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terça-feira, 31 de maio de 2011

Debate mundial sobre o casamento!!!


Muitos países se “blindam” contra casamento homossexual

Por Rafael Navarro-Valls

MADRI, terça-feira, 31 de maio de 2011 – As grandes disputas jurídicas não são simplesmente nacionais: são mundiais. Assim ocorreu, por exemplo, com os debates sobre a codificação. E assim está ocorrendo agora com a nota de heterossexualidade do casamento.

A tensão é percebida entre duas tendências opostas. A primeira é o que, em termos de direito internacional, se chama “efeito dominó”, isto é, a propensão expansiva de uma instituição jurídica, quando é adotada por um sistema político de certa influência sobre outros. Junto a esta tendência expansiva, a adoção, por alguns sistemas jurídicos, do casamento entre pessoas do mesmo sexo produziu uma reação contrária. É o que chamei uma vez de “efeito blindagem”, ou seja, a defesa do casamento heterossexual através da constitucionalização da nota de heterossexualidade.

Qual destas tendências avança com maior rapidez? Contra o que se poderia acreditar, a realidade é que existe um equilíbrio instável modelado por reações e contrarreações que desenham, em minha opinião, um panorama mais próximo da defesa do casamento heterossexual que do avanço do casamento entre pessoas do mesmo sexo.

Prescindindo do tumulto midiático de um ou outro signo, convém que nos atenhamos aos fatos. Um rápido tour d´horizon provavelmente avalizará o que digo. Voltando à Europa, a verdade é que, ainda que os Países Baixos (2001), Bélgica (2003), Espanha (2004), Noruega (2009), Suécia (2009) e Portugal (2010) tenham regulamentado o casamento entre pessoas do mesmo sexo, a corrente majoritária se mostra concessora de diversos efeitos às uniões civis do mesmo sexo, mas não muito receptiva a transformar essas uniões em verdadeiros casamentos. Já vimos a tendência dos países do Leste da Europa a constitucionalizar a nota de heterossexualidade. Em outros países europeus (França, Itália, Alemanha etc.), ainda que o debate se apresente com maior ou menor intensidade, os órgãos legislativos ou jurisprudenciais mantêm uma posição de equilíbrio que não se inclina à concessão tout court do estado matrimonial às uniões civis. Assim, por exemplo, em fevereiro deste ano, o conselho constitucional francês considerou que a proibição do casamento homossexual, tal como aparece no código civil, está conforme à constituição francesa.

A América Latina é um âmbito jurídico em que as reações se produzem com rapidez diante de modelos diferentes. Um exemplo: acabo de voltar do México, onde estive em vários estados, por questões acadêmicas. O único deles em que se aprovou o casamento entre pessoas do mesmo sexo é Cidade do México. A reação foi imediata. Os estados de Jalisco, Morelos, Sonora, Tlaxcala e Guanajuato levantaram diante da Suprema Corte a questão da inconstitucionalidade.

Há alguns dias, Obama deu ordens ao Departamento de Justiça para que deixe de apoiar frente aos tribunais a lei federal aprovada em 1996, durante a administração Clinton, na qual se define o casamento como a união legal entre um homem e uma mulher. Esta “lei de defesa do casamento”(DOMA), pela qual nenhum estado está obrigado a reconhecer como casamento uma relação entre pessoas do mesmo sexo reconhecida como casamento em outro estado, foi aprovada em seu momento por uma ampla maioria bipartidária em ambas as câmaras do Congresso. A reação foi imediata. O presidente da Câmara de Representantes anunciou que reuniria um grupo de assessoria legal, formado por membros de ambos os partidos, para defender a DOMA.

O balanço final é que, dos 192 países reconhecidos pela ONU (mais 10 de fato, não integrados oficialmente em tal organização), somente reconhecem o casamento entre pessoas do mesmo sexo 10 países, mais alguns estados isolados do México e dos Estados Unidos. Entre eles, não se conta nenhum país asiático nem africano (salvo África do Sul) e somente um latino-americano e parte de outro. Comparando a demografia desse pequeno grupo de países com a de todo o planeta que rejeita o modelo de casamento entre pessoas do mesmo sexo, a anomalia jurídica ainda está localizada.

Certamente, a prevalência do bom senso e do senso jurídico nesta importante matéria exige – em especial dos juristas – essa qualidade tão própria dos homens dedicados à defesa da justiça, que consiste em manter a firmeza de uma rocha nas convicções, moderando-a com a flexibilidade de um junco em suas aplicações.

Papa rezou pela beatificação de Wyszynski!!!

No 30º aniversário do seu falecimento

CIDADE DO VATICANO, terça-feira, 31 de maio de 2011 (ZENIT.org) – O Papa rezou ontem pela beatificação do cardeal polonês Stefan Wyszynski, falecido há 30 anos. Dirigindo-se aos poloneses em sua língua, após rezar o Regina Caeli, Bento XVI evocou o aniversário de falecimento do purpurado, “primaz do milênio”.

“Invocando o dom da sua beatificação, aprendamos dele o total abandono na Mãe de Deus. Sua confiança, expressada com as palavras 'Confiei tudo a Maria', seja para nós um modelo especial”, disse.

A fase diocesana da causa terminou em Varsóvia e os documentos foram entregues à Congregação para as Causas dos Santos.

Em seu testamento espiritual, João Paulo II citou insistentemente o “primaz do milênio”. O cardeal Wyzsynski foi, excepcionalmente, primaz da Polônia de 1948 a 1981, ou seja, durante quase todo o período comunista. Foi criado cardeal por Pio XII, no consistório de 12 de janeiro de 1953. Nesse mesmo ano, foi preso. Até 1957, as autoridades não lhe permitiram receber o barrete cardinalício em Roma.

Faleceu em 28 de maio de 1981. O Papa Wojtyla, 12 dias depois de sobreviver ao atentado de 13 de maio, lhe telefonou in extremis e ouviu-se: “Santo Padre, abençoe-me”. Após conhecer a notícia do atentado, o cardeal Wyszynski havia oferecido sua vida a Deus pelo Papa.

Ele é considerado o “primaz do milênio” por ter organizado as celebrações do milenário do batismo da Polônia (966-1966). Preparando esta celebração, foi o iniciador de uma “grande novena de anos”.

Pode-se dizer que o purpurado tinha três amores: Deus (e a Mãe de Deus), sua pátria (Polônia) e o homem. “Se o homem estiver verdadeiramente enraizado em Deus – dizia -, deve amar o homem.”

Considerava a pátria como a “família das famílias” que constituem a sociedade. Ele gostava de repetir “Amo mais a Polônia que meu coração; tudo o que faço pela Igreja, faço também pelo meu país”.

Durante os acordos de Gdansk, entre os trabalhadores dos estaleiros e o governo, disse que teria querido fazer mais para evitar a violência. Sentia-se responsável por não ter chegado, queria colocar sua integridade em risco para evitar essas dezenas de mortos.

Também foi famoso pela carta aos bispos alemães de 1965, pela qual outorgava o perdão à Igreja da Alemanha. Por esta carta, o governo comunista o fez sofrer terrivelmente, mas muitos veem nela os fundamentos de uma nova Europa, sem fronteiras.

Quando ele morreu, choveu muito, e as pessoas diziam que o céu também chorava.

(Anita S. Bourdin)

Junho: Papa pede orações pelos sacerdotes!!!

Intenções de oração para mês que vem

CIDADE DO VATICANO, terça-feira, 31 de maio de 2011 – Neste mês de junho, Bento XVI pede orações particularmente pelos sacerdotes, para que sejam testemunhas autênticas do amor de Deus.

Esta é a proposta que ele faz nas intenções de oração, contidas na carta pontifícia confiada ao Apostolado da Oração, iniciativa seguida por quase 50 milhões de pessoas nos cinco continentes.

A intenção geral é: “Para que os sacerdotes, unidos ao Coração de Cristo, sejam sempre verdadeiras testemunhas do amor solícito e misericordioso de Deus”.

Esta petição do Papa tem lugar quando se cumpre um ano desde o encerramento do Ano Sacerdotal, período em que a Igreja se uniu de maneira particular em oração pelos seus sacerdotes, em meio a escândalos de uma pequena porcentagem deles, que, no entanto, acarretaram um grande preconceito na percepção de sua vocação por parte da opinião pública.

Por outro lado, o mês de junho é o mês que a Igreja dedica tradicionalmente ao Sagrado Coração de Jesus.

Além da intenção geral, o Papa propõe também uma intenção missionária, que é: “Para que o Espírito Santo faça ressurgir em nossas comunidades numerosas vocações missionárias, dispostas a consagrar-se plenamente a difundir o Reino de Deus”.

Bento XVI vai à Croácia para enfrentar secularismo!!!

Apresentará família como ambiente de encontro e comunhão

CIDADE DO VATICANO, terça-feira, 31 de maio de 2011 – Bento XVI realizará a 19ª viagem do seu pontificado, dessa vez à Croácia, nos dias 4 e 5 de junho, para tratar do avanço do secularismo, presente neste antigo país comunista.

Para isso, segundo explica o porta-voz da Santa Sé, o Santo Padre pretende apresentar a família como o ambiente de encontro e comunhão que toda pessoa busca, também na época do Facebook.

O Pe. Federico Lombardi SJ, diretor da Sala de Imprensa da Santa Sé, analisa, no último editorial de Octava Dies, o objetivo da visita ao país em que Joseph Ratzinger já havia estado três vezes como cardeal.

Como recorda o porta-voz, trata-se de um país “de profundas raízes cristãs e católicas, protegidas com fidelidade em tempos difíceis, presentes especialmente no século passado; fidelidade mais que retribuída, com sincera proximidade e solidariedade, pela Santa Sé”.

E continua: “A Croácia vive agora o desafio do secularismo: a família e a juventude são campos cruciais para enfrentá-lo. Por isso, momentos centrais da viagem são precisamente a participação do Papa no primeiro encontro com as famílias católicas croatas e o encontro com os jovens, realizado cada dois anos.

Por este motivo, escolheu-se como lema da visita “Juntos em Cristo”.

“Em um mundo no qual as formas de comunicação se multiplicam e invadem a vida, o encontro e a comunhão entre as pessoas parecem cada vez mais difíceis”, explica o Pe. Lombardi.

