amor e da sua solidariedade com o pecado dos homens – assim como o nosso encontro na fé e no batismo com Cristo, são eventos dinâmicos, um processo aberto. Jesus foi impelido pelo seu batismo até a cruz. O nosso batismo está sendo atuado com o progresso da nossa transformação nele e do nosso empenho a transformar a realidade em que vivemos.
Nos momentos mais significativos da vida da comunidade, como a grande Vigília pascal, ou periodicamente nos domingos, renovamos as promessas do nosso batismo, como confirmação e desenvolvimento da nossa participação no dinamismo renovador do batismo e da páscoa de Cristo, no “hoje” sempre novo de Deus.
Que o Senhor nos conceda chegar a cantar de verdade, em primeira pessoa, e em comunhão com a Igreja e a humanidade inteira: “Hoje a Igreja se uniu a seu celeste esposo, porque Cristo lavou no Jordão o pecado; para as núpcias reais correm magos com presentes; e os convivas se alegram com a água feita vinho. Aleluia ”.

Liturgia da Palavra: Batismo de Jesus!!!


SÃO PAULO, quinta-feira, 6 de janeiro de 2011– Apresentamos o comentário à liturgia do Batismo de Jesus – Leituras: Is 42, 1- 4; 6-7; At 10, 34 -38; Mt 3, 13 -17 – redigido por Dom Emanuele Bargellini, Prior do Mosteiro da Transfiguração (Mogi das Cruzes - São Paulo). Doutor em liturgia pelo Pontificio Ateneo Santo Anselmo (Roma), Dom Emanuele, monge beneditino camaldolense, assina os comentários à liturgia dominical, sempre às quintas-feiras, na edição em língua portuguesa da Agência ZENIT.


