
Paróquia San Giovanni Batista de La Salle
Queridos irmãos e irmãs da Paróquia de São Giovanni Battista de La Salle
Antes de tudo, gostaria de dizer, Como Todo o Meu Coração, Obrigado Por Esta Acolhida Tão Cordial, Calorosa. Obrigado ao bom pároco pelas suas belas palavras, obrigado por este espírito de familiaridade que encontro.Somos realmente a família e Deus e o fato que vejais no Papa também um pai, é para mim algo muito belo, que me encoraja! Mas agora devemos pensar que também o Papa não é a última instância: a última instância é o Senhor e olhamos para o Senhor a fim de perceber – o quanto possível - algo da mensagem deste segundo domingo da Quaresma. A liturgia deste dia nos prepara seja para o mistério da Paixão - o ouvimos na primeira leitura - seja para a alegria da Ressurreição.
Na segunda leitura, São Paulo afirma que Deus mesmo cumpriu um sacrifício: deu-nos o seu próprio Filho, o doou sobre a cruz para vencer o pecado e a morte, para vencer o maligno e para superar toda a malícia que existe no mundo. E esta extraordinária misericórdia de Deus suscita a admiração dos Apóstolos e uma profunda confiança na força do amor de Deus para nós; afirma, de fato, São Paulo: "Deus, que não poupou o próprio Filho, mas o entregou a todos nós, não nos dará talvez tudo aquilo junto a ele? (Rom. 8,32). Se Deus dá si mesmo no Filho, nos dá tudo. E Paulo insiste sobre a potência do sacrifício redentor de Cristo contra qualquer outro poder que pode marcar a nossa vida. Ele se pergunta: "Quem moverá acusações contra aqueles que Deus escolheu? Deus é aquele que justifica! Quem nos condenará? Cristo Jesus morreu, e ainda ressuscitou, está à direita de Deus e intercedo por nós!" (v 33-34). Nós estamos no coração de Deus, esta é a nossa grande confiança.Isto cria amor e no amor caminhamos em direção a Deus. Se Deus deu o próprio Filho por todos nós, ninguém poderá acusar-nos, ninguém poderá condenar-nos, ninguém poderá separar-nos do seu imenso amor.
Exatamente o sacrifício supremo de amor sobre a cruz, que o Filho de Deus aceitou e escolheu voluntariamente, se torna fonte da nossa justificação, da nossa salvação. E pensemos que na Sagrada Escritura está sempre presente este ato do Senhor que no seu coração permanece eternamente, e este ato do seu coração nos puxa, nos une consigo.
Finalmente, o Evangelho nos fala do episódio da transfiguração (Mar 9,2-10): Jesus se manifesta na sua glória antes do sacrifício da cruz e Deus Pai o proclama seu Filho predileto, o amado e convida os discípulos a escutá-lo. Jesus sobe sobre o monte e toma consigo três apóstolos - Pedro, Tiago e João -, que estarão particularmente próximos na extrema agonia, sobre um alto monte, aquele das Oliveiras. Há pouco o Senhor havia anunciado a sua paixão e Pedro não tinha conseguido entender porque o Senhor, o Filho de Deus, falasse de sofrimento, de rejeição, de morte, de cruz,e ainda havia se decidido diante desta prospectiva. Agora Jesus toma consigo os três discípulos para ajudá-los a compreender que o caminho para chegar à glória, o caminho do amor luminoso que vence as trevas, passa através do dom total de si mesmo, passa através o escândalo da cruz. E o Senhor sempre de novo deve tomar consigo também nós, ao menos para começarmos a entender que este é o caminho necessário. A transfiguração é um momento antecipado de luz que ajuda também nós a olhar para a paixão de Jesus com o olhar da fé. Ela, sim é um mistério de sofrimento, mas é também a beata paixão, porque é - no núcleo - um mistério de amor extraordinário de Deus; é o êxodo definitivo que nos abre a porta em direção à liberdade e à novidade da Ressurreição, da salvação do mal. Temos necessidade no nosso caminho cotidiano, geralmente marcado também pela escuridão do mal!
Queridos irmãos e irmãs! Como eu já disse, tenho o prazer de estar em meio a vocês, hoje, para celebrar o Dia do Senhor. Saúdo cordialmente o Cardeal Vigário, o Bispo auxiliar do setor, o vosso pároco, Padre Giampolo Perugini, que agradeço, mais uma vez, pelas gentis palavras que me dirigiu em nome de todos vocês e também pelos grandes presentes que me ofereceu. Saúdo os vigários paroquiais. E saúdo as irmãs franciscanas Missionárias do Coração Imaculado de Maria, aqui presentes há tantos anos, particularmente responsáveis pela vida desta paróquia, que encontrou pronta e generosa hospitalidade na casa delas nos primeiros três anos de vida.
Estendo ainda a minha saudação aos Irmãos das Escolas Cristãs, naturalmente ligados a esta igreja paroquial que leva o nome do seu Fundador. Saúdo, além disso, todos aqueles que estão ativos no âmbito da Paróquia: me refiro aos catequistas, aos membros das Associações e dos Movimentos, como também aos diversos grupos paroquiais. Gostaria enfim de estender o meu pensamento a todos os habitantes do bairro, especialmente aos idosos, aos doentes, às pessoas solitárias e em dificuldade.
