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segunda-feira, 28 de março de 2011

Bento XVI exige diálogo na Líbia para calar as armas!!!

E em todo o Oriente Médio

CIDADE DO VATICANO, segunda-feira, 28 de março de 2011 (ZENIT.org) - Bento XVI pediu ontem aos "organismos internacionais" e a todas as partes envolvidas que retomem o diálogo na Líbia e, em geral, nas crises que ocorrem no Oriente Médio, para suspender "o uso das armas".

Ao concluir, no último domingo, a oração mariana do Ângelus junto a milhares de peregrinos reunidos na Praça de São Pedro, o Pontífice pediu que se desse prioridade à "busca de uma convivência justa e fraterna".

Em sua intervenção mais ampla sobre este conflito, desde que, em 19 de março, começaram as operações armadas da coligação internacional contra alvos militares regime líbio, o Papa confessou que neste momento "cresce meu temor pela proteção e segurança da população civil, e minha inquietude pela evolução da situação, atualmente marcada pelo uso das armas".

De acordo com o Bispo de Roma, "nos momentos de maior tensão, torna-se mais urgente a necessidade de recorrer a todos os meios da ação diplomática e apoiar qualquer sinal, por mais fraco que seja, de abertura e de desejo de reconciliação entre todas as partes envolvidas na busca de soluções pacíficas e duradouras".

O Papa garantiu sua oração "pelo retorno à harmonia na Líbia e em toda a região norte-africana" e dirigiu um apelo urgente "aos organismos internacionais e a todos os que têm responsabilidades políticas e militares em favor da abertura imediata de um diálogo, para suspender o uso das armas".

Finalmente, Bento XVI se dirigiu "às autoridades e aos cidadãos do Oriente Médio, onde nos últimos dias tem havido casos de violência, para que lá também se privilegie o caminho do diálogo e da reconciliação na busca de uma convivência justa e fraterna".

Preocupação pela população

É a segunda vez que o Papa levanta a sua voz para promover a paz na Líbia. No último dia 20 de março, instou os líderes políticos e militares "para que deem prioridade, acima de tudo, à proteção e à segurança dos cidadãos e garantam o acesso à ajuda humanitária".

O Santo Padre assegurou ao povo da Líbia "minha proximidade, enquanto peço a Deus que um horizonte de paz e harmonia surja o mais rapidamente possível na Líbia e em toda a região do norte da África".

domingo, 27 de março de 2011

Lectio Divina com Leigas e Leigos!!!


Navegantes SC, 27 de março de 2011

Nos dias 12 e 13 de fevereiro de 2011, Frei Romualdo Borges, O. Carm, esteve no recanto de Maria, em Alto Paraná – PR, assessorando, para um grupo de 40 leigos e leigas, dos Decanatos de Paranavaí e Paraiso do Norte, um retiro com o tema e “Metodologia e Exercício da Lectio Divina”.

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Novo Bispo: Dom Frei Wilmar Santin!!!

Grande público e emoção marcam a ordenação de Dom Frei Wilmar Santin
Navegantes SC, Domingo, 27 de março de 2011

Um grande público, uma cerimônia inédita na cidade e muita emoção. Esses foram alguns dos ingredientes que marcaram a ordenação episcopal de Dom Frei Wilmar Santin, o primeiro bispo nascido na Diocese de Paranavaí. O Ginásio de Esportes Noroestão ficou lotado para o evento que contou com a presença de pelo menos quinze bispos e religiosos de todo o país. Ao se dirigir pela primeira vez aos fiéis na condição de bispo, Santin pediu: rezem por mim.

A cerimônia de ordenação foi presidida pelo bispo emérito de Curitiba, Dom Pedro Fedalto. Também como bispos ordenantes, participaram da celebração Dom Frei Paulo Cordeiro da Silva, de Petrolina – Pernambuco, além do bispo de São Gabriel da Cachoeira – Amazonas, Dom Edson Tascheto Damian.

Dom Pedro Fedalto presidiu a cerimônia a pedido de Santin, já que foi o bispo com quem trabalhou por mais tempo – cerca de 17 anos. Durante o evento religioso, Fedalto relembrou as funções do episcopado e desejou êxito ao novo bispo. Citou os desafios que virão, já que Santin vai assumir a Prelazia de Itaituba – Pará, uma área de mais de 252 quilômetros quadrados e cerca de 260 mil habitantes.

Prior Geral da Ordem Carmelitana, Frei Fernando Millán Romeral veio da Alemanha especialmente para participar da ordenação. Ele falou da felicidade de todos os carmelitas com o novo chamado para Dom Wilmar Santin. Fez um breve relato dos trabalhos do religioso e reiterou a confiança na nova empreitada de dirigir a Prelazia de Itaituba.

Provincial da Província da Alemanha, frei Dieter Lanker destacou o empenho do novo bispo em manter os laços com a irmandade carmelita. Ao desejar felicidade na missão em Itaituba, Maravi fez uma menção aos 50 anos da primeira comunhão de Santin, completados no último sábado, data escolhida para a ordenação.

Primeiro bispo e atual bispo emérito da Prelazia de Itaituba, Dom Capistrano Hein também participou da cerimônia em Paranavaí. Ele se revelou feliz e afirmou que o povo aguarda o seu novo bispo de braços abertos. Adiantou que se trata de uma comunidade acolhedora. A posse será na Catedral, dia 10 de abril. Dom Capistrano trabalhou em Itaituba por 22anos.

Mensagem dos fiéis de Paranavaí – Em nome da comunidade paranavaiense falou o coordenador do Conselho Pastoral Paroquial da Paróquia São Sebastião, Luiz Prando. Ele citou conquistas importantes viabilizadas pelo Frei Wilmar Santin nos anos em que trabalhou na cidade. Apontou a fundação da Pastoral da Criança, que foi a terceira no Brasil.

Hoje a Pastoral está presente em 30 paróquias e três capelas, atendendo 147 comunidades da região Noroeste. Por fim, lembrou que os novos desafios trazem ansiedade e medo, mas sugeriu força, lembrando que “Deus está contigo e vamos rezar por você”.

O prefeito Rogério Lorenzetti falou da alegria paranavaiense pela ordenação. Para ele, um reconhecimento ao então Frei Wilmar, que fez uma série incontável de amigos na cidade, além da competência no exercício pastoral. Lorenzetti também lembrou a presença marcante da Igreja em Paranavaí, cuja história se confunde com a história da cidade. Citou obras importantes da Igreja, especialmente na educação. Mais uma vez Wilmar Santin dará a reposta que a Igreja espera, previu, reiterando votos de felicidade neste novo momento.

Em nome da família falou o irmão do novo bispo, Valter Santin. Ele optou por relembrar a convivência familiar. De forma descontraída, narrou o “embate” entre irmãos mais velhos para convencer os mais jovens a torcer pelos times do coração. Wilmar é o quarto de uma família de nove irmãos. Virou palmeirense.

O pronunciamento do novo bispo

No seu primeiro discurso como bispo, Frei Wilmar Santin iniciou homenageando a mãe, dona Ester Maria Santin. Lembrou que ela o colocou no caminho da Igreja, incentivando e ensinando a rezar. Estendeu agradecimentos ao pai Arlindo (já falecido) e a outros familiares também com laços na Igreja.

Chamado à vocação desde cedo, Santin entrou no seminário com apenas onze anos, onde viveu “uma ótima infância e adolescência”. Já no exercício pastoral, se recorda de quando assumiu a Paróquia São Sebastião, em 1985, substituindo o então Frei Alberto, hoje bispo emérito de Dourados, atualmente hospitalizado na Alemanha com sérios problemas de saúde. O desafio foi enorme, recorda, já que o antecessor deixou uma grande ficha de serviços restados. Aproveitou para fazer um balanço sobre os locais onde trabalhou, destacando a Vila Fani em Curitiba, o período em Roma e as atividades na Amazônia (Manaus).
Ele antecipou que pretende dar continuidade ao trabalho de dom Capistrano. Como grande desafio, citou a constituição do clero próprio, dos agentes pastorais e fortalecimento das comunidades. Aliás, requisitos para que a Prelazia se torne Diocese (Prelazia é considerada uma Diocese em formação).

O religioso afirmou que vai para Itaituba sem um projeto, pois pretende aprender com a comunidade e, a partir daí, estabelecer metas. Fomentar a vocação será um dos itens trabalhados, antecipa, já que há falta de padres na região.

Sobre a nova ordenação, Santin afirmou que não encara como uma promoção. Por isso, mantém que a sua maior emoção foi quando se tornou padre, há 31 anos. “Não subi de cargo, apenas tenho uma nova missão dada pelo Papa Bento 16”, assinala. Ele fez uma série de agradecimentos, incluindo os religiosos que participaram da celebração, bem como os fiéis das diversas paróquias e dioceses. Por fim, um pedido: “Rezem por mim”.

Além dos bispos ordenantes, também estiveram em Paranavaí, as lideranças: Dom Antonio Muniz Fernandes – arcebispo de Maceió; Dom Anuar Battisti – arbebispo de Maringá; Dom Orlando Brandes – arcebispo de Londrina; Dom Juarez Souza e Silva – bispo de Oeiras no Piauí; Dom Bernardo Johannes Bahlmann – bispo de Óbidos no Pará; Dom Flávio Giovenale – bispo de Abaetetuba no Pará; Dom Celso Antonio Marchioni – bispo de Apucarana; Dom João Mamede Filho – bispo de Umuarama; Dom Sérgio Braschi – Bispo de Ponta Grossa; Dom Mário Antônio da Silva – bispo auxiliar de Manaus; Néri Tondello – bispo de Juíza no Mato Grosso. Também prestigiaram os freis: Christian Koener, vice-prior geral dos Carmelitas, e frei Raúl Maravím conselheiro geral das Américas.

O brasão episcopal

Trata-se de um emblema utilizado pela Igreja Católica para identificar cada bispo, suas inspirações pessoais, os aspectos de sua espiritualidade em seu modo de evangelizar. Dom Frei Wilmar Santin adotou o lema episcopal “Ser Sal e Luz”, que faz parte no Evangelho de Mateus, do Sermão da Montanha. E finaliza o religioso: “Peço a todos que rezem por mim para que eu viva no espírito das Bem Aventuranças e assim ser Sal e Luz no exercício do ministério como Bispo”.

Dom Frei Wilmar Santin nasceu em 21 de outubro de 1952, em Nova Londrina, registrado em Paranavaí. É filho de Arlindo e de Ester Maria Santin. Em 1972 fez o noviciado carmelitano em Curitiba e emitiu os primeiros votos no dia 2 de fevereiro de 1973. Cursou Filosofia e Teologia, com mestrado em História da Igreja pela Universidade Gregoriana de Roma, onde é doutorando também em História da Igreja. Foi ordenado no dia 8 de dezembro de 1979 em Nova Londrina e nomeado bispo pelo Papa Bento 16 no dia 8 de dezembro de 2010.

