
Em um breve discurso de saudação ao Papa, o rei espanhol refletiu sobre a atual situação dos jovens espanhóis, que têm protestado contra a falta de emprego para esta faixa etária.
Bento XVI, por sua vez, afirmou que "certamente não faltam dificuldades" para os jovens em todas as partes do mundo, mas condenou as "tensões e conflitos com derramamentos de sangue" e a "discriminação" contra a fé.
Ontem, jovens espanhóis protestaram contra o gasto de verbas públicas para custear a visita do Papa ao país e entraram em confronto com peregrinos da JMJ.
Para o Pontífice, as pressões acabam criando um ambiente em que a "justiça e os valores" são desrespeitados e "submetidos a interesses egoístas, materiais e ideológicos".
Bento XVI também condenou a "superficialidade, o consumismo e o hedonismo imperantes, tanta banalização na vivência da sexualidade, tanta falta de solidariedade, tanta corrupção".
Por outro lado, disse que "os jovens não estão sozinhos" e que "a descoberta de Deus reanima-os e abre seus olhos aos desafios do mundo".
Bento XVI também foi recebido pessoalmente pela rainha Sofía e pelo premier espanhol, José Luis Rodríguez Zapatero.
Calcula-se que cerca de meio milhão de peregrinos já estejam em Madri para participar das atividades da JMJ. Os organizadores prevêem que mais um milhão de fieis compareçam à missa final, que será celebrada no domingo.







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