“A Igreja se apoia em Cristo para sustentar a união e a missão da família e para alimentar a esperança de futuro da juventude. Desse modo, a Igreja serve a comunidade humana, a comunidade nacional, que agora, superada a fase agitada da dissolução da ex-Iugoslávia, prepara-se para fazer parte mais profundamente da comunidade dos povos europeus, entrando na União Europeia”, esclarece o porta-voz.

O Papa deseja que a Croácia entre na União Europeia, acrescenta Lombardi, “oferecendo a riqueza da cultura e dos valores da grande tradição do povo croata”.

E conclui: “Junto a Cristo, com o Papa, podemos olhar para o futuro com confiança e coragem”.

segunda-feira, 30 de maio de 2011

É preciso voltar ao "Concílio Vaticano II"!!!


Por Prof. José Pereira da Silva

SÃO PAULO, segunda-feira, 30 de maio de 2011 - O Concílio Vaticano II (1962-1965) foi um dos fatos históricos mais importantes de todo o século XX. Em 2012 vamos comemorar 50 anos da abertura do Concílio.

Um Concílio é uma reunião de todos os bispos convocados pelo papa para definir a fé, a disciplina e a moral católicas.

Houve 19 Concílios entre o ano de 325 após Jesus Cristo (Nicéia, na Ásia Menor) e 1563 (Trento, na Itália).

Houve enorme surpresa ao anúncio, pelo papa João XXIII (1958-1963), em janeiro de 1959, da sua intenção de convocar os bispos novamente para o que se chamaria de Concílio Vaticano II. A Igreja Católica mudou de século. O Papa aspira e convida a reencontrar os caminhos da união das Igrejas cristãs e das linguagens para levar o Evangelho ao mundo. O Papa João XXIII convoca a uma leitura dialogada dos sinais dos tempos, com as correntes plurais da humanidade em mudança.

“Pronuncio perante vós, certamente tremendo um pouco de emoção, mas também com humilde firmeza de intenção, o nome das duas celebrações: um Sínodo diocesano para a cidade de Roma e um Concílio geral para a Igreja Universal”, assim anuncia o Papa João XXIII a decisão de convocar um novo concílio em 25 de janeiro de 1959, a menos de noventa dias de sua eleição como sucessor do Papa Pio XII(1939-1958). João XXIII considerou a convocação do Concílio uma inspiração de Deus.

O desafio para a Igreja é de tornar-se capaz de “infundir nas veias da comunidade humana de hoje a energia inesgotável, vital, divina, do Evangelho” ( Bula Humanae Salutis, de João XXIII, 25.I.1961).

O Papa João XXIII insistiu que o Concílio tivesse um caráter pastoral. Depois de uma fase preparatória (1959-1962), finalmente em 11 de outubro de 1962, foi celebrada a solene abertura dos trabalhos.

Após quatro sessões anuais de outubro, 168 assembléias plenárias foram finalmente promulgadas pelo Papa os treze documentos finais. Em 7 de dezembro de 1965 encerra-se o IV e último período do Concílio. E em 8 de dezembro de 1965 a celebração final com a leitura das Mensagens para a humanidade. O Concílio trabalhou durante dois pontificados diferentes. João XXIII o quis e o encaminhou. O Papa Paulo VI (1963-1978) o aceitou, levou avante e concluiu.

É preciso voltar ao Concílio! Os documentos do Concílio são poucos conhecidos por uma parcela dos católicos. Como bem lembrou o Papa Bento XVI, “quase ninguém lê” (Luz do mundo, SP, Paulinas 2011, p.88) referindo-se aos textos do Concílio.

Nas palavras de Dom Antônio Fernando Saburino, Arcebispo de Olinda e Recife: “Nós temos muito ainda a descobrir dos valores do Concílio Vaticano II apesar dos 50 anos, mas muitas riquezas poderão ser exploradas (49 Assembléia Geral da CNBB, Aparecida-SP, 2011).

A quase 50 anos da sua conclusão, deve-se dizer: é preciso voltar ao Concílio. É preciso retomar nas mãos os documentos do Vaticano II para redescobrir a grande riqueza dos estímulos doutrinais e pastorais.

Retomar nas mãos aqueles documentos, em particular os leigos, a quem o Concílio abriu extraordinárias perspectivas de envolvimento e de compromisso na missão da Igreja.

O Concílio Vaticano II foi “um novo pentecostes”, incitava o catolicismo a renovar-se num confronto com o Evangelho, conduzido pela luz da fé e sob o impulso dos sinais dos tempos. Repropôs os conteúdos evangélicos essenciais à humanidade de hoje. Ele é uma continuidade com toda a rica tradição da Igreja proposta aos novos tempos.

Seguir Cristo exige a coragem de opções radicais, frequentemente contra a corrente.

O Concílio Vaticano II ainda hoje interpela a cada cristão: Que significa ser cristão hoje, aqui e agora?

Visita Pastoral à Diocese de San Marino-Montefeltro (19 de junho de 2011)!!!


Domingo, 19 de junho de 2011

Vaticano

08.00 Partida em helicóptero do Heliporto do Vaticano para Torraccia

República de San Marino

09.15 Chegada ao Heliporto de Torraccia (República de San Marino)
10.00 Concelebração Eucarística no Estádio de Serravalle Homilia do Santo Padre
Recitação do Angelus Domini no Estádio de Serravalle Saudação do Santo Padre
12.30 Almoço e saudação dos organizadores diocesanos da visita papal e dos membros da Fundação Internacional "João Paulo II" na Casa San Giuseppe em Valdragone
Visita oficial à República de San Marino
16.30 Acolhida dos Capitães Regentes, honras militares e execução de hinos na Praça da Liberdade
16.45 Apresentação dos Ministros do Governo; assinatura do Livro de Hóspedes Ilustres; Encontro privado com os Capitães Regentes; troca de presentes na Sala do Conselho dos XII no Palácio Público
17.30 Encontro oficial com os membros do Governo, do Congresso e do Corpo Diplomático na Sala do Conselho Grande e Geral do Palácio Público Discurso do Santo Padre
18.00 Saudação dos organizadores da visita oficial do Cerimonial de Estado na Sala do Conselho Grande e Geral do Palácio Público
Visita à Basílica de San Marino e Veneração das Relíquias de San Marino
18.30 Partida do Heliporto de Torraccia para Pennabilli

Pennabilli

18.45 Chegada ao Estádio de Pennabilli (Rímini)
19.00 Visita à Catedral de Pennabilli
19.15 Encontro com os jovens da Diocese de San Marino-Montefeltro na Praça Vittorio Emanuele em Pennabilli Discurso do Santo Padre
20.00 Partida em helicóptero do Estádio de Pennabilli para o Vaticano

Vaticano

21.00 Chegada ao Heliporto do Vaticano

Cardeal Sandri: beatificação de João Paulo II, um abraço do mundo!!!



Inaugurada expofoto sobre Karol Wojtyla em Spoleto (Itália)

SPOLETO, segunda-feira, 30 de maio de 2011 - “A beatificação de João Paulo II foi um abraço que o mundo quis dar a esse grande papa; um abraço que se prolongou na mostra fotográfica em homenagem ao Pontífice na catedral da cidade italiana de Spoleto.”

Estas foram as palavras do cardeal Leonardo Sandri, prefeito da Congregação para as Igrejas Orientais, na abertura do evento “João Paulo II: o homem que fez história”, que estará aberta até 30 de agosto. As fotos são da agência de notícias Reuters.

“A iniciativa nos convida a descansar o olhar no caminho realizado pelo 'Papa vindo de um país distante', que desejou transformar-se em pai da família humana enquanto realizava com singular dedicação seu serviço de Bispo de Roma e supremo pastor da Igreja, como sucessor do apóstolo Pedro”, indicou o cardeal.

O purpurado recordou que 22 de outubro, dia em que João Paulo II iniciou seu ministério petrino, agora é o dia em que a memória litúrgica o recorda.

A eleição da data, explicou o cardeal, “quis sublinhar o coração do pontificado” representado pela cruz e pela exortação “abram, escancarem as portas a Cristo”.

“Queridos irmãos, João Paulo II foi certamente um homem que fez história – disse – e a história não o esqueceu, apesar de sua conhecida ingratidão.”

“A prova é pegada impressionante que ele deixou nos eventos humanos, tocando em profundidade o espírito de inúmeros homens e mulheres de todas as idades - e de que maneira para os mais jovens! -, bem como de todas as religiões, culturas e classes sociais.”

O segredo do Pontífice que lhe permitiu chegar aos homens, disse, “está na capacidade de tocar o essencial do seu ministério, fazendo vibrar a insuprível nostalgia de Deus, que habita as profundezas do seu espírito”.

Bento XVI: Evangelho faz a vida florescer!!!


Intervenção por ocasião do “Regina Caeli”

CIDADE DO VATICANO, segunda-feira, 30 de maio de 2011 - Apresentamos, a seguir, as palavras que o Papa Bento XVI dirigiu hoje, da janela dos seus aposentos no Palácio Apostólico, aos fiéis reunidos na Praça de São Pedro para a oração do Regina Caeli.

* * *

Queridos irmãos e irmãs!

No livro dos Atos dos Apóstolos, narra-se que, após uma primeira violenta perseguição, a comunidade de Jerusalém, exceto os apóstolos, se dispersa nas regiões circundantes e Felipe, um dos diáconos, chega a uma cidade da Samaria. Lá, pregou Cristo ressuscitado e seu anúncio esteve acompanhado de numerosas curas; a conclusão do episódio é muito significativa: “E houve uma grande alegria naquela cidade” (Atos 8, 8). Sempre nos impressiona esta expressão, que, em essência, nos comunica um sentido de esperança, como se dissesse: É possível! É possível que a humanidade conheça a verdadeira alegria, porque, onde chega o Evangelho, floresce a vida; como um terreno árido que, regado pela chuva, rapidamente floresce. Felipe e os demais discípulos, com a força do Espírito Santo, fizeram nos povos da Palestina o que Jesus havia feito: pregaram a Boa Notícia e realizaram sinais prodigiosos. Era o Senhor que agia por meio deles. Assim como Jesus anunciava a vinda do Reino de Deus, os discípulos anunciaram Jesus ressuscitado, professando que Ele é Cristo, batizando em seu nome e expulsando toda doença do corpo e do espírito.