Fonte: Diário do Noroeste 22/03/2011, página 12.

PJ de Santa Catarina realiza Pré Missão Jovem!!!

“E, se para encontrá-los e amá-los é preciso atravessar os mares e voar lá nos céus, então Missão é partir até os confins do mundo” (Dom Hélder Câmara)

Navegantes SC, domingo, 27 de março de 2011

Nos dias 19 e 20 de março, a Pastoral da Juventude de Santa Catarina – Regional Sul4 da CNBB, realizou a Pré Missão Jovem, encontro para formação e planejamento dos 30 missionários que atuarão como líderes da III Missão Jovem da Pastoral da Juventude. Os jovens da comunidade São Domingos de Gusmão, comarca de Navegantes, Diocese de Blumenau acolheram com muita alegria, afeto e esperança jovens que vieram de diversas dioceses do estado.

O encontro teve início com a oração do Oficio Divino da Juventude preparada pelos jovens da Diocese de Rio do Sul. Em seguida, iniciou-se a formação com assessoria de Paulo Francisco Junior, que motivou os jovens a refletirem sobre os fundamentos bíblicos da missão, à luz do Evangelho de Mateus, Marcos, Lucas e João, como também a missão nos Atos dos Apóstolos.

Os trabalhos da tarde do sábado foram direcionados para o estudo dos aspectos práticos da Missão Jovem, onde os líderes missionários puderam discutir, analisar e simular situações diversas que envolvem a visitação, a acolhida, e os cuidados que devem ter quando estiverem nas comunidades.

Durante a noite os jovens líderes foram enviados para as comunidades da paróquia onde se reuniram com o CPC a fim de realizar o planejamento para que a missão ocorra. Lá foi elaborado um questionário com questões práticas sobre os aspectos demográficos, econômicos e sociais, históricos e pastorais que envolvem a vida da comunidade, para que assim seja feito um diagnóstico da realidade e o planejamento seja mais efetivo. Também celebraram e ouviram as expectativas da comunidade em relação à Missão. Nas comunidades os jovens pernoitaram, e no domingo às 11 horas, retornaram para fazer a partilha de como foi em cada comunidade, as dúvidas, as dificuldades e o sentimento que ficou desse primeiro contato.

A missão acontecerá do dia 23 a 26 de junho sendo que no último dia, domingo, os jovens e a comunidade farão a Marcha Estadual contra a Violência e Extermínio de Jovens, uma das ações que a Pastoral da Juventude de SC assume a partir da Campanha Nacional Conta a Violência e o Extermínio de Jovens. No final acontecerá um show com o Grupo Musical Mensageiros de Cristo, de Araranguá.

Os líderes já iniciaram a missão, voltaram para suas comunidades com a responsabilidade de mobilizar, motivar e formar os missionários que se preparam para irem ao encontro do outro. Pois como disse Dom Hélder: “Missão é partir, caminhar, deixar tudo, sair de si, quebrar a crosta do egoísmo que nos fecha no nosso Eu.” Que os jovens missionários abram-se, descubram e encontrem os outros como irmãos.

TEXTO: Joseanair Hermes - Teias da Comunicação Regional Sul 4

www.diocesecriciuma.com.br

Jesus e a samaritana!!!

Artigo de Dom Orani João Tempesta, arcebispo do Rio de Janeiro

RIO DE JANEIRO, domingo, 27 de março de 2011 (ZENIT.org) - Apresentamos artigo do arcebispo do Rio de Janeiro, Dom Orani João Tempesta, divulgado nesse sábado à imprensa, intitulado ‘Jesus e a samaritana'.

* * *

Durante estes dias da Quaresma, o nosso itinerário batismal tem neste domingo um sinal claríssimo sobre o sinal da Água e a importância do encontro com Jesus, o Cristo. Neste ano, de maneira especial aparece este sinal, que nos ajuda a caminhar para a renovação das promessas batismais na vigília pascal.

Este domingo, chamado da "samaritana", é o terceiro Domingo da Quaresma (cf.Jo 4,5-42). A hostilidade entre judeus e samaritanos conhecemos por outros episódios, como, por exemplo, o caso do chamado "bom samaritano". As relações entre judeus e samaritanos eram de hostilidade constante e a Samaria era considerada território impuro para o ambiente judaico, de modo que não se deveria cruzá-la durante os percursos das viagens.

Jesus quis passar pela Samaria como uma necessidade salvífica, teológica, porque nas suas intenções (que são aquelas do Pai), tinha a vontade de que também aquele povo, como todos os outros existentes, entrassem na ordem da salvação, tornando-se destinatário do anúncio do Reino e da vida nova trazida pelo Cristo.

A objeção dessa mulher: "Tu que és um judeu pedes de beber a uma mulher samaritana?" dá oportunidade a Jesus para anunciar o amor infinito de Deus, a universalidade da salvação e para comunicar a nova dimensão da vida, que agora está totalmente renovada e foi estabelecida com o Reino para todos os povos e indivíduos, homens e mulheres. Superam-se as barreiras, as restrições e as divisões étnicas e raciais.

A água tornou-se a motivação do anúncio. Vemos os vários episódios sobre ela como um símbolo e um "lugar" de salvação e novidade de vida. Recordemos isso como em Meriba, quando o povo de Israel, nômade no deserto, vê a água jorrar da rocha para saciar o povo. Também a vemos no dilúvio, quando a água é destrutiva da raça humana, que deu a oportunidade de Deus mostrar a sua misericórdia para com o homem e o mundo na restauração completa da humanidade. O grande sinal desse tempo no êxodo foi a passagem do Mar Vermelho, quando as águas foram divididas para o povo de Deus passar para o outro lado e depois se fecharam sobre os egípcios. Quando a lança do soldado atingiu o lado de Jesus no alto da cruz, saiu água e sangue: o sinal do Batismo e da Eucaristia.

É dessa mesma água de vida eterna que Jesus está falando com a mulher samaritana no poço de Jacó. Ele deixa claro que a água viva é o próprio Cristo, dom do Pai à humanidade, e que acolhendo-O se obtém a salvação e a vida plena, não importa se samaritanos, ou judeus, palestinos, gregos ou outros. Como a água que sacia todos os homens, e todos estão prontos para usá-la quando estão sob o domínio da sede, assim o Cristo sacia toda a humanidade, reconciliando-a com o Pai, para tornar-se referência vital e indispensável.

Jesus satisfaz a nossa fome e a nossa sede, e com a sua presença e o seu anúncio podemos ter a certeza de sermos exaltados e postos ao seu lado e perante o mundo. Foi o que saiu anunciando a Samaritana a todos.

Dessa água da vida e da salvação, todos nós precisamos! Saciar a sede na fonte, que é Cristo, é cultivar em nós mesmos o equilíbrio, a confiança, a constância de espírito, experimentando a salvação n'Ele.

Ao comentar a liturgia do terceiro domingo deste tempo favorável, o Papa Bento XVI ensina que: "O pedido de Jesus à Samaritana - ‘Dá-me de beber' (Jo 4, 7) -, que é proposto na liturgia do terceiro domingo, exprime a paixão de Deus por todos os homens e quer suscitar no nosso coração o desejo do dom da ‘água a jorrar para a vida eterna' (v. 14): é o dom do Espírito Santo, que faz dos cristãos ‘verdadeiros adoradores' capazes de rezar ao Pai ‘em espírito e verdade' (v. 23). Só esta água pode extinguir a nossa sede do bem, da verdade e da beleza! Só esta água, que nos foi doada pelo Filho, irriga os desertos da alma inquieta e insatisfeita, ‘enquanto não repousar em Deus', segundo as célebres palavras de Santo Agostinho".

Depois do anúncio da samaritana, todos os que chegaram até Jesus, devido ao seu testemunho, foram unânimes em dizer: nós mesmos vimos e sabemos que Ele é o Cristo!

A experiência do cristão, que renasce no batismo e se torna discípulo de Jesus, será ainda maior quando os que ele encontrar pela vida ou que evangelizar disserem a mesma coisa, ou seja, que o testemunho foi o início, mas, agora, amadureceram e se encontraram com o Cristo vivo. Assim, a nossa missão leva as pessoas ao aprofundamento da fé e ao encontro com Jesus, multiplicando os discípulos missionários.

+ Dom Orani João Tempesta Arcebispo do Rio de Janeiro.

Livro do Papa atinge 35 mil exemplares em Portugal!!!

ROMA, domingo, 27 de março de 2011 (ZENIT.org) - O segundo volume do livro de Bento XVI sobre Jesus foi reimpresso pela terceira vez em Portugal, chegando aos 35 mil exemplares.

De acordo com a Principia Editora, a obra tem conseguido sucesso "junto dos leitores e dos livreiros", refere ‘Agência Ecclesia'.

"Jesus de Nazaré. Da Entrada em Jerusalém até à Ressurreição" desenrola-se em nove capítulos, mostrando, segundo o Papa, as palavras e acontecimentos decisivos da vida de Cristo. O volume, publicado a 10 de março, é o segundo de uma trilogia prometida pelo Papa.

Livro do Papa atinge 35 mil exemplares em Portugal!!!

Continuam as pressões para permitir o casamento homossexual

Por John Flynn, L.C.

ROMA, domingo, 27 de março de 2011 (ZENIT.org) - A pressão por legalizar os casamentos do mesmo sexo continua, enquanto as organizações interessadas tentam convencer os legisladores de que o casamento é algo que se pode redefinir para se adaptar às últimas tendências sociais.

Na Irlanda, a coalizão de governo do ‘Fine Gael' e dos Partidos Trabalhistas, recentemente eleita, acaba de publicar sua lista de propostas políticas.

Segundo o pró-família ‘Iona Institute' irlandês, o partido de mais maior orientação liberal tenta deixar suas marcas nos temas da família.

O programa afirma que o governo vai analisar o tema do casamento homossexual, indica o instituto em sua página na internet. Também diz que a lei de pares civil será mudada para enfrentar as anomalias ou omissões. Segundo o ‘Iona Institute', isso poderia dar aos pares do mesmo sexo os mesmos direitos dos casais casados.

Além disso, o programa afirma que será dado reconhecimento legal aos transexuais e que eles terão a proteção de leis de igualdade.

Pouco antes de que se divulgasse o programa, os bispos irlandeses animaram o parlamento a defender a família. As políticas públicas devem apoiar o bem comum, afirmaram em uma declaração de 3 de março, após um encontro de todos os bispos irlandeses.

Alcançar isso exige reforças a família, baseada no casamento entre um homem e uma mulher, acrescentam.

