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A Primeira Eucaristia Neste ano, em que decidimos em nossa Diocese viver melhor as nossas liturgias e focar melhor a Eucaristia que, como escrevia o Beato João Paulo II, “desde sempre está no centro da vida da Igreja”, desejo refletir sobre o profundo sentido da “Primeira Eucaristia”, lembrando todas as crianças que se estão preparando para esse momento, por meio da catequese.
Desde o início do século XX, com São Pio X - chamado “o Papa da Eucaristia”, a comunhão pode ser recebida pelos fi éis diariamente. Também foi aberta às crianças que tenham alcançado o uso da razão (a partir dos 7 anos de idade e depois de uma preparação adequada), a possibilidade de comungarem com o Corpo e Sangue do Senhor.
Pensemos como, em um século, tantas coisas mudaram na igreja. Mas, sobretudo, na sociedade. Quando o papa Pio X pensava nas crianças de seu tempo, jamais imaginaria o desenvolvimento tecnológico, as mudanças de estilo de vida, as alterações no núcleo familiar que a criança nasceria e cresceria nos dias atuais.
Devemos considerar que, com a massificação e o bombardeio dos meios de comunicação, a família acaba por ter uma mínima influência sobre as pequenas criaturas. E a igreja, menos ainda que a família. Como é difícil entender tudo isso, sobretudo porque a mentalidade comum pode nos levar a pensar que os sacramentos são meros produtos de mercado a que se tem o direito de receber ou adquirir a qualquer hora!
Neste ano particular dedicado à Eucaristia, favoreçamos um encontro mais profundo entre Jesus e aquelas crianças que terão a alegria de poder guardar em seus puros corações o amigo verdadeiro. Acompanhemos de perto os passos dos pequenos que, a partir do recebimento da Primeira Comunhão, terão alguém em quem confi ar de verdade e sentirão como a Eucaristia, de fato, transforma a nossa vida, como transformou a vida de muitos santos.
Importante neste processo - e aqui me dirijo aos pais, primeiros catequistas – é deixar que as crianças se aproximem de Jesus. Como Ele mesmo mandou: “Deixai as crianças, e não as impeçais de virem a mim” (Mt 19,14). Não as podemos impedir de irem ao encontro de Jesus, pois é notório o fato de que muitas delas que se apaixonaram por Jesus acabaram levando à Igreja os próprios pais, que há muito tinham esquecido o caminho para encontrar-se com Ele.
+ Vossa Eminência Reverendo Dom José Negri (PIME) Bispo Diocesando de Blumenau SC







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