“E houve uma grande alegria naquela cidade.” Lendo esta passagem, espontaneamente se pensa na força de cura do Evangelho, que, ao longo dos séculos, “lavou”, como rio beneficioso, tantas populações. Alguns grandes santos e santas levaram esperança e paz a cidades inteiras – pensemos em São Carlos Borromeu em Milão, na época da peste; na Beata Madre Teresa de Calcutá; e em tantos missionários, cujos nomes Deus conhece, que deram a vida por levar o anúncio de Cristo e fazer florescer entre os homens a alegria profunda. Enquanto os poderosos deste mundo buscavam conquistar novos territórios por interesses políticos e econômicos, os mensageiros de Cristo iam por todos os lugares com o objetivo de levar Cristo aos homens e os homens a Cristo, sabendo que somente Ele pode dar a verdadeira liberdade e a vida eterna. Também hoje, a vocação da Igreja é a evangelização: tanto as populações que ainda não foram “regadas” pela água vida do Evangelho como aquelas que, ainda tendo antigas raízes cristãs, precisam de seiva para dar novos frutos e redescobrir a beleza e a alegria da fé.

Queridos amigos, o beato João Paulo II foi um grande missionário, como documenta também uma mostra preparada nestes dias em Roma. Ele relançou a missão ad gentes e, ao mesmo tempo, promoveu a nova evangelização. Confiamos uma e outra à intercessão de Maria Santíssima. Que a Mãe de Cristo acompanhe sempre e em todos os lugares o anúncio do Evangelho, para que se multipliquem e se ampliem no mundo os espaços nos quais os homens reencontram a alegria de viver como filhos de Deus.

[Tradução: Aline Banchieri. ©Libreria Editrice Vaticana]

domingo, 29 de maio de 2011

Declaração da CNBB em favor da Vida e contra o Aborto!!!

Apelo dos Bispos e Cardeais Brasileiros sobre o aborto aos Sr. Deputados Fedrais no ano de 1997

Brasilia Destrito Federal, domindo, 29 de maio de 2011 (ACI)- A Comissão de Constituição e Justiça, da Câmara Federal, aprovou, recentemente, ainda que por margem mínima, o Projeto de Lei nº 20-A(1991), que "dispõe sobre a obrigatoriedade de atendimento dos casos de aborto, previstos no Código Penal, pelo Sistema Único de Saúde". Trata-se do Art. 128 do Código Penal de 1940, que estabelece a despenalização do aborto em casos de estupro ou grave risco de vida para a gestante e que este projeto pretende regulamentar.

A Igreja no Brasil, em seguimento de Jesus Cristo, que veio para que tenhamos vida e a tenhamos em abundância (cf. Jo 10,10), dá, mais uma vez, através desta declaração, seu testemunho em favor da vida humana, desde sua concepção até seu desfecho natural, baseada nas graves palavras da Bíblia: "Não matarás".

Ao mesmo tempo, ela compartilha as angústias, tristezas e sofrimentos de todos, principalmente dos pobres e dos que mais sofrem. Ela é solidária com a gestante em risco de vida ou vítima de estupro. Oferece o perdão de Jesus Cristo aos que fraquejaram, tantas vezes opressos por circunstâncias adversas e procuram se reerguer. Propõe e quer contribuir para que haja sempre novos modos e instituições de defesa, apoio, proteção e assistência às gestantes traumatizadas e aos nascituros em perigo. São formas de misericórdia cristã.

Esta misericórdia se plenifica na verdade. Pois, o aborto direto e provocado, inclusive nos casos alegados neste Projeto de Lei, é sempre um atentado grave e inaceitável contra o direito fundamental à vida. "É a morte deliberada e direta, independentemente da forma como venha realizada, de um ser humano". "A percepção da gravidade do aborto vai se obscurecendo progressivamente em muitas consciências. A aceitação do aborto na mentalidade, nos costumes e na própria lei, é sinal eloqüente de uma perigosíssima crise do sentido moral". Esta problemática abre vasto campo para o diálogo e o anúncio da parte dos católicos no seio de uma sociedade que hoje é pluralista. Contudo, quaisquer razões, "por mais graves e dramáticas que sejam, nunca podem justificar a supressão deliberada de um ser inocente" (João Paulo II, O Evangelho da Vida, nº 58).

Às vezes, insinua-se que a Igreja defende a vida do nascituro em prejuízo do direito da mãe. Na verdade, ela defende e procura salvar integralmente a ambos.

Além do mais, no caso de estupro, o ser humano concebido é totalmente inocente e indefeso. Como puni-lo com a morte?

Parecer de jurista ilustre indica a inconstitucionalidade do mencionado Art. 128 do Código Penal, uma vez que o Art. 5º da Constituição Federal considera a vida como o valor mais importante a ser protegido pelo Estado.

Preocupam-nos ainda outros projetos de lei em tramitação no Congresso Nacional, que agridem a vida e a família.

Por essas razões, nós, Bispos do Conselho Permanente da CNBB, reunidos em Brasília, de 26 a 29 de agosto de 1997, com a presente declaração fazemos veemente apelo, em nome do Episcopado Nacional, aos Legisladores de nosso País, para que se oponham a estes Projetos de Lei e procurem, ao contrário, reforçar a proteção à família e o apoio à vida, desde sua concepção até seu desfecho natural.

Às nossas Comunidades, aos profissionais de saúde e a todas as pessoas de boa vontade, fazemos um apelo premente para que o compromisso com a vida, ameaçada em tantos aspectos, seja a razão de nossas atitudes. Para isto, precisamos de gestos significativos que nos levem a dar assistência às gestantes angustiadas, vítimas de violência ou em risco de vida, bem como amparo aos nascituros e nascidos que são abandonados ou rejeitados. Ao mesmo tempo, façam chegar aos Parlamentares seu apelo contra os referidos projetos de lei.

Que Deus nos ilumine e fortifique na promoção da vida e da esperança!

Este artigo foi publicado no dia 29 de agosto de 1997 e novamente os Bispos e Cardeais do Brasil fizeram um apelo aos Sr. Deputados Federais.


OBS.: Este ARTIGO Foi retirado do Site ACI Digital no Endereço: http://www.acidigital.com/vida/aborto/cnbb.htm

Vaticanista: João Paulo II quis chamar-se "Estanislau I"!!!

João Paulo II queria se chamar ESTANISLAU I, mas seguiu as tradições Romanas

Vaticano, domingo, 27 de maio de 2011 - (Informa Krauppe) O vaticanista do jornal La Stampa, Marco Tosatti, assegurou que quando foi eleito Pontífice, o Cardeal Karol Wojtyla expressou seu desejo de chamar-se Estanislau I, como o santo padroeiro da Polônia, mas optou por João Paulo II para seguir a tradição romana.

No folheto “99 domande su Wojtyla” (99 perguntas sobre Wojtyla) editado para a beatificação do Servo de Deus João Paulo II, Tosatti explica que o Papa queria adotar o nome do Estanislau para render homenagem a sua pátria. Entretanto, desistiu e escolheu João Paulo II, que reunia os nomes de seus três antecessores, João XXIII, Paulo VI e João Paulo I.

O folheto recolhe dados curiosos e histórias –várias inéditas- sobre o Pontificado de João Paulo II. Por exemplo, recorda que muitos dos presentes na Praça de São Pedro em 16 de outubro de 1978 pensaram que o novo Papa era africano porque seu nome soava voi-ti-wá.

Tosatti assegura que ao momento da eleição, João Paulo II já falava onze idiomas: polonês, eslovaco, russo, italiano, francês, espanhol, português, alemão, ucraniano e inglês, além de latim. Entretanto, antes de cada viagem tratava de aprender ao menos umas poucas palavras no idioma dos países que visitaria.

O folheto acrescenta que o Papa estava acostumado a ler as biografias dos Santos que ele mesmo tinha levado aos altares e que provavelmente sua favorita era a religiosa polonesa Faustina Kowalska (1905-1938).

Bento XVI agradece a Dom Odilo e Dom Cláudio Hummes por carta enviada em seu onomástico!!!

Saudações apostólica

São Paulo, domingo, 29 de maio de 2011 - O Papa Bento XVI enviou no dia 26 de maio de 2011, uma saudação ao arcebispo de São Paulo, cardeal Dom Odilo Pedro Scherer, e ao arcebispo emérito da Arquidiocese e ex-prefeito da Congregação para o Clero, cardeal Dom Cláudio Hummes através do secretário de Estado do Vaticano, cardeal Tarcísio Bertone, na qual manifestou seu agradecimento pela mensagem enviada pelos dois cardeais brasileiros por ocasião da solenidade de São José, 19 de março, dia do onomástico do Papa.

“Tal como os raios do sol, na primavera, fazem brotar os rebentos nas árvores, assim também a irradiação que dimana da ressurreição de Jesus dá força e significado a cada esperança humana, a cada expectativa, desejo e projeto”, dizia a mensagem do Pontífice aos cardeais brasileiros, referindo-se ao mistério pascal vivido pela
Igreja nestes dias.

Na carta divulgada pela arquidiocese de São Paulo na sua página oficial este 27 de maio,
Bento XVI também enviou sua Bênção Apostólica ao Seminário Propedêutico Santo Antonio de Sant’Anna Galvão, cuja nova sede foi inaugurada no dia 19 de março, e o Seminário Internacional Missionário “Redemptoris Mater”, instalado na Arquidiocese também na solenidade de São José.

A mensagem leva a data de 10 de maio de 2011, e foi encaminhada ontem à Arquidiocese.

Saudando os cardeais a nota enviada pelo cardeal Bertone recorda que “por ocasião da solenidade de São José, houve por bem – junto com o Eminentíssimo Cardeal Dom Cláudio Hummes, e em nome da Arquidiocese de São Paulo – fazer presente ao Santo Padre cumprimentos e votos pelo Seu onomástico, enriquecidos de preces pelas Suas intenções e pelas necessidades da Igreja na hora atual”.

“O
Sumo Pontífice acolheu com apreço e gratidão este preito de devotada estima e solidariedade com Sua missão de Pastor universal da Igreja - Igreja, que Cristo amou até ao ponto de Se entregar por Ela, para santificá-la, com Sua morte e ressurreição”.