Sem defesa

Nos EUA, o casamento homossexual tem chegado com muita frequência às manchetes de jornais. No mês passado, o promotor geral Eric H. Holder Jr anunciou que a administração Obama não continuaria defendendo nos tribunais os processos contra a Lei de Defesa do Matrimônio (DOMA), que limita o casamento aos casais heterossexuais.

O ‘New York Times' observou no dia 24 de fevereiro que o presidente Obama e Holder consideram agora que a lei é inconstitucional.

"Nossa nação e nosso governo têm o dever de reconhecer e proteger o casamento, não o de interferir nele nem redefini-lo, nem o de caricaturizar as profundas crenças de tantos cidadãos como ‘discriminação'", protestava em uma declaração de 3 de março o arcebispo de Nova York, Dom Timothy Dolan, presidente da Conferência Episcopal dos EUA.

Dom Dolan reafirmou que o casamento baseado em um homem e uma mulher é o cimento da sociedade e que, historicamente, os governos o protegeram, por sua contribuição para o bem comum.

Ele está de acordo em que a discriminação é injusta e má. No entanto, não é injusto defender uma lei que busca proteger o significado do matrimônio. Nem é discriminação afirmar que uma criança será melhor criada tendo um pai e uma mãe e que o Estado tem interesse em assegurar isso, acrescentou.

"Ter leis que afirmem a importância vital das mães e dos pais - leis que respaldem, em vez de minar, o ideal de que as crianças devem ser criadas por sua própria mãe e por seu próprio pai - é essencial para qualquer sociedade justa", afirmou Dom Dolan.

Ainda que continuem os processos contra a DOMA nos tribunais federais, continua o debate no âmbito estatal.

Em Rhode Island, no dia 10 de março, centenas de pessoas foram a uma sessão do senado sobre o tema do casamento homossexual. Os que estão a favor e os que estão contra apresentaram seus argumentos aos membros do Comitê Judicial do Senado, informou no dia 11 de março o ‘Providence Journal'.

Dom Thomas J. Tobin, bispo de Providence, é um dos opositores da medida de reconhecer o casamento homossexual. Em uma declaração de 7 de janeiro, ele adverte que legalizar o casamento para os homossexuais vai em detrimento do bem-estar do Estado.

Maryland também tem estado no centro do debate. No início do ano, o senado local aprovou uma lei que legaliza o casamento homossexual. O governador Martin O'Malley declarou que assinaria a lei se ela fosse aprovada na câmara baixa. Mas nesta instância a lei não teve apoio suficiente para sua aprovação e ficou sem ser votada.

Mudança drástica

Os três bispos católicos de Maryland se mostraram muito ativos em sua campanha contra a medida de legalizar o casamento homossexual.

"A introdução de uma legislação que redefina o casamento em nosso estado deveria ser reconhecida como aquilo que é - uma proposta de mudança drástica de uma instituição social que deriva de nossa natureza humana como homens e como mulheres", declararam o cardeal Donald Wuerl, de Washington, o arcebispo Edwin O'Brien, de Baltimore, e o bispo Francis Malooly, de Wilmington, em uma nota de 8 de fevereiro.

"Nosso objetivo como sociedade deveria ser que o matrimônio se consolide, não desmontá-lo em seu conjunto, especialmente quando os efeitos da deterioração do matrimônio são tão evidentes", afirmaram.

O cardeal Wuerl assinalou o perigo de redefinir o significado do casamento em um artigo de 13 de março no ‘National Catholic Register'.

Ao longo da história humana, o casamento foi entendido como o compromisso de um homem e uma mulher em uma comunidade de vida, tanto para seu apoio mútuo como para gerar e educar os filhos, explica.

Ele advertiu que esvaziar o casamento de seu significado com fins políticos ou em resposta a alguns grupos de pressão é um grande erro.

Poligamia e poliamor

O medo de que introduzir o casamento homossexual conduza a legalizar outras formas de união não é exagerado.
No Canadá, onde o casamento homossexual foi legalizado em 2005, está-se desenvolvendo um processo legal na Columbia Britânica para decidir se se legaliza a poligamia.

Não é a única variação de casamento que se propõe. No ano passado, o ‘Boston Globe' publicou dois artigos suspeitando das vantagens do poliamor, que é a prática de ter uma relação íntima com mais de uma pessoa por vez, com o consentimento de todos os implicados.

Hoje, quanto ao casamento, não há nada firme, após as mudanças no divórcio, na adoção e na tecnologia reprodutiva.

É verdade que o casamento e a família se desestabilizaram de modo grave nas últimas décadas, mas não parece ser uma boa razão para debilitar ainda mais uma instituição já tão debilitada.

O casamento é bom para você, proclama um estudo recente. Melhora a saúde física dos homens e o bem-estar mental das mulheres e dá como resultado uma vida mais longa e satisfatória, informou no dia 28 de janeiro o jornal ‘Independent'.

São as conclusões de um estudo realizado pelos doutores John Gallacher e David Gallacher, da Faculdade de Medicina da Universidade de Cardiff, que pesquisaram a questão do bem das relações para a saúde.

Trata-se de mais um dos incontáveis estudos de que demonstram que as famílias baseadas no casamento entre um homem e uma mulher dão uma contribuição vital para os indivíduos e a sociedade. Uma boa razão para que o Estado as apoie.

sábado, 26 de março de 2011

Beatificação de João Paulo II: mensagem da CNBB!!!

SÃO PAULO, sabado, 26 de março de 2011 (ZENIT.org) - Apresentamos a mensagem que CNBB (Conferência Nacional dos Bispos do Brasil) divulgou nesta sexta-feira, por ocasião da beatificação do Papa João Paulo II, que será realizada no dia 1º de maio.


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“Deus nos chamou à santidade” (1 Ts 4,7)

A Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) dirige-se aos católicos e a todas as pessoas de boa vontade para manifestar sua alegria e gratidão a Deus pela beatificação do Servo de Deus, João Paulo II, no próximo dia primeiro de maio. O Papa João Paulo II amava muito o Brasil e visitou nosso País por três vezes. Entre nós, ele foi carinhosamente acolhido e aclamado como “João de Deus”.

A beatificação nos incentiva a aprofundar nossa vocação universal à santidade. Na sua primeira mensagem, ele convidou a todos: “abri as portas a Cristo Jesus!” Sua vida foi um testemunho eloquente de santidade, pela grande fé, amor à Eucaristia, devoção filial a Maria e pela prática do perdão incondicional. A Palavra de Deus foi por ele intensamente vivida e anunciada aos mais diferentes povos. A espiritualidade da cruz o acompanhou na experiência da orfandade e da pobreza, nas atrocidades da guerra e do regime comunista, mas principalmente no atentado sofrido na Praça de São Pedro. De maneira serena e edificante, suportou as incompreensões e oposições, as limitações da idade avançada e da doença.

O mundo inteiro foi edificado pelo seu empenho em favor da vida, da família e da paz, dos direitos humanos, da ecologia, do ecumenismo e do diálogo com as religiões. Revelou-se um grande líder mundial, um verdadeiro “pai” da família humana. Pediu várias vezes perdão pelas falhas históricas dos filhos da Igreja. Ele mesmo foi ao encontro do seu agressor, na prisão, oferecendo-lhe o perdão. Pela encíclica Dives in Misericordia e na instituição do “Domingo da Divina Misericórdia”, manifestou seu compromisso com a reconciliação da humanidade.

Foi um papa missionário. Numerosas viagens apostólicas marcaram seu pontificado e incentivaram, na Igreja, o ardor missionário e o diálogo com as culturas. No Grande Jubileu conclamou e encorajou a Igreja a entrar no terceiro milênio cristão, “lançando as redes em águas mais profundas”. Afirmou e promoveu a dignidade da mulher; ampliou o ensino Social da Igreja e confirmou que a promoção humana é parte integrante da evangelização. Valorizou os meios de comunicação social a serviço do Evangelho. A todos cativou pelo seu afeto e sensibilidade humana; crianças, jovens, pobres, doentes, encarcerados e trabalhadores foram seus preferidos.

O Papa João Paulo II estimulou, especialmente, as vocações sacerdotais, religiosas e missionárias. Aos sacerdotes dirigiu, todos os anos, na Quinta-Feira Santa, sua Mensagem pessoal. Leigos e consagrados foram valorizados e encorajados nos Sínodos a eles dedicados, para promover sua dignidade, vocação e missão na Igreja.

Convidamos, portanto, todo o povo a louvar e agradecer a Deus pela beatificação do Papa João Paulo II. “O Brasil precisa de santos”, proclamou ele na beatificação de Madre Paulina. Sensibilizados por essas palavras, confiamos à sua intercessão a santificação da Igreja e a paz no mundo. Fazemos votos de que seu testemunho e seus ensinamentos continuem a animar a grande família dos povos na construção de uma convivência justa, solidária e fraterna, sinal do Reino de Deus, entre nós.

Brasília, na Solenidade da Anunciação do Senhor, Dom Geraldo Lyrio Rocha Arcebispo de Mariana Presidente da CNBB Dom Luiz Soares Vieira Arcebispo de Manaus Vice-Presidente da CNBB Dom Dimas Lara Barbosa Bispo Auxiliar do Rio de Janeiro Secretário-Geral da CNBB

As duas faces do amor: ‘eros’ e ‘ágape’!!!

Primeira pregação de Quaresma do padre Raniero Cantalamessa

CIDADE DO VATICANO, sabado, 26 de março de 2011 (ZENIT.org) - Apresentamos a primeira pregação de Quaresma à Cúria Romana, realizada nesta sexta-feira, em presença do Papa, pelo padre Raniero Cantalamessa, OFMCap.

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Pe. Raniero Cantalamessa

Primeira prédica de Quaresma

AS DUAS FACES DO AMOR: EROS E ÁGAPE

1. As duas faces do amor

Com as prédicas desta Quaresma, eu gostaria de continuar o esforço, iniciado no Advento, de trazer uma pequena contribuição à reevangelização do Ocidente secularizado, que constitui nesta hora a preocupação principal de toda a Igreja e, em particular, do Santo Padre Bento XVI.

Há um âmbito em que a secularização age de maneira especialmente difusa e nefasta, e é o âmbito do amor. A secularização do amor consiste em separar o amor humano de Deus, em todas as formas desse amor, reduzindo-o a algo meramente “profano”, onde Deus sobra e até incomoda.

Mas o amor não é um assunto importante apenas para a evangelização, ou seja, para as relações com o mundo. Ele importa, antes de todo o mais, para a própria vida interna da Igreja, para a santificação dos seus membros. É nesta perspectiva que se situa a encíclica Deus caritas est, do Papa Bento XVI, e é nela que nós também nos colocamos para estas reflexões.

O amor sofre de uma separação nefasta não só na mentalidade do mundo secularizado, mas também, do lado oposto, entre os crentes e, em particular, entre as almas consagradas. Poderíamos formular a situação, simplificando ao máximo, assim: temos no mundo um eros sem ágape; e entre os crentes, temos frequentemente um ágape sem eros.