* * *

BATISMO DE JESUS

Batizados com Cristo e em Cristo para uma vida nova
Leituras: Is 42, 1- 4; 6-7; At 10, 34 -38; Mt 3, 13 -17
Com o domingo do Batismo de Jesus, terminará o tempo litúrgico da “manifestação do Senhor”. Iniciado com o primeiro domingo do Advento, este tempo teve seu centro na celebração do Natal e da Epifania, e hoje enfoca o Batismo de Jesus por mãos de João Batista. Este caminho iluminado pela liturgia, nos fez acompanhar o Senhor na sua descida progressiva através da fraqueza humana, feita própria com a sua Encarnação. Desde os primeiros passos no Advento, o coração contemplativo da Igreja teve seu olhar orientado para a páscoa do Senhor, cume da manifestação paradoxal da glória de Cristo no trono da cruz e na luz da Ressurreição. É a Páscoa que ilumina o sentido profundo do mistério da Encarnação e o conduz a seu cumprimento .
O evangelista Mateus nos apresenta a procura de Jesus por João e seu pedido de ser batizado junto com as demais pessoas que se reconhecem pecadoras e querem converter-se a Deus. Essa cena nos é apresentada como uma escolha bem consciente de Jesus. Ele defende esta alternativa mesmo frente às resistências do próprio João, motivando-a como uma obediente submissão de ambos ao projeto do Pai (Mt 3, 13-15). A Palavra de Deus, que por amor assumiu a fragilidade e as contradições da condição humana, quis descer até o fundo dessa situação assumindo sobre si até o pecado, para reconciliar todos e tudo com Deus (cf. Cl 1,20), dando início em si mesmo ao retorno do mundo à ordem e à paz original na submissão perfeita a Deus. “Aquele que não conhecera o pecado, Deus o fez pecado por causa de nós, a fim de que, por ele, nos tornemos justiça de Deus” (2 Cr 5,21). “Nas águas é lavado/ o celestial cordeiro; / O que não tem pecado / nos lava em si primeiro” (Hino das Vésperas – tempo do Natal a partir da Epifania).
O mergulhar de Jesus nas águas do rio Jordão desenvolve o processo da sua descida na carne (Natal) e antecipa a sua conclusão no “batismo” da sua Paixão e Morte (Páscoa) (cf. Mc 10, 39), com a descida aos infernos, onde o crucificado, que deu sua própria vida por amor, chama novamente Adão e Eva, as raízes simbólicas da existência humana, à vida nova dos resgatados como filhos e filhas de Deus. “Depois de ser batizado, Jesus saiu logo da água”. Com ele é o mundo inteiro que sai das obscuridades do pecado e inicia um novo caminho.
“No seu batismo Jesus é o lugar de contato entre a miséria humana e a misericórdia divina. Em seu coração se desfaz a massa triste do mal realizado pela humanidade e se renova a vida” (Bento XVI, Catequese de 7 de Jan, 2009).
Em Jesus, solidário como o Servo Sofredor do Senhor com os homens e as mulheres de todos os tempos em busca de salvação (1ª leitura de Is 42, 1-7), o Pai revela que na realidade “Este é o meu Filho amado, no qual eu pus o meu agrado” (Mt 3,17). O profeta promete que no futuro, o espírito do Senhor será derramado sobre o Servo do Senhor para atuar sua missão libertadora em favor de Israel e das nações pagãs. Ele tomará cuidado com mansidão, perseverança e fortaleza de todas as situações de fragilidade, pois Deus faz justiça antes de tudo para os pobres (cf. 1ª leitura). Agora esse Espírito desce sobre Jesus na forma simbólica da pomba da paz, que somente o coração filial de Jesus vê descer do Pai e pousar sobre ele (Mt 3, 16). Em Jesus, o filho bem amado, se cumpre plenamente a profecia de Isaías, como o próprio Jesus afirmará no início da sua missão na sinagoga de Nazaré: “Hoje se cumpriu aos vossos ouvidos essa passagem da escritura” (Lc 4, 21).
As expectativas de todos os necessitados, prisioneiros de qualquer falha e constrangimento, podem voltar a esperar e enxergar a luz de um novo futuro, pois para todos chegou “o ano da graça do Senhor”, que não tem tempo limitado, mas é oferecido para os homens e as mulheres de todo tempo (cf. Lc 4,18-19).
Eis acontecer no batismo de Jesus a surpreendente revelação do amor sacrificado e criador do Pai, do Filho e do Espírito Santo. Neste evento a fé da Igreja contempla mais uma vez a santa Trindade enquanto fica atuando o misterioso plano divino de salvação, dentro da história humana, através do Verbo de Deus feito carne. Essa mesma fé nos convida a ficarmos mergulhados nesta mesma comunhão com a santa Trindade, na qual estamos inseridos por força do nosso batismo. Afinal, não fomos nós batizados “Em nome do Pai, do Filho e do Espírito Santo”?
A Igreja do Oriente interpreta muito bem este dinamismo da salvação através da humilhação-glorificação de Jesus no batismo e paixão, por meio da composição dos ícones do batismo de Jesus e da sua ressurreição, composição que exprime na linguagem simbólica da arte o profundo sentido teológico dos mistérios. Nos dois ícones a água do Jordão e a gruta dos infernos apresentam a mesma obscuridade, que Jesus, ao descer nela, penetra e vence com a energia luminosa e transformadora do Espírito Santo, pelo qual é permeado no batismo e ressuscitado da morte.
Os evangelhos dizem que após o batismo, Jesus, “pleno do Espírito Santo, voltou do Jordão; era conduzido pelo Espírito através do deserto durante quarenta dias e tentado pelo diabo” (Lc 4, 1-2). Jesus vive novamente o caminho de Israel no deserto, enfrenta as mesmas tentações, mas ele sai vencedor do diabo enganador, renovando a obediência ao Pai na força que vem da sua palavra e do Espírito.
Logo depois inicia a sua missão anunciando o reino de Deus e a exigência de entrar no seu caminho, manifestando-o já presente na potência da sua palavra e das suas obras de cura e de libertação, atuando num estilo de compaixão e misericórdia. A Igreja, corpo vivo de Cristo, vive desta experiência cotidiana da potência humilde e transformadora do Espírito e da misericórdia do Pai manifestada na mansidão acolhedora de Jesus. Aqui a Igreja reconhece a fonte da sua vida, a sua razão de existir, e o lugar de onde tem de modelar o estilo do seu ministério para anunciar a boa nova aos homens e às mulheres do nosso tempo.
