Blumenau SC, sexta-feira, 12 de agosto de 2011

“Encontros de noivos”. São chamados assim, mas prefiro designá-los cursos de preparação para o casamento, já que, nos dias atuais, muitos casais resolvem casar somente depois de anos de convivência. O noivado é uma palavra que hoje se usa raramente. Parece que os jovens são alérgicos a esse termo, porque lembra coisas de outros tempos, como as apresentações oficiais aos pais de ambos, a realização de cerimônias e o cumprimento de obrigações familiares.
Na realidade, “noivado” evoca um período de prova, mas não no sentido precário ou duvidoso: “vamos tentar, se der certo...”. É um tempo em que os noivos fazem uma avaliação um do outro, em que a liberdade tem papel importante, pois se trata de um período em que têm uma vida de envolvimento.
O sinal da promessa que os une é um anel, a aliança, “cujo peso não é o peso do metal, mas o peso específico do ser humano, de cada um dos dois e dos dois juntos” (Karol Wojtyla). Dizia o Beato João Paulo II, que “o amor não é uma aventura, não pode durar somente um momento. A eternidade do homem passa pelo amor. Eis porque se reencontra na dimensão de Deus: somente Ele é a Eternidade”.
Cada homem e mulher carregam em seu coração o desejo de uma doação total de si, para sempre. Mas, muitas vezes, não temos a capacidade de viver à altura do desejo do nosso coração. Aparecem, então, as ameaças do mundo e da sociedade: traições, hedonismo, infidelidades... que aos poucos minam o desejo que Deus pôs no coração humano.
Pela graça do sacramento do matrimônio, o amor entre homem e mulher não está fundado sobre a areia movediça das suas próprias forças, mas sobre a rocha do amor de Cristo pela sua Igreja. O dom perfeito que chega até a oferta total de si, que Cristo-esposo faz à Igreja-esposa, é o mesmo que dá forma, sustenta e enriquece o dom que o marido entrega à sua mulher.
A passagem do namoro para o amor implica na escolha dos noivos, de assumirem juntos a descoberta da reciprocidade, que inclui a responsabilidade de querer construir um lar juntos.
Dada a suprema importância que tem a família na Igreja e na sociedade, a Diocese de Blumenau convoca você, meu irmão, e você, minha irmã, para que, no dia 21 de agosto, venham participar da Caminhada da Família. Ela ocorrerá em todas as comarcas e será uma maneira de dizer ao mundo que nós acreditamos no amor eterno e abençoado por Deus, entre mulher e homem, alicerce da nossa vivência eclesial e civil.
+ Dom José Negri (PIME) Bispo Diocesano de Blumenau Santa Catarina







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