O eros sem ágape é um amor romântico, mas comumente passional, até violento. Um amor de conquista, que reduz fatalmente o outro a objeto do próprio prazer e ignora toda dimensão de sacrifício, de fidelidade e de doação de si. Não é preciso insistir na descrição desse amor, porque se trata de uma realidade que temos todo dia diante dos nossos olhos, propagandeada com estrondo pelos romances, filmes, novelas, internet, revistas. É o que a linguagem comum entende, hoje, com a palavra “amor”.

Para nós é mais útil entender o que significa ágape sem eros. Na música, existe uma diferenciação que pode nos ajudar a ter uma ideia: a diferença entre o jazz quente e o jazz frio. Eu li certa vez essa caracterização dos dois gêneros, mas sei que não é a única possível. O jazz quente (hot) é o jazz apaixonado, ardente, expressivo, feito de ímpetos, de sentimentos e, portanto, de improvisações originais. O jazz frio (cool) é o profissional: os sentimentos se tornam repetitivos, o estro é substituído pela técnica, a espontaneidade pelo virtuosismo.

Com base nessa distinção, o ágape sem eros é um “amor frio”, um amar parcial, sem a participação do ser inteiro, mais por imposição da vontade do que por ímpeto íntimo do coração. Um entrar num cenário predefinido, em vez de criar um próprio, realmente irrepetível, como irrepetível é cada ser humano perante Deus. Os atos de amor voltados para Deus parecem aqueles de namorados desinspirados, que escrevem à amada cartas copiadas de modelos prontos.

Se o amor mundano é um corpo sem alma, o amor religioso praticado assim é uma alma sem corpo. O ser humano não é um anjo, um espírito puro; é alma e corpo substancialmente unidos: tudo o que ele faz, amar inclusive, tem que refletir essa estrutura. Se o componente humano ligado ao tempo e à corporeidade é sistematicamente negado ou reprimido, a saída será dúplice: ou seguir adiante aos arrastos, por senso de dever, por defesa da própria imagem, ou ir atrás de compensações mais ou menos lícitas, chegando até os dolorosíssimos casos que estão afligindo atualmente a Igreja. No fundo de muitos desvios morais de almas consagradas, não é possível ignorá-lo: há uma concepção distorcida e retorcida do amor.

Temos, então, um duplo motivo e uma dupla urgência de redescobrir o amor na sua unidade original. O amor verdadeiro e integral é uma pérola encerrada entre duas conchas que são o eros e o ágape. Não podem ser separadas, essas duas dimensões do amor, sem destruí-lo, como o hidrogênio e o oxigênio não podem ser separados sem se privarem da água.

2. A tese da incompatibilidade entre os dois amores

A reconciliação mais importante entre as duas dimensões do amor é prática. É aquela que acontece na vida das pessoas, mas, para ser possível, ela precisa começar pela reconciliação entre o eros e o ágape inclusive teoricamente, na doutrina. Isto nos permitirá conhecer finalmente o que é que se entende por estes dois termos tão comumente usados e subentendidos.

A importância da questão nasce do fato de existir uma obra que popularizou em todo o mundo cristão a tese oposta da inconciliabilidade das duas formas de amor. É o livro do teólogo luterano sueco Anders Nygren, intitulado Eros e Ágape. Podemos resumir o pensamento dele nestes termos: eros e ágape designam dois movimentos opostos. O primeiro indica ascensão e subida do homem para Deus e para o divino como próprio bem e própria origem; o outro, o ágape, indica a descida de Deus até o homem com a encarnação e a cruz de Cristo, e, portanto, a salvação oferecida ao homem sem mérito nem resposta de sua parte, a não ser a fé e somente a fé. O Novo Testamento fez uma escolha precisa, usando, para exprimir o amor, o termo ágape, e refutando sistematicamente o termo eros.

Foi São Paulo quem recolheu e formulou com mais pureza essa doutrina do amor. Depois dele, ainda segundo a tese de Nygren, essa antítese radical se perdeu para dar lugar a tentativas de síntese. Assim que o cristianismo entra em contato cultural com o mundo grego e a visão platônica, já com Orígenes, há uma reavaliação do eros, como movimento ascensional da alma rumo ao bem e ao divino, como atração universal exercitada pela beleza e pelo divino. Nesta linha, o Pseudo Dionísio Areopagita escreverá que “Deus é eros” [1], substituindo com este termo o ágape da célebre frase de João (I Jo, 4,10).

No ocidente, uma síntese análoga foi feita por Agostinho com a doutrina da caritas, entendida como doutrina do amor descendente e gratuito de Deus pelo homem (ninguém falou da “graça” com mais força do que ele), mas também como anseio do homem pelo bem e por Deus. É dele a afirmação: “Fizeste-nos, Senhor, para ti, e inquieto está o nosso coração até descansar em ti” [2]. Também é dele a imagem do amor como um peso que atrai a alma, como por força de gravidade, para Deus, como ao lugar do próprio repouso e prazer [3]. Tudo isso, para Nygren, insere um elemento do amor de si, do próprio bem, e, portanto, de egoísmo, que destrói a pura gratuidade da graça; é uma recaída na ilusão pagã de fazer a salvação consistir numa ascensão a Deus, em vez de na gratuita e imotivada descida de Deus até nós.

Prisioneiros desta impossível síntese entre eros e ágape, entre amor de Deus e amor de si, são, para Nygren, São Bernardo, quando define o grau supremo do amor de Deus como um “amar a Deus por si mesmo” e um “amar a si mesmo por Deus” [4]; São Boaventura, com seu ascensional Itinerário da mente para Deus; e São Tomás de Aquino, que define o amor de Deus infuso no coração do batizado (cf. Rom, 5,5) como “o amor com que Deus nos ama e nos faz amá-lo” (amor quo ipse nos diligit et quo ipse nos dilectores sui facit) [5]. Isto viria a significar que o homem, amado por Deus, pode, por sua vez, amar a Deus, dar-lhe algo de seu, o que destruiria a absoluta gratuidade do amor de Deus. No plano existencial, ainda de acordo com Nygren, o mesmo desvio acontece na mística católica. O amor dos místicos, com a sua fortíssima carga de eros, nada é, para ele, senão amor sensual sublimado, uma tentativa de estabelecer com Deus uma relação de presunçosa reciprocidade em amor.

Quem rompeu a ambiguidade e devolveu à luz a pura antítese paulina, segundo o autor, foi Lutero. Fundamentando a justificação apenas na fé, ele não excluiu a caridade do momento-base da vida cristã, como o acusa a teologia católica; antes, libertou a caridade, o ágape, do elemento espúrio do eros. À fórmula do “somente a fé”, com exclusão das obras, corresponderia, em Lutero, a fórmula do “somente o ágape”, com exclusão do eros.

Não me cabe estabelecer se o autor interpretou corretamente neste ponto o pensamento de Lutero, que, deve-se dizer, nunca pôs o problema em termos de contraste entre eros e ágape como fez com fé e obras. É significativo, no entanto, que Karl Barth, num capítulo da sua Dogmática Eclesial, também chegue ao mesmo resultado que Nygren de um contraste insanável entre eros e ágape. “Onde entra em cena o amor cristão”, escreve ele, “começa de súbito o conflito com o outro amor, e este conflito não tem mais fim” [6]. Eu digo que se isto não é luteranismo, é sem dúvida teologia dialética, teologia do “aut-aut”, da antítese, não da síntese.

O contragolpe desta operação é a radical mundanização e secularização do eros. Enquanto certa teologia retirava o eros do ágape, a cultura secular era bem feliz, por sua vez, ao retirar o ágape do eros, ou seja, ao retirar do amor humano toda referência a Deus e à graça. Freud apresentou para isto uma justificativa teórica, reduzindo o amor a eros e o eros a libido, uma mera pulsão sexual que luta contra toda repressão e inibição. É o estágio a que se reduz hoje o amor em muitas manifestações da vida e da cultura, principalmente no mundo do espetáculo.

Dois anos atrás eu estava em Madri. Os jornais só faziam falar de uma certa mostra de arte na cidade, intitulada As lágrimas do eros. Era uma mostra de obras artísticas de cunho erótico – quadros, desenhos, esculturas – que pretendiam pôr em foco o inseparável vínculo que existe, na experiência do homem moderno, entre eros e thanatos, entre amor e morte. À mesma constatação se chega quando se lê a coletânea de poesias As flores do mal, de Baudelaire, ou Uma temporada no inferno, de Rimbaud. O amor que por natureza deveria levar à vida acaba ao invés levando à morte.

3. Retorno à síntese

Se não podemos mudar de uma vez a ideia de amor que o mundo possui, podemos, sim, corrigir a visão teológica, que, sem querer, a favorece e legitima. É o que fez de maneira exemplar o papa Bento XVI com a encíclica Deus caritas est. Ele reafirma a síntese católica tradicional expressando-a com os termos modernos. “Eros e ágape”, lemos ali, “amor ascendente e amor descendente, não se deixam jamais separar de todo um do outro [...]. A fé bíblica não constrói um mundo paralelo ou um mundo contraposto ao original fenômeno humano que é o amor, mas aceita o homem todo, intervindo na sua procura pelo amor para purificá-la, destruindo, em paralelo, novas dimensões suas” (7-8). Eros e ágape estão unidos à própria fonte do amor, que é Deus: “Ele ama”, segue o texto da encíclica, “e este seu amor pode ser qualificado certamente como eros, que, no entanto, é também e totalmente ágape” (9).

Entende-se o acolhimento insolitamente favorável que este documento pontifício encontrou mesmo nos ambientes leigos mais abertos e responsáveis. Dá esperança ao mundo. Corrige a imagem de uma fé que toca o mundo em tangente, sem penetrá-lo, com a imagem evangélica da levedura que faz a massa fermentar; substitui a ideia de um reino de Deus que veio julgar o mundo pela de um reino de Deus que veio salvar o mundo, começando pelo eros que é a sua força dominante.

À visão tradicional, própria tanto da teologia católica como da ortodoxa, pode-se dar, creio eu, uma confirmação também do ponto de vista da exegese. Quem sustenta a tese da incompatibilidade entre eros e ágape se baseia no fato de o Novo Testamento evitar com esmero – e, ao parecer, propositalmente – o termo eros, usando em seu lugar sempre e somente ágape (a não ser por algum raro emprego do termo philia, que indica um amor de amizade).