Ela vive no “hoje” de Deus para que todas as pessoas possam gozar da vida plena de Deus a partir das próprias condições, curadas e sanadas pela sua misericórdia. O batismo de Jesus é fonte de graça para todos, mas também critério para examinar a si mesmos sobre a autenticidade do próprio caminho e do próprio serviço ao evangelho.
A liturgia das Horas do tempo da Epifania procura unir e contemplar juntos o evento da Epifania, o batismo de Jesus e a transformação da água em vinho nas núpcias de Caná (Jo 2, 1 -12), como partes de um único processo de revelação da glória de Cristo na humildade da carne. Os textos evangélicos que narram os episódios correspondentes são proclamados nos três domingos sucessivos. Nesta maneira a liturgia destaca também a unidade existencial entre os mistérios celebrados e a nossa experiência cotidiana no caminho da fé.
A antífona do Cântico do Benedictus, nas Laudes do dia da Epifania, canta: “Hoje a Igreja se uniu a seu celeste esposo, porque Cristo lavou no Jordão o pecado (batismo de Jesus ); para as núpcias reais correm magos com presentes (epifania –magos); e os convivas se alegram com a água feita vinho. Aleluia ” (núpcias de Caná).
Esta magnífica antífona apresenta, numa visão sintética e mística, o mistério da Encarnação e da revelação do Verbo de Deus na expansão das suas potencialidades. É o cumprimento das promessas a Israel (núpcias de Caná – Jo 2, 1-11) e a manifestação universal a todos os povos, culturas e religiões (epifania/magos – Mt 2, 1-12), através da solidariedade de Jesus com o pecado do mundo inteiro (batismo – Mt 3, 13-17) .
Epifania – Batismo – transformação da água em vinho em Caná constituem três painéis de um único trítico, de um único mistério que tem dimensões cósmicas: a celebração das núpcias de Deus com Israel e com toda a humanidade na Encarnação do Verbo e na sua manifestação humilde e potente.
No batismo da cruz, afirma São Paulo, Jesus “prepara e enfeita” a noiva para o casamento que ele está para realizar com a Igreja, e através da Igreja, com toda a humanidade. Ele a purifica de toda mancha, pelo banho do batismo que os cristãos vão receber no seu nome ( cf. Ef 5, 25 -27).
A purificação ascética e interior e a vida moral que os cristãos são chamados a conduzir, em força do próprio batismo em Cristo, têm a beleza e o sabor da preparação das vestes nupciais da esposa. É um processo interior que exige cuidado de si mesmo, sensibilidade, tempo, acompanhamento por parte de quem tem experiência e conhece a arte de guiar a si mesmo e o caminho dos outros. A arte da vida no Espírito. Crescer na vida espiritual até chegar a seguir, com a apropriada veste nupcial, o Cordeiro que vai festejar suas bodas com a Igreja, exige mais que o batismo pontual: pretende que se aprenda a viver sempre mergulhados nas águas batismais do amor (cf. Ap 7, 9 – 17). Esta visão da vida cristã proporcionada pela escritura e pela Igreja na liturgia natalina nos dá uma diferença de perspectiva e de pedagogia espiritual. Aqui nasce uma autêntica consciência moral capaz de orientar os cristãos nas escolhas de cada dia, a partir da experiência da transformação interior sustentada pelo Espírito de Jesus, e da relação esponsal com o Senhor, própria dos filhos e filhas de Deus renascidos com Cristo e em Cristo!
O texto da antífona das Laudes da Epifania nos envia ao mesmo tempo às profecias do Antigo Testamento e ao seu cumprimento definitivo no éscaton do Apocalipse.
Os profetas descreveram a relação do Senhor para com Israel em termos de relação nupcial estipulada por iniciativa gratuita do mesmo Senhor. Ele chega a renovar a sua esposa – depois das repetidas traições que esta cometeu – reconstituindo até sua virgindade e oferecendo-lhe como dote atitudes interiores autênticas (cf. Os. 2, 16; 21-22).
São João chama de “primeiro sinal” o gesto da transformação da água em vinho, cumprido por Jesus nas núpcias de parentes ou amigos em Caná, e acrescenta que “neste gesto Jesus manifestou a sua glória e os seus discípulos creram nele” (Jo 2,11).
Jesus é o “esposo” que cumpre finalmente aquela “aliança nova e eterna”, aquele “casamento inabalável” entre Deus e o novo Israel/humanidade preanunciado pelos profetas e inscrito no coração pelo Espírito de Deus (Jer 31, 31-34; Ez 36,26-27). A transformação da água em vinho, e vinho de ótima qualidade, diz simbolicamente a passagem definitiva da antiga à nova e perfeita aliança!
O batismo de Jesus – enquanto expressão da sua submissão ao Pai no amor e da sua solidariedade com o pecado dos homens – assim como o nosso encontro na fé e no batismo com Cristo, são eventos dinâmicos, um processo aberto. Jesus foi impelido pelo seu batismo até a cruz. O nosso batismo está sendo atuado com o progresso da nossa transformação nele e do nosso empenho a transformar a realidade em que vivemos.
Nos momentos mais significativos da vida da comunidade, como a grande Vigília pascal, ou periodicamente nos domingos, renovamos as promessas do nosso batismo, como confirmação e desenvolvimento da nossa participação no dinamismo renovador do batismo e da páscoa de Cristo, no “hoje” sempre novo de Deus.
Que o Senhor nos conceda chegar a cantar de verdade, em primeira pessoa, e em comunhão com a Igreja e a humanidade inteira: “Hoje a Igreja se uniu a seu celeste esposo, porque Cristo lavou no Jordão o pecado; para as núpcias reais correm magos com presentes; e os convivas se alegram com a água feita vinho. Aleluia ”.