“Tal como os raios do sol, na primavera, fazem brotar os rebentos nas árvores, assim também a irradiação que dimana da Ressurreição de Jesus dá força e significado a cada esperança humana, a cada expectativa, desejo e projeto. Por isso a Igreja, na "Liturgia das Horas" do Tempo Pascal, exclama: " In resurrectione tua, Christe, coeli et terra laetemtur – na vossa ressurreição, ó Cristo, alegrem-se céus e terra!" Os "céus" correspondem plenamente a este a este convite ao louvor: no Céu, tudo é paz e alegria. Mas na terra, infelizmente, ainda não é assim: no nosso coração, há alegria e sofrimento; na nossa face, sorrisos e lágrimas. Mas Cristo ressuscitou, está vivo e caminha conosco!”, destaca também a missiva.

“Por isso, Sua Santidade o Papa Bento XVI deseja que o mistério pascal continue a ser, para Vossas Eminências e quantos beneficiam dos seus cuidados pastorais fonte de paz acompanhada da fé para testemunharem a todos a esperança e a alegria. Como penhor de tais graças divinas, o santo Padre concede-lhes, com particular lembrança para o Seminário Propedêutico Santo Antônio de Sant’Anna Galvão e para o Seminário Internacional Missionário Redemptoris Mater, a Sua benção Apostólica”.

Deus nunca abandona o ser humano ante o peso do mal do mundo, recorda o Papa!!!

Deus Não nos Abandona

Vaticano, domingo, 29 de Maio de 2011 (Informe Krauppe)- Após o concerto realizado em sua homenagem pela República da Hungria que acaba de assumir a presidência do Conselho da União Européia, o Papa Bento XVI ressaltou ontem que Deus nunca abandona o ser humano ante o peso do mal do mundo.

Em seu discurso de agradecimento ao Presidente da Hungria, Pál Schmitt, e à Orquestra Filarmônica Nacional da Hungria que interpretou várias peças do famoso pianista húngaro Franz Liszt, o Santo Padre explicou que este grande compositor de música sinfônica e clássica, também era um homem de profunda fé.

Seguidamente Bento XVI fez uma reflexão sobre três peças interpretadas, entre as quais estava o Ave Maria-Die Glocken von Rom. Com sons muito distintos entre si, pôde-se expressar "harmoniosamente um único projeto musical".

Rádio Vaticano informa que o Papa se referiu logo ao Salmo 13 e sua relação com "Liszt (que) residiu em Tivoli e em Roma; é o período no qual o compositor vive em modo intenso sua fé, tanto como para produzir quase exclusivamente música sacra; recordemos que recebeu as ordens menores. A peça que escutamos nos deu a idéia da qualidade e da profundidade desta fé".

"É um Salmo no qual o que ora se encontra em dificuldade, o inimigo o rodeia, o assedia, e Deus parece ausente, parece havê-lo esquecido. E a prece se faz angustiante frente esta situação de abandono: ‘Até quando, Senhor?’, repete por quatro vezes o Salmista. ‘Senhor, até quando?’, repetem quase a modo de marteladas o tenor e o coro na composição escutada".

"É o grito do homem e da humanidade, que sente o peso do mal que há no mundo; e a música de Liszt nos transmitiu este sentido de peso, de angústia. Mas Deus não abandona. O Salmista sabe e também Liszt como homem de fé, o sabe".

Da angústia, continuou o Santo Padre, "nasce uma súplica cheia de confiança que desemboca no gozo: ‘Meu coração exultará em sua salvação; cantarei ao Senhor que me encheu de bens’. E aqui, a música de Liszt se transforma: tenor, coro e orquestra elevam um hino de plena confiança em Deus, que nunca trai, nunca se esquece, nunca nos deixa sozinhos".

"Liszt, a propósito de sua Missa Solemnis, escrevia: ‘Posso verdadeiramente afirmar que orei mais esta Missa do que a compus’. Penso que o mesmo podemos dizer deste Salmo: o grande músico húngaro o rezou mais que o compôs, ou melhor, o rezou antes de o compor".

Finalmente o Papa agradeceu novamente "ao Senhor Presidente da República, ao Diretor, ao Tenor, à Orquestra Filarmônica e ao Coro, a todos os organizadores, por haver-nos dado este momento no qual nosso coração foi convidado a elevar-se à altura de Deus. Que o Senhor siga abençoando a vida de todos vocês. Obrigado a todos".

sábado, 28 de maio de 2011

Papa colocou todo o povo italiano sob a proteção de Maria, Mãe da Unidade!!!


Nossa senhora da Unidade, Protegei-nos

Cidade do Vaticano, sabado, 28 de Maio de 2011 - “Um intenso momento de oração, para confiar à proteção materna de Maria – Mater unitatis – todo o povo italiano, a 150 anos da unidade política do país”: foi com estes termos que Bento XVI definiu o encontro de oração a que presidiu nesta quinta-feira à tarde, na basílica de Santa Maria Maior, com todos os Bispos italianos, em Roma para a assembleia geral. A oração – recordou o Papa – é “sempre um dar espaço a Deus: a sua ação torna-nos participantes da história da salvação”.

Bento XVI sublinhou que a basílica de Santa Maria Maior é a primeira, no Ocidente, a ter sido dedicada à Virgem Mãe de Deus. De facto, o edifício remonta ao século V, em ligação com o Concílio de Éfeso, celebrado em 431.

“Em Éfeso, a Igreja unida defendeu e confirmou para Maria o título de Theotokos, Mãe de Deus: título de conteúdo cristológico, que remete para o mistério da incarnação e exprime no Filho a unidade da natureza humana com a natureza divina”.

“Aliás – prosseguiu ainda Bento XVI – são a pessoa e as vicissitudes de Jesus de Nazareth que iluminam o Antigo Testamento e o próprio rosto de Maria. Nela se entrevê, em contra-luz, o projeto unitário que entrelaça os dois Testamentos. Na sua história pessoal se encontra a síntese de todo um povo, que coloca a Igreja em continuidade com o antigo Israel.” É nesta perspetiva que assumem sentido cada uma das histórias pessoais, a começar pelas figuras femininas, “em cuja vida se encontra representado um povo humilhado, derrotado, deportado”. E são elas também a personificar a esperança… são o “resto santo”, sinal de que “o projeto de Deus não permanece uma ideia abstrata, mas encontra correspondência numa resposta pura, numa liberdade que se doa sem nada manter para si, num sim que é pleno acolhimento e dom perfeito”. Algo de que Maria é a mais alta expressão. “Não é a fé que é uma alienação: são outras as experiências que desfiguram a dignidade do homem e a qualidade da convivência social” – advertiu Bento XVI, aludindo à realidade histórica italiana, nestes 150 anos de Estado unitário, onde não faltaram expressões da presença do Evangelho.

Audiência do Papa: "Teresianum", Faculdade de Teologia dos Carmelitas Descalços, em Roma, celebra 75 anos!!!


Carmelitas Descalços

Roma, sabado, 28 de Maio de 2011 - A 16 de Julho de 1935, memória litúrgica de Nossa Senhora do Carmo, o então Colégio Internacional de Roma dos Carmelitas Descalços era reconhecido como Faculdade Teológica. A 75 anos de distância, Bento XVI recebeu nesta quinta-feira, no Vaticano, a Comunidade desta Faculdade conhecida como “Teresianum”, que desde o início se orientou para o aprofundamento da teologia espiritual no âmbito da questão antropológica.

O Papa evocou a “peculiar experiência eclesial” que esta comunidade académica constitui, com toda a riqueza da grande família espiritual que são os Carmelitas Descalços, surgidos do “vasto movimento de renovação originado na Igreja pelo testemunho de Santa Teresa de Ávila e de São João da Cruz. Um movimento que (observou Bento XVI) “suscitou aquele reacender-se de ideais e de fervores de vida contemplativa que no século XVI inflamou, digamos assim, a Europa e o mundo inteiro”.

“Caros estudantes, na esteira deste carisma, se coloca também o vosso trabalho de aprofundamento antropológico e teológico, a tarefa de penetrar o mistério de Cristo, com aquela inteligência do coração que é ao mesmo tempo um conhecer e um amar. O que exige que Jesus seja colocado no centro de tudo, dos vossos afetos e pensamentos, do vosso tempo de oração, de estudo e de ação, de todo o vosso viver”.

Bento XVI exortou ainda os estudantes do “Teresianum” de Roma a aproveitarem intensamente este preciso tempo de estudo:

“Tende consciência de que estes anos de estudo são um precioso dom da Providência divina, dom que há que acolher com fé e viver diligentemente, como uma oportunidade irrepetível para crescer no conhecimento do mistério de Cristo”.

Sublinhando a importância que assume, hoje em dia, o estudo da espiritualidade cristã a partir dos seus pressupostos antropológicos, o Papa fez notar a “bagagem sapiencial” que daí advém para quem tem “a delicada tarefa da direção espiritual”, prática que nada perdeu da sua atualidade:

“Como nunca deixou de fazer, a Igreja continua ainda hoje a recomendar a prática da direção espiritual, não só aos que desejam seguir de perto o Senhor, mas a todos os cristãos que queiram viver com responsabilidade o próprio Batismo, isto é, a vida nova em Cristo”.

Trata-se – recordou oPapa – de “ser pessoalmente acompanhado por um guia seguro na doutrina e perito nas coisas de Deus”. Uma ajuda que permitirá “evitar fáceis subjetivismos, pondo à disposição a própria bagagem de conhecimentos e experiências vividas no seguimento de Jesus”.

Papa: católicos devem participar da vida pública!!!

Reza ao rosário com os bispos italianos pelos 150 anos da unidade da Itália

ROMA, sabado, 28 de maio de 2011 - O Papa rezou na tarde desta quinta-feira o Rosário com os bispos italianos, na Basílica de Santa Maria Maior, no contexto das celebrações dos 150 anos de unidade da Itália.

Bento XVI fez um apelo a que os prelados alentem os católicos a participar da vida pública.

“A fé, de fato, não é alienação: são outras as experiências que contaminam a dignidade do homem e a qualidade da convivência social”, disse.

“Em cada época histórica, o encontro com a palavra sempre nova do Evangelho foi manancial de civilização, construiu pontes entre os povos e enriqueceu o tecido de nossas cidades, expressando-se na cultura, nas artes e, não em último lugar, nas mil formas da caridade.”

O Papa pediu aos bispos que estimulem os fiéis leigos a “vencer todo espírito de fechamento, distração e indiferença, e a participar em primeira pessoa na vida pública”, para construir uma sociedade que respeite plenamente a dignidade humana.

Bento XVI insistiu na importância das “iniciativas de formação inspiradas na doutrina social da Igreja, para que quem esteja chamado a responsabilidades políticas e administrativas não seja vítima da tentação de explorar sua posição por interesses pessoais ou por sede de poder”.