O fato é verdadeiro, mas não são verdadeiras as conclusões que dele se tiram. Supõe-se que os autores do NT estivessem a par tanto do sentido que o termo eros tinha na linguagem comum (o eros assim chamado “vulgar”) como do sentido elevado e filosófico que tinha, por exemplo, em Platão, o chamado eros “nobre”. Na aceitação popular, eros indicava mais ou menos o que indica hoje quando se fala de erotismo ou de filmes eróticos: a satisfação do instinto sexual, um degradar-se mais do que elevar-se. Na aceitação nobre, indicava um amor pela beleza, a força que mantém o mundo e que impulsiona todos os seres à unidade, aquele movimento de ascensão rumo ao divino que os teólogos dialéticos reputam incompatível com o movimento de descida do divino até o homem.

É difícil defender que os autores do NT, dirigindo-se a pessoas simples e de nenhuma cultura, pretendessem lhes falar do eros de Platão. Eles evitaram o termo eros pelo mesmo motivo que o pregador de hoje evita o termo erótico, ou, se o emprega, é somente em sentido negativo. O motivo é que, tanto naquele tempo como agora, a palavra evoca o amor na sua expressão mais egoísta e sensual [7]. A desconfiança dos primeiros cristãos quanto ao eros se agravava ainda pelo papel que ele desempenhava nos desenfreados cultos dionisíacos.

Tão logo o cristianismo entra em contato e diálogo com a cultura grega daquele tempo, cai por terra de imediato, como já vimos, toda preclusão quanto ao eros. Ele é usado com frequência, nos autores gregos, como sinônimo de ágape, e empregado para indicar o amor de Deus pelo homem, como também o amor do homem por Deus, o amor pelas virtudes e por tudo o que é belo. Basta, para nos convencermos disso, uma simples olhada no Léxico Patrístico Grego, de Lampe [8]. O sistema de Nygren e Barth, portanto, foi construído sobre uma falsa aplicação do assim chamado argumento “ex silentio”.

4. Um eros para os consagrados

O resgate do eros ajuda acima de tudo os enamorados humanos e os esposos cristãos, mostrando a beleza e a dignidade do amor que os une. Ajuda os jovens a experimentar o fascínio do outro sexo não como coisa turva, a ser vivida às costas de Deus, mas, ao contrário, como um dom do Criador para a sua alegria, desde que vivido na ordem querida por Ele. Na sua encíclica, o papa acena ainda para esta função positiva do eros sobre o amor humano quando fala do caminho de purificação do eros, que leva da atração momentânea ao “para sempre” do matrimônio (4-5).

Mas o resgate do eros deve ajudar também a nós, consagrados, homens e mulheres. Eu acenei no início ao perigo que as almas religiosas correm de um amor frio, que não desce da mente para o coração. Um sol de inverno, que ilumina, mas não aquece. Se eros significa ímpeto, desejo, atração, não devemos ter medo dos sentimentos, nem muito menos desprezá-los e reprimi-los. Quando se trata do amor de Deus, escreveu Guilherme de Saint Thierry, o sentimento de afeto (affectio) é também graça; a natureza não pode infundir um sentimento assim [9].

Os salmos estão cheios desse anseio do coração por Deus: “A ti, Senhor, eu elevo a minh’alma...”. “A minh’alma tem sede de Deus, do Deus vivente”. “Preste atenção”, diz o autor da Nuvem do não conhecimento, “a este maravilhoso trabalho da graça na tua alma. Ele não é senão impulso imprevisto, que surge sem aviso e aponta diretamente para Deus, como uma centelha que se desencarcera do fogo... Golpeie essa nuvem do não conhecimento com a flecha afiada do desejo de amor e não esmoreça, ocorra o que ocorrer” [10]. É suficiente, para tanto, um pensamento, um movimento do coração, uma jaculatória.

Mas tudo isso não nos é bastante e Deus o sabe melhor que nós. Somos criaturas, vivemos no tempo e num corpo; precisamos de uma tela na qual projetar o nosso amor que não seja apenas “a nuvem do não conhecimento”, o véu de escuridão por trás do qual se oculta o Deus que ninguém nunca viu e que habita numa luz inacessível...

A resposta que se dá a esta interrogação nós conhecemos bem: por isso mesmo Deus nos deu o próximo para amarmos. “Ninguém jamais viu a Deus; se amarmos uns aos outros, Deus permanece em nós e o seu amor se torna perfeito em nós. Quem não ama o próprio irmão, a quem vê, não pode amar a Deus, a quem não vê” (1 Jo 4, 12-20). Mas devemos ficar atentos para não saltar uma fase decisiva: antes do irmão que vemos, há outro que também vemos e tocamos: o Deus feito carne, Jesus Cristo! Entre Deus e o próximo existe o Verbo feito carne, que reuniu os dois extremos numa só pessoa. É nele que o próprio amor ao próximo encontra o seu fundamento: “Foi a mim que o fizestes”.

O que significa tudo isto pelo amor de Deus? Que o objeto primário no nosso eros, da nossa busca, desejo, atração, paixão, deve ser o Cristo. “Ao Salvador é pré-ordenado o amor humano desde o princípio, como ao seu modelo e fim, como uma urna tão grande e tão ampla que pudesse acolher a Deus [...] O desejo da alma é unicamente de Cristo. Aqui é o lugar do seu repouso, porque só Ele é o bem, a verdade e tudo quanto inspira amor”. Não quer dizer restringir o horizonte do amor cristão de Deus a Cristo; quer dizer amar a Deus do jeito que Ele quer ser amado. “O Pai vos ama porque vós me amais” (Jo 16, 27). Não se trata de um amor mediato, quase por procuração, por meio do qual quem ama Jesus “é como se” amasse o Pai. Não. Jesus é um mediador imediato; amando a Ele, amamos, ipso facto, o Pai. “Quem me vê, vê o Pai”; quem me ama, ama o Pai.

É verdade que nem mesmo a Cristo se vê, mas ele existe. Ressuscitou, vive, está conosco, de modo mais real do que o mais apaixonado esposo está com a esposa. Eis o ponto crucial: pensar em Cristo não como uma pessoa do passado, mas como o Senhor ressuscitado e vivente, com quem eu posso falar, a quem eu posso beijar se quiser, certo de que o meu beijo não termina na estampa ou no lenho de um crucifixo, mas num rosto e em lábios de carne viva (ainda que espiritualizada), felizes de receber o meu beijo.

A beleza e a plenitude da vida consagrada depende da qualidade do nosso amor por Cristo. É só o que pode nos defender dos altos e baixos do coração. Jesus é o homem perfeito; nele se encontram, em grau infinitamente superior, todas aquelas qualidades e atenções que um homem procura numa mulher e uma mulher no homem. O amor dele não nos elimina necessariamente a sedução das criaturas e, em particular, a atração do outro sexo (ela faz parte da nossa natureza, que Ele criou e não quer destruir). Mas nos dá a força para vencer essas atrações com uma atração mais forte. “Casto”, escreve São João Clímaco, “é quem afasta o eros com o Eros” [11].

Será que tudo isso destrói a gratuidade do ágape, pretendendo dar a Deus alguma coisa em troca do seu coração? Anula a graça? De jeito nenhum. Antes, a exalta. O que, afinal, neste mundo, damos a Deus se não o que recebemos dele? “Nós amamos porque Ele nos amou primeiro” (1 Jo 4, 19). O amor que damos a Cristo é o seu próprio amor por nós, que devolvemos a Ele, como o eco nos devolve a nossa voz.

Onde está então a novidade e a beleza deste amor que chamamos eros? O eco reenvia para Deus o seu próprio amor, mas enriquecido, colorido e perfumado com a nossa liberdade. E é tudo o que Ele quer. A nossa liberdade lhe paga tudo. E não só isto, mas, coisa inaudita, escreve Cabasilas, “recebendo de nós o dom do amor em troca de tudo o que Ele nos deu, Ele ainda se reputa nosso devedor” [12]. A tese que contrapõe eros e ágape se baseia em outra conhecida contraposição: a contraposição entre graça e liberdade, e, mais ainda, na negação da liberdade no homem decaído.

Eu procurei imaginar, Veneráveis padres e irmãos, o que diria Cristo ressuscitado se, como fazia na vida terrena, quando entrava aos sábados numa sinagoga, viesse agora sentar-se aqui, no meu lugar, e nos explicasse em pessoa qual é o amor que Ele deseja de nós. Quero compartilhar com vocês, com simplicidade, o que eu penso que Ele diria. Pode nos servir para o nosso exame de consciência sobre o amor:

O amor ardente:

É me colocares sempre em primeiro lugar.

É procurares me alegrar em todo momento.

É confrontares teus desejos com o meu desejo.

É viveres como meu amigo, confidente, esposo, e seres feliz assim.

É te inquietares ao pensamento de ficar um pouco longe de mim.

É seres repleto de felicidade quando estou contigo.

É estares disposto a grandes sacrifícios para nunca me perder.

É preferires viver pobre e desconhecido comigo a rico e famoso sem mim.

É falares comigo como ao amigo mais amado em todo momento possível.

É te confiares a mim olhando para o teu futuro.

É desejares perder-te em mim como meta do teu existir.

Se vocês acharem, como eu acho, que estamos muito longe dessa situação, não nos desencorajemos. Temos alguém que pode nos ajudar a chegar lá se pedirmos sua ajuda. Repitamos com fé ao Espírito Santo: Veni, Sancte Spiritus, reple tuorum corda fidelium et tui amoris in eis ignem accende: Vinde, Espírito Santo, enchei os corações dos vossos fiéis e acendei neles o fogo do vosso amor.

Notas:

1 Pseudo Dionísio Areopagita, Os nomes divinos, IV,12 (PG, 3, 709 em diante.)

2 S. Agostinho, Confissões I, 1.

3 Comentário ao evangelho de João, 26, 4-5.

4 Cf. S. Bernardo, De diligendo Deo, IX,26 –X,27.

5 S. Tomás de Aquino, Comentário à Carta aos Romanos, cap. V, liç.1, n. 392-293; cf. S. Agostinho, Comentário à Primeira Carta de João, 9, 9.

6 K. Barth, Dogmática eclesial, IV, 2, 832-852.

7 O sentido que os primeiros cristãos davam à palavra eros se deduz do famoso texto de S. Inácio de Antioquia, Carta aos Romanos, 7,2: “O meu amor (eros) foi crucificado e não há em mim fogo de paixão…não me atraem o nutrir corrupção e os prazeres desta vida”. “O meu eros” não indica aqui Jesus crucificado, mas “o amor de mim mesmo” , o apego aos prazeres terrenos, na linha do paulino “Fui crucificado com Cristo, não sou mais eu que vivo” (Gal 2, 19 s.).

8 Cf. G.W.H. Lampe, A Patristic Greek Lexicon, Oxford 1961, pp.550.

9 Guilherme de St. Thierry, Meditações, XII, 29 (SCh 324, p. 210).

10 Anônimo, A nuvem do nao conhecimento, trad. Italiana, Ed. Áncora, Milão, 1981, pp. 136.140.

11 S. João Clímaco, A escada do paraíso, XV,98 (PG 88,880).

12 N. Cabasilas, Vida em Cristo, VI, 4 .

[Traduzido do original em italiano por ZENIT]

sexta-feira, 25 de março de 2011

Carmelitas ajudam cristãos no Oriente Médio!!!