Vindo hoje para o meio de vocês, notei a particular posição desta Igreja, colocada no ponto mais alto do bairro, e dotada de uma torre forte, quase um dedo em direção ao céu. Me parece seja uma indicação importante: como os três apóstolos do Evangelho,também nós temos necessidade de subir sobre o monte da transfiguração para receber a luz de Deus, para que a sua face ilumine a nossa face. E é na oração pessoal e comunitária que nós nos encontramos com o Senhor, não como uma idéia, ou como uma proposta moral, mas com uma Pessoa que quer entrar em relação conosco, que quer ser amigo e quer renovar a nossa vida para torná-la como a sua. E este encontro não é somente um fato pessoal, esta vossa igreja colocada no ponto mais alto do bairro vos recorda que o Evangelho deve ser comunicado, anunciado a todos. Não esperamos que outros venham trazer mensagens diferentes, que não conduzem à verdadeira vida, sejais vós mesmos missionários de Cristo aos irmãos lá onde vocês vivem, trabalham, estudam ou somente transcorrem o tempo livre. Conheço as tantas e significativas obras de evangelização na quais atuais, em particular através do oratório chamado "Estrela polar", - estou feliz em poder levar esta camisa do oratório - onde, graças ao voluntariado de pessoas competentes e generosas e com o envolvimento das famílias, se favorece a agregação dos adolescentes através a atividade esportiva, sem diminuir a formação cultural, através da arte e da musica, e sobretudo se educa ao relacionamento com Deus, aos valores cristãos e a uma sempre mais consciente participação à celebração eucarística dominical.
Alegro-me que o sentido de pertença à comunidade paroquial esteja sempre mais maturado e consolidado no curso dos anos. A fé é vivida junto e a paróquia é um lugar no qual se aprende a viver a própria fé no "nós" da Igreja. E desejo encorajar-vos para que cresça também a corresponsabilidade pastoral, em uma prospectiva de autêntica comunhão entre todas as realidades presentes, que são chamadas a caminhar junto, a viver a complementaridade na diversidade, a testemunhar o "nós" da Igreja, da família de Deus. Conheço o compromisso de colocar na preparação dos adolescentes e jovens os Sacramentos da vida cristã. O próximo Ano da fé seja uma ocasião propícia também para esta paróquia para fazer crescer e consolidar a experiência da catequese sobre grandes verdades da fé cristã, de modo a permitir a todo o bairro de conhecer e aprofundar o Credo da Igreja, e superar aquele analfabetismo religioso que é um dos maiores problemas do nosso hoje.
Caros amigos! A vossa é uma comunidade jovem - se vê - constituída de famílias jovens, e são tantos, graças a Deus, as crianças e os adolescentes que a povoam.A este propósito, gostaria de recordar o papel da família e de toda a comunidade cristã de educar à fé, ajudados pelo tema do ano pastoral, das orientações pastorais propostas pela Conferência Episcopal Italiana e sem esquecer o profundo e sempre atual ensinamento de São Giovanni Batista de La Salle. Em particular, caras famílias, vós sois o ambiente de vida no qual se movem os primeiros passos da fé; sejais comunidades na quais se aprende a conhecer e amar sempre mais o Senhor, comunidades na quais se enriquece reciprocamente para viver uma fé verdadeiramente adulta.
Gostaria, enfim, de destacar a importância e a centralidade da Eucaristia na vida pessoal e comunitária. A santa missa seja o centro do vosso domingo, para que seja redescoberto e vivido como dia de Deus e da comunidade, dia no qual louvar e celebrar Aquele que morreu e ressuscitou pela vossa salvação, dia no qual viver junto na alegria de uma comunidade aberta e pronta para acolher cada pessoa solitária ou em dificuldade. Reunidos ao redor da Eucaristia, de fato, advertimos mais facilmentecomo a missa de cada comunidade cristã seja aquela de levar a mensagem do amor de Deus a todos os homens. Eis porque é importante que a Eucaristia seja sempre o coração da vida dos fiéis, como o é ainda hoje.
Queridos irmãos e irmãs! Do Tabor, o monte da transfiguração, o itinerário quaresmal nos conduz até o Gólgota, monte do supremo sacrifício de amor do único Sacerdote da nova e eterna aliança. Neste sacrifício acontece a grande força de transformação do homem e da história. Assumindo sobre si toda consequência do mal e do pecado, Jesus ressuscitou no terceiro dia como vencedor da morte e do Maligno. A Quaresma nos prepara para participar pessoalmente deste grande mistério de fé, que celebraremos no Tríduo da paixão,morte e ressurreição de Cristo. À Virgem Maria confiamos o nosso caminho quaresmal, como aquele de toda a Igreja. Ela, que seguiu o seu Filho Jesus até a Cruz, nos ajude a sermos discípulos fiéis de Cristo, cristãos maduros, para poder participar juntos com Ela da plenitude da alegria pascal. Amém!









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