É muito importante também – sublinhou – “apoiar a vasta rede de agregações e associações que promovem obras de caráter cultural, social e caritativo”.

Ao falar sobre a Itália, o Papa destacou que o país deve se orgulhar da presença e da ação da Igreja. Esta não persegue privilégios nem pretende substituir as responsabilidades das instituições políticas; respeitosa da legítima laicidade do Estado, está atenta em apoiar os direito fundamentais do homem”.

“A Igreja – forte por uma reflexão colegial e pela experiência direta sobre o terreno – continua oferecendo sua contribuição para a construção do bem comum, recordando a cada um seu dever de promover e tutelar a vida humana em todas as suas fases e de sustentar com os fatos a família; esta continua sendo, de fato, a primeira realidade onde podem crescer pessoas livres e responsáveis, formadas nesses valores profundos que abrem à fraternidade e que permitem enfrentar também as adversidades da vida.”

Bento XVI cita Santa Teresa em seu amor à humanidade!!!


Parabeniza Instituição Teresiana na Itália

ROMA, sabado, 28 de maio de 2011 – Bento XVI, na oração do Regina Caeli do domingo, 22 de maio, parabenizou a Instituição Teresiana na Itália, dirigindo-se a um grupo representativo que estava na Praça de São Pedro, no qual se encontrava também a diretora geral, Loreto Ballester, por ocasião do 1º centenário desta associação pontifícia internacional.

Bento XVI recordou o amor de Santa Teresa de Jesus pela humanidade de Cristo, afirmando que “podemos ver Deus” no rosto de Cristo. A teresiana é uma espiritualidade de encarnação.

Precisamente nesse fim de semana, os homens e mulheres que realizaram a missão teresiana na Itália, segundo foi projetada pelo seu fundador, São Pedro Poveda, comemoraram o 1º centenário desta obra eclesial nascida em 1911, em Covadonga (Espanha); o evento contou com uma mesa redonda, uma Eucaristia de ação de graças, a assistência ao Regina Caeli na Praça de São Pedro e uma festa de família.

Em suas palavras prévias à felicitação a esta instituição – que se inspira em Santa Teresa de Jesus, enquanto mulher de oração e ação, empreendedora e renovadora de comunidades eclesiais -, Bento XVI se referiu à espiritualidade teresiana, que se manifesta profundamente enraizada na humanidade de Jesus.

Esta é também a principal característica da espiritualidade da Instituição Teresiana, que conta com mais de seis mil membros – mulheres e homens – trabalhando em 30 países.

“O Filho de Deus, com sua encarnação, morte e ressurreição, libertou-nos da escravidão do pecado para doar-nos a liberdade dos filhos de Deus e nos deu a conhecer o rosto de Deus que é amor: podemos ver Deus, Ele é visível em Cristo. Santa Teresa de Ávila escreve que 'não devemos nos afastar do que constitui todo o nosso bem e nosso remédio, isto é, da santíssima humanidade do nosso Senhor Jesus Cristo'.”

“Portanto – acrescentou o Papa -, somente crendo em Cristo, permanecendo unidos a Ele, os discípulos, entre os quais estamos também nós, podemos continuar sua ação permanente na história. 'Em verdade, eu vos digo – diz o Senhor: quem crê em mim, também fará as obras que eu faço'.”

sexta-feira, 27 de maio de 2011

Liturgia da Palavra: “E rogarei ao Pai e ele vos dará outro Paráclito”!!!

Por Gabriel Frade, professor de Liturgia e Sacramentos

SÃO PAULO, sexta-feira, 27 de maio de 2011 – Apresentamos o comentário à liturgia do 6º Domingo da Páscoa – At 8, 5-8.14-17; Sl 65 (66) 1-3a.4-5.6-7ª.16.20; 1Pd 3, 15-18; Jo 14, 15-21 – redigido pelo professor Gabriel Frade. Natural de Itaquaquecetuba (São Paulo), Gabriel Frade é leigo, casado e pai de três filhos. Graduado em Filosofia e Teologia pela Pontificia Universitas Gregoriana (Roma), possui Mestrado em Liturgia pela Pontifícia Faculdade de Teologia Nossa Senhora D’Assunção (São Paulo). Atualmente é professor de Liturgia e Sacramentos no Mosteiro de São Bento (São Paulo) e na UNISAL – Campus Pio XI. É tradutor e autor de livros e artigos na área litúrgica.

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6º Domingo da Páscoa

Leituras: At 8, 5-8.14-17; Sl 65 (66) 1-3a.4-5.6-7ª.16.20; 1Pd 3, 15-18; Jo 14, 15-21.

“Vinde, Pai dos pobres, vem doador dos dons, vem, luz do coração; grande consolador, doce hóspede da alma, doce consolo.”

(Veni Sancte Spiritus – Sequência de Pentecostes. Séc. XIII).

E a Palavra de Deus crescia (At 6, 7).

Assim terminava a leitura de Atos dos Apóstolos, proposta pela Liturgia da Palavra do Domingo anterior. A primeira leitura hoje nos apresenta a continuação e a explicitação desse crescimento da Palavra de Deus.

Filipe - que com toda probabilidade não se trata de Filipe, o apóstolo do grupo dos Doze, mas um daqueles Sete eleitos do grupo dos “helenistas” (At 6, 1-7) - é descrito em movimento: ele sai de Jerusalém e desce a uma cidade da Samaria, vai para a região dos samaritanos.

Os samaritanos, como se sabe, não eram estimados em Israel. O autor do livro do Eclesiástico, por exemplo, dirá com palavras fortes que os samaritanos são “povo estúpido que habita em Siquém” (Eclo 50, 26. Trad. Bíblia de Jerusalém, ver a respectiva nota explicativa no texto). O evangelho de João, no episódio da cura do cego de nascença, nos faz saber que chamar alguém de “samaritano” em Israel, era o equivalente a uma ofensa ou xingamento (Jo 8, 48).

Por outro lado, os samaritanos também não facilitavam a vida dos judeus. O evangelista Lucas (Lc 9, 52s) nos dá a conhecer a má vontade e o despeito com os quais os samaritanos tratavam os peregrinos judeus que iam em direção a Jerusalém, para as grandes festas do calendário religioso judaico: simplesmente lhes negavam hospitalidade.

Apesar desses “antecedentes” provocados por divergências em relação à Torá - os judeus sempre consideraram os samaritanos hereges - Jesus, embora sendo igualmente judeu, demonstra uma grande benevolência para com os samaritanos.

São Lucas, de modo particular através de seu evangelho, nos narra essa simpatia de Jesus, oferecendo-nos algumas ocasiões onde os samaritanos aparecem em situações favoráveis perante a benevolência divina (Lc 10, 33; 17, 16); de fato, é famosa aquela passagem Lucana que a tradição chamou de o “Bom Samaritano” (Lc 10, 29-37).

Mas, ao olhar para esses antecedentes de inimizade recíproca, bem poderíamos nos perguntar se poderia existir de fato para um judeu algum “bom samaritano”. De modo análogo, muitos hoje se perguntam - dentro de uma ótica apenas humana - se haveria de fato, algum “bom ladrão” (Lc 23, 39 – curiosidade: a Catedral de São José dos Campos – São Paulo – é dedicada a São Dimas, o bom ladrão)...

Sem querer aprofundar aqui estes argumentos, basta afirmar que a lógica de Deus não é lógica humana: Filipe, um cristão vindo do judaísmo helênico, vai para a Samaria, e a Boa Nova começa a se expandir justamente por onde, num primeiro momento, pareceria pouco provável.

Mais uma vez, Deus dá uma atenção maior aqueles que são desprezados e mais fracos.

Vale a pena destacar ainda, o fato de Filipe realizar as obras que Jesus mesmo fez (cf. Jo 14, 12) ao chegar nessa cidade samaritana; quase a dizer que é o próprio Jesus que permanece na pessoa de Filipe (At 8, 6).

O fruto mais evidente dessa presença maior e misteriosa na pessoa de Filipe (“ouviam falar nos sinais que operava ou viam-nos pessoalmente” v. 6) é a “grande alegria” (v. 7), quase que inexplicável, que surge naqueles samaritanos que acolheram a Boa Nova: eles que são a prefiguração do anúncio do evangelho a toda a humanidade. “Aclamai a Deus, terra inteira, cantai glória ao seu nome...” (Salmo Responsorial).

Essa alegria é ratificada com o dom do Espírito Santo, comunicado pelos apóstolos (v. 15.17), eles que haviam recebido por sua vez o Espírito Paráclito do próprio Senhor e que com eles permaneceu sempre (cf. Evangelho: Jo 14, 16).

Em virtude desse mesmo Espírito atuante na liturgia (Catecismo da Igreja Católica, CIC, 1076), o anúncio que fez Filipe aos samaritanos é o mesmo ao qual somos chamados a acolher no nosso hoje, na nossa história.

Nesse sentido, é importante lembrar que o cristianismo é essencialmente uma experiência, é um encontro com o Cristo Ressuscitado e, para além de qualquer sentimentalismo tão em voga em nossos dias, é verdadeira alegria, é verdadeira beleza que tem o poder de transformar nossas vidas: “Transformou o mar em terra seca, atravessaram o rio a pé enxuto... Ali alegramo-nos com ele...” (Salmo Responsorial. Trad. Bíblia de Jerusalém).

Essa experiência com o Senhor, por meio do Espírito, já a fizemos em nosso Batismo (Ritual da Iniciação Cristã de Adultos, RICA, 2 e CIC, 1213ss), mas é necessário aprofundá-la, vivê-la mais intensamente na liturgia (Concílio Vaticano II, Sacrosanctum Concilium, SC 2).

O Concílio Vaticano II afirmou com muita força que a Igreja não pode fazer a menos que anunciar aquilo que ela mesma recebeu de seu Senhor, por meio do Espírito Santo (cf. Concílio Vaticano II, Decreto Ad Gentes, AG n.2).

Ora, a Igreja não é uma entidade abstrata. São Pedro nos dizia no domingo anterior que nós somos “as pedras vivas desse edifício espiritual” (cf. 1Pd 2, 5) que é a Igreja (cf. Concílio Vaticano II, Lumen Gentium, LG 6 e 7); somos aqueles que, mesmo diante das adversidades da vida, ao fazermos em primeira pessoa a experiência do Mistério Pascal, devemos estar “sempre prontos a dar a razão de nossa esperança a todo aquele que no-la pede” (1Pd 3, 15. Segunda Leitura).