Destacam sinais de esperança

KÖNIGSTEIN, sexta-feira, 25 de março de 2011 (ZENIT.org) - Os Carmelitas Descalços do Líbano dizem que é crucial que os cristãos permaneçam no Oriente Médio, e eles colaboram promovendo trabalho e levando esperança aos fiéis locais.

É o que informa o padre Raymond Abdo, provincial dos Carmelitas Descalços do Líbano, ao falar com a associação ‘Ajuda à Igreja que Sofre’.

Ele conta que a ajuda que se pode dar aos cristãos do Oriente Médio é favorecer que eles não emigrem. O sacerdote reconheceu as dificuldades, mas disse que sua própria presença no Oriente Médio é um testemunho de que “é possível permanecer”.


Padre Abdo disse que é importante convencer os cristãos a não venderem suas casas e propriedades. Ele afirmou que dinheiro proveniente do Irã e dos Estados do Golfo está sendo usado para a aquisição de imóveis.

O carmelita também destacou a necessidade de criar oportunidades de emprego. Segundo ele, os cristãos são frequentemente discriminados na hora de buscar trabalho.

O sacerdote citou o exemplo da colaboração dos carmelitas com um homem cristão que abriu uma empresa internacional de software. O mosteiro de Kobayat lhe cedeu um espaço para começar a trabalhar. Já se criaram 45 postos de trabalho, que em breve chegarão a 100.

“Podemos sofrer, ter dificuldades, mas se estamos com Cristo, então estamos dando testemunho e esperança aos demais”, disse o padre Abdo. “Estamos também dando esperança aos muçulmanos e a outras comunidades, porque sem nós eles não teriam oportunidades de conhecer Cristo”.

Os Carmelitas do Líbano têm seis mosteiros e um total de 31 monges, sendo mais da metade com idade menor que 35 anos. Continuam surgindo vocações, ainda que menos que no passado, pois os jovens do Líbano vivem “os mesmos problemas do restante do mundo atual”.

Mas – disse – “quando Cristo entra no coração de uma pessoa, não pede permissão para sua mente ou sua cultura, simplesmente diz: ‘vem’”.

Há cerca de 40 anos, o Líbano era o único país do Oriente Médio com maioria cristã. Hoje, a maioria é muçulmana. Os cristãos somam 45% da população.

Santa Sé denuncia na ONU violações à liberdade de expressão!!!

Contra quem não aprova comportamentos homossexuais

GENEBRA, sexta-feira, 25 de março de 2011 (ZENIT.org) - O representante da Santa Sé junto à ONU em Genebra, Dom Silvano Tomasi, disse nessa terça-feira que aqueles que atacam as pessoas com opiniões contrárias ao comportamento homossexual estão violando o direito à liberdade de expressão.

Dom Tomasi afirmou que a Igreja não justifica, em nenhum caso, a violência contra qualquer pessoa em razão de suas preferências ou comportamentos sexuais.

Mas advertiu que não são justificados os ataques contra os que se opõem a certos comportamentos sexuais, em virtude da liberdade de expressão e de crença.

O prelado falou durante a discussão do item 8, "orientação sexual", na 16ª Sessão do Conselho de Direitos Humanos, demonstrando sua preocupação com a "tendência preocupante" de "atacar as pessoas por adotarem posições que não apoiam o comportamento sexual entre pessoas do mesmo sexo".

"Quando elas expressam suas crenças morais ou suas crenças sobre a natureza humana, que também podem ser manifestações de crenças religiosas ou visões do Estado sobre as afirmações científicas, são estigmatizadas, ou pior: insultadas e perseguidas."

"A Santa Sé aproveita esta oportunidade para afirmar a dignidade e o valor de todos os seres humanos, e para condenar a violência contra as pessoas por causa de seus sentimentos, pensamentos ou condutas sexuais", afirmou Dom Tomasi.

O prelado disse que está havendo uma "confusão desnecessária", sobre o significado do termo "orientação sexual", uma expressão que, nos termos do direito internacional atual, refere-se a "sentimentos e pensamentos" e não a "condutas".

"Para os fins da legislação de direitos humanos, há uma diferença fundamental entre os sentimentos e pensamentos, por um lado, e comportamento, por outro. Um Estado nunca deveria punir uma pessoa ou privá-la de exercer qualquer direito humano baseando-se unicamente nos sentimentos ou pensamentos dessa pessoa, incluindo os sexuais."

No entanto, os Estados "podem e devem regulam os comportamentos, incluindo vários comportamentos sexuais. Mundialmente, há um consenso entre as sociedades em que certos tipos de comportamentos sexuais devem ser proibidos por lei. A pedofilia e o incesto são dois exemplos".

Por sua vez, disse que a Santa Sé "pretende afirmar a sua profunda convicção de que a sexualidade humana é um dom que se expressa de maneira genuína na entrega completa, para toda a vida, de um homem e uma mulher, no casamento".

"A sexualidade humana, como qualquer atividade voluntária, tem uma dimensão moral: é uma atividade que coloca a vontade individual ao serviço de um fim, não é uma ‘identidade'. Em outras palavras, procede da ação e não do ser, inclusive ainda que algumas tendências ou ‘orientações sexuais' tenham raízes profundas na personalidade."

"Negar a dimensão moral da sexualidade leva a uma negação da liberdade da pessoa nesta matéria e, finalmente, mina a sua dignidade ontológica. Esta crença na natureza humana é também partilhada por muitas outras comunidades religiosas e outras pessoas", concluiu o prelado.

Publicadas pela 1ª vez entrevistas de João Paulo II nos aviões!!!

Durante os voos de suas peregrinações internacionais

CIDADE DO VATICANO, Sexta-feira, 25 de março de 2011 (ZENIT.org) - "Uma ideia ‘genial', que nos restitui João Paulo II, com sua espontaneidade, muito mais do que os numerosos discursos que constituem seu magistério." O cardeal Roberto Tucci, que foi o organizador da viagem do papa Karol Wojtyla, acolheu com entusiasmo o livro "Companheiros de viagem. Entrevistas voando com João Paulo II" ("Compagni di viaggio. Intervista al volo com Giovanni Paolo II", ‘Libreria Editrice Vaticana'), editado pela vaticanista Angela Ambrogetti e apresentado ontem na sede da ‘Rádio Vaticano'.

O livro inclui material, em sua maioria inédito, do arquivo de áudio da ‘Rádio Vaticano'. O Pe. Federico Lombardi, diretor da ‘Rádio Vaticano', disse que "hoje, as palavras que o Papa Bento XVI dirige aos repórteres em voos internacionais são cuidadosamente transcritas pelos próprios jornalistas, às vezes transmitidas por telefone e às agências ainda durante o voo".

"As respostas aos jornalistas - acrescentou o cardeal Tucci - demonstram que João Paulo II não tinha medo de falar com eles, mesmo quando era provável que lhe dirigissem perguntas difíceis." O Papa não evitava o diálogo "e não deixava de responder, talvez com ironia".

Nunca falava ‘off the record' (com o microfone desligado), confirma a "vaticanista" madrilena Paloma Gómez Borrero, que participou das 104 viagens de João Paulo II fora da Itália: "Ninguém nunca nos pediu para manter reserva sobre o que o Pontífice havia dito nos voos".

A antiga correspondente de ‘Televisión Española' explicou como o diálogo com os jornalistas complementava e integrava o que ele diria mais tarde nos discursos oficiais: "O que ele nos disse, por exemplo, na viagem a Cuba, sobre a situação do país, sobre os direitos humanos, sobre as detenções, estava intimamente ligado ao que ele disse depois na ilha".

As conversas com os jornalistas mostram precisamente, segundo o cardeal Tucci, "o conhecimento que o Pontífice tinha do país ao qual se dirigia, quer através de relatórios enviados a ele pela Secretaria de Estado, quer através de encontros anteriores com os bispos desses países".

"Ao retornar de uma dessas viagens para preparar as visitas papais - revelou Tucci -, Wojtyla nunca me pedia detalhes sobre o programa acordado, mas quais eram, do meu ponto de vista, as necessidades dessa Igreja neste momento histórico."

"Nem evitava as visitas que pareciam mais críticas: ‘O Papa deve visitar precisamente a Igreja que mais precisa dele'", dizia Karol Wojtyla.

Viagens e conversas com a imprensa eram, de acordo com Gianfranco Svidercoschi, outro "vaticanista" histórico, italiano, que conhecia João Paulo II desde antes de ser Papa, "uma expressão da sua ideia de Igreja que se abria à modernidade, sem se deixar manipular". "A viagem, disse Karol Wojtyla em uma entrevista, já é comunicação, pois acrescenta a presença à palavra."

Segundo o sacerdote salesiano Giuseppe Costa, diretor da ‘Libreria Editrice Vaticana', "também oferece um testemunho sobre o valor do jornalismo, muito além dos estereótipos, com a capacidade de compreender, através de entrevistas, o significado da nossa história recente".

(Chiara Santomiero)

Catequese do Papa: São Lourenço de Brindes e a Sagrada Escritura!!!


Intervenção na audiência geral de hoje

CIDADE DO VATICANO, (ZENIT.org) - Apresentamos, a seguir, a catequese dirigida pelo Papa aos grupos de peregrinos do mundo inteiro, reunidos na Praça de São Pedro para a audiência geral no dia 23 de março de 2011.

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Queridos irmãos e irmãs:

Ainda me lembro com alegria da recepção festiva que me foi reservada em 2008, em Brindes, cidade que em 1559 viu nascer um insigne doutor da Igreja, São Lourenço de Brindes, nome que Giulio Cesare Rossi assumiu ao entrar na Ordem dos Capuchinhos. Desde a infância, ele foi atraído pela família de São Francisco de Assis. De fato, órfão de pai aos sete anos, foi confiado pela mãe aos cuidados dos Frades Conventuais da sua cidade. Alguns anos mais tarde, no entanto, mudou-se com sua mãe para Veneza e precisamente lá conheceu os Capuchinhos, que na época se colocaram generosamente a serviço de toda a Igreja, para incrementar a grande reforma espiritual promovida pelo Concílio de Trento. Em 1575, Lourenço, com a profissão religiosa, tornou-se um frade capuchinho e foi ordenado sacerdote em 1582. Já durante os seus estudos eclesiásticos, mostrou as eminentes qualidades intelectuais das quais havia sido dotado. Aprendeu facilmente as línguas antigas, incluindo o grego, o hebraico e o siríaco, e as modernas, como o francês e o alemão, que se uniam ao conhecimento do italiano e do latim, que naquela época eram falados com fluência entre os eclesiásticos e homens de cultura.