quarta-feira, 5 de janeiro de 2011

Papa pede orações pela unidade dos cristãos!!!

Intenções de oração para o mês de janeiro

CIDADE DO VATICANO, sábado, 1º de janeiro de 2011 (ZENIT.org) - Bento XVI pede orações pela preservação das riquezas da criação e pela unidade dos cristãos no mundo inteiro.

A proposta é feita nas intenções de oração para o mês de janeiro de 2011, contida na carta pontifícia confiada ao Apostolado da Oração, iniciativa seguida por cerca de 50 milhões de pessoas nos cinco continentes.

O Bispo de Roma apresenta duas intenções, uma geral e outra missionária.

A intenção geral do Apostolado da Oração do Papa para o mês de janeiro é: "Para que as riquezas da criação sejam preservadas, valorizadas e disponibilizadas a todos, como dom precioso de Deus aos homens".

A intenção missionária é: "Para que os cristãos possam alcançar a plena unidade, testemunhando a todo o gênero humano a paternidade universal de Deus".

Nota de pesar pelo falecimento de Dom Miguel Maria Giambelli, CRSP!!!

BRASÍLIA, sábado, 1º de janeiro de 2011- Apresentamos, a seguir, a nota de pesar da CNBB pelo falecimento de Dom Miguel Maria Giambelli, CRSP.

* * *

"Eu sou a ressurreição e a vida. Quem crê em mim, ainda que tenha morrido, viverá" (Jo 11,25).

A Conferência Nacional dos Bispos do Brasil - CNBB recebeu com tristeza a notícia do falecimento do bispo emérito de Bragança do Pará - PA, Dom Miguel Maria Giambelli, CRSP, ocorrido neste domingo, 26 de dezembro, no hospital Santo Antônio Maria Zaccaria, naquela cidade.

Dom Miguel, desde que chegou da Itália como padre missionário barnabita para trabalhar em terras paraenses, se destacou pelo zelo e dedicação ao evangelho. Nomeado primeiro bispo da diocese de Bragança do Pará, em 1980, imprimiu nesta Igreja Particular, ao longo de seus 16 anos de pastoreio, uma marca evangelizadora que há de perpetuar sua memória.

Emérito em 1996, Dom Miguel testemunhou seu particular amor pela diocese ao fazer a opção de residir, a partir desta data, no Hospital Santo Antônio Maria Zaccaria, consumindo-se, qual bom samaritano, no serviço silencioso e anônimo aos doentes, os quais visitava cotidianamente e confortava com a palavra de Deus e com os sacramentos.

Manifestamos ao bispo de Bragança do Pará, Dom Luís Ferrando, e a todos seus diocesanos os nossos sentimentos de pesar e dor pelo passamento deste irmão que, agora, é chamado a viver em plenitude a vida dos justos. Com toda justiça, ele pode dizer com o apóstolo Paulo: "Combati o bom combate, terminei a corrida, guardei a fé" (2Tm 4,7).

Brasília - DF, 26 de dezembro de 2010.