Dar razão de nossa esperança, o transmitir da fé, é algo portanto que nos diz respeito diretamente (Lc 18, 8). A partir dessa constatação podemos pensar, por exemplo, em quantas crianças hoje, apesar de terem pais católicos, são “órfãs” na fé (cf. Evangelho Jo 14, 18)? Numa visão pouco católica, não são poucos hoje na Igreja aqueles que crêem ser função apenas do catequista ensinar os rudimentos da fé às crianças...

O Diretório Nacional de Catequese - DNC (CNBB, Doc. 84) afirma com veemência a primazia dos pais na catequese de seus filhos (DNC n. 238), primazia esta que tem sua raiz no próprio Mistério Pascal vivenciado no sacramento do matrimônio.

“Se me amais, observareis meus mandamentos” (Jo 14, 15. Evangelho).

Jesus ao afirmar a observância dos mandamentos se apresenta como o novo Moisés, o grande líder vetero-testamentário que mediou a entrega da Lei divina, os mandamentos, ao povo:

“São estes os mandamentos, os estatutos e as normas que o Senhor vosso Deus ordenou ensinar-vos... Ouve ó Israel: O Senhor nosso Deus é o único Senhor! Portanto, amarás ao Senhor teu Deus com todo o teu coração, com toda a tua alma e com toda a tua força...” (Dt 6, 1.4).

Essa passagem da Escritura é muito cara a todo Israel. As mães e os pais judeus sempre se esmeraram em ensinar a seus filhos, desde pequeninos, a recitá-la diariamente nas horas prescritas ainda hoje pela liturgia judaica. Podemos apenas imaginar como terá ressoado aos ouvidos dos discípulos as palavras de Jesus sobre a observância de seus mandamentos e sobre o amor do Pai: “Quem tem meus mandamentos e os observa é que me ama; e quem me ama será amado por meu Pai” (v. 21).

Jesus nos deixa claro que seus mandamentos não são preceitos jurídicos. Não se trata de legalismo, mas trata-se de amor. (“Dou-vos uma mandamento novo: que vos ameis uns aos outros...” Jo 13, 34.). Fora desta perspectiva o cristianismo poderá correr o risco de reduzir-se a apenas um conjunto de dogmas frios, de ritos, de “catequeses-aulas” a serem aprendidas à memória...

Consideremos o cristianismo apenas a partir desta ótica e correremos o risco seríssimo de dizer muito pouco ao coração do homem contemporâneo, um coração sedento de amor verdadeiro, de um amor capaz de consolar a vida de todo homem e mulher.

“E ele vos dará outro Paráclito, para que convosco permaneça para sempre” (Jo 14, 16b).

A palavra Paráclito vem do grego (paraklêtos) e tem o sentido de “alguém chamado para que esteja ao lado, para que assista”. Em latim o termo será traduzido ora como “consolator” (consolador), ora como “advocatus” donde, o nosso termo português “advogado”, isto é, alguém contratado para fazer a defesa de alguém, falar por alguém, num processo jurídico. O termo enquanto tal possui também o sentido de “protetor, defensor”.

Prescindindo de uma reflexão mais apurada ofertada pela ciência exegética, gostaríamos de considerar o aspecto do Espírito como aquele que pode de fato “consolar” o coração do homem, que pode ser o grande mestre interior capaz de levar o homem à Verdade, ao conhecimento de Deus, o Pai, pelo Filho que é “o Caminho a Verdade e a Vida” (Jo14, 6), no Espírito Santo, doador de todo dom.

Deixar-se abrir a este dom e encontrar o sentido profundo da existência e afagar o rosto carinhoso do Pai bondoso que está nos céus.

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[Dom Emanuele Bargellini, Prior do Mosteiro da Transfiguração (Mogi das Cruzes - São Paulo), que originalmente assina esta Seção, está em viagem à Itália para compromissos de sua comunidade. Ele retorna em quatro semanas. Os comentários deste período estão sob sua curadoria.]

Um SMS do Papa em cada dia da JMJ!!!

250 mil pessoas seguem a Jornada nas redes sociais

MADRI, sexta-feira, 27 de maio de 2011 – A contagem regressiva para a Jornada Mundial da Juventude (JMJ) de Madri continua, enquanto surgem novas iniciativas e conselhos da organização deste grande evento juvenil.

Na última newsletter do evento do próximo mês de agosto, os organizadores pedem um favor especial aos chefes dos grupos de jovens que irão para Madri no verão boreal. Solicitam que transmitam duas mensagens a todos os jovens que estão inscritos em seus respectivos grupos.

Em primeiro lugar, dizem: “Temos a esperança de poder fazer chegar um SMS do Papa a todos os jovens participantes da JMJ todos os dias, de 16 a 21 de agosto”. Para isso, pedem a cada jovem que lhes passe seus dados por meio deste formulário: www.madrid11.com/index.php?option=com_chronocontact&chronoformname=SMS.

Em segundo lugar, afirmam que “há muitíssima atividade nas redes sociais da JMJ. Atualmente, há mais de 250 mil jovens nos acompanhando. Incentivem todos os que virão a que adicionem nossos perfis no Facebook, Twitter ou Tuenti! Isso lhes ajudará a entusiasmar-se e a preparar-se bem, nos poucos meses que faltam.

Recordam também duas datas importantes: pede-se aos grupos com jovens portadores de deficiência que se inscrevam antes de 15 de julho, por razões organizativas. Recomendam também que as inscrições de peregrinos que envolvam hospedagem ou manutenção sejam formalizadas antes de 30 de junho, para poder garantir estes serviços.

Por outro lado, os professores de religião terão mais facilidade para explicar a JMJ em suas aulas. A Delegação Diocesana de Ensino de Madri criou um site (www.edelvivesjmj2011.com) com materiais didáticos para as aulas de Religião, sobre a JMJ 2011.

Esta iniciativa foi editada inicialmente em um DVD, mas, uma vez esgotada a primeira edição, em apenas 4 semanas, optou-se por criar este site, que coloca o material à disposição de todos os professores de Religião.

O site foi criado com o apoio do Grupo Editorial Luis Vives, que editou os materiais elaborados pela Delegação Diocesana de Ensino de Madri.

Os destinatários destes materiais são os alunos e alunas das aulas de Religião de todos os centros educativos, tanto públicos como privados, tanto católicos como não-católicos.

Os materiais são organizados em 3 blocos: o primeiro, sobre a identidade e história da JMJ; o segundo, centrado na Mensagem do Papa para a JMJ de Madri; e o terceiro permite um aprofundamento no tema da Jornada: “Enraizados e edificados n'Ele... firmes na fé”, e busca sua relação com personagens como Teresa de Calcutá e realidades atuais da Igreja, como “Manos Unidas” e Cáritas. Cada um dos temas oferece uma apresentação multimídia e mais de 50 atividades.

Os objetivos são: informar os jovens sobre a próxima realização da JMJ de Madri, da qual participarão pessoas do mundo inteiro; explicar o que é uma JMJ e conhecer sua história; e aprofundar na mensagem e no tema da JMJ deste ano.

Trata-se de aproveitar a atualidade de um acontecimento como a JMJ como uma oportunidade educativa.

Mais informações em www.madrid11.com/.

Caminho Neocatecumenal prepara missão na Europa pela JMJ!!!

40.000 jovens de todo o continente vão neste fim de semana a Düsseldorf

Referencia do Site www.ZENIT.org

MADRI, sexta-feira, 27 de maio de 2011 - Em preparação da Jornada Mundial da Juventude de Madri, que acontece em agosto, Kiko Argüello e Carmen Hernández, iniciadores do Camino Neocatecumenal, e o padre Mario Pezzi, vão se reunir com 40.000 jovens de toda a Europa.

O encontro será celebrado no dia 29 de maio, na Arena de Düsseldorf, e será presidido pelo cardeal Joachim Meisner, arcebispo de Colônia. Veja a entrevista de Kiko Argüello a ZENIT.

- Porque este encontro preparatório para a JMJ?

Kiko Argüello: A Jornada de Madri será um acontecimento muito importante para o futuro da Europa, e queremos preparar os jovens. Em Madri, haverá cerca de 200.000 jovens das comunidades neocatecumenais de todo o mundo, e cada grupo dedicará alguns dias para evangelizar um bairro ou uma cidade.

- Por que deseja apresentar aos jovens no encontro da Alemanha a sinfonia “O sofrimento dos inocentes”, obra de sua autoria, como reflexão preparatória para a Jornada de Madri?

Kiko Argüello: Nessa pequena obra se mostra a Virgem Maria sob a cruz, contemplando o suplício de seu filho, sempre obediente ao escândalo do sofrimento dos inocentes em sua carne, na carne de seu filho. Que mistério é o sofrimento de pessoas inocentes que pagam pelos pecados dos demais.

- Este concerto foi realizado também em Israel frente a um numero grupo de judeus, que ficaram muito impressionados. Por que, nessa ocasião, dedicou o concerto às vítimas do Holocausto?

Kiko Argüello: Alguns dizem que depois do horror de Auschwitz não se pode crer em Deus. Nietzsche escreveu: “se Deus existe e não ajuda os que sofrem, é um monstro. E se não pode ajudá-los, não é Deus, não existe”. Não. Isso não é certo. Um guarda de Auschwitz conta que quando viu a fila de prisioneiros que iam morrer teve uma dor profunda em seu coração e escutou uma voz que não sabia de onde vinha, que lhe disse: “coloca-te nu em fila com eles e vê a morte”. Isso foi o que Jesus fez. Ele é inocente, completamente inocente, o cordeiro levado ao matadouro que não abriu a boca, ele carregou o pecado de todos. Sustenta-nos a Virgem, que aceita a espada que, de acordo com o profeta Ezequiel, Deus preparou pelos pecados de seu povo, e agora atravessa a alma desta pobre mulher; e também Jesus quando, no jardim de Getsêmani, um anjo o ajuda a beber do cálice preparado para os pecadores. O profeta Ezequiel fala desta espada e deste cálice.

- Que significa essa profecia de Ezequiel?