Graças ao domínio de vários idiomas, Lourenço foi capaz de realizar um intenso apostolado, com diversas categorias de pessoas. Pregador eficaz, ele conhecia de modo profundo não só a Bíblia, mas também a literatura rabínica, e os próprios rabinos ficavam atônitos e admirandos, expressando-lhe estima e respeito. Teólogo versado na Sagrada Escritura e nos Padres da Igreja, foi capaz de ilustrar de maneira exemplar a doutrina católica, também para os cristãos que, especialmente na Alemanha, haviam aderido à Reforma. Em sua apresentação clara e tranquila, mostrava o fundamento bíblico e patrístico de todos os artigos de fé postos em discussão por Martinho Lutero. Entre eles, o primado de Pedro e de seus sucessores, a origem divina do episcopado, a justificação como transformação interior do homem, a necessidade das boas obras para a salvação. O êxito de Lourenço nos ajuda a compreender que, também hoje, levar adiante o diálogo ecumênico com tanta esperança e a confrontação com as Sagradas Escrituras, lidas segundo Tradição da Igreja, são parte irrenunciável e de fundamental importância, como eu quis recordar na exortação apostólica ‘Verbum Domini' (n. 46).

Também os fiéis mais simples, não dotados de grande cultura, beneficiaram-se das palavras convincentes de Lourenço, que se dirigia ao povo humilde para exortar todos à coerência da própria vida com a fé professada. Este foi um grande mérito dos Capuchinhos e de outras ordens religiosas, que, nos séculos XVI e XVII, contribuíram para a renovação da vida cristã penetrando profundamente na sociedade através do seu testemunho de vida e seus ensinamentos. Também hoje, a nova evangelização tem necessidade de apóstolos bem preparados, com zelo e coragem, para que a luz e a beleza do Evangelho prevaleçam sobre as tendências culturais do relativismo ético e da indiferença religiosa, e transformem os modos de pensar e agir em um autêntico humanismo cristão. É surpreendente que São Lourenço de Brindes tenha podido desenvolver ininterruptamente esta atividade de estimado e incansável pregador em várias cidades da Itália e em diversos países, apesar de realizar tarefas importantes e de grande responsabilidade. Dentro da Ordem dos Capuchinhos, de fato, foi professor de Teologia, mestre de noviços, muitas vezes ministro provincial e conselheiro geral e, finalmente, ministro geral, de 1602 a 1605.

Em meio a tantos trabalhos, Lourenço cultivou uma vida espiritual de fervor excepcional, dedicando muito tempo à oração e, especialmente, à celebração da Santa Missa, na qual frequentemente demorava horas, entendendo e comovendo-se com o memorial da Paixão, Morte e Ressurreição do Senhor.

Na escola dos santos, cada sacerdote, como muitas vezes se sublinhou durante o recente Ano Sacerdotal, pode evitar o perigo do ativismo, de agir esquecendo das motivações profundas do ministério, somente se cuidar de própria vida interior. Falando aos sacerdotes e seminaristas na Catedral de Brindes, cidade natal de São Lourenço, recordei que "o momento da oração é o mais importante na vida do sacerdote, aquele em que a graça divina age com maior eficácia, dando fecundidade ao seu ministério. Rezar é o primeiro serviço a prestar à comunidade. Por isso, os momentos de oração devem ser, na nossa vida, uma verdadeira prioridade. Sei que muitas realidades nos urgem: no que me diz respeito, uma audiência, uma documentação a estudar, um encontro ou outras coisas. Mas se não estivermos em comunhão com Deus, nada poderemos dar também aos outros. Por isso, Deus é a primeira prioridade. Devemos reservar sempre o tempo necessário para estar em comunhão de oração com nosso Senhor". Além disso, com o ardor inconfundível de seu estilo, Lourenço exorta todos, não apenas os sacerdotes, a cultivar a vida de oração, pois através desta podemos falar com Deus e Deus fala a nós: "Ah, se levássemos em conta esta realidade! - exclama. Isso quer dizer que Deus está verdadeiramente presente diante de nós quando lhe falamos, rezando; que escuta realmente a nossa oração, ainda que rezemos somente com o coração e com a mente. E não só está presente e nos ouve, mas pode e quer responder voluntariamente e com prazer às nossas perguntas".

Outro detalhe que caracteriza a obra deste filho de São Francisco é a sua ação pela paz. Tanto os sumos pontífices quanto os príncipes católicos repetidamente lhe confiaram importantes missões diplomáticas para resolver controvérsias e promover a concórdia entre os Estados europeus, naquele momento ameaçados pelo Império Otomano. A autoridade moral que ele tinha o levava a ser considerado como conselheiro, solicitado e escutado. Hoje, como nos tempos de São Lourenço, o mundo precisa de homens e mulheres pacíficos e pacificadores. Todos os que creem em Deus devem ser sempre fontes e construtores de paz. Foi por ocasião de uma dessas missões diplomáticas quando Lorenzo terminou a sua vida terrena, em 1619, em Lisboa, onde tinha ido encontrar-se com o rei da Espanha, Filipe III, para defender a causa de seus súditos napolitanos, perseguidos pelas autoridades locais.

Foi canonizado em 1881 e, devido à sua vigorosa e intensa atividade, à sua ampla e harmoniosa ciência, ganhou o título de "Doctor Apostolicus", "Doutor Apostólico", por parte do Beato Papa João XXIII, em 1959, para marcar o quarto centenário do seu nascimento. Este reconhecimento foi concedido a Lourenço de Brindes também porque ele foi autor de muitas obras de exegese bíblica, de teologia e de escritos destinados à pregação. Nestes, oferece uma exposição sistemática da história da salvação, centrada no mistério da Encarnação, a maior manifestação do amor divino pelos homens. Além disso, sendo um mariólogo de grande valor, autor de um compêndio de sermões sobre Nossa Senhora, chamado "Mariale", destaca o papel singular da Virgem Maria, que afirma com clareza a Imaculada Conceição e a cooperação na obra de redenção realizada em Cristo.

Com fina sensibilidade teológica, Lourenço de Brindes também sublinha o trabalho do Espírito na existência do crente; lembra-nos que, com seus dons, a Terceira Pessoa da Santíssima Trindade ilumina e ajuda em nosso compromisso de viver com alegria a mensagem do Evangelho. "O Espírito Santo - escreve o São Lourenço - torna doce o jugo da lei divina e leve o seu peso, para que sigamos os mandamentos de Deus com grande facilidade, inclusive com complacência."

Eu gostaria de concluir esta breve apresentação da vida e dos ensinamentos de São Lourenço de Brindes destacando que toda a sua atividade foi inspirada por um grande amor pela Sagrada Escritura, que ele conhecia de memória, e pela convicção de que a escuta e o acolhimento da palavra de Deus produzem uma transformação interior que nos conduz à santidade. "A Palavra do Senhor - afirmou - é luz do intelecto e fogo para a vontade, para que o homem possa conhecer e amar a Deus. Para o homem interior, que, por meio da graça, vive do Espírito Santo, é pão e água, mas pão doce como o de mel e água melhor do que o vinho e o leite. (...) É um martelo contra um coração duramente obstinado nos vícios. É uma espada contra a carne, o mundo e o demônio, para destruir todo pecado." São Lourenço de Brindes nos ensina a amar as Sagradas Escrituras, a crescer na familiaridade com ela, a cultivar cotidianamente a relação de amizade com o Senhor na oração, para que todas as nossas ações, toda a nossa atividade tenham n'Ele seu começo e seu cumprimento. Esta é a fonte à qual recorrer para que o nosso testemunho cristão seja luminoso e capaz de conduzir os homens do nosso tempo a Deus.

[No final da audiência, o Papa cumprimentou os peregrinos em vários idiomas. Em português, disse:]

Queridos irmãos e irmãs:

São Lourenço de Brindes, padre capuchinho, nascido em 1559, era dotado de eminentes qualidades intelectuais e grande facilidade de aprender línguas, o que havia de lhe permitir desenvolver um fecundo apostolado com várias categorias de pessoas. Profundo conhecedor e amante da Sagrada Escritura e dos Padres da Igreja, era capaz de ilustrar de modo exemplar a doutrina católica mesmo aos cristãos que tinham aderido à Reforma Protestante, mostrando os fundamentos bíblicos e patrísticos das verdades postas em questão por Martinho Lutero. Foi também um grande pregador, que se dirigiu aos fiéis mais simples e sem cultura, chamando todos a uma vida mais coerente com a fé professada. Outro elemento característico do nosso santo foi a sua ação em prol da paz, tendo sido encarregado de importantes missões diplomáticas, para dirimir controvérsias e favorecer a concórdia entre as nações. Mas, acima de tudo, era um homem de oração, bem ciente de que esta é o primeiro serviço que o sacerdote deve oferecer à Comunidade. Autor de numerosas obras, evidenciou, nos seus escritos, a ação do Espírito Santo na existência do fiel. O Papa Beato João XXIII deu-lhe o título de "Doutor Apostólico".

Amados peregrinos de língua portuguesa, a todos saúdo e dou as boas-vindas a esta audiência! São Lourenço de Brindes nos ensina como a familiaridade com a Bíblia e a oração são essenciais para que todas as nossas ações tenham o seu início e cumprimento em Deus. Possa este ser o fundamento do vosso testemunho cristão no mundo de hoje. Que Deus vos abençoe!

[Tradução: Aline Banchieri © Libreria Editrice Vaticana]

quarta-feira, 23 de março de 2011

Ex-embaixador recorda João Paulo II!!!

Raymond Flynn foi prefeito de Boston

BOSTON, quarta-feira, 23 de março de 2011 (ZENIT.org) - Um ex-embaixador dos EUA no Vaticano recordou seu trabalho com o Papa João Paulo II e destacou a bondade do pontífice com sua família.

Raymond Flynn voltou ao bairro que o viu nascer na semana passada, para falar na inauguração da Sala João Paulo II na igreja de Nossa Senhora de Czestochowa, em Worcester, Massachusetts.

Flynn foi prefeito de Boston de 1984 a 1993, quando foi nomeado embaixador na Santa Sé, posto que ocupou até 1997.

Ele falou do “importante legado, testemunho de valentia moral e liderança política no mundo” do pontífice polonês, destacando como “inspirou as pessoas da Polônia a se erguer contra o comunismo e a opressão e, fazendo isso, mudou o leste europeu e o mundo”.

“Falei com o Papa em várias ocasiões e viajei com ele a vários países, mas o que mais lhe agradeço é sua bondade pessoal com minha família”, disse. “Estive com ele em Boston antes que fosse Papa e estive em Roma quando ele morreu”.