Dom Dimas Lara Barbosa
Bispo Auxiliar do Rio de Janeiro
Secretário-Geral da CNBB

terça-feira, 4 de janeiro de 2011

Vida do Bispo Diocesano de Blumenau (S.C): Dom José Negri, PIME!!!






Dom José Negri, PIME
Nascimento: 18/09/1959 Milão, Itália
Ordenação Presbiteral: 07/06/1986 Milão, Itália
Nomeação: 14/12/2005
Ordenação Episcopal: 05/03/2006 Brusque, SC

Lema: Sufficit tibi gratia ("Basta-te a minha graça")

Estudos
• Cursou o ensino fundamental na Escola Básica em Milão (1967-1971).
• Fez o Ensino médio no Instituto “Padre Monti” dos Padres Concezionisti (1971-1974).
• Formou-se em Magistério, em Milão (1974-1978).
• Estudou Filosofia em Monza (Milão) no Seminário do PIME (1980-1982).
• Cursou Teologia em Milão no “Studentato Teológico PIME” afiliado à Urbaniana (1983-1986).
• Estudou Psicologia e conseguiu a Licenciatura na Universidade Gregoriana de Roma, Itália (1995-1999).
Vida vocacional e sacerdotal
• No ano de 1980, ingressou no Pontifício Instituto das Missões.
• Fez a Promessa inicial em maio de 1983 em Monza.
• Emitiu a Promessa Definitiva de agregação ao Instituto PIME no dia 7/12/1985 em Milão, Itália.
• Foi ordenado sacerdote na catedral de Milão em 7 de junho de 1986, pelo Cardeal Carlo Maria Martini, arcebispo de Milão.
• No dia 25/01/1987 chegou ao Brasil como sua primeira missão.
Ministérios
1987: Vigário na paróquia Nossa Senhora do Carmo em Frutal ( MG);
1987 a 1988: Diretor Espiritual do Seminário menor do PIME em Palhoça (SC);
1987 a 1990: Pároco da paróquia São Judas Tadeu e São João Batista em Palhoça (SC);
1990 a 1992: Reitor do Seminário de Filosofia PIME em Brusque (SC);
1992 a 1995: Conselheiro Regional da Região Brasil Sul;
1992 a 1995: Diretor Espiritual do Seminário de Filosofia PIME em Brusque (SC);
1999 a 2002: Diretor Espiritual do Seminário de Teologia PIME em Monza (Itália);
2000 a 2002: Conselheiro Regional da Região Itália Norte;
2002 a 2005: Diretor Espiritual no Seminário de Filosofia PIME em Brusque (SC);
2003 a 2005: Professor do Curso pós-graduação de “Aconselhamento Formativo”, São Paulo (SP);
2004 a 2005: Vice Provincial do ( Instituto) PIME, Região Brasil Sul;
2005: Administrador Paroquial e Pároco da Paróquia São Judas Tadeu em Brusque (SC).
Bispo
• Em 14.12.2005 o Papa Bento XVI o nomeou Bispo Titular de Puppi e Bispo Auxiliar da Arquidiocese de Florianópolis.
• Em 18.02.2009 o Papa Bento XVI o nomeou Bispo da Diocese de Blumenau.

Brasão Episcopal
Escudo: O escudo tem um campo azul e um vermelho. No centro, sobre os dois campos, domina uma Cruz de ouro. De cada um dos lados da Cruz saem raios de ouro. No lado direito do campo azul, há uma estrela de oito raios.
Insígnias: Chapéu prelatício verde, forrado de vermelho, com três fileiras de borlas de cada lado; cruz processional de ouro, ornada no centro com um rubi.
Os apóstolos, enviados por Cristo, tinham plena consciência de seus limites e de suas fraquezas. Sabiam, porém, que podiam confiar na graça de Deus. Também os apóstolos de hoje são chamados a confiar unicamente no Senhor, atentos à sua observação: “Basta-te a minha graça”.
A própria missão de Jesus, humanamente foi um fracasso. Mas tornou-se fonte de graça para a humanidade. A Cruz, de fato, simboliza o fracasso, a fraqueza, a derrota. Mas é da Cruz que brotam os rios da graça divina: “Chegando a Jesus e vendo-o já morto, um dos soldados traspassou-lhe o lado com a lança e imediatamente saiu sangue e água” (Jo 19,33-34). O sangue e a água são os raios de luz e de misericórdia que caem sobre todos os povos da terra.
Maria, Estrela da Evangelização, acompanha os apóstolos e os missionários com sua presença materna, a fim de que toda a humanidade possa ser agraciada com os frutos da Cruz salvadora de seu Filho.