Kiko Argüello: Deus viu que seu povo, eleito para ser testemunha de seu amor por todos os homens, abandona-o e se torna pior que os demais. Então o profeta enumera a quantidade de pecados cometidos. Deus também tinha dito a seu povo que não se alinhasse com o Egito, que era então o maior poder e, portanto, tinha maior segurança humana, mas que confiasse n’Ele. Mas as pessoas não o escutaram e continuaram até o abismo da violência e da perversão. O profeta tem uma impressionante lista de todas as abominações cometidas, e depois grita: “Espada, espada afiada para matar”. Então chega Nabucodonosor, e a espada entra em Jerusalém, corre sangue pelas ruas, o templo é queimado, e todo povo é exilado para a Babilônia: cumpriram-se todas as profecias de Ezequiel.

- Alguns entendem a profecia da espada como um castigo.

Kiko Argüello: Não, esta espada não é um castigo de Deus. Na realidade, Deus é paciente e evita que o desastre ocorra, porque não quer a morte do pecador, mas que ele se converta e viva. Mas chega um momento em que os homens, com seus pecados, separando-se de Deus, eles mesmos se lançam num abismo.

Um abismo físico, mas que é um abismo moral, que é o inferno, a separação total de Deus. O fato é que chegam a ser tão pérfidos que caem em um abismo de auto-destruição.

Não só não é um castigo, mas Deus envia seu filho. O Pai envia seu Filho, para que salve os homens deste inferno, e associa sua mãe a esta obra de levar sobre si os pecados. Cristo beberá deste cálice da amargura e o beberá até o fim, para que nós possamos receber o perdão dos pecados; mas sobretudo para que possamos ser curados do inferno mais profundo; e sua mãe o ajuda, deixando o coração ser atravessado pela espada.

- Também o Papa, quando convidou os jovens a irem a Madri, falou do inferno, sobretudo em relação com a situação atual na Europa e no Ocidente.

Kiko Argüello: A situação na Europa e no Ocidente é muito grave. Esta profecia de Ezequiel está sempre presente, também para nós hoje: não pode existir no mundo incesto, matar as crianças como no aborto, roubar, matar... É uma profecia poderosa que a Virgem assumiu acompanhando seu filho sobre a cruz, sobretudo para salvar a humanidade do inferno, porque o maior sofrimento não é a morte física, ou outros desastres: o mais terrível é a morte do espírito. Vemos hoje a enorme quantidade de suicídios que há, o abismo em que afunda o homem e a sociedade, por se separar de Deus.

- Por que esta profecia neste encontro?

Kiko Argüello: Neste evento animarei os jovens a que sejam fortes. Cristo bebeu do cálice e a Virgem se deixou atravessar pela espada. Agora já podemos evangelizar o mundo e dar às pessoas o fruto do cálice de Jesus Cristo e da espada da Virgem: a ressurreição e a vitória sobre a morte.

Em resumo, tudo isso está relacionado com a nova evangelização: dar aos jovens esta alegria e esta força. A música fala das profundidades de nosso ser e nos leva a amar a Virgem, que faz tudo para que possamos evangelizar e salvar a humanidade.

Na Alemanha, o Caminho está presente em 16 dioceses, com 80 comunidades e dois seminários Redemptoris Mater para a Nova Evangelização, nas dioceses de Berlim e Colônia. Há cinco Missio ad Gentes enviadas pelo Santo Padre, duas em Chemnitz e três na diocese de Colônia.

São grupos de famílias numerosas, cada uma acompanhada por um sacerdote, que vão viver em áreas onde a Igreja está ausente. Chemnitz, por exemplo, era a antiga Karlmarxstadt, que seria a cidade modelo do “paraíso” comunista. Ali, os não batizados são 98% da população e eles não sabem quem é Jesus. O comunismo deixou um vazio que não se pode superar politicamente, mas que só Cristo pode preencher. Inclusive na Rússia, nos últimos dias, Putin reconheceu que a maior ameaça para a futuro é a crise da família e a falta de filhos. Ele propôs que não se ofereça o aborto como serviço médico. O cardeal Joachim Meisner, no dia 25 de março de 2011, firmou o decreto para o estabelecimento da missão ad gente em sua diocese, que é uma nova forma de tornar presente a Igreja, não através da paróquia tradicional, mas através de uma comunidade de pessoas que vivem no meio do povo, como era na Igreja primitiva.

O Caminho Neocatecumenal é um caminho de iniciação cristã reconhecido oficialmente pela Igreja Católica para que batizados e não batizados possam iniciar um percurso de fé através do qual possam redescobrir o batismo e realizar uma experiência pessoal de Cristo e da salvação.

Bispos italianos: crise da pedofilia ainda não foi superada!!!

Fala o presidente da CEI, cardeal Angelo Bagnasco

ROMA, sexta-feira, 27 de maio de 2011 - A crise dos abusos sexuais cometidos por padres contra menores é “uma infame emergência que não foi superada” e que a Igreja italiana tem o compromisso de enfrentar.

Foi o que afirmou na segunda-feira o cardeal Angelo Bagnasco, arcebispo de Gênova e presidente da Conferência Episcopal Italiana (CEI), na inauguração da 63ª Assembleia Geral dos Bispos Italianos.

O cardeal, que há poucos dias falava de “profunda dor” pela prisão do padre italiano Riccardo Seppia, acusado de pedofilia e de posse de drogas, disse: “Na integridade dos nossos sacerdotes não podemos transigir, custe o que custar. Um único caso, neste contexto, já é excessivo. Quando os casos se repetem, então a agonia é indescritível e a humilhação é total”.

“Mas as sombras, inclusive as mais graves e dolorosas, não podem escurecer o bem que existe”, prosseguiu o cardeal, confirmando “a estima e gratidão ao nosso clero que se prodigaliza com fidelidade, sacrifício e alegria no cuidado das comunidades cristãs”.

Citando no discurso de abertura o “guia” da Congregação para a Doutrina da Fé sobre casos de abusos sexuais por parte do clero, o cardeal falou de “uma infame emergência ainda não superada, que causa danos incalculáveis contra vidas jovens e contra as suas famílias, a quem não cessamos de transmitir a nossa dor e a nossa solidariedade”.

O cardeal afirmou que “há mais de um ano, por ordem da presidência da CEI, um grupo interdisciplinar de peritos está trabalhando para 'traduzir' para o seu país as indicações da Congregação”. O resultado “será levado à análise dos nossos organismos estatutários”.

+ Vossa Excelência Cardeal Dom Angelo Bagnasco Presidente da CEI

quinta-feira, 26 de maio de 2011

Celebração será no dia 7 de junho, às 19 horas, na Catedral!!!

Comemorações pelos 25 anos de ministério do bispo diocesano ocorrem em junho

Um evento especial está sendo organizado pela Diocese de Blumenau para comemorar o Jubileu de Prata de ordenação sacerdotal de Dom José Negri, bispo diocesano. A celebração será no dia 7 de junho, às 19 horas, na Catedral São Paulo Apóstolo, em Blumenau.

Dom José Negri foi ordenado no dia 7 de junho de 1986, na Catedral de Milão, na Itália. “A celebração é uma grande ação de graças pelos 25 anos de ministério presbiteral”, afirma o padre Anderson Ferrari, membro do Secretariado de Pastoral.

Toda a comunidade está convidada a participar da missa de ação de graças, que será seguida de uma confraternização. Conforme Ferrari, a comissão organizadora já enviou os convites para os bispos, padres, diáconos e autoridades civis. “Estamos ainda preparando um bolo para que todos os fiéis que participarem da celebração possam também fazer parte da confraternização”.

O padre destaca que o evento é primeiramente uma celebração de ação de graças, mas também um oportuno momento de incentivo vocacional.

Bento XVI envia uma mensagem para você!!!




Blumanau, quinta-feira, 26 de Maio de 2011 - A organização da Jornada Mundial da Juventude começou a cadastrar os telefones celulares dos peregrinos oficialmente inscritos para o evento. A ideia é enviar para eles uma mensagen de texto do Papa a cada dia da JMJ, repetindo uma bem sucedida iniciativa ocorrida na Jornada de Sidney, em 2008. No e-mail enviado aos inscritos, a organização esclarece que "tem a esperança" de conseguir enviar as mensagens.

Para se cadastrar, basta preencher este este formulário.

Já pensou seu celular tocar com uma mensagem de Bento XVI para você?

Catequese do Papa: a luta de Jacó!!!


Intervenção na audiência geral de quarta-feira 25 de Maio de 2011

CIDADE DO VATICANO, quinta-feira, 26 de maio de 2011 – Apresentamos, a seguir, a catequese dirigida pelo Papa aos grupos de peregrinos do mundo inteiro, reunidos na Praça de São Pedro para a audiência geral de quarta-feira 25 de Maio de 2011.

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Queridos irmãos e irmãs:

Hoje, eu gostaria de refletir convosco sobre um texto do Livro do Gênesis que narra um episódio um pouco especial da história do patriarca Jacó. É um fragmento de difícil interpretação, mas importante na nossa vida de fé e de oração: trata-se do relato da luta com Deus no vau de Jaboc, do qual ouvimos um pedaço.

Como recordareis, Jacó tinha tirado do seu irmão Esaú a primogenitura, em troca de um prato de lentilhas, e depois recebeu de maneira enganosa a bênção do seu pai Isaac, que nesse momento era muito idoso, aproveitando-se da sua cegueira. Fugindo da ira de Esaú, refugiou-se na casa de um parente, Labão; tinha se casado, havia enriquecido e voltava à sua terra natal, disposto a enfrentar o seu irmão, depois de ter tomado algumas prudentes medidas. Mas quando tudo está preparado para este encontro, depois de ter feito que os que estavam com ele atravessassem o vau que delimitava o território de Esaú, Jacó fica sozinho e é agredido por um desconhecido, com quem luta a noite inteira. Esta luta corpo a corpo – que encontramos no capítulo 32 do Livro do Gênesis – se converte para ele em uma singular experiência de Deus.