Flynn disse que os jovens “precisam recordar o impacto tão positivo que João Paulo II teve em nossa cultura e nossa sociedade. Falou sobre questões impopulares e nos recordou a dignidade de cada pessoa”.

“Eu nasci neste bairro polonês católico de Boston e foi capaz de alcançar muitas coisas em minha vida”, refletiu o ex-embaixador, “mas ter conhecido João Paulo II é uma das maiores honras de minha vida”.

Nomeado bispo de Guarajá-Mirim (Brasil)!!!

Padre Benedito Araújo, da arquidiocese de São Luis

CIDADE DO VATICANO, quarta-feira, 23 de março de 2011 (ZENIT.org) - Segundo informou a Santa Sé nesta quarta-feira, Bento XVI nomeou como bispo coadjutor da diocese de Guajará-Mirim (Rondônia) o padre Benedito Araújo, pároco da igreja de Nossa Senhora de Nazaré, em São Luis do Maranhão.

Pe. Benedito Araújo, 47 anos, é também professor no Instituto de Estudos Superiores do Maranhão (IESMA). Foi ordenado presbítero no dia 21 de novembro de 1991, na arquidiocese de São Luís.

Natural de Conceição, Itapecuru Mirim (Maranhão), fez seus estudos de filosofia e teologia no Centro de Estudos Teológicos do Maranhão, atual IESMA. Tem especialização em psicopedagogia pela PUC-RS e mestrado em ecumenismo pelo ‘Institutum de Studiis Oecumenicis’, em Veneza, Itália.

Entre outras funções, pe. Benedito foi reitor do Centro Vocacional Cura D´Ars; coordenador da Pastoral Vocacional do Regional Nordeste V da CNBB; reitor do Seminário Interdiocesano Santo Antônio; Coordenador Pastoral da Arquidiocese.

terça-feira, 22 de março de 2011

Êxito da página de João Paulo II no Facebook!!!

Alguns dos vídeos receberam mais de 113 mil acessos

CIDADE DO VATICANO, terça-feira, 22 de março de 2011 (ZENIT.org) - Em menos de uma semana, a página sobre João Paulo II no ‘Facebook' recebeu cerca de 30 mil fãs que declararam: "Gostei!".

Em poucos dias, todos os vídeos postados foram vistos mais de 50 mil vezes, e alguns chegaram a 113 mil acessos.

Uma das notícias publicadas na página foi visitada mais de 2 milhões de vezes.

Este site foi lançado com a colaboração entre a ‘Rádio Vaticano' e o ‘Centro Televisivo Vaticano', em parceria com o Conselho Pontifício para as Comunicações Sociais.

Além disso, o Vaticano abriu um canal no ‘YouTube' dedicado à beatificação.

O Pe. Federico Lombardi, SJ, diretor da Sala de Imprensa da Santa Sé, do ‘Centro Televisivo Vaticano' (CTV) e da ‘Rádio Vaticano', informa que, a partir desta semana, é possível encontrar vídeos com a voz do Papa, em línguas diferentes, durante suas viagens pelo mundo e no Vaticano.

São cerca de 40 vídeos com o idioma do áudio escolhido pelos editores da ‘Rádio Vaticano', enquanto o CTV fez a edição dos vídeos.

Além disso, foram preparados 25 videoclipes que mostram momentos significativos e particulares das viagens e do pontificado.

Atualmente, a página de João Paulo II no ‘Facebook' é a primeira que aparece na pesquisa pelo seu nome nos sites de busca, "e isso - reconheceu o Pe. Lombardi - já é um elemento de satisfação".

Mais informações em http://www.facebook.com/vatican.johnpaul2.

Mais de 15 mil jovens de Portugal na JMJ!!!

Por todo o país juventude se mobiliza

ROMA, terça-feira, 22 de março de 2011 (ZENIT.org) - O número de jovens portugueses na Jornada Mundial da Juventude de Madri deve superar os 15 mil.

O diretor do Departamento Nacional de Pastoral Juvenil, padre Pablo Lima, anunciou que estão registadas quase oito mil inscrições até o momento.

Em declarações à ‘Agência Ecclesia’, afirmou crer que até agosto se conseguirá superar a marca de 15 mil jovens. “Um pouco por todo o país”, os jovens “estão a mobilizar-se e a realizar atividades”.

O responsável assinalou que as dioceses continuam “a promover as catequeses e encontros de formação” previstos na preparação para o encontro na capital espanhola. Cresce, “mesmo naqueles que não podem ir a Madri”, a “vontade de participar, de organizar-se e estar em comunhão”.

Padre Pablo Lima acredita que “não é por acaso que o Papa repete um país” para celebrar a Jornada, depois de em 1989 a cidade espanhola de Santiago de Compostela ter acolhido o encontro.

“Este ambiente de secularização, e até de um certo silenciamento da Igreja e dos cristãos em geral, é uma das razões pela qual o Papa quis escolher o local”, disse.

“Pretende-se que os jovens não caiam naquele pecado que Bento XVI apontou quando esteve em Portugal [11 a 14 de Maio de 2010], dos crentes que vivem como envergonhados da sua fé”, frisou Pablo Lima.

A preparação da presença nacional na JMJ foi um dos temas da reunião realizada a 18 e 19 de março, em Fátima, com a presença dos responsáveis pela Pastoral Juvenil das 20 dioceses territoriais portuguesas.

Cardeal Piacenza pede adoração eucarística pelas vocações!!!

Cada diocese precisa de uma capela de adoração dedicada a rezar pelos sacerdotes

CIDADE DO VATICANO, terça-feira, 22 de março de 2011 (ZENIT.org) - O cardeal Mauro Piacenza, prefeito da Congregação para o Clero, afirma que não se pode subestimar o valor da adoração eucarística, e recomenda que cada diocese tenha uma capela ou santuário para a adoração eucarística, dedicada à oração pelas vocações consagradas e pela santificação do clero.

Isto foi afirmado em uma nota enviada, no último dia 4 de março, a Dom Dominique Rey, bispo de Toulon (França). Este bispo está promovendo uma conferência internacional sobre a adoração eucarística, que será realizada de 20 a 24 de junho, no ‘Salesianum' de Roma.

"Não podemos subestimar a importância de adorar o Senhor no Santíssimo Sacramento, sabendo que o culto é o maior ato do povo de Deus", escreve o cardeal.

A este respeito, acrescenta que a adoração eucarística é "um meio eficaz para promover a santificação do clero, a reparação dos pecados e as vocações ao sacerdócio e à vida religiosa".

"Com coragem, devemos pedir ao Senhor que envie novos operários para a sua messe", diz o cardeal Piacenza.

Acrescenta a recomendação de que "em cada diocese haja pelo menos uma igreja, capela ou santuário dedicado à adoração perpétua da Eucaristia, pela intenção específica de promover novas vocações e pela santificação do clero".

"Um renovado sentido da devoção a Cristo na Eucaristia - conclui o cardeal Piacenza - só pode enriquecer cada aspecto da vida e da missão da Igreja no mundo."

Seminário Redemptoris Mater instituído em São Paulo!!!

Ligado ao Caminho Neocatecumenal, enfatiza dimensão missionáriaSÃO PAULO, terça-feira, 22 de março de 2011 (ZENIT.org) - A arquidiocese de São Paulo celebrou nesse sábado a instituição do “Seminário Missionário Arquidiocesano Internacional ‘Redemptoris Mater’ São Paulo Apóstolo”.

Segundo informa o portal da arquidiocese, a oficialização se deu contexto de uma Missa presidida pelo arcebispo Dom Odilo Scherer, na Catedral da Sé.

O novo seminário – conduzido pelo Caminho Neocatecumenal – é voltado para a formação de sacerdotes do clero secular, isto é, não ligados a ordens ou congregações religiosas. É totalmente direcionado para a formação missionária. Este é o segundo a ser instalado no Brasil. O primeiro fica em Brasília.

De acordo com os estatutos do ‘Redemptoris Mater’, os alunos deste seminário recebem a mesma formação teológica de outros seminários da diocese onde são instalados. Fazem um ano de pastoral na paróquia como diáconos e dois anos na diocese onde são incardinados como presbíteros, antes que o bispo local possa enviá-los em missão.

Padre José Folqué, responsável pelo Caminho Neocatecumenal no Brasil, disse que os seminários missionários ‘Redemptoris Mater’ são um fruto importante da renovação conciliar. Trata-se de “uma realidade completamente nova, desejada pelo Concílio Vaticano II”, afirmou.

De acordo com o padre José, com o novo seminário, a arquidiocese de São Paulo reforça o desejo da Igreja de sair em missão.

“Que os novos presbíteros missionários nascidos neste seminário sejam uma fonte de bênção para a nossa arquidiocese e para a toda a Igreja um empenho sempre renovado da nova evangelização”, disse.

Em sua homilia, o cardeal Scherer afirmou que “a Igreja hoje está preocupada para que a boa nova se espalhe por todo o mundo, mas refloresça também nos lugares da primeira evangelização”.

Ele pediu que a comunidade arquidiocesana apoie o novo seminário. “O apoio da oração, da espiritualidade e testemunho de fé. O apoio concreto para que este seminário possa se sustentar”.

A maioria dos candidatos deste seminário provém das comunidades neocatecumenais. Esta nova casa formativa conta com oito rapazes (dois italianos, um espanhol, um de El Salvador, um da Colômbia, dois brasileiros).

No final da celebração, Dom Odilo abençoou e enviou o reitor, padre José Francisco Vitta, e os seminaristas que formam a primeira comunidade do Redemptoris Mater de São Paulo.

Aniversário de 2 Anos!!!

Novos Cardeais!!!

 

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O papa Bento XVI proclamou como "venerável" João Paulo II, após aprovar o decreto pelo qual são reconhecidas as "virtudes heróicas do servo de Deus" Karol Wojtyla, primeiro passo para a santidade do polonês, informou a Santa Sé.
O decreto foi aprovado durante a audiência concedida no Vaticano pelo prefeito regional da Congregação para a Causa dos Santos, o arcebispo Ângelo Amato.
A assinatura do decreto não significa a imediata beatificação de Karol Wojtyla, já que ainda falta a aprovação por Bento XVI do milagre que leve à proclamação de seu antecessor como beato.

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DEUS ABENÇÕE A TODOS E A TODAS QUE ACESSARAM ESTE BLOG, E EM ESPECIAL ABRAÇO QUERO MANDAR PARA TODOS OS PADRES DA DIOCESE DE BLUMENAU,AO NOSSO BISPO DIOCESANO DOM JOSÉ NEGRI (PIME),QUE CONTO COM A COLABORAÇÃO NAS ORAÇÕES DE CADA UM NA MINHA CAMINHADA VOCACIONAL!!!

ABRAÇO FRATERNALMENTE DE SEU IRMÃO
THIAGO KRAUPPE!!!


 
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