Nota da Congregação para a Doutrina da Fé sobre o preservativo!!!




CIDADE DO VATICANO, terça-feira, 03 de Janeiro de 2011 (ZENIT.org) - Apresentamos, a seguir, a nota de esclarecimento da Congregação para a Doutrina da Fé "Sobre a banalização da sexualidade. A propósito de algumas leituras de ‘Luz do mundo'", divulgada hoje pela Santa Sé.

* * *
Nota da Congregação para a Doutrina da Fé
Sobre a banalização da sexualidade
A propósito de algumas leituras de «Luz do mundo»

Por ocasião da publicação do livro-entrevista de Bento XVI, «Luz do Mundo», foram difundidas diversas interpretações não correctas, que geraram confusão sobre a posição da Igreja Católica quanto a algumas questões de moral sexual. Não raro, o pensamento do Papa foi instrumentalizado para fins e interesses alheios ao sentido das suas palavras, que aparece evidente se se lerem inteiramente os capítulos onde se alude à sexualidade humana. O interesse do Santo Padre é claro: reencontrar a grandeza do projecto de Deus sobre a sexualidade, evitando a banalização hoje generalizada da mesma.
Algumas interpretações apresentaram as palavras do Papa como afirmações em contraste com a tradição moral da Igreja; hipótese esta, que alguns saudaram como uma viragem positiva, e outros receberam com preocupação, como se se tratasse de uma ruptura com a doutrina sobre a contracepção e com a atitude eclesial na luta contra o HIV-SIDA. Na realidade, as palavras do Papa, que aludem de modo particular a um comportamento gravemente desordenado como é a prostituição (cf. «Luce del mondo», 1.ª reimpressão, Novembro de 2010, p. 170-171), não constituem uma alteração da doutrina moral nem da praxis pastoral da Igreja.
Como resulta da leitura da página em questão, o Santo Padre não fala da moral conjugal, nem sequer da norma moral sobre a contracepção. Esta norma, tradicional na Igreja, foi retomada em termos bem precisos por Paulo VI no n.º 14 da Encíclica Humanae vitae, quando escreveu que «se exclui qualquer acção que, quer em previsão do acto conjugal, quer durante a sua realização, quer no desenrolar das suas consequências naturais, se proponha, como fim ou como meio, tornar impossível a procriação». A ideia de que se possa deduzir das palavras de Bento XVI que seja lícito, em alguns casos, recorrer ao uso do preservativo para evitar uma gravidez não desejada é totalmente arbitrária e não corresponde às suas palavras nem ao seu pensamento. Pelo contrário, a este respeito, o Papa propõe caminhos que se podem, humana e eticamente, percorrer e em favor dos quais os pastores são chamados a fazer «mais e melhor» («Luce del mondo», p. 206), ou seja, aqueles que respeitam integralmente o nexo indivisível dos dois significados - união e procriação - inerentes a cada acto conjugal, por meio do eventual recurso aos métodos de regulação natural da fecundidade tendo em vista uma procriação responsável.
Passando à página em questão, nela o Santo Padre refere-se ao caso completamente diverso da prostituição, comportamento que a moral cristã desde sempre considerou gravemente imoral (cf. Concílio Vaticano II, Constituição pastoral Gaudium et spes, n.º 27; Catecismo da Igreja Católica, n.º 2355). A recomendação de toda a tradição cristã - e não só dela - relativamente à prostituição pode resumir-se nas palavras de São Paulo: «Fugi da imoralidade» (1 Cor 6, 18). Por isso a prostituição há-de ser combatida, e os entes assistenciais da Igreja, da sociedade civil e do Estado devem trabalhar por libertar as pessoas envolvidas.
A este respeito, é preciso assinalar que a situação que se criou por causa da actual difusão do HIV-SIDA em muitas áreas do mundo tornou o problema da prostituição ainda mais dramático. Quem sabe que está infectado pelo HIV e, por conseguinte, pode transmitir a infecção, para além do pecado grave contra o sexto mandamento comete um também contra o quinto, porque conscientemente põe em sério risco a vida de outra pessoa, com repercussões ainda na saúde pública. A propósito, o Santo Padre afirma claramente que os preservativos não constituem «a solução autêntica e moral» do problema do HIV-SIDA e afirma também que «concentrar-se só no preservativo significa banalizar a sexualidade», porque não se quer enfrentar o desregramento humano que está na base da transmissão da pandemia. Além disso é inegável que quem recorre ao preservativo para diminuir o risco na vida de outra pessoa pretende reduzir o mal inerente ao seu agir errado. Neste sentido, o Santo Padre assinala que o recurso ao preservativo, «com a intenção de diminuir o perigo de contágio, pode entretanto representar um primeiro passo na estrada que leva a uma sexualidade vivida diversamente, uma sexualidade mais humana». Trata-se de uma observação totalmente compatível com a outra afirmação do Papa: «Este não é o modo verdadeiro e próprio de enfrentar o mal do HIV».
Alguns interpretaram as palavras de Bento XVI, recorrendo à teoria do chamado «mal menor». Todavia esta teoria é susceptível de interpretações desorientadoras de matriz proporcionalista (cf. João Paulo II, Encíclica Veritatis splendor, nn.os 75-77). Toda a acção que pelo seu objecto seja um mal, ainda que um mal menor, não pode ser licitamente querida. O Santo Padre não disse que a prostituição valendo-se do preservativo pode ser licitamente escolhida como mal menor, como alguém sustentou. A Igreja ensina que a prostituição é imoral e deve ser combatida. Se alguém, apesar disso, pratica a prostituição mas, porque se encontra também infectado pelo HIV, esforça-se por diminuir o perigo de contágio inclusive mediante o recurso ao preservativo, isto pode constituir um primeiro passo no respeito pela vida dos outros, embora a malícia da prostituição permaneça em toda a sua gravidade. Estas ponderações estão na linha de quanto a tradição teológico-moral da Igreja defendeu mesmo no passado.
Em conclusão, na luta contra o HIV-SIDA, os membros e as instituições da Igreja Católica saibam que é preciso acompanhar as pessoas, curando os doentes e formando a todos para que possam viver a abstinência antes do matrimónio e a fidelidade dentro do pacto conjugal. A este respeito, é preciso também denunciar os comportamentos que banalizam a sexualidade, porque - como diz o Papa - são eles precisamente que representam a perigosa razão pela qual muitas pessoas deixaram de ver na sexualidade a expressão do seu amor. «Por isso, também a luta contra a banalização da sexualidade é parte do grande esforço a fazer para que a sexualidade seja avaliada positivamente e possa exercer o seu efeito positivo sobre o ser humano na sua totalidade» («Luce del mondo», p. 170).

