Acolhido por 190 seminaristas dos diversos Seminários de Roma, Bento XVI deteve-se inicialmente em oração silenciosa diante do Santíssimo Sacramento, na capela do Seminário, onde decorreu o encontro.
Como vem sendo tradição, o Santo Padre comentou, em palavras improvisadas, em jeito de Lectio divina, uma passagem bíblica, desta vez da Carta de São Paulo aos Romanos, que convida os cristãos a oferecerem o próprio corpo como sacrifício vivo, santo e agradável a Deus, não se conformando com este mundo, deixando-se transformar para discernir a vontade de Deus, o que é bom e perfeito.
“Não se Conformar - advertiu o Papa – não quer dizer Fugir do mundo. É, isso sim, uma via para se ser verdadeiramente livre. O poder da finança e o poder dos mídia – observou Bento XVI – ambos necessários e úteis, por vezes correm o risco de dominar o homem.
“Vemos como o mundo das finanças pode dominar o homem: o ter e o aparecer dominam o mundo e escravizam-no. O mundo das finanças já não representa um instrumento para favorecer a vida do homem, mas torna-se um poder que o oprime, que deve ser como que adorado, como uma falsa divindade. Contra este conformismo, sejamos anti-conformistas! O que conta é o ser, não o ter!”
O mesmo se diga do poder da opinião pública – prosseguiu o Papa. Precisamos de notícias, de conhecer a realidade do mundo, mas os meios de comunicação podem-se tornar um poder em que o que conta é o que se diz e já não a realidade tal e qual. O mundo virtual corre o risco de ser tornar mais importante do que o real. Também aqui há lugar para o não conformismo cristão. Não queremos ser sempre modelados, louvados. Não queremos a aparência, mas sim a verdade, porque é esta que nos torna livres, a verdadeira liberdade cristã.
“O não conformismo do cristão redime-nos, restitui-nos à liberdade. Rezemos ao Senhor para que nos ajude a sermos homens livres, neste não conformismo que não é contra o mundo, mas sim o verdadeiro amor do mundo”.







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