
Neste 1º de maio, o Papa Bento XVI proclamou bem-aventurado o seu predecessor. Num tempo muito rápido aconteceu o que, no dia do enterro de João Paulo II, muitas faixas na Praça São Pedro profetizaram: “Santo, já!”.
Pelo fato de haver governado a Igreja por 27 anos, o Papa Wojtyla se tornou muito conhecido. Suas viagens missionárias, o progresso da tecnologia e da mídia que trouxe, a imagem desse homem o tornaram popular. Eu mesmo rememoro o dia em que conversei com alguém que hoje é reconhecido e aclamado como bem-aventurado e me ajoelhei diante dele.
O Pontificado de João Paulo II mudou a história. Ele tinha consciência disso, mas não o viveu com humano orgulho. Pelo contrário, sentia e sabia ser simplesmente um instrumento nas mãos de Deus.
A conclamação imperativa com a qual se apresentou no dia de sua eleição – “Não tenham medo, abram as portas para o Cristo” – ecoou ao longo dos anos, como se ele estivesse lembrando que não devemos ter medo de aderir a Cristo, a despeito dos totalitarismos, das ditaduras e guerras. Ele havia passado por essas realidades num país que sofreu com a opressão.
Seu convite continua valendo hoje, quando sofremos o que o atual Pontífice chama de “ditadura do relativismo”, em que os valores parecem se ofuscar e forças maiores querem fazer desaparecer a presença de Deus em nossa vida.
Mas, afinal, qual é a herança que esse homem de Deus nos deixou? Acredito que seja sua presença em nossos corações. A sua proximidade com as pessoas era fruto do seu carisma. Uma presença silenciosa, sempre atenta. Silenciosa porque ele vivia, conforme seus colaboradores mais próximos, uma união profunda com Deus, pois conseguia mergulhar no coração de Deus e também se solidarizava com as pessoas, face aos problemas que lhes eram impostos.
Quem experimentou o privilégio de ter estado perto dele ficou com a impressão de ter-se encontrado com um “homem de Deus”, um “homem de oração”. Esse era o segredo do seu carisma.
Confiemos a esse nosso Pai na fé, que agora vive na glória, os cuidados da nossa Igreja de Blumenau: ele conhece a terra brasileira porque aqui esteve, trazendo uma mensagem de paz e de amor. Que no céu continue nos abençoando e nos encorajando: “Não tenham medo!”
+ Bispo Diocesano Dom José Negri (PIME)
Pelo fato de haver governado a Igreja por 27 anos, o Papa Wojtyla se tornou muito conhecido. Suas viagens missionárias, o progresso da tecnologia e da mídia que trouxe, a imagem desse homem o tornaram popular. Eu mesmo rememoro o dia em que conversei com alguém que hoje é reconhecido e aclamado como bem-aventurado e me ajoelhei diante dele.
O Pontificado de João Paulo II mudou a história. Ele tinha consciência disso, mas não o viveu com humano orgulho. Pelo contrário, sentia e sabia ser simplesmente um instrumento nas mãos de Deus.
A conclamação imperativa com a qual se apresentou no dia de sua eleição – “Não tenham medo, abram as portas para o Cristo” – ecoou ao longo dos anos, como se ele estivesse lembrando que não devemos ter medo de aderir a Cristo, a despeito dos totalitarismos, das ditaduras e guerras. Ele havia passado por essas realidades num país que sofreu com a opressão.
Seu convite continua valendo hoje, quando sofremos o que o atual Pontífice chama de “ditadura do relativismo”, em que os valores parecem se ofuscar e forças maiores querem fazer desaparecer a presença de Deus em nossa vida.
Mas, afinal, qual é a herança que esse homem de Deus nos deixou? Acredito que seja sua presença em nossos corações. A sua proximidade com as pessoas era fruto do seu carisma. Uma presença silenciosa, sempre atenta. Silenciosa porque ele vivia, conforme seus colaboradores mais próximos, uma união profunda com Deus, pois conseguia mergulhar no coração de Deus e também se solidarizava com as pessoas, face aos problemas que lhes eram impostos.
Quem experimentou o privilégio de ter estado perto dele ficou com a impressão de ter-se encontrado com um “homem de Deus”, um “homem de oração”. Esse era o segredo do seu carisma.
Confiemos a esse nosso Pai na fé, que agora vive na glória, os cuidados da nossa Igreja de Blumenau: ele conhece a terra brasileira porque aqui esteve, trazendo uma mensagem de paz e de amor. Que no céu continue nos abençoando e nos encorajando: “Não tenham medo!”
+ Bispo Diocesano Dom José Negri (PIME)Bispo diocesano de Blumenau S.C







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