(Versão portuguesa distribuída pela Congregação para a Doutrina da Fé)

Aniversário de 2 Anos!!!

Novos Cardeais!!!

 

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O papa Bento XVI proclamou como "venerável" João Paulo II, após aprovar o decreto pelo qual são reconhecidas as "virtudes heróicas do servo de Deus" Karol Wojtyla, primeiro passo para a santidade do polonês, informou a Santa Sé.
O decreto foi aprovado durante a audiência concedida no Vaticano pelo prefeito regional da Congregação para a Causa dos Santos, o arcebispo Ângelo Amato.
A assinatura do decreto não significa a imediata beatificação de Karol Wojtyla, já que ainda falta a aprovação por Bento XVI do milagre que leve à proclamação de seu antecessor como beato.

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DEUS ABENÇÕE A TODOS E A TODAS QUE ACESSARAM ESTE BLOG, E EM ESPECIAL ABRAÇO QUERO MANDAR PARA TODOS OS PADRES DA DIOCESE DE BLUMENAU,AO NOSSO BISPO DIOCESANO DOM JOSÉ NEGRI (PIME),QUE CONTO COM A COLABORAÇÃO NAS ORAÇÕES DE CADA UM NA MINHA CAMINHADA VOCACIONAL!!!

ABRAÇO FRATERNALMENTE DE SEU IRMÃO
THIAGO KRAUPPE!!!


 
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