A noite é o momento favorável para agir escondido; é o tempo oportuno, portanto, para Jacó, de entrar no território do irmão sem ser visto e talvez com a ilusão de pegar Esaú de surpresa. No entanto, é ele quem é surpreendido por um ataque imprevisto, para o qual não estava preparado. Havia usado sua astúcia para tentar evitar uma situação perigosa, acreditava ter tudo sob controle e, no entanto, encontra-se agora tendo de enfrentar uma luta misteriosa que o surpreende em solidão e sem dar-lhe a oportunidade de organizar uma defesa adequada. Indefeso, à noite, o patriarca Jacó luta contra alguém. O texto não especifica a identidade do agressor; usa um termo hebraico que indica “um homem” de maneira genérica, “um, alguém”; trata-se de uma definição vaga, indeterminada, que quer manter o assaltante no mistério. Está escuro, Jacó não consegue distinguir seu adversário, e também para nós permanece o mistério; alguém enfrenta o patriarca e este é o único dado seguro que nos dá o narrador. Somente no final, quando a luta já terminou e esse “alguém” desapareceu, só então Jacó o nomeará e poderá dizer que lutou contra Deus.

O episódio se desenvolve na escuridão e é difícil perceber não só a identidade do assaltante de Jacó, senão também como se deu a luta. Lendo o texto, é difícil estabelecer qual dos dois adversários está ganhando; os verbos são usados frequentemente sem um sujeito explícito e as ações acontecem quase de forma contraditória; então, quando parece que um dos dois vai prevalecer, a ação seguinte desmente isso imediatamente e apresenta o outro como vencedor. No começo, de fato, Jacó parece ser o mais forte, e o adversário – diz o texto - “não podia vencê-lo” (v. 26); finalmente, atinge Jacó no fêmur, provocando-lhe um deslocamento. Poderíamos pensar que Jacó sucumbe; no entanto, é o outro que lhe pede que o deixe partir; mas o patriarca se nega, impondo uma condição: “não te largarei, se não me abençoares” (v. 27). Aquele que de maneira enganosa havia roubado do seu irmão a bênção do primogênito agora a quer de um desconhecido, de quem talvez começa a perceber as conotações divinas, sem poder reconhecê-lo verdadeiramente.

O rival, que parece estar retido e portanto, derrotado por Jacó, ao invés de ceder à petição do patriarca, pergunta seu nome: “Qual é o teu nome?”. O patriarca lhe responde: “Jacó” (v. 28). Aqui a luta dá um giro importante. Conhecer o nome de alguém implica em uma espécie de poder sobre a pessoa, porque o nome, na mentalidade bíblica, contém a realidade mais profunda do indivíduo, desvela o segredo e o destino. Conhecer o nome de alguém quer dizer conhecer a verdade sobre o outro e isso permite poder dominá-lo. Quanto, portanto, por petição do desconhecido, Jacó revela seu nome, está se colocando nas mãos do seu adversário, é uma forma de render-se, de entregar-se totalmente ao outro.

Mas, nesse gesto de rendição, Jacó também acaba sendo vencedor, paradoxalmente, porque recebe um nome novo, junto ao reconhecimento de vitória por parte do seu adversário, que lhe diz: “Doravante não te chamarás Jacó, mas Israel, porque lutaste com Deus e com homens, e venceste” (v. 29). “Jacó” era um nome que recordava a origem problemática do patriarca; em hebraico, de fato, recorda o termo “calcanhar” e remete o leitor ao momento do nascimento de Jacó, quando, saindo do ventre materno, agarra o calcanhar do seu irmão gêmeo (Gn 25, 26), quase pressagiando o dano que realiza ao seu irmão na idade adulta. Mas o nome de Jacó recorda também o verbo “enganar, suplantar”. E agora, na luta, o patriarca revela ao seu oponente, em um gesto de rendição e doação, sua própria realidade de quem engana, quem suplanta; mas o outro, que é Deus, transforma esta realidade negativa em positiva: Jacó, o defraudador, se converte em Israel; é-lhe dado um nome novo que lhe confere uma nova identidade. Mas também aqui o relato mantém sua duplicidade, porque o significado mais provável de Israel é “Deus forte, Deus vence”.

Portanto, Jacó prevaleceu, venceu – é o próprio adversário quem afirma isso -, mas sua nova identidade, recebida do próprio adversário, afirma e testemunha a vitória de Deus. E quando Jacó pergunta, por sua vez, o nome do seu oponente, este não quer dizer-lhe, mas o revela em um gesto inequívoco, dando-lhe sua bênção. Esta bênção que o patriarca havia lhe pedido no começo da luta lhe é concedida agora. E não é uma bênção obtida mediante engano, mas gratuitamente concedida por Deus, que Jacó pode receber porque está sozinho, sem proteção, sem astúcias nem enganos; entrega-se indefeso, aceita a rendição e confessa a verdade sobre si mesmo. Por isso, no final da luta, recebida a bênção, o patriarca pode finalmente reconhecer o outro, o Deus da bênção: “Vi Deus face a face e minha vida foi poupada” (v. 31); agora pode atravessar o vau, carregando um nome novo, mas “vencido” por Deus e marcado para sempre, mancando devido ao ferimento recebido.

As explicações que a exegese bíblica oferece com relação a este fragmento são muitas; em particular, os estudiosos reconhecem aqui tentativas e componentes literários de vários tipos, como também referências a algum conto popular. Mas quando estes elementos são assumidos pelos autores sagrados e englobados no relato bíblico, mudam de significado e o texto se abre a dimensões mais amplas. O episódio da luta no Jaboc se mostra ao crente como texto paradigmático no qual o povo de Israel fala da sua própria origem e delineia os traços de uma relação especial entre Deus e o homem. Por isso, como se afirma também no Catecismo da Igreja Católica, “atradição espiritual da Igreja divisou nesta narrativa o símbolo da oração como combate da fé e vitória da perseverança” (n. 2573). O texto bíblico nos fala da longa noite da busca de Deus, da luta para conhecer o nome e ver seu rosto; é a noite da oração que, com tenacidade e perseverança, pede a Deus a bênção e um nome novo, uma nova realidade, fruto da conversão e do perdão.

A noite de Jacó no vau de Jaboc se converte, assim, para o crente, em um ponto de referência para entender a relação com Deus que, na oração, encontra sua máxima expressão. A oração exige confiança, proximidade, quase um corpo a corpo simbólico, não com um Deus adversário e inimigo, mas com um Senhor que abençoa e que permanece sempre misterioso, que aparece como inalcançável.

Por isso,o autor sacro utiliza o símbolo da luta, que envolve força de ânimo, perseverança, tenacidade em alcançar o que se deseja. E se o objeto do desejo é a relação com Deus, sua bênção e seu amor, então a luta só pode culminar no dom de si mesmo a Deus, no reconhecimento da própria fraqueza, que vence quando consegue abandonar-se nas mãos misericordiosas de Deus.

Queridos irmãos e irmãs, toda a nossa vida é como esta longa noite de luta e de oração, de consumar no desejo e na petição de uma bênção de Deus que não pode ser arrancada ou conseguida somente com as nossas forças, mas que deve ser recebida com humildade d'Ele, como dom gratuito que permite, finalmente, reconhecer o rosto de Deus. E mais ainda: Jacó, que recebe um nome novo e se converte em Israel, também dá ao lugar um nome novo, onde lutou com Deus, rezou-lhe; nomeia-o Fanuel, que significa “rosto de Deus”. Com esse nome, ele reconhece que o lugar está cheio da presença do Senhor; santifica essa terra, dando-lhe o selo daquele misterioso encontro com Deus. Aquele que se deixa abençoar por Deus, abandona-se n'Ele, deixa-se transformar por Ele, torna o mundo abençoado. Que o Senhor nos ajude a combater a boa batalha da fé (cf. 1Tm 6,12; 2Tm 4,7) e a pedir, na nossa oração, a sua bênção, para que nos renove na espera de ver seu rosto.

Obrigado!

[No final da audiência, o Papa cumprimentou os peregrinos em vários idiomas. Em português, disse:]

Queridos irmãos e irmãs:



Hoje gostaria de refletir sobre um texto do Livro de Gênesis: a luta noturna do Patriarca Jacó com Deus. Jacó havia usurpado a primogenitura do seu irmão Esaú e obtivera, por meio de engano, a bênção de seu pai Isaac indo depois refugiar-se junto do seu tio Labão. Ao voltar para a sua pátria improvisadamente é atacado, de noite, por um estranho. Ao cabo de uma fatigosa luta “corpo-a-corpo” com este personagem misterioso, que aos poucos vai revelando a sua natureza divina, Jacó, cujo nome derivava do verbo hebraico que significa “enganar, suplantar”, recebe um novo nome que lhe vem de Deus: passa a se chamar Israel, que significa “Deus é forte, Deus vence”. A Tradição espiritual da Igreja interpretou esse episódio como um símbolo da oração como combate da fé e da vitória da perseverança. Realmente, a oração exige confiança e intimidade, quase um corpo-a-corpo simbólico, não com um Deus adversário, mas com o Senhor que abençoa e que permanece misterioso. De fato, toda nossa vida é como esta longa noite de luta e de oração: para receber com humildade a bênção que nos transforma e que nos permite reconhecer a face de Deus.

Queridos peregrinos vindos de Portugal e do Brasil, nomeadamente da paróquia de Itú, agradeço a vossa presença e quanto a mesma significa de confissão de fé e amor a Deus. Procurai sempre na oração o auxílio do Senhor para combater a boa batalha da fé. De coração, a todos abençôo. Ide com Deus!

[Tradução: Aline Banchieri. © Libreria Editrice Vaticana]

Aniversário de 2 Anos!!!

Novos Cardeais!!!

 

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O papa Bento XVI proclamou como "venerável" João Paulo II, após aprovar o decreto pelo qual são reconhecidas as "virtudes heróicas do servo de Deus" Karol Wojtyla, primeiro passo para a santidade do polonês, informou a Santa Sé.
O decreto foi aprovado durante a audiência concedida no Vaticano pelo prefeito regional da Congregação para a Causa dos Santos, o arcebispo Ângelo Amato.
A assinatura do decreto não significa a imediata beatificação de Karol Wojtyla, já que ainda falta a aprovação por Bento XVI do milagre que leve à proclamação de seu antecessor como beato.

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DEUS ABENÇÕE A TODOS E A TODAS QUE ACESSARAM ESTE BLOG, E EM ESPECIAL ABRAÇO QUERO MANDAR PARA TODOS OS PADRES DA DIOCESE DE BLUMENAU,AO NOSSO BISPO DIOCESANO DOM JOSÉ NEGRI (PIME),QUE CONTO COM A COLABORAÇÃO NAS ORAÇÕES DE CADA UM NA MINHA CAMINHADA VOCACIONAL!!!

ABRAÇO FRATERNALMENTE DE SEU IRMÃO
THIAGO KRAUPPE!!!


 
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